Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Mania de grandezas

30/03/2018

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

Estão querendo um tal de Parque Tecnológico em Vitória, dizem os entendidos que seria à exemplo do Vale do Silício, nos Estados Unidos, tido como uma espécie de “área de silêncio”, para permitir as pessoas que ali trabalham, pensar, raciocinar, criar...

Com 42 quilômetros quadrados, sendo que 60% de sua área composta de morros cheios de perigosas favelas, a capital do Estado do Espírito Santo, se não for tomada uma providência para impedir o avanço inconsequente da burocracia e a mania de se aumentar impostos, poderá se transformar numa região inviável, em termos de desenvolvimento.

Como todo município, Vitória é campeã do empreguismo público. Aliás, o Brasil está se transformando numa formidável república do empreguismo, numa espécie de socialismo fajuto, onde todos nós iremos sucumbir pela inércia da economia e, assim, como aconteceu na União Soviética de Stalin, o resultado foi o fuzilamento de 25 milhões de chamados camponeses, que não queriam plantar para entregar sua produção ao governo comunista, para poder alimentar uma camarilha de ladrões.

Por muito favor, Vitória tem a metade do seu funcionalismo inteiramente inútil, improdutivo, encostado em sinecuras ou atividades burocráticas, para atormentar o contribuinte.

A máquina de consumir dinheiro, montada de formar generalizada no serviço público brasileiro, é uma tragédia e, todo dia a imprensa anuncia a realização de concursos públicos. O que ostentam os gabinetes dos vereadores no Estado do Espírito Santo, sendo que Linhares é o campeão dos gastos! É um negócio de dar raiva.

Todo mundo, no Espírito Santo, sabia que o Fundap iria, praticamente, ser extinto, com a pressão de São Paulo, mas as prefeituras continuaram atulhando suas repartições de novos contratos. Em futuro próximo, vamos experimentar a extinção dos royalties da produção de petróleo, uma vergonha nacional e, assim, sucessivamente, à falta de conhecimento básicos para administrar o país vai se transformando num depósito de gente inservível, ganhando salários que o poder público não pode pagar, sob a presunção de que o dinheiro cai do céu diretamente no gabinete dos administradores públicos.

Nossos administradores têm que colocar a cabeça para funcionar, ver como por-se um fim à violência que assusta, está impedindo que as pessoas vão à rua, se divirtam.

O Estado, o País, tem que ter seu desenvolvimento de acordo com o que arrecada, sua capacidade de investimento em infraestrutura. Se não temos recursos para conservar o relógio da Praça Oito, que ficou parado vários anos, como ter Parque Tecnológico?

 


Imprimir | Enviar para um amigo

Pés no chinelo

29/03/2018

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

Sou morador de Vitória e, confesso, não me vejo morando em outro lugar, muito embora há 60 anos passe os fins de semana em Guarapari, como uma espécie de fuga, mudança de ares, para refrescar a cabeça.

Tenho, há anos, acompanhado as discussões sobre a criação de um Parque Tecnológico, em área no distrito de Goiabeiras, sem muito resultado, porque não existe uma “vocação” para a capital do Estado ser possuidora de uma área industrial, principalmente para o campo tecnológico, por estar fora do chamado eixo do desenvolvimento nacional, hoje São Paulo e Paraná, mais receptivos ao desenvolvimento industrial de qualidade.

É verdade que a arrecadação dos municípios caiu muito, com a queda de alíquota destinada aos participantes do Fundap, graças à pressão do Estado de São Paulo, que não quer ver nenhum estado crescer, a não ser ele.

A falta de um estudo de viabilidade técnico –econômico para se implantar na ilha de Vitória um Parque Tecnológico, me parece um erro lastimável. Só assim iriamos conhecer vocações e potencialidades para a criação de um projeto de tal ordem. Não se transforma uma região eminentemente residencial em industrial (tecnologia de ponta) sob um simples desejo político.

Vitória não pode despontar como centro tecnológico numa área de 332 mil metros quadrados, em disputa entre os interesses da comunidade, que quer mais residências e de autoridades que sonham com uma espécie de indutor do desenvolvimento econômico, o que me parece irreal, haja vista que há 26 anos se discute se sai ou não o tal Parque Tecnológico do papel!

A impressão que tenho é que as autoridades federais, estaduais e municipais residentes na Grande Vitória não saem de carro, a pé ou de ônibus, à noite. De dia, já começa a ser uma temeridade. De noite, um suicídio. Comumente, assistimos, após as 19 horas, ônibus parados em avenidas sendo revistados pela Polícia Militar. Sejamos francos, vale a pena sair pelas ruas da nossa cidade?

Quem passa pelas avenidas Leitão da Silva, Vitória, Rio Branco e outras, à noite, após as 20 horas, dificilmente pode para em sinal, para não sofrer nas mãos de assaltantes. Não sei avaliar como sairemos dessa monumental onda de criminalidade. O país está se tornando inviável, não dá para pensar em Parque Tecnológico sem dinheiro, sem incentivo à indústria e com o assombro da criminalidade.

É bom sonhar com o desenvolvimento, mas com os pés calçados em chinelos, não dá...

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   1945 1944 1943 1942 1941 1940 1939 1938 1937 1936   Anteriores »