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Enchentes e burrice

23/11/2018

 

Foi há muito tempo...  Quando era criança, lá no meu São Mateus, aprendi que os rios Cricaré, Doce, Santa Maria, Piraqueaçu e Itapemirim eram navegáveis, recebiam navios até do exterior, com mercadorias importadas pelas colônias alemã, pomerana e italiana, que tinham nas localidades entrepostos e que revendiam as mercadorias que recebiam para Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.

Os pontos mais importantes de comercialização eram Santa Leopoldina, no Santa Maria; Itapina, no rio Doce; São Mateus e Itapemirim.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, com abertura de rodovias ( as ferrovias foram morrendo), o assoreamento dos rios, a burrice governamental a economia dessas regiões, então prósperas, foram murchando, até quase desaparecerem, como os casos de Itapina, no Município de Colatina, Santa Leopoldina, Itapemirim e, no caso de São Mateus, depois de um forte declínio, veio recuperar certa importância a partir da década de 70, quando se descobriu petróleo, seu primeiro poço, na Fazenda do Cedro.

O chamado “queremismo”, de Getúlio Vargas, com a implantação do “barnabé”, o servidor públicos, criou-se no país uma espécie de “filosofia” de que o futuro da nação repousava no empreguismo público e, pasmem, todo tipo de empregado (público ou privado) com estabilidade no emprego, em contraste com todas nações do mundo, quando o trabalho é remunerado por hora, sem repouso remunerado e uma penca de favores que nenhuma nação tem condições de oferecer.

Responsável único pelo atraso econômico, social e cultural que o Brasil vive, tem como absoluto o chamado sistema de governo, ordinariamente conduzido por populistas boçais que, com medo de perderem o comando político, se cercam de auxiliares medíocres, sem condições de promoverem o desenvolvimento.

Essa incapacidade gerencial, medíocre, atrasou o desenvolvimento da nação, a começar pelo desaparecimento da navegação de cabotagem, pelo assoreamento das vias navegáveis, por falta de capacidade de se promover a dragagem dos canais navegáveis.

Uma passagem interessante nos traz o município de Baixo Guandu, na fronteira com o Estado de Minas Gerais, servida pelos rios Doce e Guandu.

Na guerra de 14, com o fracasso alemão, um submarino germânico deixou no Amazonas alguns soldados e, dentre eles um oficial da armada, Fritz Egon Von Lutzoff, engenheiro, que tinha parentes na região. Ali ficou, naturalizou-se brasileiro e construiu a Usina Lutzolf. Digno de uma estátua como herói!

Pelo Brasil, multiplicam-se as tragédias das enchentes, pela incapacidade dos governantes implantarem uma política de desassoreamento dos canais navegáveis e as retenções (acumulações) de águas, como se processam em partes mais desenvolvidas do mundo.

A burrice é um negócio sério...

 

 

 


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Devedores do IPTU.

22/11/2018

 

Tem sido criada uma expectativa incomum em torno do Governo do sr. Jair Messias Bolsonaro, pela pregação que ele fez, continua fazendo, sobre as reformas que pretende introduzir para diminuir a presença do Estado na economia, esse gigantismo maluco, com perto de 500 empresas estatais, rapineiros dos mais diversos calibres assaltando as mais importantes instituições, como Correios, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Petrobras, Eletrobrás e, no frigir dos ovos, todas devem, além das ações dos ladrões, o país tem uma dívida pública de perto de 4 trilhões de reais.

 

A GAZETA publicou em sua página de Economia, na edição do dia 13 de novembro, que mais de 33 mil pessoas, na região da Grande Vitória (Vitória, Cariacica e Serra) estão com o nome sujo no SPC, por dívidas com o IPTU dos seus municípios, com restrições que impedem a abertura de conta bancária.

 

Tem um lado de uma parcela de contribuintes que não gostam de pagar nada mas, no momento tem uma massa que vende o que tem, pede emprestado e não paga, passa por dificuldades com suas famílias e, como resultado, não pagam o IPTU e outras obrigações. No caso do IPTU cobrado pelas nossas prefeituras, são os mais caros do Brasil. As prefeituras, ordinariamente perdulárias  com os recursos que arrecada em forma de imposto, imaginam que os munícipes são uns abonados pela sorte, ricaços, sem importar que na região existem, dispensados de seus empregos, 370.000 pessoas. Tem o dobre de pessoas na informalidade. Na verdade, perto de ¼ dos moradores da Grande Vitória quase, estão impossibilitados de comer e seus nomes vão para o SPC como maus pagadores, quando as prefeituras são esbanjadoras, não sabem o que se passa, em termos sociais, com seus munícipes, se eles podem cumprir as obrigações absurdas que os administradores municipais largam às suas costas.

 

O quadro da economia nacional é meio dantesco. Todos os estados, como o país estão falidos, desgraçadamente falidos. Imaginem porque o país está em estado falimentar! Porque não tem recursos para investir, porque o que arrecada é para pagar a maior folha de funcionários públicos do mundo, com direito a estabilidade, maior retribuição, irremovibilidade e sem qualquer compromisso com sua seguridade social. Se aposenta com o salário integral, enquanto os que pagam impostos, vivem na mais completa miséria.

 

Se não for anulado esse aumento monstruoso de 16% para os chamados servidores do judiciário, tendo à frente o Supremo Tribunal; se não aparecer um peitudo para melar essa canalhice, devemos ter acontecimentos  muito graves.

 

Prefeitos da Grande Vitória, autoridades diversas, SPCs dos munícipios, os contribuintes não têm recursos para pagar impostos de qualquer natureza, Parem com aumentos de impostos, Parem com empreguismo; tomem juízo, para não compartilharem com uma desgraça maior: a revolta popular.

  

 

 


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