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Quanto vale um comerciante?

22/10/2019

 

Em 1941 o Jornal O NORTER, que era editado na cidade de São Mateus, seu dono o jornalista Mesquita Neto, foi preso porque, ao assinar um artigo sobre a morte, por enforcamento, de um pequeno produtor rural, Manoel Justino, por ter seu cavalo com uma carga de bananas, apreendidos, seria vendidos no mercado  em hasta pública, para pagar municipal, imposto territorial rural. O jornalista disse, em seu artigo que o governo desconhecia o que se passava no interior do país, onde o pobre comia mamão com farinha. Mamão, porque o mamoeiro nascia atoa; farinha, quando Deus dava. Foi preso como comunista e passou seis meses na cadeia.

 

Eu não sei bem definir o que é, mas existe uma sacanagem contra aquele empreendedor que quer abrir um comércio. Apareceu, há alguns anos aqui no Espírito Santo, um sujeito falando enrolado, diziam que era italiano, que ia investir não sei quantos milhões numa fábrica de automóveis. Foi rodeado, adulado, enfeitado por autoridades, saiu dando entrevistas na imprensa, ávida por novidades e, no final, o sabido pediu ao governo do Estado um aval de 5 milhões de dólares, para poder dar início aos negócios, trazer as prensas para fabricação dos veículos e uma porção de mentira mais. Os caixotões chegaram com suas coisas, mais o dono da mercadoria desapareceu! Como a tal fábrica de automóveis não saia, o governo (ou Banestes) teve que cobrir o aval e, no leilão do conteúdo dos caixotes, a surpresa foi geral, um monte de sucata enferrujada, um do mais indecentes golpes praticados em nossas autoridades que, ao sabor dos “elogios”, bancam os que chegam aqui falando enrolado, como um tal de príncipe que se dizia um dos filhos do rei da Arábia Saudita, ou da puta que o pariu, recebido com salamaleques, rapapés, banquete no Palácio Anchieta e, no final, era um maluco, bem esperto, acostumado sair por aí, fantasiado com uma túnica de beduíno, pregando mentiras, um vigarista que não se descobriu quem era...

 

Ainda não vi, em toda minha existência, um sujeito, vestindo a roupagem da humildade de comerciante bater às portas do banco, pedindo empréstimo para abrir uma loja. Se os mentirosos que aqui aportam, com suas fantasias empresariais tornassem o que prometem em realidade, o Espírito Santo seria um dos mais importantes centros industriais do mundo mas, no fundo, o homem mais insignificante, com sua portinha, dois ou três empregados, paga a mais estúpida carga tributária do mundo, a energia mais cara da face da terra e um mar de fiscais para atormentar na sua porta.

 

Os governos são tão ignorantes, desconhecem a importância do comerciante, ou daquele pobre sitiante que, quando vai vender suas bananas, tem seu cavalo e a carga que transportava apreendidos, para serem vendidos em hasta pública, para pagar o maldito imposto.

 

E ainda votamos nessa gente de pouco trato.

 

 

 


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Rodrigo Maia sonhando

21/10/2019

 

 

Criticar por criticar, como estão fazendo vários órgãos da grande imprensa nacional, porque se viram privados das grandes verbas governamentais, afagando Lula Livre num descaramento revoltante, é uma atitude que desmerece a crítica feita.

Acho, por exemplo, que desancam o pau de forma impiedosa sobre membros da mais alta corte de Justiça do país, o Supremo Tribunal Federal. Sabemos que ali militam ministros de fazer corar o facínora Al Capone, se vivo fosse mas, por outro lado, ali residem alguns homens sérios, que merecem respeito. Fechar o Supremo seria uma boa? Colocar outros? Politicamente falando?

Agora, recente, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, falou sobre a extinção da Justiça do Trabalho. De fato, o Brasil tem uma justiça trabalhista suigeneris, única, das demais nações do mundo, onde existem as chamadas juntas, para solução dos problemas de natureza laboral, que vão continuar existindo, mas não com a coragem dos “magistrados” que ocorre no Brasil.

Diz o presidente da Câmara Federal, que nunca escondeu o apoio à extinção à Justiça do Trabalho: “A Justiça do Trabalho não deveria nem existir”. A ideia é, com sua extinção, é incorporar seus magistrados à Justiça Federal, o que pode acabar com a antigo problema da ineficiência de pessoal. Hoje, a Justiça do Trabalho tem o dobro de magistrados da Justiça Federal.

O problema maior da Justiça do Trabalho é o seu custo, devorando para sua manutenção R$ 18,2 bilhões. Desse total, 90,3% vão para o bolso dos seus funcionários.

A Justiça do Trabalho gera um terrível desestímulo ao empreendedor. Dentro do mercado de Trabalho, há uma tremenda sazonalidade, o chamado serviço temporário. Quando o empresário precisa demitir, porque a tarefa terminou, o empregado vai à Justiça, acompanhado de um advogado buscar benefícios impossíveis mas, como a justiça do trabalho é boazinha, ela inventa um negócio, um nó qualquer para não deixar o trabalhador sair de mão abanando, fomentando essa maldita indústria de processo que geram tais casos, sendo que um Juiz Federal julga o dobro dos processos que um Juiz do Trabalho.

A Justiça do Trabalho deveria ter acabado em 2017, quando o senador capixaba Ricardo Ferraço foi relator da reforma da Legislação Trabalhista. Perdeu tempo. Poderia ter sido reeleito.

 

 

 

 


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