Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



A imprensa sem rumo

01/09/2019

 

Numa roda de fim-de-semana, onde se falava de política e de políticos, alguém me questionou do porque, sendo eu jornalista, de imprensa, criado dentro de jornal, criticava jornais diversos que metiam a “ripa”, no lombo do governo Bolsonaro.

Não é pecado da imprensa nacional, brasileira. A imprensa de todo mundo (com raras exceções), vestiu uma roupagem de esquerda e acha que nenhum homem público pode ser de direita, caso presente nos Estados Unidos com a eleição de Donald Trump, Bolsonaro no Brasil, Macri na Argentina, por aí, não aceitando as mudanças impostas pelo voto, como foi o recente caso da França, onde o presidente Macron tem passado maus pedaços, com os chamados “coletes amarelos”.

A tragédia para a imprensa e para os de esquerda no Brasil foi a eleição de Jair Messias Bolsonaro. Poderiam ter eleito até o capeta, de esquerda, mas não o satanás Bolsonaro de direita. O negócio é que pouca gente entende o que se chama “Custo Brasil”. Custo Brasil é qualquer produto de consumo (qualquer um, até alimentar) custar três ou até mais vezes do que seu custo fora das nossas fronteiras. Tudo isso é velho, surrado, e nunca adiantou reclamar, até que surgiu um governante destemido, maluco, como Jair Messias Bolsonaro, para enfrentar essas maltas de aproveitadores dos cofres públicos. É um escândalo o que ganha um servidor público, dos três poderes, em relação ao que ganha um trabalhador da iniciativa privada. É uma vergonha.

Queiram ou não, Jair Messias Bolsonaro conseguiu arrebanhar em torno de seu nome, de sua administração, uma das melhores equipes de auxiliar de toda história nacional. Aqui para nós, ter Sérgio Moro como ministro da Justiça é um negócio quase impossível de ter acontecido no Brasil, mas aconteceu e a esquerda, a formidável imprensa, faz um dos movimentos mais imorais de nossa história de imprensa livre para jogar o ministro contra o presidente, num jogo imoral, indecente. O que a TV Globo (o jornal está em fim de linha) faz é um negócio vergonhoso. Qualquer pessoa sabe que tudo não passa de mentira e o presidente Bolsonaro está peitando essa gente com uma desenvoltura surpreendente. Quem poderia agir assim, sendo eleito presidente da República? Haddad? Meirelles? Marina? Porca miséria...

Reclamam que o presidente diz palavrão, fala demais, diz, desdiz, mas fala o que quem votou nele quer ouvir e age do mesmo jeito. Estamos no começo de um governo corajoso, sério, que promete consertar o Brasil de suas mazelas. Tem quem queria que Bolsonaro não dê certo. Vai dar. Pode acreditar. Vamos apoiá-lo.

 

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo

Triste realidade

31/08/2019

 

Quando nos deparamos com alguém que relata seu problema, é bom ouvir, se aperceber do que está se passando e, as vezes, se torna importante passarmos para o outro lado da mesa, onde nosso interlocutor se instalou, convencido de que, ao menos, possamos ouvi-lo e, quem sabe, dar uma ajuda, um apoio. Saber ouvir é uma arte.

Caminha para dois anos que ocorreu uma greve da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros no Espírito Santo, com depredações de estabelecimentos comerciais e mortes, mais de duas centenas.

O governador de então, Paulo Hartung, que convalescia de uma operação, num hospital de São Paulo, deixou o leito para enfrentar os grevistas. Foi aplaudido pelo seu ato mas, no cerne mesmo da questão, ele não se apercebeu de que a parte mais sensível do “corpo humano”: o bolso, recebia magros proventos, uma das menores remunerações das Polícias Militar e Civil do Brasil.

Na cacunda dos grevistas, dando uma de bonzinho, fazendo promessas mil, de anistia aos processados por Hartung, reparação salarial, anistia, promoções, tudo aquilo que os policiais reclamavam, mas que tiveram importância para ele candidato a governador, até o dia que vestiu a faixa governamental, que produziu nele um estado de amnésia, insensibilidade produzida pelo poder. Esqueceu de quem afagou, pelo voto!

Hoje, o governador, o líder das reclamações policiais, tornou-se uma espécie de inimigo da verdade, repelindo até, através dos seus auxiliares, receber comissões de reclamantes, talvez pela falta de coragem de olhar em seus olhos. Estaria acontecendo tal fato?

Podemos, quem sabe, nos depararmos com um movimento paredista dos policias um tanto ou quanto semelhante ao anterior, talvez mais cauteloso, porém mais firme, com consequências políticas irreparáveis para o Senhor Renato Casagrande que, trazendo gente de fora para escorá-lo na Secretária de Segurança Pública, esqueceu de que temos, tanto nos quadros da Polícia Civil, como na Militar, gente da maior responsabilidade, mas sempre marginalizados diante dos “acertos” políticos com gente de fora, sem nenhuma ligação com o Estado.

A greve policial ocorrida no governo Paulo Hartung, com sérias consequências para a economia do Estado, inclusive no aspecto moral, foi de cunho exclusivamente salarial. A próxima, não será por motivo diferente, com um cunho pior: ingratidão.

Professores, médicos e policiais devem ganhar bem, para viverem com dignidade. As distorções salariais nos quadros do Executivo, Legislativo e Judiciário, em certos aspectos, fazem vergonha, como as questões de alegação de direitos adquiridos.

A pior doença é o poder. Transforma os ganhadores em surdos, cegos e petulantes.

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   2205 2204 2203 2202 2201 2200 2199 2198 2197 2196   Anteriores »