Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Uma esperança

28/05/2018

 

Parece, mesmo diante de algumas dificuldades, as autoridades judiciárias brasileiras estão convencidas (tardiamente), que devem manter os políticos corruptos bem distante do sistema eleitoral, impedindo-os de concorrer às próximas eleições, promovendo uma limpeza de candidaturas ao governo federal, de governadores dos estados, senadores e deputados de um modo geral, para impedir que ocorram eleições.

Esforços estão sendo feitos para dar ao país uma nova fase política, no conjunto nacional. É muito desagradável uma nação como Brasil, das suas amplas envergaduras econômicas, ter interrupção democrática, se é que se pode chamar do que está aí de democracia. Só o poder judiciário, com sua autoridade pode auxiliar a nação nesse transe em que ela vive, onde as forças políticas, com suas manobras legislativas, podem torcer a capacidade do judiciário, criando mecanismos os mais desonestos possíveis para subverter o processo eleitoral. A classe política brasileira é capaz de tudo, para se manter no poder.

Antes de se interromper a marcha do processo eleitoral, que deve ocorrer a partir do mês de julho próximo, muita coisa deve acontecer. Se não acontecer, se o judiciário não tiver a necessária “capacidade” de impedir que Lula saia de traz das grades para ser candidato, quebrando a harmonia necessária à recuperação moral do país, sair desse atoleiro de merda que certos partidos o socaram, não ocorreram eleições em outubro. Até as forças populares, que não têm nada de militares, devem vir para as ruas para conflagra o país. Até agora pairam ameaças no ar que, parece, ninguém está imaginando que possam se transformar em acontecimentos graves, mas está tudo dentro da previsibilidade.

A sociedade brasileira, embora excessivamente burra, para discernir quem deve ter a necessária capacidade para conduzir o país, não merece as aberrações políticas que tem ocupado o poder. Creio, será muito difícil termos a recondução e mesmo a presença de gente nova que saia dos quadros do PT, PMDB, PSDB, e outros partidos que se acumpliciaram com essa gente ruim que nos governa, nos últimos doze anos, inclusive esse formidável mastodonte chamado de Michel Temer. Parece que ele “adivinhou” e não quer ser candidato à reeleição, (ele não foi eleito presidente). Afastada tal hipótese, embora ele jamais ganharia eleição para cargo público de qualquer natureza, sua disposição não concorrer já é um bom sinal, já não precisa o judiciário imaginar como afastá-lo.

De resto, o Brasil precisa mudar, nos mais amplos sentidos. Bom mesmo seria um grupo muito sério, que existe no país, assumir o poder para consertá-lo, a exemplo do Movimento Militar de 1964. Vai ser difícil igual.

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo

Quem são os culpados

27/05/2018

 

Começou o julgamento de militares e mulheres de militares da Polícia Militar que, em fevereiro de 2017 fizeram uma paralisação, impedindo a saída e entrada de veículos e militares dos quarteis e guarnições espalhados pelo Estado.

A greve, uma irresponsabilidade sem precedentes na história do Estado, ocasionou a morte de 219 pessoas por tiro e, decorrido mais de ano, ninguém foi punido ou descobriu-se os autores das mortes.Talvez tenham praticado o suicídio, jogando em seguida a arma fora...

Como testemunha das mulheres acusadas de terem patrocinado a greve, impedindo seus esposos de saírem ou entrarem nos quartéis, até o arcebispo de Vitória, Dom Luiz Mancilha foi convidado como testemunha de uma das mulheres acusadas de responsáveis pelo movimento.

O negócio é o seguinte: quem suporta viver num Estado onde sua força de Segurança Pública entra em greve, vê empreendimentos comerciais e industriais serem destruídos pela ação da marginalidade, 219 pessoas mortas, sem culpados, fazendo com que a coletividade, acusada, ficasse reclusa em suas casas, os estabelecimentos comerciais sem funcionar, as escolas paralisadas e, agora, na hora do julgamento, todos se transformam em santos, sem culpados. E um milagre, daí a convocação do arcebispo para depor como testemunha de um dos mais indecentes episódios da história da administração pública do Estado do Espírito Santo.

Pode até, que alguém, com muito boa vontade acredite na reabilitação da Polícia Militar, diante do ato que ela praticou e que durou 20 dias, ou mais com um prejuízo financeiro e moral para o Estado que não sabe como e quando será reconquistado. Empresários que tiveram seus estabelecimentos comerciais destruídos, como perda total, sem jamais poderem se reabilitar economicamente, sem qualquer ajuda do Estado, que se calou diante da formidável tragédia. Como acabará essa história toda? Com a absolvição dos culpados? Simples assim?

Vamos assistir até onde essas coisas caminharão. A Justiça se curvará à base da intimidação? Tudo pode acontecer. Todos sabemos que não é toda Polícia Militar que merece ser recriminada no episódio, mas é preciso que os responsáveis sejam punidos, caso contrário ficaremos à mercê de um bando de irresponsáveis e o Estado fica sem governo, sem dono, sob o comando da marginalidade.

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   1974 1973 1972 1971 1970 1969 1968 1967 1966 1965   Anteriores »