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O sono do uísque.

22/06/2019

 

 

Tenho um velho e acalentado amigo que tinha uma exportação de granitos e, seu maior pesadelo era entrar numa fila, 15 dias antes da exportação, para alugar um container e entrar em outra quilométrica, para exportar o material, depois de submetê-lo à “pressão” de 14 carimbos. Um dia, perguntei-lhe como iam as exportações. Respondeu: “Felizmente, larguei aquela merda. Vendi tudo e vou ser agiota, viver passeando. Não há quem suporte ser investidor no Brasil”.

A partir daí, com o desestímulo do amigo, passei a me interessar do porque o Brasil é esta formidável província. Temos 70 obrigações fiscais e parafiscais, 418 empresas estatais e, em termos, a pior classe política do mundo. Ninguém dá jeito nela, a não ser um terremoto, uma formidável explosão de raiva da sociedade, mandando tudo pelos ares.

Há 25 anos dormiam em caixas num container no Cais do Porto, em Santos, Estado de São Paulo, 64.000 (sessenta e quatro mil) garrafas de uísque Ballantines, importadas da Escócia pela empresa Pais Mendonça, com sede em Fortaleza, Ceará.

Quando do desembarque da mercadoria, o regulamento dizia que os importadores teriam que pagar uma alíquota de 90% sobre o valor, mas os bons moços da Alfândega pensaram diferente e queriam cobrar 240%.

Quando o uísque foi apreendido, em 1986, tinha 12 anos de envelhecimento em barris na Escócia, com mais 25 “dormindo” no Caixa do Porto, lá se vão 37 anos mas, o produto engarrafado, se não tiver nenhuma entrada de ar, não fica com o gosto alterado, a não ser se estivesse em barris apropriados para o envelhecimento.

Aconteça o que bem entenderem que possa acontecer, mas não acredito que o Brasil vá mudar dessa indolência que estamos assistindo, montada no mais imoral processo de corrupção e burocrático do mundo.

Já estou muito velho para acreditado em milagres, coisas impossíveis de acontecer. Daqui há 100 anos, quando todas pessoas vivas hoje tiverem desaparecido, inclusive eu, o Brasil será o mesmo. Nada modificará a índole da maioria do povo brasileiro para eleger gente tão ordinária. Olhem com bastante isenção, com espírito crítico, o quadro político nacional e, sinceramente, esta merda tem jeito?

Sei que é um desencanto falar, ter coragem de dizer o que venho falando continuadamente, mas não tem jeito. O Brasileiro adora viver nesta impressionante merda em que estamos socados, até às orelhas, graças à nossa passividade.  

 

 

 


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Um sonho: Boca Raton

21/06/2019

 

Vez por outra rola umas histórias a respeito de Singapura, pequeno território em mares asiáticos e tida como uma ilha de prosperidade no mundo, onde reside, na atualidade, os maiores empreendedores e um dos povos mais educados e mais limpos que se tem notícia. Tudo isso foi construído a ferro e fogo, depois de Singapura se transformar num dos piores antros de bandidismo do Extremo Oriente. Seu dirigente, um ditador, mandou matar todos traficantes, todos assassinos, todos ladrões, esvaziando suas cadeias, daí sua prosperidade.

O ex-governador Paulo Hartung, há muito tempo, foi convidado a conhecer o condado (munícipio) de Boca Raton, Estados Unidos, Flórida, tido como um dos paraísos americano, pela sua beleza e organização administrativa.

Como tem muito tempo que ocorreu o episódio, pode ocorrer falhas da minha parte, fica melhor, quem quiser conhecer a história, ouvir da boca do próprio sr. Hartung que, justiça se faça, está incluído no rol dos bons e raros governadores que o Espírito Santo teve até ano passado... É bom conhecer Boca Raton e sua história administrativa.


O Brasil está falido. Os estados estão falidos. As prefeituras estão falidas. Os empresários estão falidos, com tantas obrigações fiscais e parafiscais. A cada dia a economia encolhe mais, aumenta de forma preocupante a informalidade e, na informalidade, ninguém paga imposto, porque não suporta a carga tributária, as mil e uma obrigações organismos públicos mais ordinário, montados pela burocracia infernal. Assistimos ainda, além de tanta tragédia econômica, prefeituras anunciando inscrições para contratação de pessoal. Essa gente deveria ser presa, enviada para Singapura, Cuba, Venezuela, Costa Rica, um canto desse, para ver o que é bom... curtir seus pecados de corrupção...

As prefeituras estão fazendo horário de meio dia às cinco horas, pela falta de espaço para conter tão grande número de servidores. Existem 62% de servidores a mais nos serviços públicos nacionais. Será que essa gente sabe desses números? Entendem de finanças?

O Brasil tem 70 obrigações fiscais e parafiscais, 418 empresas estatais. Uma indecente taxa de IPTU, acrescido de marinha, cobrado pelo chamado Patrimônio da União, uma imoralidade. Onde iremos parar?

Estamos caminhando para um grande desastre. O dia que aparecer um doido, tipo governante de Singapura e dizer bem alto um BASTA! Muita coisa pode acontecer e, sinceramente, não gostaria de estar aqui para ver.

Falta aos nossos dirigentes um pouco de escrúpulos.

 

Quem dera que fosse possível imitar Boca Raton. Singapura, talvez seria melhor.

 

 

 

 


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