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Políticas públicas (e privadas também)...

23/07/2018

 

O desenvolvimento de uma nação, um Estado, um município não pode estar amarrado a um tipo de atividade econômica que, vamos dizer bem claro, poderá sofrer uma descontinuidade de forma surpreendente, como aconteceu, há pouco mais de um ano, com a Samarco, importante empresa mineradora operando no município de Anchieta, em nosso Estado. Foi desmontada de uma hora para outra devido ao rompimento de uma lagoa que servia como depósito de rejeitos de mineração, que não mereceu a preocupação necessária, com a manutenção daquele depósito a céu aberto, lá em cima nas montanhas de Minas Gerais, arrastando tudo que encontrou pela frente, até que o rio de lama chegou ao mar, vindo pelo rio Doce.

 

A mais importante empresa do Estado é a Aracruz Celulose, devido sua utilização de recursos renováveis (floresta de eucaliptos), para exportar celulose para variados ramos de atividades.

 

No caso do petróleo, sua exploração é finita, de uma hora para outra surgem os carros movidos a eletricidade no mercado e, até os anos 30, praticamente a Petrobrás estará trabalhando apenas para vender produtos extraídos do petróleo para produção de medicamentos.

 

O governador Jones dos Santos Neves, um dos mais ilustres governantes que tivemos, em um discurso, declarou: “Os galhos dos cafeeiros são por demais tênues, para suportar o desenvolvimento capixaba”, e convocava a todos para uma campanha de investimentos, num estado que praticamente não tinha energia hidrelétrica, o que o levou a construir uma represa no rio Santa Maria, com objetivo de tirar o Estado das mãos da despreparada Central Brasileira de Força Elétrica, que veio a ser extinta na década de 70.

 

Agora mesmo, o Governo Federal desviou recursos para construção de um ramal ferroviário para Pará/ Mato Grosso do Sul, para atender a demanda de um dos maiores centros produtores de alimentos do Brasil.

 

O Espírito Santo, através de sua classe política, está protestando contra a medida, sem saber que nosso Estado, tirando o café, não produz um alimento sequer, para o abastecimento da população do Estado. Somos dependentes de tudo que nos alimenta, simplesmente porque não temos incentivo para a produção de alimentos, como feijão, arroz, milho, verduras, o básico para alimentação de sua sociedade.

 

Por que, os grandes centros produtores de feijão, como o município de Castelo, em nosso Estado, entrou em decadência?

 

A indústria que prospera em nosso Estado, no Brasil como um todo, é a do empreguismo. O Estado não suporta as despesas colocadas em seus ombros, a partir do emprego dos que estão na atividade. Os inativos consomem percentual igual ou maior dos que estão na ativa.

 

 

 


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Intervenção: um dia vai acontecer

22/07/2018

 

Tenho dito, como muita gente, que o Brasil não tem jeito. Tem! Pra tudo nesse mundo, tem jeito. Pode até demorar, mas tem. Um dia há de surgir alguém, apoiado pela parcela maior da sociedade que, enojada com o que aí está, se rebelará.

 

Tenho ouvido importantes chefes militares dizerem que “as Forças Armadas respeitarão os princípios constitucionais”, e ninguém quer que seja ao contrário, seria o caos, daí tomar como sentido direto a fala da autoridade, como que seria impossível, uma ação militar. Não condiz com a verdade. Um dia a deterioração nacional, nos campos da máquina pública chegará a um ponto, dos poderes não se entenderem, que a intervenção virá, como uma solução desagradável, mas virá...

 

É preciso que sejamos prudentes, corretos, ao afirmar que apenas um número muito restrito, vamos aventurar, uns 2% da população, do chamado poder constituído, em todos os níveis, estão podres, podres de precisarem de uma profilaxia que só será possível com a morte. Não há nenhum exagero, quando assistimos refinados ladrões, julgados, condenados, saírem de mãos abanando, num processo de indignação geral, para todos nós que achamos, com a devida vênia, que tais pessoas devessem ser enforcadas, ou cumprirem pena de prisão perpétua, no mínimo.

 

Não sei dizer como essa corja ainda permitem que o juiz federal Sérgio Moro continue à frente do processo Lava Jato, assistido por um grupo de promotores que apoiam intransigentemente as ações da Polícia Federal. Temos que não admitir a extinção do processo Lava Jato, embora as manifestações políticas que, no final das contas, não afasta esse grupo com medo de uma explosão social. Não é brincadeira, 85% da população apoia as investigações, as ações dos procuradores e do juiz federal Sérgio Moro. Como se vê, uma esplêndida maioria, o mesmo percentual que apoia as Forças Armadas, quer ver os ratos do poder público trancafiados.

 

Nós não podemos permitir que prospere no país esse tipo de justiça, esse tipo de classe política e muito menos a insegurança que estamos assistindo, vivendo toda sociedade acuada, presa dentro de suas casas, com medo da marginalidade, da própria polícia, como aconteceu recente no Espírito Santo, com a greve da Polícia Militar.

 

Tem que aparecer um nome, uma figura, para segurar o que imaginamos o “bastão da esperança”, para nos conduzir. Tivemos em julho de 2013 um fato excepcional no Brasil, com a desordem generalizada nas cidades, os maiores centros viraram campo de violência, de destruição. Prometeram mundos e fundos e não se resolveu nada. Estou com medo da próxima vez...

 

 


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