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Mazelas aos montes

30/08/2019

 

Uma das grandes expressões da intelectualidade capixaba, professor Geraldo Costa Alves, com quem tive a satisfação de trabalhar por alguns anos em A GAZETA, me considerando como seu “ grande amigo”, costumada proferir, em latim, uma frase interessante: “Eu sou o que eu sou. Você é o que você é”. O mundo deveria ser assim, sem preconceitos, sem arrotos de grandeza.

Professor de latim, francês e português em vários colégios de Vitória, quando Brasília começou a atrair força de trabalho, ele se mudou com a mulher para lá, também professora na área de Educação Física, pessoas de extraordinária formação intelectual, também.

A lembrança de Geraldo Costa Alves me vem à propósito das informações publicadas pelo jornal A Tribuna, do dia 16 de agosto em curso, sobre as investigações de PMS por fraudes para conseguir promoções, com a utilização de centenas de diplomas falsos, colocando a corregedoria da Polícia Militar para apurar as irregularidades.

Raios, por que as pessoas não querem ser o que realmente são? As coisas não costumam ficar escondidas por muito tempo, embora há muito tempo a praxe de se usar diplomas falsos é de uma evidência vergonhosa. Tive um amigo, brincalhão, que um dia, em Paris, França, pediu para baterem uma fotografia sua defronte a Sorbone. Tempos depois usava a fotografia como participante de um curso naquela importante escola. Grandes merda, o sujeito quer o “título” apenas para melhorar de salário, mas seus conhecimentos, num futuro próximo se amesquinham, quando descoberta a fraude.

A Polícia Militar do Estado so Espírito Santo dá um bom exemplo, pondo um fim a uma imoral tramóia que precisa, não apenas ter um-fim, mas que sejam punidos os responsáveis pela concessão de tais diplomas e pelos usuários.

Dá para imaginar o mundo de diplomas falsos que rolam por aí, com os mais indecentes propósitos.

Passava, certa feita em São Paulo, pela av. Ipiranga, saindo do Bar do Alemão e, na frente, tinha um sujeito, sentado numa mesinha ostentando um cartaz: “Tiramos atestado médico”; “Multas de Trânsito”, “renovamos carteira” e outras “atividades” ilegais e imorais.

Tudo isso faz parte da cultura brasileira, do aproveitamento indecente. Milhares e milhares de sinecuras existem para ludibriar os trouxas, como as indecentes barreiras eletrônicas, uma formidável ladroagem, como diz o presidente Jair Bolsonaro.

Tem tanta coisa “imoral funcionando” no Brasil que, só daqui há 500 anos, se tivermos governantes sérios, acabaremos com tais mazelas. 

 

 

 


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Exploração indecente da Amazônia

29/08/2019

 

Tem muito tempo, foi pela década de 70 que, através do empresário capixaba radicado em Manaus, José Rebuzzi, que fiquei conhecendo um homem tão extraordinário como o apresentador: Samuel Isaac Benchimol, (1923 -2002) a quem Rebuzzi denominava como o “maior conhecedor da Amazônia, se constituindo, juntamente com Jarbas Passarinho, uma das maiores expressões intelectuais do Pará (1920-2016), como Benchimol, no Amazonas.

Me levando a passear na sua lancha pelos rios Amazonas e Negro, José Rebuzzi discorria sobre a região como um grande entendido mas, no regresso a Manaus, me levou a conhecer a figura de Samuel Isaac Benchimol, uma verdadeira enciclopédia sobre a região. Posteriormente, conheci bem de perto o senador Jarbas Passarinho, através do então governador Christiano Dias Lopes Filho, quando era ministro da Educação.

Benchimol nasceu em Manaus, em 13 de julho de 1923, vindo a falecer em 5 de julho de 2002. Jarbas Passarinho era Natural de Xapuri, Acre, onde nasceu em 11 de janeiro de 1920, indo com três anos de idade morar em Belém do Pará, se transformando, também, uma das grandes figuras da intelectualidade nacional.

Minha visão sobre a região amazônica, de um modo geral, foi construída através dos ensinamentos desses dois grandes notáveis homens brasileiros, que não só amavam a Amazônia, mas, principalmente o Brasil. Eram defensores intransigentes.

Benchimol falava que as invasões de terras na Amazônia faziam parte da eterna ganância do homem pela posse da propriedade, mas que o Brasil tinha muita terra nua inexplorada economicamente para a agricultura, que no futuro, o gado, que era o objetivo do desmatamento, tinha que ser cuidado em grandes confinamentos, necessitando de pequenas áreas. As grandes florestas eram povoadas de árvores subaquáticas, não tinham valor comercial, a região sofria de periódicas cheias e sua exploração, como território era impossível, pelo custo, o mesmo acontecendo com as vastas regiões pantaneiras, com suas cheias cíclicas, impossíveis de serem alteradas. “Não adiantava brigar com a poderosa força da natureza”, dizia.

Um, era da escola da sabedoria do outro. Jarbas Gonçalves Passarinho era de uma lucidez impressionante e falava da necessidade do Brasil ocupar, de forma estratégica, a “Amazônia Legal”, com suas impressionantes reservas minerais e, na ocasião me presenteou com um levantamento das potencialidades da região, trabalho contratado pela Vale do Rio Doce, através de escritórios altamente especializados.

Hoje, os que incendeiam as terras amazônicas, o fazem com objetivo de prejudicar a imagem do presidente Jair Messias Bolsonaro, coloca-lo em confronto com uma corja comunista que bota fogo no mato para culpar o governo que, se não o matarem, vai construir a grandeza do Brasil. A gritaria de governantes estrangeiros, é medo do Brasil ficar grande.

O que faz pena é que figuras extraordinárias como Samuel Isaac Benchimol e Jarbas Passarinho desapareçam sem que seus vastos conhecimentos sobre uma região tão importante não seja divulgado, pondo um fim às especulações sobre seu futuro, como se o Brasil fosse um aglomerado de imbecis, de espinha dorsal flexível.

Uma das últimas observações de Benchimol sobre o clima na terra era de que sua responsabilidade caia sobre o movimento dos Oceanos, que cobriam três quartas partes do globo terrestre, a poderosa força que movia o oxigênio que dava vida ao Globo Terrestre.

Duro neles, Bolsonaro!

 

 

 


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