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O poder e os sábios

28/03/2018

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

Em matéria de políticos, o brasileiro, o eleitor, propriamente dito, é péssimo observador. Vejam que, de um simples vereador ao presidente da República, todos que se elegem, com raríssimas exceções, ficam ricos, prosperam com uma facilidade formidável; se transformam em sábios, após tomarem posse (todas sandices que cometem se transformam em coisas brilhantes) e, terceiro, perdem a memória, não sabem para que foram eleitos e não querem sair mais do poder...

Meu pai dizia: “A cada dia que passa, você tem obrigação de ser mais inteligente, pelo que vai aprender no dia a dia, lendo ou estudando”.

Certa feita, um administrador público, desses inteligentes que nos rodeiam, me fez uma pergunta, uma única: “Se você estivesse no meu lugar (que ideia!), qual a medida que tomaria para desenvolver a Grande Vitória? ” Convocaria empresas de planejamento para fazerem um projeto de uma linha férrea em toda orla do Estado, margeando a Rodovia do Sol, por exemplo. Só faria isso! Atrairia o desenvolvimento.

O administrador voltou a me perguntar: “Você já deu esta idéia para alguém?” Não senhor. Nunca me fizeram tal pergunta. “Agradeço ficar em sigilo. Vou examinar sua ideia...”

Agora mesmo, com a proximidade das eleições, apareceram as promessas. Não terminam uma rua que começaram a esburacá-la há 10 anos, como podem construir uma dezena de portos? De onde vem tal montanha de grana?

Um desses sábios da nossa política, num encontro com lideranças do comércio, declarou que, um de seus grandes projetos era construir meia dúzia de escadas rolantes para as favelas da capital. Ponderei que teria um custo elevado, por serem construídas ao ar livre, sujeitas às intempéries, manutenção, etc. O sábio não gostou da minha intromissão. “Hoje, esses equipamentos são construídos em aço inoxidável, não enferrujam. Já temos até os projetos encomendados...” Esperei uma oportunidade é acrescentei: Poderíamos ter uma sétima escada rolante. “Para onde”, indagou o sábio. Pra Lula, excelência. Vai ser ótimo para o turismo... Ele ficou puto dentro dos panos com a gozação. Foi uma inutilidade como prefeito...

Os maiores sábios que tivemos, como presidente da República foram Lula, Dilma e Temer de quebra... Que sumidades... Como somos burros, elegendo essa gente...

 

 

 


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Sem explicação aparente I.

27/03/2018

NOTA – Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

Acho meio cedo, prematuro, expressar comentários a respeito da morte trágica da vereadora do PSOL, Rio de Janeiro, Marielle Franco, na madrugada do dia 4 de março, metralhada no interior do seu veículo, junto com um motorista.

Milhares de pessoas morrem assassinadas diariamente no Brasil, mas não se esperava que a morte da vereadora pudesse ocasionar tamanho estardalhaço, através das mídias, impressa e eletrônica, enquanto as redes sociais, espalhavam vídeos com pronunciamentos da vereadora, dando uma espécie de indicativo para sua personalidade forte, acostumada a pronunciamentos exaltados, denunciando ações policiais nas favelas, como a do salgueiro, no Rio de Janeiro, onde bandidos, fortemente armados foram mortos em ação policial.

Marielle não poupou a Polícia Militar em nenhum momento mas, afirmar-se que sua morte teria sido por este ou aquele motivo, vai uma distância muito grande e o correto é apurar-se com muita isenção os acontecimentos, para apontar culpados.

Estamos vivendo instantes difíceis na nação brasileira. O país foi tomado numa espécie de assalto por grupos marginais capazes de tudo, até de inviabilizar a intervenção militar no Rio de Janeiro, porque ela se concentra nas favelas onde estão os focos de marginais que ali se instalaram a partir da década de 70/80 e se transformaram num câncer difícil de ser extirpado, sem ocasionar muitas e muitas mortes.

Pode ser que a vereadora Marielle Franco seja uma das vítimas dessa violência que estamos falando. Teria sido contaminada depois de assistir um mundo de tragédias sem poder solucioná-las, como seria do seu intento, sendo tragada pelos acontecimentos.

 

Seus pronunciamentos inflamados, na Câmara dos Vereadores, a troca de acusações mútuas com seus pares, sempre dispostos ao bate-boca desconstrutivo, acirrava os ânimos, porque todos perderam a noção do diálogo, do entendimento.

Talvez a morte de Mariella Franco seja um novo despertar, uma forma de repensar numa situação que, nos parece, sem jeito. Antes que morra muita gente, trucidada como a vereadora, é preciso que se encontre uma forma de mediar as forças em conflito, que são muitas, porque existem bandidos de várias facções à solta nas favelas do Rio de Janeiro e, a impressão que tenho, se não ocorrer muitas mortes, nada resolverá.

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA


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