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A solidariedade humana existe.

31/01/2020

 

O Estado do Espírito Santo está passando por um profundo abalo, nos campos social e econômico (já não bastavam no campo político e no moral, como o Brasil), com as chuvas torrenciais que ainda caem sobre vários municípios do Estado, e vizinhos, como Rio de Janeiro e Minas Gerais, que aumentam as sequelas abertas.

 

No impressionante clima de tragédias, ressalte-se a solidariedade humana. Tocada pelos sentimentos humanitários; as comunidades, com que movidas por uma formidável mola, se levantam, cada um com seu punhado de coisas para socorrer os desabrigados pela impetuosidade das águas que invadem casas, estabelecimentos comerciais, indústrias, diversas atividades essenciais, como hospitais, farmácias, escolas, postos de saúde, destruindo tudo que encontram pela frente, até plantações.

 

É a velha história: se você quer saber da aflição que atinge seu vizinho, passe para o lado dele.

 

Parece que a angústia, a intensidade do sofrimento, a dor profunda anestesia os que sofrem, paralisam seus sentimentos. Como pode resistir uma pessoa que perdeu mulher, filhos, netos, ficou só? Qual o raciocínio que essa pessoa faz do sentido de sua vida?

 

Não vi os “guerreiros” dos direitos humanos, das ONGs ávidas por dinheiro, desses assaltantes de cofres públicos se dispuserem  de forma corajosa e anônima, se colocarem à frente dos voluntários que, sem nenhum convite, movidos por sentimentos internos, foram, ajudar o próximo. No primeiro dia que as águas invadiram a cidade de Iconha, os que passaram por lá viram as máquinas – pás e retro escavadeiras – do município de Guarapari colocados à disposição para ajudar na remoção dos escombros, graças à determinação do prefeito Edson Magalhães. Cansado de movimentar rodo e vassoura, ajudando a limpar ruas imundas de lama, o prefeito Sergio Meneguelli, de Colatina estava acocorado num canto fazendo sua refeição num marmitex, da maneira mais simples possível, como um dos milhares de anônimos que se locomoveram para o lugar das tragédias, com objetivo de servir. Na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, movidos pela bestialidade, grupos de jovens delinquentes, ladrões mesmo, tentavam arrombar estabelecimentos que, felizmente, eram vigiados por seguranças contratados, sendo dispersados à bala. Uma triste mancha na mais impressionante manifestação de SOLIDARIEDADE humana.

 

As tragédias ocorrem, de forma inesperada, as vezes, mas podem ser atenuadas se o homem colocar sua inteligência para promover medidas de segurança, o que pode ser feito diante de chuvas torrenciais, mas difícil quando são frutos de terremotos, maremotos, explosões vulcânicas, etc.

 

Dessa impressionante tragédia que sacode o Estado do Espírito Santo resta um grande consolo: a solidariedade humana. Pessoas de todas as condições sociais se unirem num dos mais belos exemplos de solidariedade. É o consolo que resta.

 

 

 


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Luta inútil II

30/01/2020

 

As hostilidades crescentes ao governo Jair Messias Bolsonaro são proporcionais ao sucesso que ele vem alcançando, mesmo que achem que são extravagantes ou despropositadas, como o caso da suspensão do funcionamento dos radares nas rodovias federais.

 

Pessoalmente acho que aquela não deveria ser a providência mais importante para ser tomada de imediato, no campo das ignorâncias montadas pela burocracia desastrada que campeia pelo Brasil e que tem adeptos até de sobra.

 

O Brasil tem 70 obrigações fiscais e parafiscais e um balaio cheio de autarquias criadas com objetivo exclusivo para dar emprego a desocupados, afilhados inúteis que se aferram ao poder.

 

Falam que é desejo do Ministério da Economia reduzir 70 obrigações fiscais para 5, mas ainda não encontrou-se o meio seguro para encostar os burocratas que ocupam tais feudos. Creio que, a redução das 70 obrigações para 35 seria uma grande vitória mas, dizem, o professor Paulo Guedes quer submeter ao Congresso a Reforma Tributária e, no seu bojo, introduzir o corte, não sei em que proporções.

 

Quem vê o Brasil com 226 milhões de habitantes não imagina que ele tenha o maior sistema burocrático do mundo. Uma prefeitura da Grande Vitória tem um sistema de “incentivo” à fiscalização que reside na contagem de pontos em quantas vezes um processo passa por uma mesa de um burocrata. O processo roda, roda, roda tudo que é mesa, as vezes dois, três anos e até mais. Em muitos casos o investidor desiste da burocracia e procura outros territórios menos indecentes. O sistema Judiciário Brasileiro é o que estamos vendo. A Justiça do Trabalho é um instrumento insólito, não merece um qualificativo decente.

 

Qualquer jovem interessado no desenvolvimento econômico e social da nação sabe que só uma “erupção vulcânica”, um cataclismo, com a morte de muita gente, será capaz de colocar o país nos eixos. Infelizmente as possibilidades revolucionárias são remotas, tais acidentes naturais, mais remotos ainda. Olha as chuvas...

 

Nada resiste à burocracia brasileira.

 

 

 


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