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Atos apressados.

29/01/2019

 

Não existe nada mais difícil do que administrar o chamado patrimônio público. Tivemos aqui, no Estado, em época não muito remota, governantes excelentes como o polido senhor Carlos Fernando Monteiro Lindenberg, que era de uma extrema segurança para dizer: “Lamento, mas não posso atender o que o amigo está solicitando”. E não conversava mais sobre o assunto, pela sua impossibilidade de atender certos tipos de pedidos. A estrutura moral, a capacidade administrativa desse notável capixaba, deveria ser cultuada, como exemplo a ser seguido. Viveu para o Estado, era um Estadista.

 

Assistimos, agora, duas ações governamentais que mereceriam maiores reflexões pelos seus autores. No campo federal, o presidente Jair Bolsonaro, sobre quem residem grandes expectativas, com sua decisão de permitir o porte de armas, como prometido em campanha. Outra decisão, já no terreno paroquial do Espírito Santo, o governador Renato Casagrande aprovando, a toque de caixa, na Assembleia Legislativa, projeto de anistia para militares envolvidos na greve de fevereiro de 2017,paralisou a Polícia Militar, provocou 219 mortes misteriosas; a tiros, depredações de mais de 300 estabelecimentos comerciais; um prejuízo nacional, com a convocação da Guarda Nacional, para conter a desordem, coroada agora que com a anistia aprovada pela Assembleia Legislativa por unanimidade (!), convocada especificamente para a finalidade.


Dizem que as pessoas, desde que maiores, em suas plenas funções psicológicas e mentais, respondem pelos seus atos. O problema, como dizia minha mãe, é o tempo, o amanhã. O que será o amanhã?

Pode ser, quem sabe, que os perto de 3 mil militares anistiados, amanhã venham a transformar o governador Renato Casagrande num herói de si mesmo, mas o que restará de exemplo para a sociedade, num futuro próximo? Só o tempo dirá. Não creio que um afago político, irresponsável, construirá a grandeza do futuro!


A corrida ao armamento, deve ser cautelosa. Não posso ir correndo ao empório adquirir uma arma só porque um simples decreto governamental permite. O desarmamento foi um erro grosseiro, deveriam limitar, em exigências, o porte de arma, não transformar a proibição num espetáculo inútil, com os bandidos armados até os dentes e a sociedade desarmada.


No caso da anistia aos policiais militares envolvidos na greve, nos parece um ato apressado, perigoso. Como anistiar quem não pode fazer greve e causou um prejuízo moral e financeiro ao Estado, à sua sociedade, com 219 mortes nas costas? Coisa difícil de se apagar, a não ser como o uso do tempo.

 
Vamos ver como essas coisas se comportarão brevemente...

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA

 

 


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Difícil de suportar.

28/01/2019

 

Sarney , José, era presidente da República e, um belo dia ele tentou sair do hotel onde se encontrava hospedado, rumando num ônibus blindado, com destino à Igreja do Largo de São Francisco, no Rio de Janeiro, onde era padrinho da filha de um amigo seu, seu suplente de senador.

 

Quando o ônibus adentrou no Largo de São Francisco, depois de ultrapassar um mar de protestos formado na rua Uruguaiana e adjacências, a massa humana ali postada, sob o comando do PT, CUT e outros grupos de ativistas bradavam: “Sarney, ladrão, Pinochet do Maranhão”, e o bordão era repetitivo e, até picaretas foram utilizadas para destruir o ônibus blindado que conduzia a comitiva de José Sarney.

 

Nada furava o bloqueio armado pela fúria dos protestos sobre  a presença do Sarney até que surgiram blindados do Exército para salvar o homem das mãos da turba enfurecida. O ônibus que conduzia o presidente da República e sua comitiva foi arrastado dali por carros militares, para evitar seu trucidamento. Ali nascia a força indomável da oposição petista ao governante que promoveu os maiores índices de inflação que a nação brasileira já suportou, 80% ao ano.

 

A deterioração da moeda nacional, o custo de vida galopante, a falência moral das autoridades, a corrupção pululate  e incontrolável, a mediocridade administrativa desestimulando a iniciativa privada, tudo de ruim, absurdo, acontecia, chegando-se ao ponto de eleger-se, com impressionante maioria, Fernando Collor de Mello, um outro pulha, caçado e quase castrado, pela fúria do PT e dos seus seguidores, tendo como braço esquerdo, a CUT.

 

De lá para até esta parte da história nacional, a coisa não melhorou, ao contrário, piorou tanto, mas tanto que, como uma espécie de esperança, elegeram Jair Messias Bolsonaro, uma figura carismática, se dizendo de uma direita liberal e com promessas de acertar o Brasil, desburocratizá-lo, anulando o processo que o distingue como uma socialização de merda.

 

Não há força que destrua o processo oligárquico montado na Justiça brasileira. A “senhora” Justiça se constitui num dos maiores problemas a serem rompidos pela força governamental e Congresso Nacional. A Justiça tem o poder de prender todo aquele que lhe parece ser seu contrário. Em todo lugar civilizado, democrático do mundo, o império da ordem vem do Congresso Nacional e não da Corte Suprema ou dos tribunais, como ocorre presentemente na Venezuela.

 

Se o governo de Jair Messias Bolsonaro não entender que ele foi eleito pra esse objetivo, desburocratizar o Brasil, liquidando com as infames sinecuras criadas, não tem jeito, vamos continuar o que somos a muitos e muitos anos, desde que Getúlio foi ditador e Sarney usurpador.

 

É preciso ter um formidável saco...

 

 

 


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