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Caminhos difíceis

27/01/2019

 

É comum avaliar-se que, todo homem chamado de público, quando assume o poder, se transforma num ser inteligente, ninguém mais tem considerações de aconselhá-lo.

O Brasil, que sempre ouvimos falar que era “o país do futuro”, enfrenta, desde sua transformação em República, um processo burocrático crescente, com a criação de mecanismos de controles burocráticos às centenas que, não só encarece o chamado “custo Brasil”, como multiplicam as chamadas obrigações fiscais e parafiscais, desestimulando o surgimento de novos investidores, que preferem viver de rendimentos do que trabalhar para gerar empregos, promover o desenvolvimento da nação.

Por que essa impressionante corrida, de todas partes do mundo, de pessoas que querem viver nos Estados Unidos da América? Não se assiste, por exemplo, migrações de americanos para outras partes do mundo, exatamente porque eles estão satisfeitos com a vida que levam, dentro do que estabelecem as leis do país, não se tendo notícia de que, ali, o sistema burocrático (ou de qualquer país do mundo) tenha 70 obrigações fiscais e parafiscais, que desestimulam o indivíduo desde a hora que nasce até a hora da morte, mas que, mesmo morrendo, preferiria ir viver nos Estados Unidos, onde as obrigações são rígidas, mas não atormentam o cidadão na hora de investir, de trabalhar, de viver.

Foi pensando na desburocratização do Brasil que fomos atraídos para a eleição do sr. Jair Messias Bolsonaro. A primeira medida por ele adotada, sua promessa de campanha, foi liberar a posse de arma, facilitando aqueles que desejam ter uma arma em casa, para sua defesa pessoal, já que os bandidos andam mais bem armados do que a própria polícia.

Não sei se estou falando grego, uma das línguas mais difíceis que existem no mundo, porque as chamadas autoridades, parece, desconhecem as amarras burocráticas que emperram o desenvolvimento nacional. Dizem os chamados sábios que o investidor pode abrir uma empresa em 15 dias, no Brasil. Realmente, pode, mas na cabeça do burocrata. Para colocar o empreendimento sonhado em operação, leva anos ou, na melhor das hipóteses, desiste, porque ninguém suporta passar quatro, cinco, seis e mais anos aguardando a concessão de uma licença ambiental, um carimbo da vigilância sanitária ou do Corpo de Bombeiros.

Em que lugar do mundo existe esse monte de carimbo ou essa demora infernal, para aprovar um projeto, a concessão de um a licença para edificação?

Está certo, o governo está preocupado com o déficit público, a previdência social, que consome rios de dinheiro, onde existe um dos processos mais infames de corrupção mas, por que as coisas que emperram o desenvolvimento não saem? Nem as reformas anunciadas e pretendidas?

 

 

 


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Anistia perigosa

26/01/2019

É velha a afirmativa: “A pior justiça é melhor do que a falta dela.

Tem dois anos, quase, que ocorreu uma greve singular na Polícia Militar do Espirito Santo, até então tida como uma das mais tradicionais e respeitadas do país, o que não fazia qualquer favor. De uma hora para outra, as mulheres (um negócio meio ridículo, grotesco) trancafiaram seus maridos militares nos quartéis, batalhões, para que eles não comparecessem ao trabalho, exigindo aumento de seus vencimentos. Na melhor das hipóteses, ingressamos numa gaiola de loucos: quem está de dentro não saí, quem está de fora não entra e, nesse desdobramento selvagem, 219 pessoas foram mortas a tiro, sua maioria na grande Vitória e mais de três mil estabelecimentos comerciais depredados, muitos não voltaram a funcionar mais, faliram. A Força de Segurança Nacional foi convocada para restabelecer a ordem, gerando um desgaste moral para Estado, para própria polícia, sem limites. Diga-se de passagem, o vice-governador no cargo, Cesar Colnago, pelo impedimento do então governador Paulo Hartung, licenciado para tratamento de saúde, saiu do hospital para acudir seu secretário de Segurança, André Garcia, ajudado pelo vice-governador, que impunham a ordem.

Novo governo, vida nova. Na campanha, parece, sem ligar muito para o direito, o candidato Renato Casagrande prometeu anistia geral para os grevistas escoltados pelas suas mulheres e, nem bem tomou posse, mandou para o Legislativo, também não muito consciente de suas responsabilidades, aprovou a anistia prometida.

É a velha história, do camarada que disse a Lampíão, famoso cangaceiro, ter comido muito a “veia” mãe dele. Não sei como vai terminar, qual a reação do Ministério Público diante do amontoado de processos gerados pela greve da PM Capixaba, o que vai acontecer... Sei que o comercio vai buscar o ressarcimento da destruição dos estabelecimentos comerciais. Só em Cariacica, o Clube de Dirigentes Lojistas afirma que são mais de mil e quinhentos estabelecimentos destruídos. “Se policiais grevistas são até indenizados pelo Estado, porque não comerciantes que perderam tudo, ou quase tudo”, diz uma fonte do comercio de Cariacica, não pode ser?

Como ao Estado pode tudo, ou quase tudo, vamos ver até essas coisas estranhas caminham no Espírito Santo.

Essas inconsequências, meio sem jeito, meio estúpidas, devem ser deixadas à consideração da Justiça.

Houve um prejuízo econômico e moral de grande repercussão internacional, para o país e para o Estado. Então, uma corporação faz greve e quer que o Estado a indenize pelos prejuízos causados à sociedade?

Esse negócio não pode e não vai dar certo.

 

 

 


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