Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Tudo igual 1x1

03/02/2021

 

Tudo igual: 1x1. Tem uma música, um samba de breque, mais ou menos isso, que diz: “Este jogo não pode ser 1x1”. Todos nós, eleitores somos demasiadamente tolerantes, chegamos a ser até ingênuos, com a classe política.

 

Recente, foram realizadas eleições no Brasil para elegermos prefeitos e vereadores de mais de cinco mil municípios. Nada contra a existência de vereadores e prefeitos, mas, não vamos inventar proporções, sem a possiblidade de contarmos com um levantamento estatístico sério: se fosse possível a realização de uma máquina para fazer desaparecer da vida de municípios, em trono de 70% dos vereadores eleitos a 90% dos prefeitos que mereceram sufrágio para se elegerem no último pleito, seria uma espécie de dádiva divina.

 

Quem se der ao trabalho de pegar uma nota de dólar americano, vai encontrar lá escrito:  “Em Deus confiamos”. Acho que fazem uma maldade com Deus, quando expõem seu nome ao aproveitamento político. Será que o Deus americano tem algo a ver com a eleição de Joe Biden, um seguidor de Obama, descolorido, mas com as mesmas características políticas, de abrir as portas da grande nação para a descontrolada imigração?

 

Tenho um bom amigo americano, Johnson que, certa feita disse que sua nação um dia vai tomar um susto, com as besteiras que seus governantes fazem, quando esquecem das tradições dos quakers (movimento quaker), um povo meio duro e que modelou a América dentro de padrões éticos e morais, que estão sendo liquidados.

 

Lutamos para que o eleitor mudasse radicalmente toda vereança nacional, mas o resultado foi tremendamente pífio, somando em torno de 36 por cento, apenas, quando deveria ter sido, ao menos, 64%.

 

Examinando os episódios da vereança por diversos estados, a começar pelo Estado do Espírito Santo, vamos ver que o município da nossa Capital, Vitória, ficaram apenas três vereadores, que conseguiram se eleger, mas, o poder de contaminação aos novos foi tão grande que, na verdade, trocamos seis por meia dúzia, ou melhor, continua igual como antes...

 

Felizmente, meu candidato a vereador não foi eleito, ficou numa primeira suplência. Acertei no prefeito. Resta esperar. Tomara que não imite seu antecessor. Será uma desgraça.

 

 

 

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo

O ovo maldito.

02/02/2021

 

A política sempre foi um negócio meio cínico e, em certos pontos, divertido. Corria a década de 70 e um velho amigo, militar reformado, foi incensado por alguns amigos para concorrer à Câmara Federal e, na sua inocência de neófito em política, se gabava de ter o apoio de meia dúzia ou mais de prefeitos e queria montar um programa pelo interior e gostaria de utilizar de seus dotes de “mágico” para ficar conhecido do eleitorado.

 

NA terra dos “coronéis” a coisa funciona de modo diferente, era o chamado voto de “cabresto”, onde o eleitor era conduzido ao lugar de votação em grupos, com as cédulas nas mãos, para votar em determinadas pessoas.

 

Foi dentro dos planos de se tornar uma pessoa conhecida do eleitorado interiorano que o homem escolheu o município de Boa Esperança para sua primeira apresentação.

 

O prefeito da época, muito solícito com o candidato, saiu pelas ruas apresentando-o a quem encontrava e vinham cumprimentá-los, até que chegou a hora de apresentação do ilustre visitante, meio mágico, mas de político, principiante, desajeitado.

 

À noite, o cineminha da cidade fervia, mais de crianças do que eleitores. O anúncio de “atração” era o mágico e, meu colega, jornalista Victor Rodrigues Costa, se divertia e, virava para mim, dizia: “Vai dar merda, japonês! ”

 

Com uma ligeira apresentação do candidato, pelo, prefeito, recebeu uma estrondosa salva de palmas e, num gesto rápido, tirou um pano vermelho do bolso, o que parecia ser um lenço de flanela, tirou do outro bolso do paletó um ovo, erguendo-o para a plateia e, com o pano estendido na palma da mão esquerda, colocou o ovo no centro, segurando nas pontas do tecido e, na pequena mesa no centro do palco, esmagou o ovo e, surpreendentemente, abriu o pano, mostrando que o ovo, que acabara de ser esmagado, desaparecera.

 

Outras mágicas vieram, como rasgar uma página de jornal em dezenas de pedaços, jogando-os para cima e depois os catando, pelo chão, enfiando-os no bolso do paletó e, em seguida, voltando com a mão no mesmo bolso, tirando a página inteira.

 

Confesso que fiquei até impressionado com as mágicas e surpreendentes aplausos do improvisado mágico, até que lá pelas tantas, deu por encerrada a apresentação, agradecendo muito ao público que lotava as dependências do cineminha, pela recepção. Nesse momento um pirralho, lá do meio da plateia, gritou: “E o ovo? ”.  O mágico bateu a mão na testa, como que despertado, exclamou: “Desculpam-me! Ia esquecendo do ovo”. Foi lá na primeira fila, onde estava sentado o prefeito, pedindo que ele se levantasse. O prefeito não se fez de rogado. Ficou de pé. O mágico passou-lhe a mão na bunda e mostrou triunfante o ovo.

 

A plateia veio abaixo, com a molecada imitando o cacarejar da galinha após botar o ovo. O prefeito não sabia que rumo tomava e, aos safanões, foi embora.

 

Moral da história. O principiante em política não recebeu um único voto em Boa Esperança e perdeu a eleição.

 

As vezes por causa de um simples ovo o eleitorado de cabresto derrota um candidato.

 

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   2466 2465 2464 2463 2462 2461 2460 2459 2458 2457   Anteriores »