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A vinda de Bolsonaro II

24/05/2018

 

Ainda não me considero um adepto da candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro, embora nem acredite que vá ocorrer eleição em outubro próximo, mas me impressiona a receptividade que esse moço vem conquistando por onde passa. A impressão que tenho é que ele representa uma espécie de esperança de uma ponderável parcela da sociedade brasileira, principalmente daquela que está enjoada de corrupção e violência.

 

Bolsonaro prega um negócio que a sociedade está clamando: combate sistêmico à corrupção e a violência.

 

O que me preocupa na eleição do sr. Jair Bolsonaro é que ele necessita, para governar, de uma ampla maioria de parlamentares do seu lado. Sabemos que os políticos de todas as tendências são volúveis e se bandeiam para o lado que mais lhe “agrada”, mas é preciso que um governante duro tenha um ponderável número de fiéis adeptos, prontos à toda hora para apoiar suas reformas.

 

O governante mais duro, mais sério, que o Brasil teve durante toda sua história republicana foi o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco. Inquestionavelmente sério, teve o apoio de 100% da Arena, partido que era de apoio ao Movimento Militar de 1964. A força revolucionária da época foi se diluindo à proporção que o endurecimento dos militares ia diminuindo e, foi assim até esbarrarem no governo do general João Batista Figueiredo, onde tivemos a passagem para Tancredo Neves, um civil, avô de Aécio Neves que, não teve o jogo de cintura de enfrentar os desafios políticos que Tancredo soube driblar tão bem. Tancredo foi o melhor presidente da história do Brasil porque não chegou a assumir o poder, morreu antes, daí a história ter parado no tempo, na sua vez de ser presidente. Seria uma imitação de Juscelino Kubitschek de Oliveira mais grosseiro, menos sabido...

 

O ímpeto com que Bolsonaro enfrenta os detratores de sua candidatura, investindo corajosamente contra os jornais, revistas e estações de TV que lhe são contrários é um negócio original. Sabemos que, com sua vitória contará com adeptos que nunca imaginou, mas serão todos oportunistas. Bolsonaro precisa de seguidores de sua política, de sua determinação de colocar o país nos eixos, doa a quem doer.

 

Já tivemos um tipo desse na política nacional, Fernando Collor de Mello, o “Caçador de Marajás”. Os marajás decuplicaram, contaminou até a Justiça, a mais alta Corte, e não tem mais força que possa domar tal corja de aventureiros.

 

Tomara que Bolsonaro dê certo, venha para enfrentar a malta de ladrões que tomou conta da política brasileira.

 


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Em busca do voto

23/05/2018

 

É a velha história: “Sem dó nem piedade”. Tem que ser “olho por olho, dente por dente. ”

Todas regras possuem exceções. Não podemos peitar a classe política brasileira, amarrá-la a um tronco, rotulando-a de ordinária, tocando fogo no mundo. Seria um negócio sem dó, sem piedade. Salva-se quem puder, e está acabado...

Tenho plena convicção que existem políticos sérios no país. Não pode, todo universo político nacional é corrupto? Não, não é realmente, mas dá a impressão que todos estão no mesmo cocho...

Com a “classe” de eleitores que temos, inteiramente analfabetos funcionais, jamais terão condições de votar conscientemente pela mudança total da classe política, escolhendo para votar os candidatos que nunca se elegeram. Pelo menos transmitem uma aparência de não contaminados pelo vício da roubalheira.

Até às vésperas das eleições de outubro próximo, não acredito que irão ocorrer eleições. Seja por conta da Justiça, das Forças Armadas, alguém de coragem, determinação, há de impedir que essa corja que está na mira do Lava Jato participe do próximo pleito. Não é possível que assistamos os mais desavergonhados políticos, com a ficha inteiramente borrada, participando do pleito.

Tem que surgir uma força poderosa, alguém com o necessário equilíbrio para dizer bem alto: “Chega!” Tem que acontecer algo parecido, semelhante, igual, sei lá! Mas tem que ocorrer porque o país, sua sociedade não suporta mais essa imensa corja de ladrões.

Se ocorrerem eleições, 50% dessa massa de corruptos que aí está, ávida por voto, será substituída. Não podemos aceitar que apenas 50% da classe política seja banida. Ou propugnamos por uma reformulação total, da classe política, injetando sangue novo em todas as camadas ou continuaremos assistindo esses tristes espetáculo de roubalheira.

Quando assisto essa gente enfrentando sol, chuva e frio, fazendo vigília pró Lula, fico imaginando como podemos ter gente tão inconsequente, incapaz de raciocinar logicamente diante de um fato tão grotesco, imoral, estúpido pela sua natureza. O sujeito foi condenado, está recolhido ao presídio e, ainda tem quem venha para praça pública defendê-lo, como se o julgamento da Justiça fosse uma farsa.

Eu não entendo meu país, se ocorrerem eleições, sou contra elas.

 

 

 


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