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Florentino Ávidos.

20/02/2019

 

Tenho absoluta convicção de que jamais buscarei, pela idade que tenho, qualquer tipo de eleição para cargo público. Não vou e nem pretendo ultrapassar os limites de onde cheguei, com meus modestos conhecimentos, que armazenei graças ao estímulo do meu pai, a quem reverencio, sempre que posso, como o sujeito mais notável que conheci, independente e solitário. Em termos, não guardo nenhum interesse em ser, por exemplo prefeito de Vitória, onde me abriguei com minha família para ficar, desde 1952, há 67 anos.

 

Por exclusiva iniciativa minha, consegui introduzir nos jardins da casa do Comércio, sede da Federação do Comércio do Estado do Espírito Santo, na rua Misael Pedreira da Silva, 185 – Santa Lucia – Vitória, uma estátua do inflexível homem público, uma muralha de honradez, chamado  Carlos Fernando Monteiro Lindenberg, fato que mereceu a aprovação unanime do Conselho de Representantes da Fecomercio, presidida na ocasião por Hamilton Azevedo Rebello.

 

No pedestal que serve de apoio à estátua de Carlos Lindenberg, tem um resumo da história do homem que governou o Espírito Santo em duas oportunidades e foi de uma visão espetacular, com relação ao futuro, construindo hidrelétrica, rodovias, escolas, hospitais, estendendo eletrificação por todo o Estado, carente de tais serviços.

 

Quando passo pela Ilha do Príncipe, na Vila Rubim, me deparo com a magnífica obra conhecida Cinco Pontes, me salta a vontade de, a exemplo do que fiz com Carlos Lindenberg, homenagear a figura de Florentino Ávidos, o homem que, de 1924 a 1928 foi o mais impressionante construtor de, pontes, edifícios públicos, escolas, teatros, traçados urbanos de várias cidades, tudo saia da cabeça do homem eternizado em obras públicas da maior importância e que resistem ao tempo com uma segurança absoluta, embora relegados à uma enervante falta de manutenção.

 

Se fosse administrador público de Vitória, ou do Estado, colocaria pintores e tintas, revitalizando permanentemente as obras de Florentino Ávidos, como um atestado eloquente ao reconhecimento , ao esforço e a capacidade do notável administrador.

 

O tempo é o senhor da razão. Quem sabe se não me resta ainda um prazo para concluir esta homenagem?

 

Deve fazer parte do caráter de uma sociedade a lembrança daqueles que ajudaram a construir seu futuro. Sei lá, a impressão que tenho é a de que esquecemos as figuras mais importantes, que merecem ser cultuadas como símbolos do zelo pela coisa pública e cultuarmos mediocridades.

 

Uma das coisas que me encantam é quando assisto alunos copiando dados da vida de Carlos Lindenberg, afixados na placa abaixo de sua estátua

 

 

 


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Estado liberal.

19/02/2019

 

Quem é mais importante, o Estado ou o indivíduo? Claro que o indivíduo. O território, embora imenso, desabitado, sem atividades econômicas, é apenas uma área abandonada, sem produtividade, pobre.

 

Todas constituições, invariavelmente, no seu Capítulo I – Dos Direitos e Deveres/Individuais e Coletivos, reza: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade, do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade... (Texto do art. 5º - Título II – Dos Direitos e Garantias Fundamentais – Constituição da República Federativa do Brasil – 1988).

 

A GAZETA, na sua edição do dia 14.02.2019, na sua primeira página, trouxe, ao lado do noticiário da morte da cantora Bibi Ferreira, em título singelo, a seguinte chamada para sua reportagem interna: “Conselheiros do tribunal de Contas ganham mais de R$ 100 mil ao mês.

 

Quem buscar como funciona o sistema de Governo das nações desenvolvidas fica sabendo que o Brasil é um país suigeneris, único, singular, nos mais variados aspectos, como, por exemplo, é o único do mundo que tem Tribunais de Contas. Como funciona nas demais nações, para fiscalização de contas públicas? À denúncia de irregularidade, pelos parlamentos, que são órgãos fiscalizadores de todos os poderes, contratam uma auditoria independente para proceder ao levantamento de irregularidades, os suspeitos são afastados imediatamente e, no caso da constatação, são presos, perdem o cargo e nunca mais podem exercer atividade pública. Nenhum país do mundo tem servidor público com estabilidade  no emprego e irremovibilidade. Os únicos servidores estáveis são os membros da Suprema Corte. Ninguém tem garantia de carro oficial, benesses dos mais variados tipos, mesmo os membros da Suprema Corte do país mais rico do mundo, os Estados Unidos.

 

Nenhum país do mundo tem um sistema burocrático do tamanho do Brasil, com 70 obrigações fiscais e parafiscais, 387 empresas estatais e 90 agências dos mais variados tipos para atormentar o contribuinte e emperrar o desenvolvimento econômico e social da nação.

 

Imagina-se instalar no país um chamado Estado Liberal, reduzir o tamanho do Estado.

 

O Estado do Espírito Santo é economicamente pobre, não tem uma arrecadação de impostos para manter suas atividades públicas, os serviços essenciais em dia. Tem seguramente 60% do quadro do seu funcionalismo público a mais do que o necessário, mas tem um tribunal de Contas onde cada conselheiro ganha, mensalmente, 100 mil reais.

 

Não sei se um Estado Liberal tem futuro no Brasil. Será que existe uma chance de tudo isso ter um fim?

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA


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