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O povo precisa aprender

24/03/2018

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

Desenvolve-se uma campanha, através das redes sociais, que vai atingir um crescendo de proporções que colocarão em risco a candidatura de políticos à reeleição.

Se ocorrerem eleições (dentro do atual quadro é um negócio difícil de se acreditar) as rejeições devem atingir em torno de 50 a 60% dos candidatos à reeleição, no entender dos que se julgam experts em política.

Sou mais otimista. Acho que nenhum candidato hoje no poder deveria tentar a reeleição ou outro mandato. Deixa gente nova entrar, para ver se injeta “sangue novo”, de gente que nunca foi, ao menos, candidata a coisa alguma, como está ocorrendo, na vontade de muitos em se candidatar.

Vem aí uma montanha de dinheiro, para alimentar as candidaturas, através do Fundo Partidário. Ninguém se atreve a colocar seu dinheiro em jogo, com medo do resultado. Melhor jogar com o dinheiro público e buscar, auxilio empresarial, do famoso caixa 2, como dizem, quando apanhados através de denúncias ou delações premiadas.

Há uma esperança muito grande que o Brasil se ajeite, mas a classe política tem que mudar, tem que ser substituída, caso contrário o esforço da justiça, através do processo Lava-Jato e outras perdem o sentido, dentro da ótica da política nacional, de que quem tem dinheiro não fica preso.

O exercício da nova política tem que mudar a mentalidade do eleitor brasileiro, que precisa ser mais inteligente, mais determinado, em negar seu voto a uma classe sem nenhum escrúpulo, que se elege e se reelege regularmente para se aproveitar.

A ideologia do político brasileiro chama-se recursos públicos, não importa da forma com que conquistem, mas isso pouco importa, contanto que as malas surjam das mãos de audazes empreiteiros que viciaram ao jogo sujo, que, parece, ninguém dá jeito.

Se as chamadas correntes sociais saíram realmente no processo de informação visando esclarecer o eleitor a não votar em candidato com mandato ou que já foi eleito e retorna às urnas, vamos ter um efeito devastador na política brasileira.

Está nas redes sociais uma campanha bem feita, de apoio à ministra presidente da Suprema Corte, Carmem Lucia, pela sua posição de não debater qualquer pedido para reexaminar a prisão de condenados em segunda instância.

Outra posição válida é a que defende o juiz Sérgio Moro. Se tocarem no homem, vira revolução. O povo brasileiro precisa aprender a lutar.

 


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Sem explicação aparente

23/03/2018

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

Acho meio cedo, prematuro, expressar comentários a respeito da morte trágica da vereadora do PSOL, Rio de Janeiro, Marielle Franco, na madrugada do dia 4 de março, metralhada no interior do seu veículo, junto com um motorista.

Milhares de pessoas morrem assassinadas diariamente no Brasil, mas não se esperava que a morte da vereadora pudesse ocasionar tamanho estardalhaço, através das mídias, impressa e eletrônica, enquanto as redes sociais, espalhavam vídeos com pronunciamentos da vereadora, dando uma espécie de indicativo para sua personalidade forte, acostumada a pronunciamentos exaltados, denunciando ações policiais nas favelas, como a do salgueiro, no Rio de Janeiro, onde bandidos, fortemente armados foram mortos em ação policial.

Marielle não poupou a Polícia Militar em nenhum momento mas, afirmar-se que sua morte teria sido por este ou aquele motivo, vai uma distância muito grande e o correto é apurar-se com muita isenção os acontecimentos, para apontar culpados.

Estamos vivendo instantes difíceis na nação brasileira. O país foi tomado numa espécie de assalto por grupos marginais capazes de tudo, até de inviabilizar a intervenção militar no Rio de Janeiro, porque ela se concentra nas favelas onde estão os focos de marginais que ali se instalaram a partir da década de 70/80 e se transformaram num câncer difícil de ser extirpado, sem ocasionar muitas e muitas mortes.

Pode ser que a vereadora Marielle Franco seja uma das vítimas dessa violência que estamos falando. Teria sido contaminada depois de assistir um mundo de tragédias sem poder solucioná-las, como seria do seu intento, sendo tragada pelos acontecimentos.

Seus pronunciamentos inflamados, na Câmara dos Vereadores, a troca de acusações mútuas com seus pares, sempre dispostos ao bate-boca desconstrutivo, acirrava os ânimos, porque todos perderam a noção do diálogo, do entendimento.

Talvez a morte de Mariella Franco seja um novo despertar, uma forma de repensar numa situação que, nos parece, sem jeito. Antes que morra muita gente, trucidada como a vereadora, é preciso que se encontre uma forma de mediar as forças em conflito, que são muitas, porque existem bandidos de várias facções à solta nas favelas do Rio de Janeiro e, a impressão que tenho, se não ocorrer muitas mortes, nada resolverá.

 


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