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O milagre das águas.

22/01/2018

NOTA – Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

Em muitos países organizados as residências, os edifícios propriamente, não possuem reservatórios de água. Ela chega as torneiras por pressão, a não ser nos chamados grandes edifícios sujeitos a água quente ou grande consumo, com pressurização automática. Nos países organizados a distribuição, tratamento e acumulação de água fazem parte de um programa muito sério, no campo da saúde, como o caso dos tratamentos de esgoto.

 

Meu velho amigo lá do meu São Mateus, o Motta (Antônio de Pádua), renomado engenheiro agrônomo, é o cara preocupado com os problemas climáticos, que provocam a seca, a falta de água.

 

Outro dia o Motta me telefonou, que precisava conversar comigo. Quando fosse a São Mateus, avisá-lo de véspera, para mandar preparar uma moqueca de judeu, um peixe que era muito comum nos manguezais do município e que vem desaparecendo, devido a pesca predatória, sem critério. Belo dia cheguei lá, para comer a moqueca de judeu e papear sobre tudo. Encontrei o Motta irritado com o problema da salinação das águas do rio Cricaré, devido a seca, invadido por água do mar, daí a eleição do tal de Açaí, que aproveitou a “maré da salinização” e passou a distribuir água da bica...

 

Água, em qualquer lugar do mundo, segue os princípios básicos de acumulação, quer para a navegação, a pesca, o embelezamento e para o abastecimento da população. “Como não promovem uma retenção da língua de água salgada que invade as águas do Cricaré  por baixo, por ser salgada e mais pesada? Eu não concordo com essa falta de competência das nossas autoridades! É um absurdo não termos água para beber, para serventias, por burrice.”

 

Água, Sol e Ar são os fatores mais importantes para a vida. Faltando um desses elementos, a vida acaba, mas qual a autoridade que está preocupada com a água, a qualidade de vida de uma sociedade?

 

Quando fui almoçar a moqueca de judeu com o Motta, aliás muito bem feita, temperada, passei sobre o rio Doce, aquele meio palmo de água cobrindo seu leito, o impressionante assoreamento e sem nenhuma esperança de retenção, através de uma barragem. Onde está a competência dessa gente que arrota tanta grandeza, tanto poder?

 

Em sua revista “Procampo”, sua trincheira para defesa da agropecuária, Motta é um eterno lutador contra a incúria administrativa. O que compensa um pouco a vida é pessoas atiradas como o Motta, sem medo, com capacidade de discutir com qualquer autoridade as questões do desenvolvimento econômico e social do país.

 

Luta, Motta. Nossa função é lutar até morrer. Quem sabe, quando morrer, iremos para o céu com tripa e tudo?

 

 


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Até quando I?

21/01/2018

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

De acordo com levantamentos elaborados pelo IFI (Instituto Fiscal Independente) do Senado, incluindo 149 empresas estatais, o governo federal gastou R$ 40 bilhões com aquelas estatais nos últimos dois anos (2016/2017).

Diz os estudo que, dessas, 18 são financeiramente dependentes, e 131 independentes – possuem mais autonomia em relação ao governo para se manter. Assinala ainda que, as receitas das dependentes em 2016 foi de R$ 16,8 bilhões. Mais de 90% vieram dos cofres da União.

Esclarece o sr. José Pelegrini, assessor do IFI que, em 2017 o número foi similar. As estatais independentes receberam R$ 6 bilhões de auxílio do governo, com R$ 2,4 bilhões o ano passado. Muitas estatais, dependentes ou não, dão prejuízo ao erário. A Eletrobras tem a pior situação: patrimônio líquido negativo de R$ 20,3 bilhões em 2016.    

O problema brasileiro é a tragédia do empreguismo público, a cornucópia do favoritismo oficial, a infernal distribuição, ao sabor dos mais sórdidos interesses, da chamada isenção fiscal. Até medidas provisórias foram aprovadas no Congresso ao sabor dos interesses pessoais. Nossos chamados homens públicos têm um tremendo desamor ao dinheiro (público). O caso do “abandono” de malas e mais malas de dinheiro atiradas a uma sala de um apartamento desabitado, R$ 51 milhões sem um mínimo de critério, como lixo dá uma triste noção do que são os bilhões desviados das estatais, do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras, Eletrobras, da saúde, educação, sei lá de onde mais. Não se trata de migalhas, de roubo de galinhas...

As reportagens sobre ferrovias, rodovias, falência de estados e municípios, o empreguismo desenfreado, a vergonha da estabilidade e irremovibilidade do funcionalismo, a má Justiça, a má educação, o mais completo desconhecimento do que seja família, pátria, civismo, o mais completo desrespeito a Bandeira, ao Hino, aos símbolos nacionais, as Forças Armadas, transformada em caçadoras de marginais nas favelas, tudo isso é um caso triste, vergonhoso, atesta a nossa incapacidade de escolhermos dirigentes decentes. A simples escolha de um ministro para a pasta do Trabalho e Emprego se constitui num exercício de falta de critério e escrúpulos sem limites.

Onde vamos parar, num país em que as autoridades têm que conviver com greves de policiais militares e matanças de pessoas com objetivo de intimidação, parece não ter fim. A impunidade nacional é uma vergonha.

Resta uma pergunta: quando vai acabar esta roubalheira toda?

 

 


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