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O rei da agulha

22/03/2018

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

Faz tanto tempo, sei lá! Tem mais de 50 anos que conheço o então jovem e concorrido alfaiate, o melhor do Estado, diziam, tinha um corte inimitável, seus ternos vestiam como uma luva. Fui dar com os costados no atelier do famoso Juarez De Martin (De Martin como assina e gosta de ser chamado).

O tempo passou. À proporção das necessidades, de um novo terno, porque os outros estavam apertados, ou um casaco para ir curtir o frio espanhol, passava pelas mãos do famoso De Martin, até em datas recentes e, quase, estou precisando fazer-lhe uma nova visita...

De Martin me vem à memória num instante em que prolifera a falta de mão de obra especializada no Brasil. Mestre da agulha, ensinou a muitos o seu ofício, o que faz com maestria.

Um velho sábio me ensinou algo interessante e que preservo firmemente, passei para meus filhos e para uns jovens que tenho custeado os estudos: “Quando tiver que realizar um trabalho, faça-o bem feito, sem copiar de ninguém. Coloque sua determinação, sua coragem. Só assim você vencerá com amor e dedicação ao que faz”.

Nas minhas idas e vindas ao atelier do amigo De Martin ficava absorto, vendo-o trabalhar com a tesoura, marcando com precisão, com sua pedra de giz o pano caro do freguês que confiava no seu trabalho, na sua agulha, na fiel máquina de costura.

Foi através do talhe perfeito que De Martin conquistou fregueses importantes. Certa feita o governador Christiano Dias Lopes perguntou quem costurava para mim. “Já ouvi falar desse moço. Traga-o para mim. ” Passou a ser a alfaiate do governador, até depois que saiu do governo.

Conheço um mestre de obras que aprendeu o ofício vendo seu irmão trabalhar. Era o ajudante do Pedro, seu irmão e, “seu” Pedrinho e os demais filhos o acompanhavam, mas ninguém esperava que Flávio Kroling seria um misto de pedreiro, mestre de obra, encanador, marceneiro, eletricista, um verdadeiro faz tudo, com uma perfeição tão grande que, quem não o conhece, não acredita o que ele é capaz.

 

De Martin é um exemplo de mestre de todos alfaiates. Não existe quem tenha mais habilidade na tesoura e na agulha. Simples, decente, de uma precisão germânica no cumprimento da palavra empenhada, com todo esmero que lhe é peculiar.

Exemplos como os de De Martin precisam ser preservados, estimulados. O Brasil tem, na extraordinária maioria de sua sociedade, em numerosas profissões, gente da melhor qualidade, obscurecida por certo tipo de gente que emporcalha a nação.

 

 


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Poços de vaidade.

21/03/2018

NOTA – Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.


O ex-governador Arthur Carlos Gerhard Santos, de origens mateenses, gosta de usar sempre a expressão: “Em matéria de mais ou menos, não há nada como ora veja...”

 
Nem uma coisa nem outra está certo. Ou é mais, ou menos. Dizem, o novo Aeroporto “Eurico de Aguiar Salles” vai ser inaugurado no dia 29 de março. As coisas merecem ser inauguradas quando estão prontas, funcionando. Essas coisas que começam mais ou menos, nunca funcionarão direito, principalmente no Espírito Santo, onde a tradição diz: “Capixaba, principia e não acaba”. A história nos conta casos engraçados, de coisas que começaram e não acabaram, pelo menos nas mãos de quem começou...

 
Sobre a próxima inauguração do novo Aeroporto “Eurico de Aguiar Salles” vem uma informação da senadora Rose de Freitas, da possibilidade de ser transformado o Aeroporto de Vitória, tipicamente regional, em internacional, estando no “páreo” três empresas para voos internacionais.


Vem a história da chamada verve mateense, usada, vez por outra, pelo ex-governador Arthur Carlos Gerhard Santos: “Em matéria de mais ou menos, não há nada como ora veja”.

 Pelo que imagino, para ter uma ala para voos internacionais, o novo Aeroporto, sem data certa para ser inaugurado, teria que passar por outra reforma, como adaptações para alfândega, controle de passaporte pela Polícia Federal, toda mudança no sistema de vigilância sanitária, casa de câmbio e, pior ainda, passageiros e custo de combustíveis compatíveis com a operacionalidade dos voos, ou melhor, custo operacional. O Espírito Santo é cercado por quatros Aeroportos internacionais:> Minas (Confins), Salvador (Eduardo Magalhães), Rio de Janeiro (Tom Jobim) e São Paulo (Guarulhos). Ou essas duas empresas italianas e uma espanhola que estão “disputando” espaço para instalar suas linhas no Aeroporto “Eurico de Aguiar Salles” não conhecem estatísticas de fluxo de passageiros internacionais ou estão naquele caso de, “em matéria de mais ou menos, não há nada como ora veja”, uma questão de falta do que dizer ou querer sair na mídia dizendo tolices.

 
É preciso que se avalie com naturalidade que nosso Aeroporto, para passar por uma simples reforma, depois de vários remendos, levou 13 anos, ainda não se garantindo que no dia 29 de março poderá ser “inaugurado”, quando deveriam simplesmente colocarem em funcionamento.


Vem aquele farrancho danado do Temer, querendo se transformar em populista para ser candidato à presidência da República para juntar-se a outros tantos com objetivo de iludir os trouxas...

 


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