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Qualidade de vida III

23/01/2019

 

 

 

O que você pode esperar de um Estado, de um país, onde, para conseguir uma consulta médica (estamos falando em consulta) é preciso ficar numa fila, em pé, em torno de sete horas?

 

O médico dá o diagnóstico que o paciente está necessitando retirar uma hérnia, talvez até um caso mais banal mas, no hospital onde ele pretende fazer aquele tipo de operação, pode esperar até dois anos, e mais!

 

Um acidentado, que quebrou o pé, ficou num corredor de hospital, num colchão, no chão, seis dias. Tem casos gravíssimas, dramáticos, que o sujeito morre pela mais absoluta falta de assistência. Que diacho de qualidade de vida, que esse pessoal esperto alardeia que temos a segunda melhor do mundo...Onde fica a primeira?

 

Um dos mais renomados cirurgiões cardiovasculares do país, o capixaba Schariff Moysés declarou à imprensa que 43% das mortes ocorridas no mundo são ocasionadas por problemas vasculares. “As duas principais doenças que causam mais morte são infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. E há um outro lado preocupante, 50% dos infartados não conseguem ter o primeiro atendimento médico e morrem sem atendimento. ”

 

Não dá, em lugar nenhum do mundo, para um paciente ser atendido imediatamente, ter um médico de plantão à espera do doente. Um mínimo decente de espera, deve ter.

 

Proporcionalmente ao tamanho do Estado, das estatísticas sobre acidentes, doenças diversas, incidência de pessoas procurando assistência médica, deve prevalecer na criação ou nas expansões dos hospitais. È qualidade de vida isso?

 

Há um excesso de funcionários públicos no Brasil. Calcula-se que, em torno de 62% são inúteis, desnecessários. Por que não fazer um estudo das inutilidades nacionais, onde se joga dinheiro fora? Um negócio indecente são os chamados cartórios públicos, que cobram taxas absurdas, porque as associações de magistrados recebem uma gorda fatia para sua manutenção. Quanto custo essa farra?

 

Vez por outra, surge uma revolta de pacientes que, pelas dificuldades de atendimento, demora, ausência até do médico, quebram o que encontram pela frente. É deplorável que isso aconteça, mas é a realidade em que vivemos, onde não há respeito ao ser humano, ao necessitado, ocorrem tragédias.

 

Não sei onde vamos chegar, para ver todas essas coisas que nos levam a uma posição de excelência -, em condições de vida, no mundo, mas parece que essa escala, no nosso caso, brasileiro, é de baixo para cima...

 

 

 

 


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Sem brigas.

22/01/2019

 

Por falta de coragem, incapacidade gerencial, burrice mesmo, o administrador público, como dizia o saudoso governador Jones dos Santos Neves, um dos melhores e raros que passaram pelo Palácio Anchieta: “O político brasileiro, quando está dormindo, está falando sério. Quando está acordado, está, invariavelmente, mentindo e roubando”.

 
Repete-se a cena do passado. Quando assumiu o governo do Estado, anteriormente, eleito com apoio do governador Paulo Hartung, que deixava o governo, o sr. Renato Casagrande reclamou que encontrou os cofres raspados e que a história de deixar reserva de um bilhão de reais era falsa. O negócio eram dívidas que não acabavam mais e, como troco, o Cais das Artes ficou abandonado, o “caixotão” inacabado, a av. Leitão da Silva, para vergonha de quem tem...


Agora, o governador Renato Casagrande, empossado, no dia seguinte, suspendeu todos convênios assinados por Paulo Hartung com os municípios, em “restos a pagar”, para seu sucessor se lixar...


Deixemos as brigas das ex-comadres e dos ex-compadres de lado e vamos tratar de coisa séria, sem mentiras, como dizia o velho Jones. O grave problema brasileiro, do país como um todo, é o grave estado da impressionante massa de analfabetos funcionais e dos privilégios do funcionalismo público (em geral, federais, estaduais e municipais) com suas estabilidades, irremovibilidades e um custo astronômico, ou seja, um servidor público ganha oito vezes mais de salário do que um empregado da iniciativa privada ( a diferença é de quem percebe do Estado R$ 16.000,00 para o da iniciativa privada, R$ 2.000,00).

Nenhum país do mundo tem o sistema de estabilidade no trabalho, público ou privado. O Brasil se dá ao “gosto” de possuir uma Justiça do Trabalho (nosso Supremo Tribunal Federal é uma piada) que consome R$ 19 bilhões por ano e pune o empresariado com R$ 8 bilhões de multas trabalhistas, para serem pagas aos trabalhadores que recorrem à ela, e taxas que engordam a Justiça com procedimentos.


O Brasil é o único país do mundo que tem Justiça do Trabalho, carteira do trabalho, cartórios os mais indecentes, tribunais de contas (nos demais países existem consultorias privadas e quem rouba o Estado vai para a cadeia). Com 73 autarquias, 480 empresas estatais, um BNDES e bancos de desenvolvimento para ninguém botar defeito, o Brasil, para desmontar essa monstruosa engrenagem corporativa, burocrática e corrupta precisa de longos 100 anos. Não será com canetadas corajosas que o governo Bolsonaro, que aí está, vai colocar o país num lugar decente. O caso do Espírito Santo, a briga endêmica de governador que entra com o que sai, pelo exagero dos gastos em "restos a pagar" continuará sendo uma vergonha, por falta de escrúpulos, incapacidade administrativa, politiquice de campanário.

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA

 


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