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Matou? Morreu!

29/02/2020

 

Para pôr-se um fim à violência (impressionante) no Brasil, apenas seis providências precisam ser tomadas, caso contrário continuaremos sendo uma republiqueta de merda, onde a vida se transformou num negócio banal, graças à criminalidade permitida.

As providências que precisam ser tomadas são:. 1. Uma polícia única, Federal; 2. Instituição da pena de morte. Matou, sequestrou, violentou, tem que morre; 3. Reformar totalmente o Código de Processo Penal; 4. Reformulação urgente dos quadros político e partidário; 5. extinguir a estabilidade, vitaliciedade para todo mundo que exerça cargo público; 6. todo sistema judicial ter mandato, ser eleito, com rigoroso exame de títulos e critérios de merecimento.

Naturalmente que estou sonhando, dizendo asneiras porque eu, mais 60 ou até 100% da população brasileira, que nascer hoje e viver, pelo menos 90 anos, não vai assistir tais transformações. Só uma poderosa revolução de princípios, com a morte de muita gente, o chamado Estado de Direito, e reconhecimento verdadeiro do texto constitucional: “todos são iguais perante a Lei”, irá prevalecer.

Estou muito preocupado com o que penso de mim. Estou cagando e andando para quem critica o que penso, ou o que digo ou escrevo, porque não existe formula de se acertar a vida desta importante nação.

Nós, brasileiros, a classe dirigente, perdulária, ladrona, não tem a mínima noção do país que tem, a grandeza do Brasil suas fabulosas riquezas minerais, um país retalhado por reservas indígenas ao sabor dos interesses internacionais? Que diabo de país é este?

Quem vai despertar o Brasil dessa sonolência, dessa criminalidade, desse parasitismo vergonhoso? Só morrendo essa gente.

 

 

 


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Maldito tempo

28/02/2020

 

Nossos dirigentes não têm nenhuma noção de futuro. São, na realidade, curtos de ideias, demagogos por excelência e, no poder, perdem a noção do tempo (alguns, até a moral), a velocidade com que ele passa, deixando tudo para traz, inacabado, ou com pilhas de papeis em gavetas, prateleiras, de projetos que nunca são realizados custaram uma fortuna, pela ausência de determinação, coragem.

Sou de um tempo bem distante. Nasci em abril de 1931, no município de São Mateus, às margens do rio Cricaré, onde o meio de comunicação entre Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo e outras cidades da costa brasileira, como Ilhéus, Salvador, etc., era através dos navios Lude, Serafim Donato, Miranda, Barão de Aimorés e outros que nem me lembro mais. Um único telefone existente fazia as comunicações entre São Mateus e nova Venécia e pertencia à estrada de ferro que fazia a ligação entre aquelas cidades e sua utilização era restrita, pela administração da ferrovia. Em São Mateus o aparelho ficava na residência do sr. Toscano Aragão, um espanhol, aragonês, pai do meu velho amigo de infância, Lúcio Aragão. A energia elétrica era precária e as luzes acendiam entre 18 horas e meia noite, quando não apagava antes, quando o locomóvel, sob o comando do italiano Niquinho, pifava.

O porto de São Mateus era servido por trapiches de Ermelindo Carneiro, Domingos Rios, Antonio de Carvalho, para exportações de madeira, a mercadoria mais importante, farinha e cacau. Os navios que vinham buscar produtos da terra traziam, como lastro, pedras, para calçamento de ruas, alicerce de obras, sendo que as igrejas existentes foram construídas com pedras de fora do Estado, que não as tinha. A composição geológica de São Mateus são de formação barreiras. As pedreiras mais próximas eram as de Nova Venécia e Aracruz, de impossíveis transporte. Não haviam ligações por estrada de rodagem com essas localidades.

Energia elétrica, telefone, sistema de água e esgotos, tudo isso veio depois da década de setenta, no governo de Christiano Dias Lopes Filho, sendo prefeito Wilson Gomes, um dos melhores que São Mateus teve, como outro de expressiva capacidade laboral, Zenor Pedroza Rocha.

O grande empurrão de desenvolvimento veio para São Mateus na década de 70, com a descoberta dos primeiros poços de petróleo, na fazenda do Cedro, sendo prefeito o entusiasta Wilson Gomes. De verdade, as grandes contribuições para o desenvolvimento do Estado vieram dos governadores Carlos Lindemberg e Christiano Dias Lopes Filho. No governo de Jones dos Santos Neves teve início a construção da ponte sobre o rio Doce, ligando o Sul do Estado com o Norte do Brasil, pela BR-101.

Pela incapacidade dos nossos governantes, os rios Cricaré, Doce, Itapemirim, e Santa Maria, navegáveis, tiveram seus leitos assoreados, foram desaparecendo e acabaram com a navegação.

As perseguições políticas, a prisão de meu pai, o velho Mesquita Neto, dono do jornal O Norte, fez com que ele vendesse tudo e saísse de São Mateus, para nunca mais voltar.

Uma velha máxima, sempre lembrada pela minha mãe, Anna dos Santos Mendonça, a respeito do tempo: “O tempo perguntou, ao tempo: Quanto tempo o tempo tem? O tempo respondeu: O tempo tem tanto tempo, como o tempo o tempo tem...”

 

 

 

A velha história, os administradores públicos não se dão conta de que, nada mais fugaz do que o tempo. Ele passa célere, não volta, e as coisas ficam sem fazer. Prometem muito e realizam pouco. Quantas obras públicas o Estado tem, paradas? Falta de dinheiro ou de vergonha? Ou os dois?


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