Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Direito de escolha I

13/11/2018

 

Na década de 40 meu pai, Mesquita Neto, foi preso pelo regime ditatorial do Estado Novo, por ter escrito um artigo em seu jornal, O NORTE, editado na cidade de São Mateus, sobre o enforcamento de um modesto produtor rural, Manoel Justino, pela cobrança do Imposto Territorial Rural. Sem o único animal de carga, para transportar suas bananas até o mercado, preferiu o suicídio à vergonha.


A polícia sob o comando de Filinto Muller prendeu meu pai como comunista, porque em seu artigo dizia que Manoel Justino fizera muito bem em dar cabo à própria vida. A expressão levou o Delegado de Ordem Política e Social, Amulio Finamore, considerar o autor do artigo um “comunista perigoso”.

 

Preso por seis meses, quando deixou a prisão o velho Mesquita Neto, fez à mesa do jantar, com sua mulher e os sete filhos uma pregação de liberdade: “Se algum dia vocês encontrarem pela frente alguém que ouse tirar-lhe a liberdade, não titubeiem, matem-no. A pior coisa que existe nas nossas vidas é a falta de liberdade. Pensei que nunca mais ia rever minha família”.


Discute-se, vez por outra, há nove anos, no Conselho de Representantes da Fecomercio-ES, se os supermercados devem ou não abrir suas portas aos domingos. No Brasil o único Estado onde os supermercados se convencionaram a fechar suas portas aos domingos é no Estado do Espírito Santo. Os empresários acham que têm prejuízo colocando a estrutura dos seus empreendimentos comerciais para funcionarem aos domingos. Raros países no mundo os estabelecimentos comerciais abrem aos domingos, mas no Brasil, apenas no Estado do Espírito Santo os supermercados estão proibidos de abrirem suas portas, por exigências dos próprios empresários, medida aplaudida pelo sindicato dos empregados no comércio, que viram na medida um motivo de “vitória”, às custas da decisão dos patrões.


Com os novos ventos da liberdade varrendo o Brasil, com a eleição do presidente Jair Bolsonaro, que prega a liberdade das atividades econômicas, a verdadeira economia de mercado, a maioria dos membros do Conselho de Representantes da Fecomercio-ES entendeu que deva permitir que o comércio, desde que atenda a legislação em vigor, funcione aos domingos.

 
Tem um velho livro sobre liberalismo econômico, (“Liberdade de Escolher”) de autoria do casal Milton & Rose Friedman, consagrado best-seller nº 1 nos Estados Unidos na década de 60, uma verdadeira bíblia de ensino do liberalismo, que deveria ser lido por todo empreendedor. Se você não tem competência, não se estabeleça. Por favor, não impeça, com sua mediocridade, incompetência, que seu vizinho fique rico.


A morte por enforcamento de Manoel Justino e a prisão de um jornalista defendendo  a liberdade servem de exemplo ao direito de escolher.

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA


Imprimir | Enviar para um amigo

Limpando o nome.

12/11/2018

 

Recente, o candidato postulante à presidência da República, o cearense Ciro Gomes fez promessa de tirar do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) 66 milhões de pessoas inadimplentes com suas compras em empresas comerciais. O candidato saiu com uma porção de explicações bobas, como iria financiar caloteiros que não pagam suas contas em dia. Negócio de maluco...

 

Estamos realmente no país da piada pronta. Como pode, surgir do nada, um candidato à presidência da República prometendo saldar dívidas de caloteiros? Para felicidade do Brasil o sr. Ciro Gomes não se elegeu e, pelo que imagino, não se elegerá jamais a coisíssima alguma, nem a coveiro de cemitério de sua cidade...

 

Agora, aqui em Vitória, está anunciado um “Feirão das CDLs”, de 4 a 8 de dezembro, com a participação de bancos e lojas, que vão atender 15mil devedores, chamados de “clientes”.

 

Há 50 anos, em companhia de Humberto de Freitas Cossatti, gerente da antiga Mesbla, criamos o CDL  de Vitória e, depois, outros pelo interior, com o apoio do velho amigo, Curuminas Ruiz, argentino, que era o presidente da Mesbla, no Brasil.

 

Os CDLs prosperaram e se tornaram grandes organizações,  com seus SPCs (Serviço de Proteção ao Crédito). Confesso, não sei como pode promover-se um mutirão para abater dívidas de clientes que não honram seus créditos, suas assinaturas. O crédito deve ser uma questão de honra e não um instrumento de negociação com desonrados.

 

Certa feita, por circunstância de amizade, avalizei para um amigo uma quantia razoável. A empresa dele faliu e tive que vender coisas para ajudar a saldar uma parte. Com o tempo, ele me ressarciu, mas aprendi uma lição: nunca mais avalizei para ninguém.

 

O brasileiro não gosta de pagar contas inerentes às suas responsabilidades. Tem famílias de posse, que não pagam o colégio dos filhos, a água e a luz que consomem, fazem “gato”! Depois vai para o “mutirão”, para quitar a dívida, limpar o nome, para sujá-lo novamente?

 

Não sei se os tempos estão mudados ou quem ficou parado no tempo foi eu! Não gosto de bancos. Meu pai dizia que gerentes de bancos e delegados de polícia são muitos semelhantes, Um,  cobra até o que você não deve e, o outro, prende você, as vezes sem motivos.

 

Não sou um amante dos Estados Unidos. Não estou entre os brasileiros doidos por morar lá, viver fazendo compras, mas admiro como os americanos respeitam as leis. O voto nos Estados Unidos não é obrigatório. Você vota em casa e pode mandar seu voto antecipado ao dia das eleições pelos Correios. Mas presta atenção: não vote duas vezes. Quem age assim, vai preso.

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   2059 2058 2057 2056 2055 2054 2053 2052 2051 2050   Anteriores »