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Tragédia e incompetência

19/09/2018

 

Morei no Rio de Janeiro de agosto de 1941 a dezembro de 1951, o que vem a dar perto de 10 anos e, grande parte, na rua Aureliano Portugal 14, Rio Comprido, muito próximo à Quinta da Boa Vista onde, em companhia dos primos Luiz Gonzaga do Rio Verde e João Aique de Almeida, tínhamos como diversão o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista e o Zoológico, num imenso parque mantido com esmero, com os casais de namorados à beira do seu lago e os pais brincando com seus filhos. Foram os melhores anos de minha vida.

O incêndio no Museu Nacional de História do Brasil, vítima de um incêndio monstruoso, na noite do dia 02 de setembro, com a queima de 90% do seu acervo, o povo brasileiro perdeu a mais relevante parte de sua história e dos conhecimentos científicos armazenados durante 20 décadas. É o retrato monstruoso da mediocridade dos nossos governantes.

Há anos, que o Rio de Janeiro, sua sociedade, são acometidos de uma pilhagem por parte de refinados ladrões. Jamais estaremos seguros dessa chusma de aventureiros da pior espécie.

 

Dizem meus familiares que sou colecionador de cacarecos. Não sei andar de bicicleta, mas tenho uma coleção delas; tenho coleções de sinos, máquinas de escrever antigas, telefones, sinos de todos os tamanhos das mais variadas partes do Brasil e do mundo, canecos, lamparinas russas utilizadas para trabalho em minas de carvão, até penico, conta do que chamo do meu acervo das coisas que tiveram utilidade para a humanidade e, a principal delas, uma coleção de rodas de moinho imensas, de pedra, com aproximadamente uma tonelada, cada, originárias de Portugal.

Meus cacarecos são modestos, em comparação com o espetacular acervo do Museu Nacional, com mais de 20 milhões de itens. Um tesouro que jamais teremos um que venha valer um milésimo do seu.

Essas coisas ligadas à história, aos antepassados, à cultura, precisam ser tratadas com um certo requinte, respeito, cuidado e admiração. As vezes fico admirando minha coleção de corujas, umas quinhentas ou mais, dos mais variados tamanhos, muitas, lembranças de amigos, cada qual com seu tipo de arte, de acabamento. A coleção de pesos, balanças, tudo faz parte de uma história. Trata-se de uma mania, um negócio esquisito. Como guardar uma coleção de bicicleta se o dono não sabe andar nelas?

O incêndio do Museu de História Natural do Brasil, localizado na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro foi criminoso, indecentemente criminoso. Não podia ocorrer, simultaneamente, em todo prédio, como se alguém fosse ali acedendo rastros de pólvora.

O que mais me impressiona é como deixam a maior riqueza nacional, a nossa história, depositada num pardieiro.

Vão ser incompetentes no raio que os parte...

 

 

 


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Ligação negligenciada.

18/09/2018

 

Outro dia uma amiga, diante do quadro de risco da Segunda Ponte sobre a Baía de Vitória, paralela à Cinco Pontes ou Ponte Florentino Ávidos, teve uma expressão de espanto, diante dos fatos apresentados pelas redes sociais, as fissuras na sua estrutura, exclamou: “Eles são Loucos! Nossos dirigentes são irresponsáveis. São Loucos!”

 

Diante do quadro, da deterioração da importante via, por falta de manutenção, paíra uma indagação: de quem é a culpa? Do Governo do Estado, da Prefeitura ou do DNIT?

 

Ninguém sabe. É a velha história: em matéria de mais ou menos, não há nada como ora veja...

 

A ponte está caindo. Vai cair, se não ocorrerem reparos rápidos. A ponte, pelo crescimento da região é importante, essencial, não pode sofrer paralização e, se parar por alguns dias, vai acasionar uma tragédia. Ninguém vai morrer por isso, mas vai criar um prejuízo muito grande à sociedade, a quem precisa passar de um lado para outro, para trabalhar.

 

O chamado patrimônio público está entregue às baratas. Cada prédio público é, indecentemente mal tratado, dá a impressão que tudo isso é feito de propósito, negligenciado pela mais completa ausência de capacidade administrativa, mas todos os dias a imprensa notícia, com impressionante sofreguidão, que esta ou aquela repartição recebeu autorização para realizar concurso público para tantas vagas, com salários altamente atrativos, como se saísse do bolso do governo o dinheiro, que chove no seu quintal, para pagar a conta que o povo contribui através de pesados impostos.

 

Tem mais de ano que a imprensa da cidade mostra a negligência como nossas vias públicas são maltratadas, num atestado eloquente de ausência de administração.

 

As reportagens de A GAZETA, através do jornal e da TV, mostrando os graves problemas com a segunda ponte apontam uma tremenda responsabilidade das autoridades que, parece, pouco estão ligando para os fatos, os problemas.

Quem se atrever passar sobre a Segunda Ponte (Ponte do Príncipe), entre seis e dez horas da manhã vai saber como ele é importante para a região. Pela parte da tarde, após as 17 horas, no sentido contrário, em direção a Cariacica ou Vila Velha, é que vamos saber a tragédia que se abaterá sobre a região se o trânsito ali for suspenso por tempo indefinido, já que no Brasil as obras públicas não têm prazo para começarem e muito menos para acabar.

 

Tem até autoridade dizendo que a imprensa está exagerando, que não vai acontecer nada com a ponte, ela está sólida e precisa de mínimos reparos.

 

Realmente eles estão loucos (os políticos).

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA

 

 


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