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Preservao cultural.

28/01/2021

 

Está caminhando para um final muito feliz a construção de importantes equipamentos culturais em Domingos Martins, pela Administração Regional do SESC, com a conclusão, proximamente, de um Centro de Convenções, o Museu da Colonização e da imigração e uma igreja ecumênica, além de outros equipamentos de atração visual no campo do paisagismo, contando o empreendimento com o firme apoio das autoridades municipais, inclusive de municípios vizinhos, que receberam os primeiros imigrantes alemães, pomeranos, italianos, portugueses, espanhóis, árabes e outros povos.

 

A intenção é resgatar, os mais lindos aspectos culturais que esses povos trouxeram e que estão se perdendo, com a pulverização dos jovens que ali na região nasceram e se dispersam, pela falta de oportunidades de emprego e até de expressão de suas culturas.

 

Temos falado aqui na impressionante capacidade dos italianos do Distrito de Araguaya, em Marechal Floriano, em cultivar seus aspectos culturais em quatro museus. Garanto que o governo do Estado desconhece o que existe de cultura da colonização na região serrana central do Espírito Santo, como Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante, Marechal Floriano, Araguaya, que merece ser preservado.

 

A próxima criação do Museu da Colonização do Espírito Santo em Domingos Martins, pela Administração Regional do SESC, depois do SESC-Glória, é o maior benefício que se realiza em prol da cultura do Espírito Santo nos últimos 100 anos, quando a dedicação de empresários empreendedores edificaram os teatros Glória e Santa Cecília, os amigos Francisco Cerqueira Lima e Heitor Santos, verdadeiramente altruístas que, pelo menos mantiveram o Teatro Carlos Gomes até que o governo do Estado, dono do próprio, retomou o prédio para transformá-lo num trapo velho abandonado. Quanta incapacidade.

 

Todos esforços para transformar o município de Domingos Martins em um excelente centro de preservação da cultura, os imigrantes que ajudaram com seus esforços a construir o Espírito Santo, será válido.

 

 

 


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A falncia da Cultura.

27/01/2021

 

Com 66 anos vividos, trabalhando na chamada imprensa nacional, assim como tantos outros jornalistas, me vi refugiado na chamada imprensa alternativa (conhecida como redes sociais), assistindo a mídia, mundial, até, se transformar num caco velho, na gíria jornalística, um penico velho, enferrujado, inservível, pela falência da coerência, numa linha de pensamento distorcidos com os princípios de liberdade. Foi com o objetivo de denunciar as arbitrariedades dos poderosos, dos donos do poder, que surgiu a imprensa combativa que, no Brasil, em 1880 floresceu em Pernambuco, combatendo a monarquia e fazendo nascer a República, embora provocando a morte de Domingos José Martins, capixaba de Itapemirim e, outros heróis, que sonharam com a liberdade.

 

Me provoca uma sensação de angústia, de medo, ao assistir a velha imprensa sendo demolida aos pedaços, cada dia fechando uma janela então aberta para o Sol, para mostrar a verdade, mas, por incompetência dos seus novos donos, por falta de conhecimento, ou ambições desmedidas, foi aniquilada sendo a chamada imprensa escrita, desaparecendo com seu cheiro de tinta tipográfica.

 

A mais recente perda que estamos sofrendo, com seu brutal emagrecimento cultural e financeiro é a mais importante da América Latina, que foi a quarta mais importante do mundo, a revista periódica Veja. Nenhuma sociedade, por mais estúpida que seja, deve bater palmas, festejar a morte de uma imprensa escrita. Só loucos, inconsequentes, destruídos de cultura podem almejar tal fato, mas, devemos levar em consideração: a velha imprensa com cheiro de tinta, criada às custas da sabedoria de um notável Gutemberg, cavou sua própria cova, se aliando, vamos ser francos, aos sistemas políticos e empresariais corruptos.

 

Não devemos chorar o leite derramado. Não faremos com que ele retorne limpo ao mesmo depósito. Temos que lastimar que, de um modo geral, estamos  sendo órfãos  da morte, por absoluta incompetência dos nossos dirigentes, como no caso do nosso Espírito Santo, onde os chamados centros de Cultura, como os falecidos cinemas, teatros, como Carlos Gomes e o Carmélia M. de Souza, bibliotecas públicas, museus, tudo sendo destruído,  inclusive centros populares como Mercados da Capixaba, da Vila Rubim, São Sebastião, num estúpido esquecimento de que mercados populares são fontes de abastecimento das famílias menos favorecidas mas, desgraçadamente, dão preferência à proliferação de inúteis camelôs e a realização de concursos públicos, para atulhar mais e mais as repartições de gente inteiramente inútil, já que elas possuem 62% de servidores em número superior ao necessário. A Nação se compõe num “deposito” de gente desocupada, ganhando salários superiores em até oito vezes à média dos salários dos trabalhadores da iniciativa privada.

 

E, num apagar de governo sombrio nos aparece um apaixonado por espelhos, para viver se mirando nele, para construir um tal do Cais das Artes, um projeto megalomaníaco como Centro Cultural, museu e não sei o que mais, que jamais funcionará, pela falta de recursos para sua manutenção. Resta-nos, por favor da iniciativa privada, no Espírito Santo, o Centro Cultural SESC-Glória.

 

 

É a nossa infeliz tragédia cultural, em liquidação.

 

 

    

 

 

                                                                                                                                                   


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