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Turismo em Guarapari

12/10/2019

 

 

Como podemos “vender” a imagem de Guarapari, suas praias, suas montanhas, para atrair visitantes? Guarapari é a nossa “joia da coroa”.

Até no exterior as praias com areias radioativas, de Guarapari, são conhecidas. Até pouco tempo era uma temeridade gozar períodos de férias em Guarapari, fazer turismo, conhecer a região. As últimas alterações são formidáveis.

Na condição de meio século com propriedade em Guarapari, desconhecia que existia um lugar maravilhosos escondido nas suas montanhas, apenas a seis quilômetros do trevo da BR-101, que dá acesso ao importante balneário, na montanha do lado direito, para quem chega de Vitória, se situa o distrito de Buenos Aires, em maravilhoso ponto da Serra do Mar, a 700 metros de altura, exatamente a 6 quilômetros da BR, em excelente estrada.

O que me levou a Buenos Aires foi para conhecer o alambique Vila Anúnciata, do afável amigo Lauro. Lá no topo da montanha o empresário Orli Fonseca, produz uma série de sucos naturais, de excelente qualidade. Tem o bar e o restaurante do Ademir, onde encontramos galinha a caipira, costela de boi no bafo, um pastel delicioso que, logo pela manhã, está pronto, para o passante, acompanhado de excelente café. Mais em cima, o empresário Elifas Pessini Borges se transformou num grande produtor de ovelhas, de excelente linhagem, que distribui para restaurantes. Espalham-se pelas montanhas de Buenos Aires pousadas, restaurantes que servem tilápia frita e uma boa cerveja. Quem conhece Buenos Aires, distante apenas seis quilômetros da BR-101 até galgar perto de 900 metros de altitude, não esquecerá jamais...

Nos condomínios ali instalados existem residências de alto padrão, do mais elevado do Estado.

Dia 30 de setembro último o vereador Denizart Luiz (Zazá) e a Câmara Municipal de Guarapari, com o apoio da Câmara Empresarial de Turismo, da Fecomércio- ES, promoverem um seminário sobre oportunidades de desenvolvimento do turismo de Guarapari, com a participação de vários empresários do comércio, inclusive do Sindicato da Construção Civil de Guarapari. O que me impressionou foi ver tanta gente interessada no desenvolvimento das atividades de turismo do município.

Convido os amantes de Guarapari a desviarem um pouco suas vistas, para conhecer Buenos Aires, um lugar magnífico que está despertando as atenções. Falta ali um projeto bom, sério, de indicações de suas estalagens, restaurantes, recantos os mais diversos. Não esqueçam das maravilhas de subir as montanhas. Percam alguns instantes, visitando Buenos Aires. Esqueçam a Argentina e pensem que Guarapari tem Buenos Aires também.

Propaganda gratuita. Com interesse apenas no desenvolvimento do Estado.

 

 

 

 


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A volta do sabugo

11/10/2019

 

Lá no quilômetro 35, da estrada São Mateus- Nova Venécia, na fazenda do meu avô, Constantino Cunha, do lado do “trono” (privada), aquele caixote de madeira com um buraco no meio, onde fazíamos as necessidades fiosiológicas, tinha um depósito de batuera (também conhecida, como sabugo do milho), muito utilizado na roça para a limpeza do anus ( no linguajar sertanejo, fiofó) e, imaginem, só depois dos meus onze anos é que vim conhecer o papel higiênico e as privadas de louça, na casa da minha tia Corinha, no Rio de Janeiro, na rua 1º de Março 116, perto da Arsenal de Marinha, onde ela tinha uma pensão, que servia refeições a muita gente importante e boa, como Carlos Galhardo, Emilinha Borba, Carlos e Vicente Palu, Nelson Gonçalves, meu velho e querido amigo, Giusep Ghieroni, dentre outros. A batuera de milho ficou lá para traz, mas, depois de 1952 ainda conheci, em Vitória, o papel de jornal, cortado do tamanho do papel higiênico (15X20) que, até então, não vinha em rolos.

O mundo evoluiu e, com a evolução veio muita coisa, como os tempos das lanchonetes, copiadas dos americanos, os restaurantes self- service e, após a Grande Guerra, o descobrimento da penicilina, trouxe uma grande revolução na vida humana, tornando as coisas mais fáceis, até os empregos, para satisfação de milhões de indivíduos.

Nada mais fugaz do que o tempo. No instante em que o mundo evoluiu, caiu drasticamente o raciocínio lógico, com a queda vertiginosa dos nossos homens públicos, assumindo o poder uma chusma de irresponsáveis, que é um atestado eloquente do exercício da mediocridade.

Lá no meu São Mateus, onde se limpava o fiofó com a batuera de milho, tinha numa prateleira onde eram depositados almanaques, para leitura dos usuários do “trono”, quando se estabelecia a prisão de ventre. Num deles, tinha a seguinte quadrinha: “São desgraças do Brasil,/ Este paraíso louco,/Leis que são uma pérolas,/ Formiga, ferrugem, mofo...”

Faz pouco tempo um “poeta” legislador fez aprovar, por seus colegas de mediocridade, um projeto proibindo o uso de sal na mesa dos restaurantes; outro, dos paliteiros, outro dos canudos plásticos, outro dos copos de plástico, (que serão substituídos por material degradável), sacolas plásticas, faltando agora a proibição de papel higiênico, a volta de batuera, do saudosismo ecológico de merda.

Nada mais higiênico do que o copo de plástico, faltando agora a proibição do uso do papel higiênico, para voltarmos ao sabugo de milho.

Em 1988 o Congresso Nacional aprovou a mais estúpida Constituição da República Federativa do Brasil, inigualável, pelas suas estultices, a qualquer outra do mundo, que não sabemos quando irá acabar com o país (dizem que está perto).

Como é que vamos acabar com o maior sistema burocrático do mundo, o maior cabide de empregos do universo? Acabem com tudo, putada, antes que o Brasil se acabe...

Estou desiludido. Nem 100 Bolsonaro dão jeito.

O mundo usa o plástico, recicla-o, até incorporá-lo ao meio ambiente, em forma de pó.

 

Quando teremos autoridades e povo inteligentes?

 

 

 

 


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