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No país do futebol

23/03/2019

 

Se você quiser ter uma casa (conhecida como o túmulo da vida), um carro, um sítio, uma fazenda, um avião, deve trabalhar duro para obtê-los honestamente.

Existe no nosso Brasil um negócio chamado de “patrocínio”. Se você quiser fazer uma festa e sua casa não dá e precisa alugar um espaço para tanto, quer que uma dessas casas de festa o faça por cortesia, ou não quer pagar o aluguel que quem o construiu tem alugado a terceiros.

Você escolhe para se operar o melhor médico, o melhor hospital, o melhor plano de saúde, mas não quer pagar a conta. Bota o filho para estudar no melhor colégio, mas não paga a mensalidade.

Em Minas Gerais, coisa recente, romperam-se duas imensas lagoas, utilizadas para depósito de rejeitos de mineração, da Samarco e da Vale do Rio Doce. Na mesma região tem mais umas 80 lagoas, em idênticas condições. Morreu muita gente inocente, destruiu fauna e flora, rios, lagos e, interessante, não existem culpados. Quem fiscaliza esses poderosos grupos? O bispo? O padre da paróquia de Mariana? Ibama, Iema? sei lá!

Ao meio dessas cínicas tragédias, ocorreu uma mais estranha, no Ninho do Urubu, Centro de Treinamento do Flamengo, o clube do futebol com maior torcida do mundo (o que dizem!)

A história do incêndio no Ninho do Urubu, que matou dez jovens atletas, sufocados pela fumaça e chamas do incêndio é resumida na seguinte pouca vergonha que assola o país do futebol, do carnaval e da corrupção endêmica que, dizem, no mundo não tem similares: foi uma fatalidade!

Vejam as notas da imprensa:

“Local de um incêndio que deixou dez atletas adolescentes mortos e três feridos na sexta – feira 08/02/19, o centro de treinamento Ninho do Urubu, do Flamengo, recebeu R$10,4 milhões, em valores corrigidos pela inflação, por meio de um programa de renúncia fiscal do estado do Rio de Janeiro.

Em 2013, o clube obteve do governo estadual autorização para captar R$12,6 milhões, conseguindo R$7 milhões até o ano seguinte.

Os contribuintes foram a cervejaria Ambev e a empresa de materiais de construção Lafarge. O dinheiro permitiu levar adiante o projeto do CT, ainda não concluído. Nos programas de renúncia fiscal, as empresas são autorizadas a descontar dos impostos que devem o dinheiro destinado a programas previamente aprovados. Já o clube deve prestar contas do uso da verba. A diretoria do Flamengo prevê que o Ninho do Urubu vá estar pronto até dezembro.

O Flamengo também recebeu aval da União, em 2006, para buscar R$3,1 milhões pela lei de incentivo ao esporte para o projeto Futebol Rubro-Negro, com objetivo de promover a formação de jogadores não profissionais. A única contribuição foi da Avon, empresa de cosméticos, que deu R$250 mil. O Flamengo não confirmou se esse investimento foi feito no CT do clube.

Outros clubes brasileiros utilizaram a lei do incentivo ao esporte. O São Paulo, por exemplo, captou cerca de R$14 milhões (R$17,2 milhões atualizados) para construir seu CT em Cotia, além de R$7,6 milhões (R$11,7 milhões atualizados) para a manutenção do local entre 2008 e 2011. Em 2015, o Corinthians fez a captação de R$3 milhões (R$3,8 milhões atualizados) para a construção do seu CT.

No caso do Flamengo, o dinheiro de isenção fiscal fez o clube conseguir avançar no projeto de colocar de pé o centro de treinamento.

Trinta e cinco anos após a compra do terreno e 15 após a construção do primeiro campo, o Ninho do Urubu não está terminando. A diretoria afirma que isso deve acontecer até o final do ano.

O alojamento das categorias de base que pegou fogo seria desativado nas próximas semanas. O local onde os contêineres que abrigavam os atletas estavam instalados não tinha autorização da Prefeitura do Rio, que tinha dado licença para um estacionamento funcionar no local.

Comprado em 1984, na gestão do então presidente George Helal, o terreno em Vargem Grande, zona oeste do Rio, onde está o centro de treinamento, ficou abandonado por duas décadas.”

País do futuro? Nem do futebol.

 

 

 


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Barreiras e tolices.

22/03/2019

 

Não dá, pensar sério, num país de cartórios os mais infames, os mais estúpidos da face da Terra, onde a imbecibilidade, a falência do raciocínio lógico critica a determinação do presidente Jair Bolsonaro em proibir a renovação de contratos para instalação de barreiras eletrônicas, nas rodovias federais.

 

Multar o motorista que avança o sinal. Dirigir embriagado, sem habilitação, estacionar irregularmente, em locais proibidos, atravancando a passagem dos demais, tudo isso está certo. Estabelecer barreiras eletrônicas com objetivo de promover uma indústria de multas, é uma indecência. Não discutam tal aberração, tenham apenas a lucidez para ficar de bico calado. Qualquer condutor de veículo que passa numa barreira eletrônica a 80 quilômetros, imediatamente ele imprime o acelerador para passar para os 110 ou mais quilômetros por hora.

 

Alguns curiosos não imaginam como nas grandes nações, como Japão, Alemanha, outros países da Europa e Estados Unidos, o sistema de controle de tráfego é feito, pela leitura das placas dos veículos pelo sistema eletrônico, nas vias onde carecem desse tipo de controle. Se um veículo passou em tal ponto controlado e vai passar no ponto seguinte, com velocidade estabelecida, naquele percurso, tudo bem. Se ele dirigir a uma velocidade de 110 quilômetros, o sistema eletrônico vai informar que ele cometeu excesso de velocidade. Povo inteligente, sistema de controle idem.

 

O sistema mais livre de direção do mundo é o da Alemanha. Cuidado, você está proibido de errar. Não dirija irresponsavelmente ou não atravesse a rua fora da faixa. Não ande a pé na faixa destinada às bicicletas. A China foi o maior centro do mundo no uso das bicicletas, o que desapareceu completamente, com o sistema de transporte público.

 

Assistimos, em tempo recente, a maior estupidez já ocorrida no país, a desmoralização de um plebiscito onde, por extraordinária maioria o governo petista perdeu de forma fragorosa para a população que votou para permanecer armada.

 

Fizeram uma imoral manobra para estabelecer uma proibição do porte de arma num dos mais indecentes processos de intimidação de uma sociedade, com objetivo de desarmá-la, mas permitiram que a bandidagem se armasse melhor do que o sistema de segurança pública.

 

Sem uma avaliação séria, querem colocar tela protetora para evitar os suicidas na Terceira Ponte. A que custo?

 

Um dos pontos “chiques” para os suicidas, em Vitória, era o último andar do Edifício da AMES (Associação Médica do Espírito Santo), na Av. Beira Mar. Se o cara quer suicidar-se, devemos intrometer na sua vida, ou impedir que ele cometa o maior ato de bravura ( ou doidera) que um ser humano pode cometer?

 

Deixa pra lá! É burrice demais, para meu gosto. Deixa Bolsonaro extinguir a burocracia nacional que emperra nosso desenvolvimento.

 

 


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