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Moro: boi de piranhas

01/05/2020

 

“Ter um amigo, é fácil. Teu pai! Ter dois amigos, não é difícil. Um irmão! O problema está em você encontrar o terceiro amigo, incondicional, como teu pai e teu irmão mas, nada é impossível. Se encontrar um terceiro amigo, estás rico, milionário. Não sonhe em contar amigos em todos os dedos de uma mão. Conserve suas amizades apenas como velhos conhecidos. Amigo é coisa muito séria. “Não distinga nunca as pessoas pela cor da pele”, dizia meu pai, o velho Mesquita Neto, para um grupo de alunos, que ensinava no seu colégio noturno, gratuito.

Saadi, em “O Jardim das Rosas” diz: “Rompe com o amigo que frequenta teus inimigos”.

A política nacional se transformou num negócio escuso, imoral, tremendamente indecente, onde os chamados padrões éticos, de civilidade e de honradez desapareceram nos desvãos das negociatas ou do meter a mão nos cofres públicos, sem nenhum temor à má justiça que, parece, alheia a tudo também, não dispensa o seu quinhão... Os fatos demonstram...

Algumas vezes, aqui, contrariando meus princípios, que deveriam pautar em retratar os fatos da história da nação, do Estado ou do município onde resido, passei a fazer eco com aqueles que, cheios de boa vontade, aplaudiam de forma veemente o magistrado federal Sérgio Moro, pela sua brilhante atuação, elevado conhecimento, no julgamento dos políticos envolvidos no processo Lava Jato, punindo a todos de forma exemplar, a começar pelo ex-presidente Lula, trancafiado numa prisão de Polícia Federal, em Curitiba, quando deveria estar numa penitenciária comum.

De herói, de morrer pela liberdade, só distingo um, no Brasil: Domingos José Martins. Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier), foi um “bode expiatório”, com objetivo de intimidar os demais integrantes da chamada Conjuração Mineira, sendo levado à forca no dia 21 de abril de 1792 (enforcado e, após sua morte, esquartejado). Sabe-se que “amigos” o delatara. Do alto do patíbulo, enquanto o corpo de Tiradentes pendulava preso à corda, o frei Penaforte recitou o versículo 20 do capítulo do Eclesiastes: “Não digas mal do rei, nem mesmo em pensamento; mesmo sozinho, dentro do teu quarto, não digas mal do poderoso. Por que um passarinho pode ouvir e depois repetir tuas palavras. ”  O “pecado” de Sergio Moro.

Juiz emérito, íntegro nos julgamentos, Sérgio Moro, pelo que dizem os fatos, atestam, tinha um objetivo: ser ministro do Supremo Tribunal de Justiça e, depois, adulado pelos que usam o poder para, através da corrupção buscarem o enriquecimento ilícito e a perpetuidade no cargo, passaram a “enfeitar” o ministro com notícias falsas, estatísticas fraudulentas de pesquisas de opinião pública, dizendo que ele tinha maior ressonância pessoal na população, como candidato futuro à presidência da República do que o próprio presidente Jair Messias Bolsonaro, para se reeleger.

Como Tiradentes, Sérgio Moro foi jogado ao rio como “boi de piranhas”, para permitir que o rebanho passasse incólume! Neófito em política, foi embrulhado por ter falado demais, aliando-se a quem não devia e perdendo a fama de herói, passando a ser tratado como traidor.

Moral da história: apressado come cru...

 

 

 


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O castigo do coronavírus

30/04/2020

 

Todas pessoas têm seus aborrecimentos, suas tragédias pessoais e até familiares. Cada qual carregando sua cruz, seus pecados e suas virtudes. Cada coisa a seu tempo...

Diante de um fato que me trouxe um grande aborrecimento, sendo notado por meu pai, então diretor de A GAZETA, com quem dividia longas noites em proza, cheia de anedotas, que ele gostava, me chamou para tomar um café no antigo “Bar e Café Americano”, na esquina da rua General Osório com av. Jerônimo Monteiro. Bateu com a mão em meu ombro, me despertando dos pensamentos: “Vamos tomar um café”.

No bar, numa de suas pequenas mesas de três pé e um tampo de mármore, me esperou sentar e colocou sua cadeira defronte a minha. Foi direto, como manda a tradição espanhola, ao assunto: “O que o atormenta? Olha, eu sou seu pai, a única pessoa que tem o direito de morrer por você, para salvar sua vida. Qual é seu problema? ”

Relatei ao velho e sisudo pai minhas preocupações, ouvindo pacientemente o que dizia, para arrematar: Escuta! Tem males que vêm para o bem. Nada de olhar para o chão. Levanta a cabeça e ande firme, olhando sempre pra frente. “Aquele velho era muito sábio. Foi o mais importante conselho que recebi em toda minha vida.

Os ventos, malditos, trouxeram até nós, brasileiros, o coronavírus ( vírus coroado, tradução direta do espanhol para o português) e, como medida de proteção, contrariando todos princípios legais, constantes da Constituição Federal, que cabe aos municípios o Poder de Polícia, o presidente da Suprema Corte de Justiça, não sei porque cargas d’água, sentenciou que ao Estado caberia a incumbência de policiar a ação dos seus cidadãos, gerando essa formidável merda que aí está, com governadores macomunados, uns com outros, objetivando derrubar o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, que foi levado ao poder da República para não deixar ninguém roubar, daí a tragédia em que vivemos...

A velha história, repetindo meu sábio pai: “Tem males que vêm para o bem”.  “Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe”. Um dia essa tragédia brasileira que estamos assistindo, do que ainda sobreiste de mais indecente, imoral, na política nacional, irá explodir. Garanto que irei assistir a derrocada de toda essa formidável canalha que está destruindo o país, como um praga maldita, de uma hereditariedade que vem lá dos tempos do império, quando fomos povoados por uma chusma de degredados, ladrões da pior espécie, que aqui se aboletaram, pela ordem de um rei maluco, cada um com uma penca de carimbos à mão, que numa sucessão imoral, estão ainda de posse deles (os carimbos) praticando as maiores patifarias cartoriais.

Prestem atenção! Para breve, o povo brasileiro vai assistir a um grande, imenso funeral que, possivelmente, pela frouxidão das forças Armadas, na sua demora de intervir, pode gerar uma convulsão popular, que vai ser uma grande tragédia.

O povo vai descobrir a força que tem...

Hoje, a classe política está se valendo dos mortos do coronavírus para pilhar o Estado. Amanhã, como revide, o coronavírus vai enterrá-los, talvez até de forma impiedosa, cruel, obrigando-os a cavar a própria cova.

Os governadores já começaram...

 

 

 


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