Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



A volta do aquaviário

19/01/2020

 

As coisas não são fáceis. Vai para mais de 60 anos que ouvimos falar de um resort em três Praias, um desses lugares encantadores de Guarapari. No decurso desse grande tempo perdido, onde o terreno saía das mãos da família Hermani para a Varig e, depois, não sei mais para quem, do projeto a ser realizado saiu, mal e porcamente, um portal de entrada e algumas palmeiras mas, a maldita mão da burocracia, a fome de certos tipos de políticos sobre os donos da obra, cada qual querendo tirar seu quinhão, está emperrada até ontem. Pode ser, quem sabe, que hoje saia.

Outro dia, numa longa entrevista, onde falava de reforma da Terceira Ponte, Portal do Principe, Túnel Elevado em Jardim Carapina e Bairro de Fátima, afora outros empreendimentos, investimentos que irão custar entre cinco e seis bilhões, é melhor não comentar, sendo melhor nos atermos no impossível, pelo menos em termos da economia empresarial, o chamado Aquaviário, um sistema de transporte por barcas, fazendo quatro ligações, entre Itacibá, em Cariacica; Prainha em Vila Velha; Centro de Vitória e Praça do Papa, em Vitória, que irá (?) funcionar em 2021!

O sistema de transporte por água é importante e econômico quando não sofre a interferência ou concorrência do transporte de ônibus. Moramos numa região que não chega a dois milhões de habitantes e um décimo dessa população trabalha em Vitória e Serra, o restante está espalhado, sendo absorvido por Vila Velha e Cariacica. É verdade que temos três poderosos estrangulamentos no trânsito da Grande Vitória; Carapina, na Serra; pela manhã em Vila Velha, na subida da Terceira Ponte e, o último, na região de São Torquato, no estrangulamento da Segunda Ponte. Por volta de nove horas, nos três locais, o trânsito entra na normalidade e volta a ficar congestionado a partir das 18 horas, quando todos querem ir para suas casas. O que falta é ordenamento nesses pontos de estrangulamento, mas falta uma cabeça para pensar na solução e não será com o aquaviário, que não permitirá desfazer o nó desses três pontos, não terá passageiros para sustentar o empreendimento e o empresário vai falir. Compensa?

Não vamos esperar com entusiasmo pelo Aquaviário do “professor” Renato Casagrande. Ele não sairá nem do papel.

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo

Escancarem o jogo

18/01/2020

 

Em termos, desde 1950 o chamado jogo, bancado em cassinos, casas de apostas em geral, até o inofensivo jogo do bicho foi proibido por ordem de um decreto assinado pelo então presidente da República, Eurico Gaspar Dutra, sob pressão de sua mulher, D. Santinha, a quem devemos tão importante ato heroico, porque, com a proibição, oficialmente a jogatinha foi suspensa, mas casas tidas como “clandestinas” ficaram disponíveis, inclusive o jogo do bicho, enquanto os que gostam de jogo, os brasileiros com dinheiro, pegam o avião e vão para as estâncias do Paraguai, Uruguai e Argentina, afora Las Vegas, nos Estados Unidos, Portugal, França e outros países, que fazem do jogo, cassinos imponentes, fonte de atração para quem tem o que perder e até quem não tem...

Vez por outra alguém, corajoso, apresenta um projeto que, dá a impressão que vai ser aprovado, mais logo fica no esquecimento ou não aprovam, sob um argumento idiota qualquer, enquanto a Caixa Econômica Federal, não se sabe como, vai bancando as jogatinas mais esquisitas do Planeta, sob o argumento de distribuição “social” de recursos com instituições diversas, tipo Globo, com o seu mascarado “Criança esperança”...

Os graves problemas brasileiros, dentre os mais graves: a falência da Justiça, a corrupção, a ignorância e a falta de educação. Nossas autoridades não imaginam que joga quem quer, que as filas nos postos da Caixa Econômica Federal daquela gente pobre gastando o dinheiro do Bolsa Família numa loteria estúpida, que acumula milhões e mais milhões, sem ganhadores, é um verdadeiro abuso contra a pobreza e a burrice porque, para uma pessoa ter mais ou menos chance de ganhar, teria que fazer 380 milhões de jogos diferentes. Pode? Como as acumulações?

Com os cassinos funcionando em determinados pontos do território nacional, iriamos promover o turismo, teríamos mais atrações, por força do investimento empresarial. Um dos maiores centros de atração turística do mundo, é Las Vegas, nos Estados Unidos mas, nós, no Brasil, vamos assistindo a delinquência tomando conta dos cofres públicos.

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   2275 2274 2273 2272 2271 2270 2269 2268 2267 2266   Anteriores »