Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Os malucos do pré-sal.

06/10/2019

 

Quando criança, lá no meu São Mateus, nos meses de verão, as mangas eram abundantes. Na chácara da minha avó Itelina tinha mangueiras frondosas, espada, aquelas vermelhas parecia sangue, deliciosas. Ao invés de brigar com a molecada para não chupar as mangas, ela aconselhava a chupar o que fosse possível: “Chupa bastante, porque vai acabar...”

 

As jazidas de petróleo, na área do pré-sal, a uma profundidade de até 5 mil metros, é um negócio caro até impossível de ser apanhado, através das sondas. Numa fundura de até mil e poucos metros, embora não muito fácil, fica menos caro, o processo exploratório. É bom explorar, antes de acabar.

 

O problema brasileiro, grave, é a burrice, aliado à corrupção. Qualquer jovem, nos seus 15 anos, sabe avaliar a chusma de ladrões que invadiram a Petrobras, pilhando seus recursos. Fosse num país sério, essa gente sem escrúpulos jamais sairia da cadeia. Em países menos sérios, estariam enforcados. No Brasil, são protegidos por figuras do judiciário e até recebem títulos de “doutor honoris causa”...

 

O petróleo é finito. Um dia vai acabar. Os países desenvolvidos como Japão, França, Alemanha, Suécia, Estados Unidos, sem petróleo ou com algum, começam a produção dos carros elétricos, totalmente elétricos e, não demora muito, chegarão os movidos por sistema remoto, e olhe lá senão chegarão os guiados por telepatia...

 

Com objetivo de se iludir, e iludir a sociedade também, inventaram a moda de que o petróleo do pré-sal vai dar dinheiro para prefeituras, estados e até governadores nadarem em dinheiro do petróleo, os chamados royaltis, invenção brasileira para distribuir dinheiro com administradores irresponsáveis.

 

O Brasil, pelo andar da carroça, será o último país do mundo a ingressar na utilização da montagem do carro elétrico, simplesmente porque quer tirar o petróleo do poço até a última gota.

 

Meu Deus, quanta burrice! Tem trechos retos em rodovias federais, estaduais e municipais onde os radares obrigam velocidade de 40 quilômetros, num atestado eloquente de mediocridade automobilística, na era espacial.

 

É possível que todos os seres humanos vivos, morrerão sem ver acabar o petróleo, que será utilizado para produção de remédios e outros tipos de materiais, principalmente isolamento térmico, enquanto as demais nações estarão usufruindo da moderna tecnologia do automóvel elétrico, ou quem sabe, movido a eletroímã, enquanto nossos dirigentes sonham com ciclovias e, a mais nova invenção da mobilidade urbana: os patinetes.

 

Os negócios do pré-sal, para algumas empresas, principalmente estrangeiras, o que interessa é a “mecânica” do financiamento para exploração de jazidas. Negócio complicado...

 

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo

Um momento delicado

05/10/2019

 

 

A velha história da vida: ninguém pensa igual. As pessoas podem ter pensamento convergente para um ponto, um objetivo mas, no fundo, almejam ou miram soluções diferentes. Toda sociedade não possui unanimidade sobre este ou aquele objetivo, muito embora, no fundo, mesmo divergindo, pode chegar a um ponto convergente, a maioria quer uma coisa só, embora divergindo um pouco.

No meu caso, presente, sei que vou escrever até meu último instante. Não tenho nenhuma preocupação com o que pensam sobre o que escrevo. Primeiro, porque escravo para mim, por mania, mais com objetivo de criticar, construindo, numa esperança, as vezes sã, de que o mundo, a sociedade tenha jeito.

Me espanta, principalmente a deterioração moral a que chegaram os homens públicos do meu país, nossos dirigentes. Cansado de assistir a repugnante hipocrisia da classe política, a sucessão de escândalos, com o patrocínio da bolsa dos grandes empresários, contando apenas com a participação de aplicativos via redes sociais, em outubro de 2017 o eleitor brasileiro elegeu um deputado até então inexpressivo, Jair Messias Bolsonaro, como presidente da República, quase morto por uma facada no meio de uma multidão que o carregava às costas, como um novo ídolo que surgia. Quem poderia estar por traz daquela faca maldita? Quem estimulou aquele tido como lunático a praticar tamanha indignidade? Incrível! Até hoje não descobriram de quem guiou aquela mão quase assassina. Há de se convir, Bolsonaro escapou por um golpe de sorte, pelo pronto atendimento.

A vitória de Jair Bolsonaro, a despeito da insidiosa campanha que sofre por parte de certa mídia ávida por dinheiro, proveniente de fontes duvidosas, criam até o artificio das pesquisas de opinião imaginárias, estapafúrdias, inconsequentes, com resultados absurdos, semelhantes àquelas da campanha, onde os candidatos com menos chances de ter 05% dos votos do eleitorado, ganhavam de Jair Messias Bolsonaro se ficasse na disputa do segundo turno. Como? Que estultice era aquela? Qualquer desentendido de pesquisas sabia que aquilo era uma manobra sórdida com objetivo de desviar voto. Ocorreu um alerta sério na ocasião, dirigido a quem de direito, por quem tem a força: se ocorrer fraude nas eleições, o candidato que objetivar voto fraudado não toma posse. Bolsonaro ganhou!

Há um objetivo claro, mas claro mesmo, de se criar um embaraço muito grande para o presidente da República, inviabilizando sua administração. Nenhuma autoridade corrupta, ameaçada por um processo do Lava-Jato tem condições de sair à rua sem quem seja insultada por grupos de populares, que quase a apedrejam. Até no exterior, ministros do Supremo Tribunal, passam dissabores nas ruas, atingidos pelos piores e imaginários epítetos e, o mais brando, é de ladrão, traidor da pátria.

Não existe pensamento unânime, mas estão criando uma atmosfera de ódio que pode acabar numa grande tragédia nacional. Tenho receio que vá correr muito sangue, nas ruas.

É bom ter cautela. A grande maioria da população está de um lado, quer mudar o Brasil. Igual a Bolsonaro.

 

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   2223 2222 2221 2220 2219 2218 2217 2216 2215 2214   Anteriores »