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Comércio aos domingos.

19/03/2019

 

Contam histórias, com a invenção do dinheiro, na frente da Casa da Moeda estabeleceu-se o comércio; atrás, a igreja; à direita, os bancos e, à esquerda, o lupanar (conhecida também como casa de mulheres fáceis...)

 

Volta à baila a discussão, se é bom ou não, funcionarem aos domingos, os supermercados, mercearias, etc., alegando alguns que deveriam fazer um rodizio, como fazem as farmácias e, outros, que dá prejuízo e não deveria abrir.


Vem a história do direito à liberdade. Abre quem quer, mas no caso dos supermercados, pela minha maneira de ver, a coisa funciona diferente: domingo, vai ao supermercado uma minoria, que chegou de viagem ou esqueceu de comprar algo nos dias de semana, daí a ideia do rodizio, principalmente nos chamados balneários, onde existe, nos fins de semana, grande concentração de pessoas.


Alegam que existe uma lei que concede aos supermercados o status de “estabelecimentos essenciais”, sendo livre seu funcionamento, desde que cumpra a legislação trabalhista.


Deixando prevalecer o princípio de liberdade, não vai funcionar. Vai abrir todo mundo e todo mundo vai ter prejuízo nos seus negócios, como está atualmente.


Vem então o corporativismo. Os supermercados, como todo aglomerado econômico, são corporativistas, precisa ter lucro, caso contrário, vai falir, o que não é bom para o empreendedor e muito menos para o país e, pior ainda, para a sociedade.


O pior dessa história toda, de abre ou fecha supermercados aos domingos, é deixar que o empresariado resolva o que é melhor para ele. Quem sabe de suas dificuldades, é ele, o dono.


Na França, os supermercados, grandes lojas, funcionam apenas, quatro domingos por ano. Quem quer é o empresário. Ano passado o governo convocou os centros empresariais para uma reunião, para aumentar de 4 para 8 domingos de comércio aberto por ano, os empresários recusaram a ideia, por saber que daria prejuízo. Domingo é dia de se divertir com a família e não de comprar, mas o governo estava vendo o lado do turismo.


Dar palpites, se intrometer na vida dos supermercadistas para que abram ou fechem seus estabelecimentos aos domingos, é uma intromissão indébita. Um rodizio, escolhendo dias especiais, como os períodos de verão ou festas especiais, será o melhor negócio.


Nada como um dia de folga para arrumar a cabeça e refrescar as ideias.

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA

 


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Insegurança sem limites

18/03/2019

 

Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, com área territorial de 42 quilômetros quadrados, uma das menores do país, sabe ser a mais violenta, em criminalidade. Aliás, diz uma fonte da Polícia Civil que, na Grande Vitória, principalmente nas favelas da capital, estão homiziados, fortemente armados, em locais onde a Polícia não vai, os maiores bandidos, traficantes de drogas e assassinos do país, trepados em formidáveis esconderijos, com excelente visão e segurança.

A GAZETA, do dia 11 último trouxe reportagem informando que facção criminosas invadiu Ourimar, conjunto residencial no município da Serra (Grande Vitória), com dois mil moradores, expulsando-os de casa.

Padres e pastores, por outro lado, arriscam a vida em bairros dominados pelo tráfico e, mesmo ameaçados de morte e sendo expulsos por criminosos armados, os religiosos não desistem de suas missões. Carteiros, não podem entregar cartas e encomendas.

As estatísticas que as autoridades nos apresentam apontando redução da criminalidade chega a ser um negócio meio cínico, grotesco, quando a imprensa nos traz um retrato de perplexidade, do mais absoluto abandono no campo da segurança pública.

Não vejo o governo do sr. Renato Casagrande com muita disposição, até mesmo coragem para enfrentar os desafios da insegurança pública. As ruas, após as 20 horas, estão ficando desertas, onde só transita a marginalidade, todos estão com medo de parar em sinais de trânsito.

O que se lastima, com séria profundidade, é que perdemos totalmente a confiança na Polícia Militar, onde sua paralização, pela imposição das mulheres dos militares, provocou uma greve onde morreram 219 pessoas e ocorreu a destruição de mais de 370 estabelecimentos comerciais, por atos de vandalismo, assalto, roubo. As ruas da Grande Vitória estão desertas, com estabelecimentos fechados que ninguém quer mais alugar pela falta de segurança e exigências absurdas do Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária, esquecendo as autoridades que o comércio de bens, serviço e turismo participam com 84% da arrecadação de tributos do Estado. Quanto mais estabelecimentos comerciais fechados, menos arrecadação.

O Sistema de Segurança Pública é o que mais consome recursos públicos. Não existem mais condições de arrancar dos magros bolsos da sociedade, recursos para manter a ineficiência no campo da segurança.

No programa bom Dia Espírito Santo, de segunda – feiras última, foram mostradas imagens de bandidos armados, de forma acintosa, pousando para as câmaras. Será que essa tragédia indecente não tem fim?

 

 

 


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