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É o salve-se quem puder

09/07/2018

Se os acontecimentos nacionais forem se avolumando para pior (é possível, com o apoio do STF?), com essa corja de ladrões dos cofres públicos à solta, gozando ainda da nossa cara de povo burro, dificilmente teremos eleições, mas, como dizia minha mãe, brasileiro tem sangue de barata (barata não tem sangue), é possível que nada aconteça e continuaremos elegendo os bandos de gatunos que prosperam em toda nação.

Nas redes sociais, que podem levar o país a um estado emergencial, publicou outro dia que “filho de deputados federais vão ter direito a Plano de Saúde (pagos pelos nossos bolsos) até completarem 33 anos! ” Mais, “Filhos de juízes vão receber auxílio educação de R$ 7 mil até 24 anos. ”

Uma maravilha!!!

Não é de agora, montou-se no país uma espécie de feudo político- partidário, onde os chamados donos (caciques) de partidos se plantam nos seus comandos para garantir uma espécie de perpetuidade no sistema eleitoral.

Conheci, há muitos anos, quando morreu Ulysses Guimarães, um dos reis do PMDB, uma senhora residente no Rio de Janeiro que contava numa roda as vantagens desfrutadas pela família da dona Mora, esposa do deputado federal Ulysses Guimarães, o quanto sua família desfrutava de benesses na Caixa Econômica Federal. Dizem que, até ontem. Hoje pode ser que a coisa tenha mudado.

Contou, também, o desfruto dos familiares de Mario Covas, em São Paulo, das vantagens dos grandes empreendimentos e, pelo que consta, desfrutam até hoje. O que aconteceu com as lideranças de todos partidos políticos, os chamados “manda chuva”, tem sido uma vergonha, a começar pelo PT, atolado até as orelhas, seguido até dos divertidos PDT E PC do B. Nem a esquerda ficou de fora do grande coxo, das formidáveis tetas da velha República, de vacas como a Petrobrás, Eletrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios, por aí...

Se houverem eleições, a coisa vai ficar tão feia que poderá criar uma revolta muito grande, com a participação dos candidatos atolados até às orelhas no taxo da corrupção do processo Lava Jato.

Em 2013 assisti uma formidável manifestação popular pelo Brasil e, especialmente, no Espírito Santo, quando quebraram todas vidraças da sede do Tribunal de Justiça, janelas do Palácio Anchieta e a destruição de estabelecimentos públicos e particulares.

A classe política brasileira está parecendo amontoados de prisioneiro tentando destruir os presídios para conquistar a liberdade. Nossos políticos querem arrombar os cofres públicos para buscar, de qualquer maneira, o enriquecimento ilícito. Nem o Supremo Tribunal Federal dá jeito.


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O erro na reforma trabalhista

08/07/2018

Na reforma da Legislação da Justiça do Trabalho, que teve como relator nosso senador Ricardo Ferraço (PSDB), estabeleceu-se a extinção da Contribuição Sindical obrigatória, quando os trabalhadores, em março de cada ano contribuíam, compulsoriamente, com um dia de trabalho para “seu” sindicato da categoria.

A inclusão da extinção da Contribuição Sindical Obrigatória teve um único objetivo, a destruição das centrais sindicais- CUT, Força Sindical e CGT- que não existem oficialmente mas sempre funcionaram como “organismos” de apoio ao governo e eram sustentadas pelo Fundo Sindical, que era alimentado com 20% da receita da Contribuição Sindical paga pelos trabalhadores e, daquele bolo, o governo sempre perdulário e ladrão com o que arrecada, destinava bilhões de reais para tais centrais, para lhes dar apoio, principalmente a CUT. Do mesmo jeito, os sindicatos patronais contribuem com 20%, para manter a pelegada, das centrais sindicais.

Com a medida, todos os 17.289 sindicatos espalhados pelo território nacional foram atingidos. Quem esculhambou o sistema sindical brasileiro foram os ministros corruptos que passaram pelo Ministério do Trabalho e Emprego e promoviam a distribuição de cartas sindicais a troco de propina, como se propala.

No caso da Contribuição Sindical dos sindicatos patronais, apenas 20% (se muito) das empresas recolhiam a contribuição. Assim mesmo o apadrinhamento político fez nascer sindicatos fugindo totalmente da chamada Unicidade Sindical, estabelecida pela Legislação, que obriga a ter um sindicato por categoria econômica, mas a desgraça da política brasileira, que perdeu uma excelente oportunidade de extinguir a Justiça do Trabalho, no Brasil, único país do mundo a ter tamanha aberração, que consome em torno de 18 bilhões de reais de recursos públicos para manter um dos processos jurídicos mais vergonhosos da face da terra.

A incapacidade para extinguir a Justiça do Trabalho foi um erro dos mais lastimáveis. Continuamos ostentando tal sandice. O que deveriam ter feito, com a extinção da Justiça do Trabalho era a normatização do sistema sindical, com a unicidade de verdade, funcionando, extinguindo-se, também os absurdos criados a troco de propina, mas para sindicato de trabalhadores, onde o sistema de contribuição é fiscalizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Para a contribuição da classe patronal o MTE não atua.

O dia que tivermos um governo sério, é preciso regulamentar o financiamento do sistema sindical, como se faz com uma montanha de dinheiro para financiar partidos político, que tanto nos envergonham.

O Sistema Sindical brasileiro é mal visto por culpa exclusiva dos aventureiros sindicalistas e os safados que foram colocados no Ministério do Trabalho e Emprego para fazerem negociata.


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