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Fartem-se lobos...

29/04/2020

 

Outro dia, conversando em família, com minha mulher, estávamos recordando o passado e, lembrei-me da minha avó Virginia, diante de um quadro bem interessante. Minha mãe chamou Braulino e outros empregados para matar um porco (era comum na roça, lá no meu São Mateus), onde, à falta de geladeira, cozinhava-se as carnes para mergulhá-las depois na banha, derretida do toucinho, que eram colocadas em latas que vinham com querosene, para ficarem guardadas por algum tempo, na dispensa.

Os restos do porco, morto, que chamávamos de “miúdos” ou “frissura”, (tripa, estômago, coração, fígado, rins, etc.) minha mãe distribuía com os empregados que matavam o porco, ajudavam a derreter a banha e até mesmo cozinhar a carne, para conservá-la na banha. Minha avó, vendo aquela divisão da “frissura”, dizia: “Fartem-se lobos...”

Quando meu pai se referia aos desatinos dos políticos, já naquela época, minha avó dizia: “Esto eres una alcateia de crapulosos”.

O tempo passou, da década de 40 até esta parte, o quadro da política nacional não fugiu da ótica severa da velha espanhola, com seu linguajar pesado sobre a devassidão política brasileira.

Ás páginas 71 à 79, da revista Veja, de 1º de agosto de 2012, traz a tosca história dos ladrões envolvidos no processo do Mensalão, políticos que praticaram as maiores falcatruas e, à página 74, vêm as dúvidas entre os juízes da nossa formidável Suprema Corte e, entre eles, o sr. José Antonio Dias Toffoli, como tendo construído sua carreira jurídica na máquina do PT. “Logo após se formar em direito, foi consultor da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Como advogado trabalhou para políticos petistas até ser nomeado, em 1995, assessor da liderança do partido na Câmara dos Deputados. Com a eleição de Lula, foi trabalhar no Palácio do Planalto, mais precisamente na assessoria jurídica do então ministro José Dirceu. Depois do escândalo do Mensalão, Toffoli assumiu a Advocacia Geral da União. Essa trajetória, tão ligada ao partido e ao poder dificilmente passaria ao largo dos acontecimentos que desaguaram no escândalo. Há outras conexões importantes que unem o julgador e os réus... A história da vida profissional de Toffoli é um negócio “cabuloso”, que, parece, ignoram por simples conveniência (ou medo?), ou vergonha de uma nação composta de gente de poucos escrúpulos.

Finalmente, esbarramos nos dias presentes onde, aquela revista Veja de outrora não mais existe, como toda imprensa brasileira que um dia foi austera. Combativa, não como O Globo, mas como velho Correio da Manhã, o taciturno O Estado de São Paulo e a Folha de São Paulo, todos entregues às baratas, às traças, inteiramente liquidados, numa nação onde residem os mais nefastos interesses corporativos de facções criminosas, numa imitação das mais indecentes máfias italianas, que sobressistem à ação moralizadora do íntegro ministro Sergio Moro, se esgueirando hoje ao meio das indecentes intrigas de Brasília, com objetivo de afastar do poder o homem de maior credibilidade da história pública nacional, que será, querendo, o futuro presidente da República.  

Finalmente, para coroar a triste história da corrupção nacional confrontada pelo presidente mais honesto que surgiu no país, depois do ciclo militar de 1964, Jair Messias Bolsonaro, quando se imaginou que as coisas caminhavam bem no Brasil, para um processo longo de moralização política nacional, surgiu o coronavirus (o COVID-19), trazendo em seu bojo ação de governadores e prefeitos para ninguém botar defeito, sob a égide de quem? Do formidável ministro Dias Toffoli, que, presidente da Suprema Corte, decidiu que os governadores tem poderes de mandar fechar empresas de toda ordem, para conter a ação do coronavírus, prender e destruir a economia nacional, no maior acinte ditatorial dos tempos modernos, anulando a figura do poder de polícia dos prefeitos, reduzindo a nação a uma semelhança Venezuelana e, lastimavelmente, à frente de uma impotente Forças Armadas, que estão esperando o que? Dane-se Bolsonaro. Intervenham, pelo amor da pátria, da dignidade familiar, salvando o Brasil.

Enquanto isso não acontece, parodiando minha vó Virginia: Fartem-se lobos...

 

 

 


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Primeiro ovo do urubu

28/04/2020

 

Lá no meu São Mateus, quando acontecia algo estapafúrdio, diziam que “O Brasil foi o primeiro ovo que urubu pôs no mundo”, um negócio complicado, difícil de se entender porque, aqui, acontece tudo, ao contrário de outras nações.

 

Nas proximidades do último carnaval, o território de Wuhan já se debatia com a chegada do coronavírus, fabricado na podridão dos seus manguezais e começava a vagar pelo mundo, em grandes levas, pelos canais de ventos. O governo chinês anunciava o fechamento das fronteiras da região, com 36 milhões de habitantes, onde se construía imensos hospitais em apenas 10 dias.

Várias regiões europeias o vírus promoveu tragédias, como na Itália, França, Espanha, Portugal, saltou para os Estados Unidos e futucou uma porção de pessoas na África do Sul, região onde o clima é semelhante ao do Rio Grande do Sul, por se situar na mesma linha do Meridiano Terrestre.

A chegada do vírus ao Brasil serviu para mostrar ao mundo que aqui reside um povo dirigente diferente. Ele se aproveita de tudo, de tudo mesmo, até das tragédias, para o chamado “enriquecimento ilícito”, com a contratação (importação) de máscaras, respiradouros e todo equipamento hospitalar necessário à realização de um bom negócio, como as tendas que noticiaram seriam contratadas pela formidável administração estadual numa demonstração evidente que estamos numa espécie de casa de loucos.

Hoje, dia 26/04/2020 o quadro de pessoas infectadas (oficialmente) pelo coronavírus no Brasil é da ordem de 61.888 pessoas e, no Espírito Santo, de 1.819 pessoas. Comparando-se com a população brasileira, em torno de 115 milhões, tanto número de infectados como o de mortos não chegam a ser negócio alarmante como a formidável TV Globo fazia anunciar aos quatro ventos, como um bando de governadores, mandando as pessoas ficarem trancafiadas em casa, escondidas, para não serem alcançadas pelo coronavírus, como se nós, pobres mortais, pudéssemos nos dar ao gosto de nos escondermos da morte...

Não tive notícia de um político, unzinho, que tenha morrido pela ação do vírus e, interessante, o presidente Bolsonaro, destemido, andava no meio da multidão e era esculachado por políticos sem escrúpulos que, não criticavam o presidente por estar errado, era porque Bolsonaro, com suas atitudes, estava desmoralizando os temores levantados pelos sabidos que, imaginavam, “estamos lascados”, com esse presidente maluco, que está enfrentando o coronavírus junto com a multidão que o aplaude”.

Arranjaram um ministro complicado, metido a saber o que não sabia, em termos de confinamento e, no frigir dos ovos, estava mancomunado com Rodrigo Maia, Alcolumbre, Ronaldo Caiado, o governador de São Paulo, um pobre metido a bom de sela, e até o nosso formidável Casagrande.

Esse bando de malucos, lunáticos da pior espécie, se o ministro Paulo Guedes não der um jeito, eles vão quebrar a nação e o povo irá roer beira de penico enferrujado.

O que se sente, o que se nota é que o coronavírus deu uma bruta rasteira na classe política nacional, deixando de fora o presidente Jair Messias Bolsonaro.

 

 

 


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