Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Qualidade de vida II

08/11/2017

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

 

Vitória, é uma das menores capitais do país. Como tamanho não é documento, é, por sinal, uma das mais violentas.

Dia 26 de outubro último, numa quinta-feira, bandidos impuseram toque de recolher na av. Leitão da Silva, uma das mais importantes da cidade, embora as obras para sua melhoria duram perto de seis anos...

Tudo tem um motivo, até para bandidos imporem toque de recolher no chamado centro nervoso de uma capital. Empregados de lojas na avenida revelaram que o motivo para o “toque de recolher” na manhã do dia 26 de outubro teria sido a morte de dois jovens delinquentes da região num acidente. Testemunhas disseram que 10 bandidos, com armas em punho e rosto coberto gritavam que o “morro estava de luto”.

De acordo com uma manicure de 55 anos, moradora do bairro, o toque de recolher aconteceu pela morte de Felipe de Araujo da Rocha e Dener Santos Batista Gomes, de 25 anos, moradores do Morro do Jaburu.

Conta que eles desciam o bairro Gurigica numa Honda CB 300 e morreram após se envolverem num batida com um ônibus municipal, na rua Desembargador Ernesto da Silvas, às 22 horas de quarta-feira.

Felipe, que tinha passagem pela polícia por tráfico de entorpecentes, porte ilegal de arma e homicídio, morreu no local. Dener, que tinha passagem por porte ilegal de arma e tráfico de drogas chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Segundo a Policia Civil, não há indícios de que o motorista do ônibus tenha causado o acidente. Moradores disseram que a morte dos dois marginais causou revolta em familiares e amigos, e eles decidiram impor toque de recolher.

Quais esperanças que nos resta, para o futuro nacional? Que expressão determos perante a nação, quando uma ponderável parcela da população de uma cidade fica à mercê da marginalidade que pode tudo?

Quando leio por aí notícia de que Vitória, a capital do Estado do Espírito Santo, ostenta o primeiro lugar em “qualidade de vida”, fico imaginando se esse pessoal que é pago para realizar tais pesquisas está com gozação ou esse tal negócio de “qualidade de vida” é quando a coisa ocorre diametralmente ao inverso?

Não estamos falando em toque de recolher por bandidos na periferia da Grande Vitória. Estamos falando sobre uma das vias mais importantes da cidade, onde desemboca, exatamente no seu meio, a porta de entrada para um dos favelamentos mais perigosos do país, onde existem pontos onde nem a Polícia entra. Aliás, ali não entra ninguém, a não ser os próprios marginais.

 


Imprimir | Enviar para um amigo

Exemplo para o país.

07/11/2017

NOTA – Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

Entre fantástico e surpreendente, a narrativa feita pelo notável economista capixaba, Ernane Galvêas, ex-ministro da Fazenda nos períodos mais difíceis da vida brasileira, entre 1964 e 1985, quando passou por importantes funções de destaque, sendo um dos maiores conhecedores dos variados aspectos da economia nacional.


Em “As Crises da Minha Vida” Galvêas relata os acontecimentos mais importantes que participou na condução da economia nacional, com irreprovável retidão e amor pelo país.


A trajetória de Ernane Galvêas, no trato direto da economia nacional começou em 1961, quando deixou a Sumoc – Superintendência da Moeda e do Crédito para assessorar diretamente ministros da fazenda, ou do Planejamento de vários governos, como Clemente Mariani, Santiago Dantas e Celso Furtado. Trabalhou também muito próximo aos ministros Roberto de Oliveira Campos e Otavio Gouveia de Bulhões, de 1964 a 1967. Em 1967 foi alçado pela primeira vez a presidente do Banco Central, sucedendo ali Dênio Chaga Nogueira e Rui Aguiar da Silva Leme, que haviam sido o primeiro e o segundo presidentes do banco, época em que era ministro da fazenda Delfim Netto.


Em 1974 migrou para a iniciativa privada, como presidente da Aracruz Celulose. Voltou posteriormente ao Banco Central em agosto de 1979, quando o ministro e ex-diretor da EPGE, Mário Henrique Simonsen, deixou o Ministério da Fazenda, conjuntamente ao então presidente do Banco Central, Carlos Brandão. Ele permaneceu no Banco Central como presidente pela Segunda vez em sua carreira, de agosto de 1979 até janeiro de 1980, quando assumiu o cargo de ministro da Fazenda, em substituição a Karlos Heinz Rischbiter. Nesse posto permaneceu até agosto de 1985, quando se encerrou o governo João Batista Figueiredo.


As mais importantes decisões relacionadas com economia nacional passaram, a partir de 1961, quando Ernane Galvêas deixou a Sumoc e passou a assessorar ministros da Fazenda e do Planejamento, de vários governos, inclusive Clemente Mariani, Santiago Dantas, celso Furtado e Roberto Campos, com os quais criou grandes laços de amizade.


Homem de raro saber, de uma cultura invejável, de uma transparência em toda sua vida pública que serve como modelo de responsabilidade pelos negócios da vida pública nacional.


Passei a construir uma grande amizade com notável professor Ernane Galvêas quando ele foi presidente da Aracruz Celulose, em torno de 1974, contando com a amizade que o governador Arthur Carlos Gerhardt Santos mantinha com ele e, com secretário executivo da Suppin passei a me relacionar com o grande brasileiro recentemente homenageado pela Fundação Getúlio Vargas.

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   1874 1873 1872 1871 1870 1869 1868 1867 1866 1865   Anteriores »