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Questões de coragem II

16/03/2019

 

É a velha história: me engana, que eu gosto! Jovem ainda, morador do centro de Vitória, minha mãe reclamava do pó de minério do “Pela Macaco”, cais de embarque de minério de ferro (Cais Eumenes Guimarães) em Paul, distrito de Vila Velha, quando o vento Sul jogava sobre a Ilha nuvem de pó. Coisas da Vale!

Como desgraça pouca é bobagem, permitiram a implantação do então chamado maior porto de embarcação de minério de ferro do mundo, o Porto de Tubarão, no final da Praia de Camburi, fazendo com que os ventos do Nordeste lançassem sobre a Praia do Canto, até Vila Velha, o famoso pó preto, sem qualquer preocupação da Vale, dona do porto, para com os problemas respiratórios da população.

Nesses quase 70 anos que a Vale engambela nossas autoridades e a própria população com promessas de paliativos para atenuar a emissão de pó preto carregado pelo vento de seus embarques e desembarques, a tolerância das autoridades para com as promessas da importante empresa são de um cinismo constrangedor. Não existe preço, nenhum castigo, a não ser a própria morte, que pague uma vida humana, retirada de forma tão inconsequente, como foram os desastres de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, com o rompimento de barragens de depósito de rejeitos minerais.

Qualquer meio entendido em poluição atmosférica saberia admitir que a colocação do Porto de Tubarão, as usinas de produção de pellets e, depois, a siderurgia, no Planalto de Carapina, seriam uma tragédia para a população.

Agora, o que fazer para salvar a cidade e milhares de vidas que serão afetadas pela poluição atmosférica? Dar um prazo de 10, 15 anos, às empresas poluidoras que se instalem na foz do Rio Doce, em local desabitado, previamente escolhido, reservado, com uma área de proteção ambiental para evitar-se a repetição dos graves acontecimentos que ocorrem na Grande Vitória. Os casos de Mariana e Brumadinho são de cadeia mesmo, pela irresponsabilidade dos dirigentes das empresas.

É preciso que certas autoridades negligentes em suas funções saibam que, mais importante do que o Estado, é o indivíduo. Em Estado sem indivíduo não é nada, é um espaço vazio, improdutivo, sem vidas.

Através das promessas fáceis, ajudas para obras sociais a outras tolices, permite-se que inocentes morram por alguns interesses momentâneo e até negligências.

É tempo de se por um fim a essa pouca vergonha. 


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Gastos públicos

15/03/2019

 

 

Quem passou pela manhã de dias atrás, pela Av. Vitória, uma das mais movimentadas artéries da capital do Estado, podia notar que, num canteiro com menos de 20 metros quadrados, se acotovelavam, “trabalhando”, nada menos do que 16 trabalhadores, cortando grama e limpando o canteiro. Quanto custa tal serviços aos munícipes?

 A GAZETA, na sua edição de domingo, dia 10 de março, informou que o Estado tem, no seu orçamento, reservado R$ 10,2 bilhões para pagamento da folha de pessoal em 2019, com 54,2 mil servidores e membros ativos. E os inativos?

Capengando, financeiramente, de pires na mão em busca de recursos federias ou na ânsia desesperada pelos royalties da exploração do petróleo, o estado de pobreza do Espírito Santo é o retrato do Brasil, exposto à sanha de cruéis administradores que exerceram a magia do empreguismo como forma de sobrevivência política.

Todos poderes estão atulhados de chamados servidores públicos, que percebem salários, em certos casos, 16 vezes maiores do que os empregados na iniciativa privada e sujeitos ao recolhimento anual de 70 obrigações fiscais e parafiscais, para terem serviços de péssima qualidade, como se tais prestadores estivessem fazendo caridade. Só o Poder Executivo tem 47.481 servidores ativos.

O contribuinte brasileiro tem a má fama de não gostar de pagar impostos. Ninguém gosta de pagar e não receber nenhuma retribuição de volta, numa sangria que vai em torno de 40% daquilo que qualquer pessoa ganha em troca do seu trabalho.

O Brasil é um país de contrastes. Certa parcela da sociedade, que se diz politizada, adora ditadores cubanos, venezuelanos, bolivianos, nicaraguenses, detesta os Estados Unidos, mas, adoram morar lá, mesmo sabendo que é onde mais se exige esforço no trabalho, maior assiduidade e produtividade, tem suas fronteiras, seus portos e aeroportos invadidos por ondas de desocupados, amam o imperialismo, como uma espécie de paixão... Estranho...

A liberdade é um negócio muito sério e poucas pessoas se apercebem como ela é importante. Só num país com plena liberdade pode ter uma imprensa livre, como faz A GAZETA, publicando dados tão irretorquíveis, absolutamente verdadeiros, mostrando como o Estado brasileiro é perdulário com o que arrecada. Como é ineficiente administrativamente no trato com recursos arrecadados, as vezes delapidados pela corrupção.

O valor de uma imprensa está exatamente no exercício de sua liberdade de informar, com a mais absoluta clareza, fiel aos fatos.

Os gastos com o pessoal inativo, em 2019 serão da ordem de R$ 3,1 bilhões, daí as obras públicas que só saem nas promessas...

 

 

 

 


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