Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



No mundo dos descartáveis.

09/11/2019

 

Exatamente no ano de 1954, para compor a cozinha de casa onde ia morar, fui à antiga loja da Mesbla, na Av. Jerônimo Monteiro, a mais importante da capital capixaba, defronte à FAFI, adquirir a primeira geladeira, uma Frigidaire, onde fui atendido pelo gerente, Humberto de Freitas Cossatti, um dos caras mais afáveis que encontrei na minha vida, que me vendeu a peça como a mais importante fabricação americana, caixa de alumínio e motor que não acabava nunca...

 

Com a mudança de endereço, 44 anos depois, a mulher escolheu uma geladeira nova, moderna, Westinhouse, de degelamento automático e outros requisitos já compostos pela modernidade. Durou pouco, porque tinha uma serpentina que queimava e o degelo automático não funcionava e, depois da formidável Frigidaire, outras marcas foram se sucedendo, porque vieram dentro do processo de globalização, onde as peças dos equipamentos eletroeletrônico são fabricados em “montadoras” que adquirem componentes que formam tais bens que eram ontem chamados de “duráveis” e que passaram a ser descartáveis. Tudo passou a ser descartável, até os casais, que se divorciam ou se juntam após meia dúzia de meses, após “juraram amor eterno, ou até que a morte os separe”, isso não serve para quem não é conservador.

 

Depois de ter um importante fusca, aquele carro alemão encomendado por Hitler a um amigo mecânico, refrigerado a ar, para o transporte no período da segunda Guerra Mundial (1932x1945), saí anos depois para um Chevrolet, que existe até hoje nas mãos do amigo Lucas; passei depois  para uma caminhonete Toyota que, em 11 anos, sem queimar uma lâmpada, um componente mecânico qualquer e percorrer 11 mil quilômetros, a modernidade me levou para uma porcaria, montada na Indonésia; uma montadora japonesa ali instalada, uma grande merda, que em seis meses de uso teve que mudar toda caixa do sistema automático de marchas. Passei para outro carro, agora fabricado na Coréia do sul, bonito, moderníssimo, designe italiano, cinco anos de garantia, outra grande merda. Quando começou a perder a garantia os componentes eletrônicos tinham que ser substituídos, ficando mais na oficina esperando peças do que andando. Finalmente, passamos para um carro de fabricação inglesa, maravilhoso, com três anos de garantia, parecia ser o melhor carro do mundo, até que um dia, na Ponta da Fruta, indo para Guarapari, sem aviso prévio, o carro deu um grande soluço, acompanhado de um solavanco e parou, acendendo duas lâmpadas no painel. Pego o manual para ver a merda que estava dando, quando uma das lâmpadas acessa dizia que podia ser a bomba de óleo e, a outra, um ponto de exclamação, em cor vermelha, dizia no manual: se acender na cor amarela, é de advertência; se acender na cor vermelha, pode ser grave, devendo levar o carro à oficina concessionária mais próxima. Com três anos de uso, tinha acabado a garantia e o serviço de manutenção custava os olhos da cara... Estou pensando em voltar para a velha Toyota!  E, aquela primeira geladeira, que saudade dela...

 

Nada é feito mais para durar. Seis meses depois, um ano, os computadores começam a dar defeito, a “memória” embola e não tem técnico em eletrônica que dê jeito, o mesmo acontecendo com tudo que tenha componente eletrônico. Maldita globalização! Se tudo fosse feito para durar, a modernidade não existiria, daí as montanhas de carros abandonados, pilhas e mais pilhas de computadores, aparelhos celulares, tudo descartável, de vida curta, para o enriquecimento das empresas montadoras. A Ford está fechando no Brasil. Não suportou as decisões da Justiça do Trabalho. Tragédias do país que não tem capacidade de produzir um componente eletrônico, para compor qualquer instrumento produzido pela modernidade, descartável...

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo

Falando de golpe

08/11/2019

 

É bom parar, para pensar. Faz algum tempo o Brasil (como boa parte do mundo) vive mergulhado numa maré de mediocridade, onde as figuras mais obtusas em princípios básicos de educação, de moral e de patriotismo, são eleitas para o comando de nações, não com orgulho de exercer seu espírito de nacionalidade, mas com objetivo exclusivo de iludir a boa fé do eleitorado, pilhar os cofres públicos.

Sinceramente, me impressiona a prisão do sr. Luiz Inácio Lula da Silva, por corrupção. Aos seus ‘seguidores” parece um caso absurdo, Lula não cometeu atos indignos na presidência da República, é um “preso político” e merece ser solto.

Que nação séria no mundo suportaria ver governantes no poder, como Lula no Brasil, Evo Morales na Bolívia, Maduro na Venezuela, a volta de Cristina Kirchner, formando antro de ladrões da pior espécie e, estranho, todos com seguidores, como se utilizassem o poder para esterilizar a consciência dos povos e, montar, a exemplo de Cuba, um sistema socialista de governo!

Será que é isso mesmo que estamos vivendo? Que raios é essa gente sem os mínimos princípios de altiviez, de dignidade, de pudor!. A impressão que dá é que a chamada America Latina se tornou um formidável antro de ladrões, de insaciáveis assaltantes que nada os detém, à falta uma justiça séria, decente, para levar essa gente a um “paredon”, como fez Fidel Castro com perto de 25 mil cubanos, que não aceitavam sua ideologia marxista.

Acho um negócio ridículo, grotesco, a defesa que gente metida a importante faz de Lula. Que espécie de gente é essa sem um mínimo de respeito à sua consciência?

Está certo, existe enormes grupos de políticos desqualificados para o exercício do mandato representativo. Dizem que o eleitor vota sempre no que ele imagina ser seu semelhante, seu igual, dentro de uma ótica infeliz, que todos roubam.

Há uma ameaça no ar, sobre a política nacional. Não tenho poder de intimidar ninguém, e estou longe de admitir tal hipótese, mas estamos na iminência de grandes acontecimentos, se o Supremo Tribunal Federal colocar Lula na rua, para cumprir pena em casa, algo semelhante, daí a preocupação do filho do presidente da República, deputado federal, Flavio Bolsonaro, que tem receio em ver implantado um novo AI 5, como aconteceu no governo Costa e Silva.

Não é um ato qualquer, uma brincadeira, um golpe militar no Brasil mas, se reunirmos 10 pessoas aleatoriamente, pelo menos 9 irão dizer que são favoráveis a um Golpe Militar.

A sociedade brasileira não suporta o que vem acontecendo no Brasil. Porem de pensar que o povo é besta.

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   2240 2239 2238 2237 2236 2235 2234 2233 2232 2231   Anteriores »