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Nossa classe dirigente

18/07/2018

 

Nada dura para sempre, mas esse tal de sempre está demorando muito em acabar...

 

De 2013 a 2016 o Brasil viu desaparecer as carteiras assinadas de perto de 14 milhões de desempregados nos diversos setores de atividades, uma monstruosa tragédia. Desta parte até a presente data, mais ou menos, foram recuperados em torno de um milhão e trezentos mil empregos.

 

Quem não é empregador, não tem empresa, não tem empregados, não sente ou, quem sabe, sente porque tem pessoas da família desempregadas.

 

Nos meus comentários em AGAZETA do dia 21 de novembro de 2017 escrevi comentário sobre a situação do desemprego no país e, de lá pra cá a coisa continua na mesma. O quadro econômico piorou e tudo que representa de sistema dirigente do país apodreceu, e vai piorar mais.

 

Vamos comparar os dados de novembro de 2017 com a atualidade brasileira:

 

Os dados são absolutamente oficiais, do IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e referem-se a levantamento realizado em 2016.

 

O Brasil tinha 7 milhões de empresas. Com a crise, 2.800.000 (dois milhões e oitocentos mil) empresas fecharam suas portas, causando um desemprego da ordem de 14.000,00 (catorze milhões) de pessoas. Pouco mais de 1.500,000 de micro e pequenas empresas fecharam, com seus CNPJs cancelados. Efeito de crise? Só?

 

Das perto de três milhões de empresas que cerraram suas portas, nenhuma delas voltará a operar sob a mesma propriedade. Não se pode avaliar quando 20% da parcela de 14 milhões de desempregados voltarão a conseguir emprego equivalente de onde saíram. A maioria buscará meios e modos indiretos para sobreviver num país que tem os piores índices econômicos do mundo e está na posição das 10 maiores economias mundiais porque comercializa matéria prima in natura, as chamadas commodities sem beneficiamento.

 

Temos cooperativas agrícolas no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul que são mais importantes do que qualquer indústria instalada em solo brasileiro, menos a Petrobrás, que não sei como os ladrões não acabaram com ela...

 

O Brasil tem o maior conjunto de servidores públicos do mundo, nos três níveis- federal, estaduais e municipais- e temos o maior mecanismo burocrata do mundo, afora as vergonhosas 69 obrigações fiscais e parafiscais que qualquer tipo de investidor tem que cumprir anualmente para manter o maior sistema burocrático do mundo.

 

Não existem luzes no fim do túnel. Não há esperança à vista, do surgimento de uma liderança que seja capaz de levantar a banheira da moralidade e a maioria o seguir. Temos o sistema dirigente mais corrupto da face da terra e, interessante, continuam roubando.

 

Vale assinalar que, embora com todas dificuldades, o agronegócio no Brasil é o que salva a nossa mambembe economia, a despeito de não termos um decente sistema de financiamento da produção, um zoneamento agrícola, armazéns reguladores, incentivo à produção, vias decente (temos os piores) e um decente instrumento de proteção ao proprietário rural, que vive sob ameaça de grupos criminosos fantasiados de MST, que tem como objetivo único destruir a democracia mambembe que sobrevive em virtude do medo que essa gente tem das Forças Armadas.

 

O quadro da livre iniciativa nacional é o mais desastrado possível e, para sobreviver, tem que viver de embromação e até de sonegação. Foi isso mesmo que 1.500,000 micro e pequenas empresas tiveram seus CNPJs cancelados.

 


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Perdas e ganhos I

17/07/2018

 

Não gosto de discutir direitos. Cada qual tem o seu.

 

Acaba de ser anunciado que o governador Paulo Hartung não será candidato à reeleição e não pretende colocar a mão na cabeça indicando seu sucessor, ou melhor, o candidato de sua preferência, deixando que ocorra, primeiro, as preferências partidárias para poder, no curso da campanha, dizer quem apoia. Direito seu.

 

Acho (direito meu) que deve ocorrer uma turbulência política no Brasil, que pode impedir a realização de eleições em outubro próximo. Seria mais interessante para a Nação que surgisse uma ideia nova, revolucionária ou não, para desmanchar o quadro político nacional. O que está aí jamais seria o socialismo imbecil que Lula e seus seguidores desejam e muito menos chegaremos a uma democracia razoável com essa corja que desgraça com o país e que, certamente, o governador Paulo Hartung não concorda com o que assiste, a começar pela degradação da própria justiça. Francamente, alguém de bom senso, de equilíbrio, pode admitir que essa indecência que assistimos possa ser uma democracia decente? O episódio para a soltura de Lula, a forma com que José Dirceu, um pulha, um assaltante, foi solto é um escárnio, um negócio imoral que nenhum país onde existir um mínimo de seriedade possa aceitar.

 

O sr. Paulo Hartung, no meu entender, deve estar ansioso que chegue o fim do seu mandato, porque não está suportando esse mar de imoralidades que vem de Brasília e inunda todo país.

 

O tempo de espera que o sr. Hartung está dando a ele mesmo, tem motivo, merece respeito. Tem os que não possuem condições de deixar a política, a não ser que ela os deixe.

 

Continuo a afirmar que o povo brasileiro, aquela parcela consciente da tragédia que são as classes políticas e a justiça, juntas, preferem que haja uma intervenção séria, para afastar em definitivo, da vida pública essa gente de má fama. Tem gente boa no meio? Tem , mas é muito pouco...

 

Se ocorrerem eleições, o que não acredito, acho que não devam ocorrer, a extraordinária maioria da classe política será chutada do poder e, no meu entender, o sr. Hartung não merece estar nesse meio porque ele, pelo que sempre me pareceu, é um homem muito acima dessa gente toda que anda por aí.

 

Aliás, o Brasil não tem muito o que buscar de grandioso e muito menos gratificante em sua classe política. Desde priscas eras, ela nunca prestou para nada. Pode prestar com quase 40 partidos assaltando o poder?

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA

 


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