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Religião às pencas I.

12/12/2017

NOTA – Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

Na década de 50, por aí, discutia com meu pai, o velho Mesquita Neto, a hipocrisia das religiões, principalmente a Católica, que vinha da idade média, com suas mazelas, seu Tribunal de Santo Oficio nos dias presentes, com seus pedófilos atulhados nas suas igrejas, nos seus centros de ensino – seminários- e conventos...

 

Como era um homem muito prático, didático por excelência, me presenteou com os quatro volumes de “História das Religiões”, da autoria de José Huby, professor do Instituto Católico de Lyon, França, participando ainda as mais importantes personalidades em teologia do mundo, num perfeito ensinamento sobre a história das religiões.

 

Em decisão recente, o Supremo Tribunal Federal decidiu que as religiões devem ser ensinadas nas escolas públicas.

 

Tenho assistido, nos últimos tempos, o Supremo Tribunal Federal, que deveria se ater às decisões sobre a inconstitucionalidade das leis que são “fabricadas” aos montes, do que se meter em assuntos como “parada gay”, legalidade sobre casamento de pessoas do mesmo sexo, cota para minorias nas escolas e nos empregos e, finalmente, sobre ensino da religião nas escolas públicas.

 

O negócio é o berço, a origem, daqueles que nos colocaram no mundo, a quem devemos seguir e não sermos incutidos por esta ou aquela forma e assistirmos centenas de seitas se multiplicarem no Brasil e pelo mundo, por notórios aproveitadores, que estão construindo uma fortuna pessoal às custas dos trouxas que enchem seus sacos de esmolas.

 

Foleando A GAZETA do dia 21 de outubro, me deparei com excelente artigo de um dos mais lúcidos e inteligentes escritores, o professor José Augusto de Carvalho, doutor em Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo, que escreveu sobre “O Ensino da Religião”, onde diz textualmente: “Há igrejas e religiões em excesso no Brasil, cuja proliferação se deve menos à fé do que aos incentivos que a lei injusta no Brasil lhes proporciona “.

 

Termina o professor José Augusto de Carvalho com uma frase lapidar, coroando suas observações elementares sobre religião: “Decididamente, a religião não deveria ser ensinada nas escolas. Nossas crianças precisam dedicar seu tempo com mais proveito ao estudo do que lhes interessa academicamente, como o aprendizado de uma língua estrangeira, por exemplo”.

 

 

Por interesse eminentemente político, nossos legisladores, ordinariamente analfabetos em tudo, legislam favorecendo segmentos religiosos, aproveitadores da mídia comprada a peso de ouro, para explorar o trouxa, que enchem seus templos.

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA


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A greve que não houve.

11/12/2017

NOTA – Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

Em fevereiro de 2017 o Estado do Espírito Santo foi palco de uma grande tragédia, com a greve “decretada” pelas mulheres dos militares que trancaram todos portões das unidades da PM em todo Estado, impedindo que a tropa fosse às ruas e, com a medida, que se prolongou ao longo de 20 dias foram assassinadas pelas ruas 219 pessoas, saques generalizados em estabelecimentos comerciais, destruição de patrimônio de muitos empresários que construíram seus negócios ao longo de vários anos. Por culpa das autoridades responsáveis para manter a ordem pública, o Estado virou um trapo, no campo das irresponsabilidades.

 

Esses trágicos acontecimentos pegou o governador Paulo Hartung operado em São Paulo. O vice-governador, César Colnago buscava, através de reuniões com as paredistas, controlar os ânimos exaltados onde, o mais cobiçado troféu a ser reivindicado pelas grevistas era a cabeça, não a cabeça física, mas o cargo do Secretário de Segurança Pública, André Garcia que, inabalável em sua posição, manteve-se fiel no cumprimento das ordens governamentais, até que interrompendo seu tratamento, o governador Paulo Hartung, assumindo o governo, hipotecou irrestrita solidariedade ao secretário André Garcia.

 

Decorridos nove meses do ato insano, de uma tensa resistência do governador às imposições descabidas, ao trabalho febril que vem sendo executado pelo Ministério Público Estadual para apuração dos fatos e punir os responsáveis, eis que, a justiça, num exame simplório dos fatos que envergonharam o Estado do Espírito Santo, decide por uma saída mágica, um ato sem graça: as mulheres dos militares não tiveram qualquer participação no estado de greve da Polícia Militar. É melhor dizer; não houve greve, o empresário tomou um prejuízo da ordem de três bilhões, com a quebradeira, sem se falar nas 219 mortes, num atestado eloquente da irresponsabilidade por quem recebe salário, pago pela sociedade, para manter a ordem pública, e nada vai acontecer. Que raios de país é este?

 

A decisão da justiça se afigura como de uma tremenda irresponsabilidade e pequenez. Qualquer jovem medianamente inteligente, à par com as coisas do seu Estado, sabe que as mulheres “impediram” que seus maridos fossem as ruas manter a ordem, cumprir com suas obrigações. O que está acontecendo no Espírito Santo, no meu entender, é uma vergonha, embora tenha transformado o governador Paulo Hartung e seu Secretário de Segurança., André Garcia, em heróis.

 

 

Quem quiser que se engane. Ainda reside no ar um estado de greve da PM. Qualquer observador, nota.




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