Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Mania de exagero I

17/04/2018

Saiu publicado um estudo encomendado pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) sobre o desenvolvimento da região da Grande Vitória, que poderá ter a criação de 57 mil vagas de emprego, após a inauguração do novo terminal do Aeroporto “Eurico de Aguiar Salles”, em Vitória, no dia 29 de março último.

 

Os tais fatores criados pelo estudo para um cenário positivo na região são: ampliação de linhas aéreas em Vitória, maior capacidade para receber passageiros – passará de 3,3 milhões para 9,4 milhões por ano e, principalmente, a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre os combustíveis de avião.

O estudo não revela, apesar de absurdamente otimista, que os combustíveis para aviões cobrados no Aeroporto de Vitória são os mais caros do mundo. O Estado cobra 25% de ICMS sobre os combustíveis consumidos e os operadores do Aeroporto Eurico Salles pediram uma redução do ICMS para 12%, como benefícios como novos voos e mais empregos em toda cadeia produtiva da aviação e turismo, destacou o sr. Eduardo Sanovicz, presidente da Abear.

O secretário de Estado da Fazenda, sr. Bruno Funchal, diante do pleito de redução do ICMS sobre combustíveis de aviação soltou pérolas econômicas: “Nosso Aeroporto era um gargalo. Como trazer mais voos e mais abastecimento com um Aeroporto com a capacidade no seu limite? Com a expansão, o impacto de uma revisão tributária acaba sendo muito maior”.
 
Somos demasiadamente pobres. Como, a economia de um estado pode estar atrelada a litros de combustíveis para aviação, consumidos em seu Aeroporto, embora as estatísticas comprovem que são os preços mais elevados do mundo.

Como e onde incentivar o desenvolvimento econômico do Espírito Santo? Quem está pensando em desenvolvimento? Promover o emprego público não gera o desenvolvimento, ao contrário, provoca desequilíbrio, provoca o aumento de impostos, a sociedade fica sem maiores perspectivas, não atraímos investidores, que esbarram em 69 obrigações fiscais e parafiscais a serem cumpridas durante o ano, a mais estúpida carga tributária do universo.

 

A verdade é que o Aeroporto de Vitória, após 16 anos de espera, viu ampliada sua pista e as obras continuam por um bom tempo ainda. Apenas a pressa da inauguração foi devido ao prazo limite, que não pode ser depois do dia 06 de abril, devido ao ano eleitoral, se efetivamente ocorrer...

 

Quero ver onde chegarão 57 mil empregos... Talvez no lastro dos R$ 357 milhões cobrados a mais sobre a obra que não acabou.

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA


Imprimir | Enviar para um amigo

Caiporismo demais

16/04/2018

Quem conheceu o Brasil, a partir de 1930, com as seguidas intervenções políticas, surgindo, então, a figura de Getulio Vargas como ditador, o chamado Estado Novo, durante 15 anos, a sucessão de tragédias que emporcalhavam o desenvolvimento nacional, as seguidas crises, minha mãe dava a designação de tudo isso, como caiporismo. Doença de caipora, que nunca se firma.

O brasileiro lê muito pouco e, com a maldição da TV, as famílias vivem presas às novelas ou ao futebol. A sucessão de novelas vagabundas e o declínio do futebol, onde as ganges de torcidas transformaram os espetáculos da bola em arena do deforço físico pessoal, uma monstruosidade que é mostrada como espetáculo de selvageria, um negócio que nos envergonha mundialmente.

Sem criatividade, sem educação, pensando mais na sua barriga e dos seus do que no Estado, propriamente, nossos administradores públicos se transformaram em espertos na fabricação de sinecuras e riquezas próprias, como se ninguém estivesse vendo suas diabruras.

Nossos políticos, fantasiados de péssimos administradores, transformaram a vida nacional num intermitente caiporismo, uma sucessão de fatos desagradáveis que não engrandecem uma sociedade.

Vejam a impressionante quantidade de políticos presos, condenados, processados, difamados, do presidente da República a devassos vereadores de humildes municípios que se intitularam de donos dos cofres municipais e se acumpliciam com prefeitos e outros audazes piratas dos tesouros públicos, com a incumbência apenas de pilhar o que tem dentro deles...

Essas patifarias estão cansando, desestimulando a parte menor da sociedade que trabalha em prol do desenvolvimento. Graças à má política (e ao mal político também) detemos o maior conjunto de pessoal e organizações burocráticas do mundo. O empreendedor passa dois anos construindo um prédio de 10 andares na Ilha de Vitória, ou qualquer outro local do Brasil, e passa um ano, depois do prédio pronto, para tirar o habite-se. Se ele pegou financiamento e quer vender os apartamentos ou salas construídas, não pode, porque não tem o maldito do habite-se.

Repartições as mais diversas, todas elas, foram constituídas com objetivo de desgraçar com a vida do empreendedor. Me revolta com a cara de pau de administradores públicos que afirmam, com a cara mais porca do mundo, que estão extinguindo com a burocracia nas suas prefeituras.

Será que essa gente de transparência tão duvidosa está falando sério ou gozando da cara dos empreendedores?

Nem ao bispo podemos reclamar. É caiporismo demais...

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   1954 1953 1952 1951 1950 1949 1948 1947 1946 1945   Anteriores »