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Museu, mercado e ciclovia.

16/12/2021

 

Me impressiona como a comunidade italiana de Araguaya (Marechal Floriano – ES) se uniu para manter museus, contando a história da colonização do Distrito, a vida dos que migraram para ali, sua união.

 

O Brasil deve às imigrações de alemães, pomeranos, italianos, poloneses, espanhóis, portugueses, açorianos, japoneses, americanos e outros corajosos, o seu verdadeiro desenvolvimento econômico e social.

 

Para completar seu empreendimento hoteleiro em Domingos Martins, ES, berço das colonizações alemãs, pomerana e italiana no Espirito Santo, a Administração Regional do SESC-ES está visitando museus que retratam a vida dos imigrantes que colonizaram aquelas terras, principalmente suas tradições folclóricas, alimentação, artesanato e outros aspectos culturais. Afim de dar vida ao prédio que está sendo construído em estilo alemão de montanha, especialmente para abrigar o museu, em término de construção, técnicos da instituição estiveram recente, em Florianópolis, para visitar o museu da colonização do município, a capital de Santa Catarina.

 

“Na vida, nada se cria, tudo se copia. Foi com intuito de conhecer o museu de Floripa, do SESC-SC, dali tirar observações, que ficamos conhecendo um trabalho maravilhoso, de preservação da memória, de uma coletividade de imigrantes, preponderantemente açorianos, que muitos contribuíram para o desenvolvimento econômico do Estado.

 

Localizado em prédio histórico do município, tombado pelo seu patrimônio, o museu foi montado com um importante mecanismo audiovisual, em várias dependências onde funcionou a Câmara Municipal e o presídio da cidade, contando até auditório, onde se revezam grupos de estudantes das escolas da região, para colher ensinamentos, através de guias especializados.

 

Bom ver o memorial da Colonização do SESC, de Florianópolis, para sentir a capacidade inventiva de um povo, sua importante contribuição.

 

Não fosse a inveja de uns poucos e a burrice de outros tantos, Vitória, capital do Espírito Santo teria seu Museu da História da Colonização montada no formidável prédio da antiga sede do Saldanha da Gama, também tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional. Uma Lástima.

 

Mas, Floripa não é só museu, praças e avenidas largas e arborizadas, limpas. Lá, também baixou o “espírito bicicleteiro”, cortando as principais avenidas da cidade, para ninguém passar. Nos três dias que ficamos em Floripa, vimos uma bicicleta circulando, com seu ciclista de bermudas, nú da cintura para cima, tomando sol, apreciando a paisagem, como se estivesse no paraíso...

 

Mas, a nota principal, fica para o Memorial da Colonização de Floripa e seu mercado municipal, nos dá uma tremenda inveja, pelas suas organizações.

 

Parabéns ao SESC de Santa Catarina e ao Prefeito de Floripa, pelas suas realizações.

 

 

 

 

 

 

 


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A confuso social.

15/12/2021

 

Quando comecei a escrever para jornal, isso foi a 70 anos atrás, meu pai e professor falou-me: “Seja o mais explicito possível, sem rodeios. O leitor não gosta de perder tempo”. Tenho buscado ser explicito, direto, as vezes pagando meus pecados, por não ser um colunista social...

 

Tenho constatado que, de certo tempo bem atrás, quando o canalhismo demagógico assumiu a política no mundo, criou-se uma idéia de que minorias sociais (ou culturais?) São mais importantes do que a maioria considerada socialmente normal, taxando-se tudo que pode parecer pejorativo com essa gente, de racismo, rotulado por alguns idiotas, de “crime hediondo”. Por que?

 

“Em sango, uma língua da África Central, “Zo Wo Zo”, significa, “Um homem é um homem”. Uma pessoa é uma pessoa: todo ser humano é igualmente digno. Uma verdade tão antiga quanto nós mesmos, ofuscada nestes tempos pela devastação de países pela violência racial, pelos genocídios, pelas guerras econômicas e religiosas, pelas contendas seculares. Completa Sforza.

 

Tem mais de 500 mil anos que o ser humano ficou de pé, ereto e começou a andar. Não parou mais!

 

Cientistas estudiosos da formação da raça humana, os mais renomados, como CARL SAGAN, LUCA CAVALLI – SFORZA e outros, até o naturalista Charles Darwin, geneticistas, rezam na mesma cartilha: somos todos descendentes de matrizes (mães) africanas.

 

Luca Cavalli – Sforza, um dos maiores estudiosos da diversidade humana, o maior pesquisador do DNA - (o que é DNA? – Ácido DESOXIRRIBONUCLÉICO – cujas moléculas contém as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos seres vivos e de alguns vírus – sua função principal é armazenar as informações necessárias para construção das proteínas) - diz a mesma coisa em seu estudo, que durou 50 anos: “Quem somos”?

 

Na verdade, todos estudiosos da diversidade humana estão de acordo: “Out-of – África (“saindo da África”) segundo o qual o Homo sapiens apareceu naquele continente entre 200 mil e 500 mil anos atrás e, daí para frente, ganhou o mundo, numa das mais fantásticas diásporas da história da humanidade, só existindo uma raça humana, não se concebendo outras.

 

Sforza retrata muito bem em seu tratado sobre DNA como tudo teria ocorrido. Por que o negro, nas suas migrações, foi ficando branco e do porquê, através da diversidade climáticas os seres humanos foram se acostumando (se adaptando) à cada região que se fixou, tendo até mudanças de hábitos de vida, devido ao clima?

 

No primeiro movimento de acomodação do Globo Terrestre, quando os continentes africanos e o sul-americano se separaram, criando o Oceano Atlântico, os povos, além da diáspora foram separados gradativamente pelo movimento da terra.

 

Somos todos originários de um mesmo núcleo africano, de cor preta, não existe cor negra nem raças negras, brancas e amarela. As mutações ocorreram devido as mudanças de clima.

 

Quem faz racismo é a falta de educação de certas pessoas que se julgam melhores, quando na verdade, somos todos iguais, saídos do mesmo limbo (lodo).

 

Quem “fabricou” o racismo, quer viver às custas dele, se aproveitar política ou culturalmente das chamadas minorias que querem ter ou ser de uma “raça” diferente. Infelizmente reside uma hipocrisia, uma falta de respeito com os seus semelhantes, exclusivamente para tirar vantagem.

 

 

 

 

 

 


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