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Coisas de Deus

12/05/2018

 

Calcula-se que os povos começaram a se organizar há cerca de 70 mil anos e, exatamente daí para frente, até onde nós estados, através de estudos científicos, o que hoje chamamos de história, vem sendo contado. Exatamente há dois mil e dezoito anos que a humanidade começou a se aperceber que as sociedades não eram compostas por bando de tolos. Começava ali a surgir os espertos, os “formadores de opinião”, que, para sobreviver, passaram a agredir seus semelhantes com intimidações e, embora na ocasião adorassem muitos deuses, sob a influência de “apóstolos”, tendo à frente a figura de Pedro, o apóstolo com a morte de Jesus na cruz, fundou-se o cristianismo, dando início à revolução das religiões.

Com a fertilidade da criação humana, os “doutores” da época promoviam a veneração do que chamavam “o filho de Deus” e, daí para frente, até os dias presentes, as religiões não deixaram de extorquir, de pilhar famílias inteiras, cobrando pesados dízimos, prometendo coisas impossíveis, como uma vida tranquila no céu, chácaras e pomares divinos, etc. O ruim disso tudo é a massa de pessoas que, culturalmente fracas, formaram as multidões dessa corja de exploradores que avança pelo mundo de forma incontrolável. Desconhece-se, por exemplo, quantas seitas dessas exploradoras abrem as portas diariamente no Brasil, disputando um “mercado” de insólitos seguidores, muitos totalmente manipulados por essa gente de má fama e, outros, sabidos também, ingressam na "rede" de exploradores, chantageando-os, para levar proveito próprio, daí exatamente a proliferação de seitas, já que, para abrir as portas de uma nova, basta o “responsável” carregar uma bíblia, se possível surrada e fedendo a suor, para engabelar as próprias autoridades.

Tenho um amigo, antigo corretor de imóveis em Vitória, que a sua mulher era uma iniciante a “pastora” e se arriscou a ir para os Estados Unidos. Tempos depois, ele sumiu, como que por encanto. Anos depois retornou, todo bonitão, falando difícil, que aderira à profissão da mulher e tinham aberto uma dessas seitas numa cidade americana. E estavam felizes da vida, iludindo trouxas no além mar... A América tem burro também...

Todas cidades brasileiras, acho que mundo afora, estão povoadas com essas seitas vagabundas, que jamais levarão a lugar algum porque, invariavelmente, seus chefes ou “pastores” são egressos de origens pouco recomendáveis e, incrível, possuem um excelente trânsito entre autoridades, compram de tudo. Recente, aconteceu em Linhares uma tragédia, com incêndio de um quarto onde dormiam duas crianças e, num quarto ao lado, o pai delas, praticante de “pastor”. Não se sabe a que ponto essa terrível tragédia chegará, mas mostra a facilidade como um sujeito deixa de ser barbeiro para ingressar como “representante” de Deus no município de Linhares. Aqui para nós, esse tal de Deus deveria escolher melhor seus representantes, pelo menos colocar gente mais decente para representa-lo.

 


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Grevistas de ocasião

11/05/2018

 

Murilo Macedo era um homem simples que chegou a ministro do Trabalho de um presidente da República mais simples do que ele: o general João Batista Figueiredo que, por circunstância de sua formação, gostava de falar pouco e observar muito, tanto que foi chefe do SNI – Serviço Nacional de Informações.

Bela tarde de Brasília Murilo foi dar com os costados no gabinete do presidente, dando sinais de agitação incomum, o que alertou o presidente, sob a informação que ele estava muito aflito para a audiência especial.

Diante do presidente tranquilo Murilo foi colocado à vontade: “Senta dr. Macedo. O que é que o aflige tanto? ”

- Presidente os servidores do Ministério do Trabalho declararam que vão entrar em greve á meia noite de hoje. Vão acampar de frente o Ministério, em barracas que estão sendo montadas.

 - E o que o senhor pretende fazer?

 - Bem. É um fato raro. Pela primeira vez, na existência do Ministério do Trabalho seus servidores se declaram em estado de greve.

  - Pois então, o senhor já tem um fato novo para contar. Os servidores da pasta do Trabalho entraram em greve pela primeira vez na história, no governo Figueiredo.

 - Presidente, o senhor não acha que deveria oferecer alguma coisinha para evitar esse constrangimento?

 - Constrangimento? Dr. Murilo, me diz, Ministério do Trabalho serve mesmo pra o quê? Deixa esse pessoal acampar. Fecha as portas do prédio do Ministério, apague as luzes e o senhor aproveite e tire umas férias também, para refrescar as ideias. Fica quieto, dr. Macedo, nas primeiras chuvas que caírem sobre o acampamento, os grevistas correrão logo para o ar refrigerado, poltronas estofadas e o cafezinho costumeiro, com bate-papo e tudo que eles têm direito.

Foi dito, foi feito. Nas primeiras chuvas os grevistas correram para dentro do Ministério do Trabalho e nunca mais falaram em greve.

Essas turmas de afogueados petistas e cutistas que vão participando do acampamento de “apoio” a Lula, lá em Curitiba, ainda não conhecem o frio que faz por aquelas bandas. Até agora, a coisa vai indo mais ou menos bem, ainda é suportável. De junho a agosto o capeta chupa cana atrás da porta! A lona das barracas se transforma numa espécie de condutor de frio que parece um congelador.

O dia que essa turma entender que está fazendo um grande papel de besta, enquanto Lula está lá dentro do presídio num bem bom, num instante o fogo de palha acaba...

 


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