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Gastos públicos

15/03/2019

 

 

Quem passou pela manhã de dias atrás, pela Av. Vitória, uma das mais movimentadas artéries da capital do Estado, podia notar que, num canteiro com menos de 20 metros quadrados, se acotovelavam, “trabalhando”, nada menos do que 16 trabalhadores, cortando grama e limpando o canteiro. Quanto custa tal serviços aos munícipes?

 A GAZETA, na sua edição de domingo, dia 10 de março, informou que o Estado tem, no seu orçamento, reservado R$ 10,2 bilhões para pagamento da folha de pessoal em 2019, com 54,2 mil servidores e membros ativos. E os inativos?

Capengando, financeiramente, de pires na mão em busca de recursos federias ou na ânsia desesperada pelos royalties da exploração do petróleo, o estado de pobreza do Espírito Santo é o retrato do Brasil, exposto à sanha de cruéis administradores que exerceram a magia do empreguismo como forma de sobrevivência política.

Todos poderes estão atulhados de chamados servidores públicos, que percebem salários, em certos casos, 16 vezes maiores do que os empregados na iniciativa privada e sujeitos ao recolhimento anual de 70 obrigações fiscais e parafiscais, para terem serviços de péssima qualidade, como se tais prestadores estivessem fazendo caridade. Só o Poder Executivo tem 47.481 servidores ativos.

O contribuinte brasileiro tem a má fama de não gostar de pagar impostos. Ninguém gosta de pagar e não receber nenhuma retribuição de volta, numa sangria que vai em torno de 40% daquilo que qualquer pessoa ganha em troca do seu trabalho.

O Brasil é um país de contrastes. Certa parcela da sociedade, que se diz politizada, adora ditadores cubanos, venezuelanos, bolivianos, nicaraguenses, detesta os Estados Unidos, mas, adoram morar lá, mesmo sabendo que é onde mais se exige esforço no trabalho, maior assiduidade e produtividade, tem suas fronteiras, seus portos e aeroportos invadidos por ondas de desocupados, amam o imperialismo, como uma espécie de paixão... Estranho...

A liberdade é um negócio muito sério e poucas pessoas se apercebem como ela é importante. Só num país com plena liberdade pode ter uma imprensa livre, como faz A GAZETA, publicando dados tão irretorquíveis, absolutamente verdadeiros, mostrando como o Estado brasileiro é perdulário com o que arrecada. Como é ineficiente administrativamente no trato com recursos arrecadados, as vezes delapidados pela corrupção.

O valor de uma imprensa está exatamente no exercício de sua liberdade de informar, com a mais absoluta clareza, fiel aos fatos.

Os gastos com o pessoal inativo, em 2019 serão da ordem de R$ 3,1 bilhões, daí as obras públicas que só saem nas promessas...

 

 

 

 


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No país dos sabidos

14/03/2019

 

Tenho um velho e acalentado amigo, o historiador, professor Estilac Ferreira que, quando nos encontramos vai logo perguntando: “E o livro? ” Ele quer furungar minhas coisas, selecionar crônicas de antanho, para, então, produzir um livro sobre o que venho escrevendo, crônicas diárias, sobre tudo, de bom e de ruim...

Na edição de A GAZETA de 14.01.99, saiu publicada minha coluna, então diária, sobre “Primeiros socorros e desabafo”, onde criticava a determinação do Código Nacional de Trânsito em multar o motorista com a importância de R$128,00, (uma fortuna, então), que não portasse um KIT de primeiros socorros em seu veículo. Foi uma estupidez aquela inclusão no Código Nacional de Trânsito, com objetivo exclusivo de pilhar o bolso do proprietário de veículo.

No mesmo comentário tratei da aberração das chamadas barreiras eletrônicas, por terem colocado na chamada Curva do Saldanha, em Vitória, um desses redutores, criando um tumulto tão grande que as autoridades (?) tiveram que tirá-lo.

Em data recente, o Conselho Nacional de Trânsito aboliu a obrigatoriedade dos veículos portarem extintores de incêndio. Nunca vi um motorista de extintor em punho apagar o incêndio no carro do vizinho de trânsito mas, no Brasil, tudo é possível, montam essas industrias safadas com objetivo de tomar dinheiro do contribuinte, do mesmo jeito que ocorrem, em tudo que é prédio, estabelecimento comercial, os extintores de incêndio pregados nas paredes ou até “decorando” corredores, em um carrinho para ser levado com maior facilidade em caso de incêndio.

Minha mãe costumava dizer que bombeiro não apaga incêndio, faz “rescaldo”, depois que o fogo destruiu tudo. Acho que os edifícios devem ser construídos com materiais seguros, que permitam que ocupantes escapem com razoável segurança.

Os “protegidos” de Ozama bin Laden arremessaram dois aviões contra as torres gêmeas, em Nova York. Estava em Passira, Pernambuco, quando assistir, pela TV, o instante em que o segundo avião atingia a segunda torre. Embora com estruturas de aço, os prédios foram construídos com gesso acatornado e vidro. Os monumentais edifícios caíram como um castelo de cartas, ao sabor do vento. Morreram perto de três mil pessoas, sendo a extraordinária maioria bombeiros voluntários.

Obrigar uso de extintores de incêndio, caixa com primeiros socorros, cinto de segurança, tudo isso faz parte de cartórios indecentes, para tomar dinheiro dos que, infelizmente, não podem reagir.

Professor Estilac, o tempo não mudou, quase nada...

 

 

 


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