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As sinecuras I

05/07/2018

Costumo dizer que o problema brasileiro não é apenas político. É essencialmente, de Justiça. A justiça brasileira, com sua estabilidade, irremovibilidade, como todos funcionários públicos que, por esta ou aquela razão estão aboletados nos seus empregos todos, como nos Estados Unidos, em qualquer lugar do mundo, deveriam ser demitidos ad nutum, ou seja, ter uma segurança limitada até o fim do seu contrato, a ser renovado por outro governante. Nos chamados países sérios, a estabilidade é unicamente para os membros da Suprema Corte, que nem limite de idade para se aposentar, possuem.


Nós, brasileiros, não sei quando, iremos passar por um processo de estabilidade social sem precedentes, nos africanizaremos, em termos de segurança pessoal e patrimonial. Se bem que vivemos sob o domínio do mercado, com tanto bandido à solta e a impossibilidade das nossas policias em prender os criminosos, porque, “milagrosamente”, são soltos imediatamente, não como que por encanto, mas pela porta da frente mesmo, depois que pagar fiança ou pela habilidade de um advogado de porta de cadeia...


O ministro do planejamento, Esteves Colnago, anuncia que o governo tem idéia de reduzir o salário inicial de 300 carreiras de servidores públicos, o que geraria uma economia de R$ 18,6 bilhões em cinco anos.


Muitas repartições trabalham em dois turnos, porque o número de servidores, se todos trabalhassem nos mesmos turnos, as repartições não teriam condições de abrigar tantos inúteis. São mais de 60% servidores inteiramente desnecessários. Do lado de fora, aposentados, existe outro tanto, percebendo mais de salário do que os que estão na “ativa”.  


Não tem jeito. Se correr o bicho pega, se ficar o bico come.


Esse acumulo de gente sem nada o que fazer e ganhando mais do que merece vai levar o país a insolvência. Um vereador de uma câmara municipal qualquer, por aí, tem de 15 a 18 assessores, com excelentes salários, pagos com o maldito IPTU que a municipalidade nos impõe, sem dó nem piedade e ainda nos obriga a realizar obras que são de suas responsabilidades, como a conservação das calçadas e a limpeza e iluminação das ruas. Para tal, ela recolhe do IPTU.


Como essa gente não tem capacidade gerencial, não sabe definir o que é importante para a sociedade, vamos desenvolvendo a política do empreguismo que vem desde a colonização. Como conservacionistas em tudo que é de ruim, até nos cartórios, que acabaram em todo mundo mas não acabam no Brasil.


Viva a Justiça Brasileira...


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Trambolho de país

04/07/2018

 

O petróleo é finito. O negócio é prever quando suas jazidas se exaurirão na face da terra. Diante de tal assertiva, o carro elétrico brasileiro jamais sairá de nossas fábricas e, os fabricados no exterior virão por um preço absurdo, para inibir suas vendas entre nós.

A observação é de um amigo recentemente, que a Petrobrás precisa existir, estatizada, para a turma política roubar impiedosamente seus cofres, como aconteceu em datas recentes, por sucessivos ladrões nos seus comandos.

Chegamos a ter no Brasil reservas de mercado para ingresso de automóveis fabricados no exterior, computadores, equipamentos diversos, sob a ótica vesga de que eles sendo comercializados aqui extinguiriam nossas fábricas.

Com a globalização da economia foi a mesma coisa que darem um pontapé no formigueiro. As indústrias que ingressaram no nosso mercado, que tiveram sucesso, permaneceram. O mesmo aconteceu em volta ao mundo, até na China, onde o Estado é o dono de tudo, no Oriente Médio, por excelência, onde os monarcas dirigentes são donos de tudo e vendem concessões.

Enquanto tivermos petróleo a explorar, em termos comerciais, não teremos o carro elétrico aqui produzido, simplesmente porque não interessa à classe política. Com a extinção da Petrobrás, deve ser inventado outro argumento para vender outros produtos para pagar royalties a municípios e estados, para que sobrevivam. Agora mesmo trama-se no Congresso Nacional a criação de novos municípios, para engordar a vaidade de políticos os mais ineficientes e incapazes.

Ninguém sabe quando essas tragédias administrativas, essa roubalheira desenfreada irá parar. A má política e a má justiça irão destruir o Brasil em muito pouco tempo. Não há dinheiro, não há atividade econômica capaz de suportar, manter o devaneio dos nossos políticos e da nossa justiça.

Na verdade, não é o fim do mundo. É só aparecer um sujeito inteligente para angariar a simpatia popular e por um fim à essa delinquência que nos assusta.

A sociedade brasileira precisa encontrar uma liderança que a una, que imponha sua liderança, para o país se tornar respeitado perante o mundo, onde estamos vistos como um bando de devassos da pior qualidade.

Tudo pode acontecer. Um dia nos livraremos dessa canalha que tomou conta do poder.

Na vida tudo se acaba, dizia minha vó Virginia.

 


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