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Transporte sem massa

09/01/2019

 

“Nunca desista dos seus sonhos”, mas é preciso que sonhemos com os olhos bem abertos, pés plantados no chão e a cabeça fazendo projeções sobre exequibilidades.

O novo secretário de Estado dos Transportes, Fábio Damasceno, recém empossado para compor o secretariado do governador Renato Casagrande, anunciou que, uma de suas primeiras ações à frente da Secretaria é colocar em funcionamento o sistema de transporte aquaviário, ligando Vitória, Cariacica e Vila Velha.

Os tempos são outros. O sistema de transporte por lancha, entre Vila Velha e Vitória durou até a década de 60, através das lanchas de propriedade da velha Central Brasileira de Força Elétrica, companhia anglo-canadense, que detinha a concessão dos serviços de energia da Grande Vitória, os transportes de bondes e as velhas barcas que, como todo negócio inglês, tinha razoável pontualidade.

Os bondes desapareceram, as lanchas também, com o término da concessão de 100 anos concedido à CCBFE (do Grupo Schere and Pawer), sistema extinto no governo do Movimento Revolucionário de 1964, mercê de uma campanha persistente montada na época pelo líder empresarial Américo Buaiz, presidente da Findes (Federação das Indústrias), no Governo Christiano Dias Lopes Filho.

Várias tentativas foram feitas com objetivo de “revitalizar” o transporte de passageiros através de barcas, na baia de Vitória, mas sem grande sucesso. Os concessionários reclamavam da falta de passageiros, mormente nos períodos de chuva ou fora dos horários de “pico”.

Tem coisas e outras coisas! Insiste, por exemplo, o prefeito Luciano Rezende, de Vitória, que o capixaba deva abandonar o transporte por ônibus e andar de bicicleta. Não temos grande núcleos industriais ou núcleos habitacionais com concentração de trabalhadores que poderiam usar a bicicleta para se locomoverem entre sua moradia e a fábrica. Não somos um estado industrializado e muito menos temos um povo com tempo para viver trepado numa bicicleta. As ciclovias da cidade vivem, de segunda a sábado, abandonadas, com raros ciclistas trafegando. Domingo, aparece uns esforçados que, à falta de outro divertimento, andam de bicicleta.

Quero ver o tipo de empresário corajoso que, sem subsídio, vá enfrentar o sistema de transporte aquaviário, mesmo com o formidável crescimento da população.

Tivemos aqui, também, os autores de promessas de escadas rolantes, até para a Lua, tuneis, pontes as mais diversas, viadutos, teleféricos e até um “disco voador” plantaram na av. Nossa Senhora da Penha, numa demonstração de que, “de músico, poeta e louco, todos nós temos um pouco", como a velha modinha de carnaval.

 

 

 


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Um novo tempo

08/01/2019

 

Na história da vida econômica, política e social da nação brasileira, em momento algum, pessoas, grupos, tentaram implantar um sistema liberal de governo, sob o chamado manto de um conjunto de ideias e doutrinas que visam assegurar a liberdade individual no campo da política, da moral, da religião, permitindo à sociedade escolher o caminho que melhor lhe convier.

 

O Estado Liberal é utópico, impossível sua existência total, como tem sido utópico o socialismo de esquerda, policial, com normas que impedem a locomoção do indivíduo.

 

No mundo, as sociedades lutam por liberdade, desde os tempos mais remotos. O caso mais recente na história contemporânea foi o sistema socialista da União Soviética, que durou 70 anos e caiu por vontade própria do povo que, com o passar dos anos, quis se libertar da pressão moral irresistível. O que acontece em Cuba, não é um sistema político, mas de opressão, ditatorial, sem princípios ideológicos.

 

Estamos na iminência de experimentarmos um novo tempo, no Brasil, o chamado liberalismo, que conhecemos através dos livros, mas na prática, ainda não foi testado, em virtude da tendência dos indivíduos, mais exatamente os dirigentes, que não admitem que a sociedade conduza seu próprio destino, sem a interferência do Estado.

 

Olavo de Carvalho, o chamado “guru” de Jair Bolsonaro no campo do aconselhamento da introdução do liberalismo político, social e econômico, admite que é um processo lento, difícil, em virtude da sociedade estar viciada em ser conduzida pelo “poder econômico do Estado”, através de suas chamadas “doações” sociais, tipo Bolsa Família ou a chamada complementação de “renda social”, como acontece nos Estados Unidos e na Europa, para aqueles realmente considerados necessitados.

 

O caminho do liberalismo é tirar o peso do Estado sobre o indivíduo, a carga tributária e fiscal, que asfixia aqueles que querem investir, mas o Estado tem medo que ele fique rico, quando o ideal seria que todo mundo fosse rico, e não que todo mundo fosse pobre, como almejam os chamados socialistas, que pregam uma igualdade impossível.

 

Promete o presidente Jair Bolsonaro, desmontar a burocracia, eliminar o que for possível das 73 agências que dificultam o crescimento do Estado, com imposição de exigências. Não adianta o Estado ou o município dizerem que o prazo máximo para um registro de uma empresa nova e de 8 dias, quando o empresário, as vezes, é obrigado a desistir do empreendimento porque sua paciência se esgotou no decurso de cinco ou dez anos, que lutou, as vezes de chapéu na mão, pedindo, implorando à autoridade que aprove seu empreendimento.

 

 Vamos experimentar o liberalismo. Tomara que dê certo...

 

 

 FONTE: JORNAL A GAZETA


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