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Um sonho de restauração

01/07/2018

Recente, escrevi aqui sobre a morte de uma das figuras que mais trabalharam pelo desenvolvimento de Vitória, a capital do nosso Estado, por quem nutria um grande amor e, aqui, desenvolveu um grande projeto no campo do empreendedorismo: Antonio Neffa Sobrinho.

A propósito do meu comentário, onde comentei sobre um dos encontros que mantive com ele, a respeito da mansão de propriedade de sua família e onde frequentei na nossa juventude, no alto, defronte ao velho mercado da Capixaba, rua Wilson Freitas, exposta hoje ao pior uso, invadida por marginais, recebi do acalentado amigo Helder Schwambach, sobre meu comentário, observações interessantes, que acrescenta mais do que eu disse à figura de Antonio Neffa Sobrinho e da Mansão dos Neffas, ao abandono...

Agradeço ao Helder o reforço na idéia de revitalização da Mansão dos Neffa, o “Castelinho”, me permitindo reproduzir seu comentário:

“Caro Gutman,

Por aqui sentindo-se até um pouco esperançoso com este seu registro e lembrança do agora saudoso Antonio Neffa Sobrinho.

Discretíssimo filho de imigrantes, empreendedor daqueles raros pioneiros que merecem e merecem em vida longa de trabalho incansável honras de sua terra que escolheram e foram escolhidos para fazer o bem e o melhor aos seus e a comunidade que os cerca com emprego e renda.

Quando jovem estudante na então magnífica Escola Técnica Federal dos anos 70 com o professor Zenaldo Rosa entre outros que ali dirigiram expansão com o estádio governador Bley residia eu na rua deputado Nelson Monteiro “explanada capixaba” modesta “República” bem ali embaixo do “Castelinho” obra e arquitetura espetacular da década de 20, subia curioso escadaria nº 40 ou rua Wilson Freitas e até o nº 300 a imaginar, ver e rever a vista da Jerônimo Monteiro, Capitania dos portos, a baia e navios desde o histórico forte São João com clube Saldanha da Gama e monumental rochedo “Penedo”. Esta “visão” pode ser hoje simulado em computação gráfica e outras tecnologias. Sem ainda muitas torres na avenida princesa Isabel e avenida  Beira Mar praticamente limpas indicando a expansão da nova “cidade” haveria de tomar o Arrabalde rumo ao norte e oeste da ilha, pensados décadas antes, um crescimento ordenado e fora do maciço central adentrando o canal, o que não foi infelizmente contido pelas administrações e hoje tragédias anunciadas morro acima e abaixo ou palafitas e mangues que nem a heroica defesa civil e corpo de bombeiros podem reaver e salvar senão agir em desastres previsíveis, além da violência e tráfico incontroláveis. Lá na mansão sem teto “residem” sim ilustres moradores “de rua” segurança pública. Prende e solta... solta e prende uma tragédia sem fim.

Já faz bem uns 35 anos que moro de fronte Praia da Costa e outros 20 anos antes por aqui, das fontes das montanhas capixabas engarrafava e entregava a custo agua mineral com meu pai desde os 10 anos cedo oficio, em parte “custear” estudos e a manter-se na “república“ dos meus tios nos anos seguintes. Agora rotineiramente, por coincidentes razões geográficas, encontro meu, de novo, mais velho vizinho, Carlinhos Neffa, creio o mais novo e último a deixar a referida “mansão da explanada”, com o qual vez por outra temos o prazer de lembrar um pouco das histórias que não muito faz lembrar um sentido de restauro e preservação da casa de sua família em memorial, ao contrário que nunca veio acontecer, ainda. Senão pelo raro registo nesta entrevista recente (2017).

O que uma administração pública faria ou fez de bom com um “tombamento” do “CASTELINHO” por “reconhecido valor cultural”, senão dizimá-lo? Dr. Vitor Buaiz então prefeito da capital? Legado de abandono e depreciação inacreditável em décadas neste e outros tantos “monumentos da história da ilha”, que não sejam salvos pelo esforço e determinação de poucos sem o poder público não encontre um jeito de atrapalhar ou impedir com sua praga burocrática e propósito malfeitor. Via de regra cartorial e fiscal entretantos...?

Com os projetos recentes de restauro e destinação nobre para a construção do forte São João e sua belíssima arquitetura, assim como feito com o imponente teatro Glória, esta passagem do legado do Sr. Antonio Neffa Sobrinho um relato de esperança talvez reste uma última? para a “mansão dos Neffa” ou histórico “CASTELINHO” de rara arquitetura do francês Joseph Gire (Copacabana Palace entre outros). Outra uma ação efetiva semelhante para desatar tantos “nós” e desafios que impedem sua integral recuperação original do projeto, em uma “força tarefa” na parte complementar inestimável para o roteiro turístico e cultural na “cidade” de Vitória e um dos, senão o último elemento mais raro no complexo explanada desde o forte, Capitania, até o Teatro Gloria. Passando pelo velho mercado em recentes chamas, até o porto original e alfândega, Parque Moscoso e Vila Rubim, Ponte Florentino Avidos, “ Ponte Seca”. Isso para dizer dos últimos 100 anos... em breve o que resta desta história virará pó. Se esta esperança não se consumar em nova arte do bem para o legado de Vitória aos seus descendentes. Imigrantes ou não. Aqui o breve relato dos “Mistérios do Castelinho”, de viva voz pelo seu último residente da família."

 

 


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Bandidos à solta I

30/06/2018

 

Os números são meio estonteantes, de uma estúpida realidade, mas foram divulgados pela magistrada Gisele Oliveira , coordenadora das Varas Criminais de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, que no Estado existem 5.544 bandidos fora das prisões e, entre os foragidos, estão estupradores, traficantes e assassinos, ressaltando que, em nosso país são 144.394 criminosos que vivem livremente, conforme levantamento elaborado pelo Banco Nacional de Monitoramento de Prisões e disponibilizados em 24 de junho de 2018.

 

Esse impressionante universo de bandidos, presos e soltos (esperando por ser presos) é algo que realmente impressiona e dão assim uma espécie de atestado eloquente do “mundo” em que vivemos. A tolerância da polícia, em ter noção de tantos bandidos soltos deve ser levado em consideração pela exiguidade de espaço das nossas penitenciárias. Ano passado uma autoridade da Segurança Pública do Estado nos adiantava que 90% dos bandidos presos nas nossas penitenciárias eram originários de Minas Gerais e Bahia e, os 10% restantes, de outros estados.

 

Falece à justiça meios e modos para prender bandidos. A responsabilidade para deter criminosos é da polícia, mas esta se sente inibida de assim proceder devido a fragilidade dos presídios, do baixo número de vagas para receber tantos criminosos.

 

Em data recente, o Estado do Espírito Santo passou por uma grande tragédia no campo da segurança pública, com a greve promovida pela Polícia Militar que, nos seus primeiros cinco dias ocorreram 219 mortes. Pelo que se sabe, até agora não apareceu ninguém para reclamar do desaparecimento de um morto, o que vale ressaltar que eram realmente marginais que seus familiares gostariam de vê-los pelas costas...

 

Esse processo da marginalidade campear à solta, mancha a imagem do Estado, afasta investidores, nos dá um atestado ruim, de lugar insuportável, para viver.

 

Vale ressaltar, o Estado do Espírito Santo tem uma excelente Polícia Civil, trabalhando muito sério, desvendando em tempo record crimes que pareciam perfeitos, como o caso do “pastor” de Linhares, que matou dois filhos menores. Sinceramente, temos que tirar o chapéu para a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual, agindo em consonância para elucidação de um dos crimes mais bárbaros que temos notícia, graças a um trabalho investigativo, de pesquisa de grande profundidade. Incentivar, dar melhores condições de trabalho à Polícia Civil é de fundamental importância.

 

A violência nos espanta, prejudica o Estado, seu desenvolvimento.

 

 

 


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