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Crescimento vegetativo.

03/03/2021

 

Lá pela década de 50, no Rio de Janeiro, tive um professor, Alcides, na área de ciências econômicas, que ensinava o que era “crescimento vegetativo”.

 

Dizia ele que quem promovia o desenvolvimento econômico e social era o empreendedor e a arrecadação de impostos aumentava paralelamente ao “crescimento vegetativo” da sociedade, sem precisar os governantes viverem aumentando impostos, promovendo o aniquilamento das economias domésticas e até da nação, porque perdia a competividade em relação às demais. Ao governo cabia a iniciativa da construção da infraestrutura.

 

Difícil encontrar homens como o Professor Alcides para transmitir praticidade de conhecimentos. ” Você não junta recursos aos milhões. Junta tostões”. Coisa de espanhol autêntico (ou judeu?).

 

Ordinariamente os administradores públicos, quando estão catando votos, são totalmente o inverso, depois de eleitos. Primeiro, medianamente inteligentes, viram sábios e, mal e porcamente aconselhados, pilham a sociedade que o elegeu sem dó nem piedade e, esquecem que um dia, por mais tarde que seja, será apeado do poder, de onde, invariavelmente, saem ricos.

 

Desde que me entendo não assisti o crescimento vegetativo explicado pelo Professor Alcides. No curso de sua história o Brasil teve quase meia centena de moedas, planos econômicos os mais diversos e, a fertilidade dos chamados economistas de plantão, os reis da burocracia, inventam os mais estranhos objetivos para arrancar recursos do bolso combalido da sociedade, como o caso da correção monetária, os impostos os mais diversos e as 71 obrigações fiscais e parafiscais. Onde temos um país semelhante, ao menos?

 

Qualquer jovem, medianamente entendido em economia, sabe que no Brasil existe uma das mais estúpidas concentrações de renda do mundo, nas mãos dos que não gostam de pagar Imposto de Renda, um negócio de métodos imorais, que merecia ser mais prático e mais correto, mais estudado.

 

O trabalhador comum, com carteira assinada é obrigado a pagar Imposto de Renda. Não tem jeito. No caso dos chamados concentradores de renda, que se pagam como “retirada” participativa ou trabalham na informalidade, só pagam imposto sobre o que consome, mas não sobre a renda auferida, como o trabalhador, que faz do suor do seu rosto o meio de subsistência na nossa difícil economia de mercado, quando os investidores trabalham com projetos para o futuro. Esqueçamos os malabarismos dos empresários que começaram com uma bodega, vendendo verdura, pequenos armarinhos e se transformaram em grandes empresários, mercê da sua capacidade inventiva, do seu poder de amealhar. Milhares de empresários se fizeram sozinho, saltando de ajudante de balcão, de vendedor de pão, em grande empresário, com a arte de amealhar, de imaginar um futuro melhor para sua família, hoje um dos maiores empreendedores de Guarapari, Geraldo Mai, um maçom compulsivamente empreendedor e com uma participação de benemerência, sem qualquer sinal de fazer, para aparecer. Um tipo inigualável. Um homem raro.

 

Os Geraldo Mai se multiplicam pelo Brasil e pelo mundo, mas nasceram determinados, inclusive na arte de fazer caridade aos realmente necessitados.

 

 

 

 

 


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Restam esperanas.

02/03/2021

 

Distante da minha casa surgiu um olho d’água há dois metros do meio fio, do lado direito de quem desce a rua, que estava se eternizando. Na manhã do dia 3 de janeiro uma equipe da Prefeitura estava no local, abrindo o buraco para determinar a causa do vazamento. No dia seguinte a rua estava em ordem, o olho d’água desapareceu.

 

Não quero passar um atestado de eficiência ao novo prefeito, mas, o que ele faz com a chamada Linha Verde, permitindo a passagem de veículos por ali, sem serem multados, merece registro. Foi uma de suas primeiras promessas.

 

Moro na Ilha do Boi e, ali, pela manhã, hora do almoço, o trânsito vira uma casa da mãe Joana. Fico a imaginar: por que o trânsito que segue para o Centro da cidade não sai os 100 metros do que os carros que seguem em direção ao Norte? É um negócio tão imbecil como a imposição de multa para os veículos, sem serem coletivos, trafegarem pela Linha Verde, onde raramente passava um ônibus. Como no caso das ciclovias, passa um ciclista de meia em meia hora.

 

Dizem que o cidadão acostuma-se até com a burrice da autoridade aparentemente, pelo menos; interiormente xinga-o, desopilando o fígado...

 

Os sinais começaram a ser sincronizados, formando uma linha verde, como no caso do Parque Moscoso, onde você mal passou num, o outro na sua frente fechou.

 

Para mim, um dos melhores administradores que Vitória teve em todos os seus tempos foi o engenheiro Chrisógono Teixeira da Cruz. Num instante apenas de lucidez o prefeito Lorenzo Pazolini vem reparando erros crônicos que ocorriam na cidade, que não corrigiram por incompetência ou de sacanagem com a população.

 

Tomara que, num dia desse, o sr. Pazolini mande um trator derrubar aquela vergonheira, que é a Praça do Cauê, impedindo há 50 anos o tráfego de veículos de quem desce a Terceira Ponte.

 

A esperança é a última que morre.

 

 

 


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