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Buscando o turismo

04/04/2018

 

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

 

 

Cada um de nós tem suas paixões, seus interesses, seus entusiasmos por qualquer coisa. Se eu fosse alguma coisa importante no meu Estado do Espírito Santo, após um acurado estudo, selecionaria os pontos principais para criar ali um objetivo de desenvolvimento turístico.

 

Mercê de sua excelente localização, de suas belezas naturais, quer nas praias como nas montanhas, o Estado do Espírito santo, se seguisse uma política responsável, poderia ser um imenso jardim, uma pequena Suíça.

 

Tenho dito para meus amigos de Guarapari, algumas autoridades, até, que eles não sabem a maravilha que é a Cidade Saúde, conhecida assim pelas suas areias monazíticas, capazes de curar certos tipos de reumatismo, desde os tempos mais remotos.

 

Qual a politica que o Estado do Espírito Santo tem para o turismo? Quem tem preocupações com o desenvolvimento das atividades de turismo?

 

Em qualquer lugar do mundo, turismo quer dizer comércio, a velha mola que impulsiona o desenvolvimento dos povos. Não existe nada melhor, mais saudável, do que viajar, conhecer coisas, gente, se divertir com a criatividade alheia, como fazem os americanos, os espanhóis, franceses, italianos, portugueses, em prol do desenvolvimento das atividades de turismo. Todos castelos construídos na Europa, na própria África, foi com objetivo de promover o turismo e, presentemente, Dubai, através de um poderoso consorcio de ricos sauditas, constroem a cidade do futuro, com objetivo de atrair gente para o turismo. Estive lá. É fascinante.

 

 

Quando subo a serra, pela BR-262, ou com destino a São Mateus, Conceição da Barra, pela 101, fico a imaginar: quem nos governa? Será que nossas autoridades têm sonhos? Acham que nossas rodovias são formidáveis? Nossa segurança merece algum respeito?

 

Semana passada a Fecomércio-ES reuniu sua Câmara Empresarial de Turismo. Uma eloquente senhora empresária do setor, Terezinha Stang, dava uma aula de coragem, convocando seus companheiros para construírem o turismo do Espírito Santo.

 

Assisto, por outro lado, um embate primário sobre a construção de um Parque Tecnológico no bairro das Goiabeiras, como se uma simples vontade de um PDU cheio de falhas e arranjos pessoais, dos interesses mais subjetivos que se possa imaginar, pudesse resolver os problemas do desenvolvimento de uma cidade que dá medo sair as suas ruas à noite!

 

Fazer turismo com violência?

 

 


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O rei da agulha I

03/04/2018

NOTA – Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

Faz tanto tempo, sei lá! Tem mais de 50 anos que conheço o então jovem e concorrido alfaiate, o melhor do Estado, diziam, tinha um corte inimitável, seus ternos vestiam como uma luva. Fui dar com os costados no atelier do famoso Juarez De Martin (De Martin como assina e gosta de ser chamado).


O tempo passou. À proporção das necessidades, de um novo terno, porque os outros estavam apertados, ou um casaco para ir curtir o frio espanhol, passava pelas mãos do famoso De Martin, até em datas recentes e, quase, estou precisando fazer-lhe uma nova visita...


De Martin me vem à memória num instante em que prolifera a falta de mão de obra especializada no Brasil. Mestre da agulha, ensinou a muitos o seu ofício, o que faz com maestria.


Um velho sábio me ensinou algo interessante e que preservo firmemente, passei para meus filhos e para uns jovens que tenho custeado os estudos: “Quando tiver que realizar um trabalho, faça-o bem feito, sem copiar de ninguém. Coloque sua determinação, sua coragem. Só assim você vencerá com amor e dedicação ao que faz”.


Nas minhas idas e vindas ao atelier do amigo De Martin ficava absorto, vendo-o trabalhar com a tesoura, marcando com precisão, com sua pedra de giz o pano caro do freguês que confiava no seu trabalho, na sua agulha, na fiel máquina de costura.


Foi através do talhe perfeito que De Martin conquistou fregueses importantes. Certa feita o governador Christiano Dias Lopes perguntou quem costurava para mim. “Já ouvi falar desse moço. Traga-o para mim. ” Passou a ser a alfaiate do governador, até depois que saiu do governo.


Conheço um mestre de obras que aprendeu o ofício vendo seu irmão trabalhar. Era o ajudante do Pedro, seu irmão e, “seu” Pedrinho e os demais filhos o acompanhavam, mas ninguém esperava que Flávio Kroling seria um misto de pedreiro, mestre de obra, encanador, marceneiro, eletricista, um verdadeiro faz tudo, com uma perfeição tão grande que, quem não o conhece, não acredita o que ele é capaz.


De Martin é um exemplo de mestre de todos alfaiates. Não existe quem tenha mais habilidade na tesoura e na agulha. Simples, decente, de uma precisão germânica no cumprimento da palavra empenhada, com todo esmero que lhe é peculiar.


Exemplos como os de De Martin precisam ser preservados, estimulados. O Brasil tem, na extraordinária maioria de sua sociedade, em numerosas profissões, gente da melhor qualidade, obscurecida por certo tipo de gente que emporcalha a nação.

 

 

 FONTE: JORNAL A GAZETA


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