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Bom senso e imbecilidade

02/06/2018

 

Chrisógono Teixeira da Cruz, até hoje, tem sido considerado um dos melhores prefeitos da nossa Capital, sem nenhum demérito para outros que por aqui têm passado, como o sr. Luciano Rezende, que tem colocado sua capacidade inventiva e seriedade em favor do desenvolvimento da capital do Estado.

Uma das características do engenheiro Chrisógono era o silêncio, sua maneira de fazer as coisas sem estardalhaço. Numa desapropriação de um terreno onde tinha um prédio velho, para abrir mais espaço para a Praça Costa Pereira, os sábios entendidos em urbanismo criticaram sua medida. Ligeiro, ele virou para os críticos e disse que eles confundiam coisa velha com coisa antiga e enumerou os prédios que mereciam ser preservados, na capital.

Sou bastante familiarizado com a Espanha, por vários motivos, primeiro porque gosto demais do país e do seu povo. É impressionante como se preserva a arquitetura antiga no país ibérico. Qualquer cidade, ostenta ruas de uma impressionante singularidade, com seus museus, suas lojas de um aprumo invejável. Aqui no Brasil, onde existem os casarios velhos ou antigos, a primeira coisa que as prefeituras exigem é mictório para deficientes físicos, rampas de acesso, alargamento de portas, um negócio impossível de ser cumprido.

Em Dresdem, na Alemanha, um amigo convidou-nos a almoçar num dos restaurantes mais antigos, que não fora atingido pelo bombardeio criminoso que matou uma impressionante juventude ali colocada como área neutra – Cidade Aberta – que não poderia ser bombardeada. O prédio do restaurante é uma beleza, de pedra e não tem acessibilidade para cadeirantes. Coincidentemente, chegou um portador de deficiência. Um empregado do restaurante foi lá dentro e veio com duas lâminas estilo um grande esqui aquático, colocando-o como rampa para vencer os três degraus. Tirei a foto que consta dos meus álbuns de viagem. Fosse aqui no Brasil, na nossa ilha, principalmente, destruiriam os degraus do prédio para construir uma rampa de acesso. Uma mutilação criminosa.

Uma vez na vida outra na morte aparece um deficiente para almoçar no restaurante de Dresdem, mas aqui, ou o dono construiria a rampa de acesso ou seria obrigado a fechar o restaurante.

Uma senhora me contou que na sua escola de Yoga, que funcionava na Praia do Canto, foi obrigada pela brilhante fiscalização municipal para construir uma rampa de acessibilidade para cadeirante. A professora informou que cadeirante não fazia aulas de Yoga. Multaram-na, pela falta da obra. Preferiu fechar a escola. Que país imbecil é esse, em que vivemos?

 

 


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Promessas: "Eu sou eu..."

01/06/2018

 

Está perto de começar a “novela” das promessas, dentro do calendário eleitoral e que se repete de dois em dois anos, com os candidatos anunciando aos quatro ventos, o que pretendem fazer.

 

Já participei de muitas reuniões com candidatos, que querem ser ouvidos pelos empresários sobre suas “plataformas”, o que vão fazer, pouco se importando que suas mentiras não levem nada a sério.

 

Numa dessas entrevistas com um candidato a prefeito de Vitória, ele falou que ia transformar a região portuária, na área central de Vitória numa espécie de “Puerto Madero”. Puerto Madero é a transformação da velha estrutura portuária de Buenos Aires, na Argentina, num dos pontos mais sofisticados de lazer da capital portenha. O nome Madero vem do engenheiro Eduardo Madero, responsável pela magnífica obra que, com o passar dos anos foi, abandonada pelo governo e, finalmente, colocada à venda, sendo arrematada por um grupo francês por 8 bilhões de dólares, que transformou aquela orla num dos mais caros complexos de lazer e negócios empresariais da Argentina, com amplo sucesso.

 

Outro sábio, que veio depois, naturalmente sem vermos o “Puerto Madero” sair da promessa, afirmar que iria construir “escadas rolantes” para os morros de Vitória. Brinquei com aquela autoridade, que se elegeu com suas mentiras, que ele deveria fazer uma para a área de turismo, a mais importante de todas. Ele achou minha conversa interessante e perguntou qual seria minha sugestão, para a escada do turismo. Respondi-lhe, meio rápido: “Pra lua”...

 

Pontes, túneis, metrôs de superfície, centros os mais avançados no campo do ensino, duplicações de rodovias, tudo que é impossível de ser realizado, pela mais absoluta falta de dinheiro, é prometido, pouco se importando seus autores pelo que poderá acontecer.

 

É incrível, assistirmos 16 trabalhadores em jardinagem tirando mato em um canteiro de pouco mais de 20 metros quadrados, onde mal e porcamente deveriam estar trabalhando, no máximo, dois.

 

É espantoso que a Secretária de Turismo do Estado tenha 70 empregados. É muita gente, para pouco turismo.

 

Nossa capital, Vitória, tem sido vítima de uma presepada interessante da nossa PM. Invariavelmente à noite, quando é intenso o tráfego na Enseada do Suá, grupos de militares, na altura da entrada para a Terceira Ponte, fecham uma pista da região, entre 18 e 20horas, a título não sei de que, atrapalhando o trânsito, provocando um grande engarrafamento. Acho que esses militares querem gozar com a cara dos que por ali precisam passar. Será que essa gente, em nome de uma segurança estúpida, não entendem que está atrapalhando, dificultando a vida de quem vai para casa?

 

Já imaginaram, com um sistema de segurança sério estaríamos no paraíso?

 

 


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