Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Mataram o "Italiano"

01/01/2019

 

As vezes somos acometidos por um estado de perplexidade, com as notícias que chegam com uma rapidez fantástica, segundos depois dos acontecimentos.

 

Um dia depois do feriado natalino, após as 16horas, quando uma chuva fina começava a cair sobre a cidade, vinha a informação, através do celular, do assassinato do ex-governador Gerson Camata, aquele jovem que veio do interior, Castelo,ES, para a cidade grande, para ser locutor da Rádio Vitória, do Grupo Associados, sob o comando do então jornalista e deputado federal, João Calmon.

 

Empurrado por um programa radiofônico, “Ronda da Cidade”, Camata foi eleito vereador de Vitória, elegeu-se deputado estadual, foi deputado federal, governador e, depois senador, por três mandatos. Afável, disputava com o Chrisógono Teixeira da Cruz, empresário e amigo, quem era o mais “pão duro”. Pagar almoço? Cafezinho? Ambos não metiam a mão no bolso. Conhecido carinhosamente pelos mais próximos como “Italiano”, pela sua descendência, realizou um dos mais importantes trabalhos na construção de rodovias no Norte do Estado, por ser conhecedor das carências da região.

 

Como deputado federal, Arena para o PMDB, teve posição radical contra o regime militar, na ocasião. Com a abertura democrática, foi o primeiro governador do Estado a se eleger pelo voto direto mas, teve um agravante, enfrentar o presidente João Figueiredo (de quem era crítico), que o ignorou, a não ser que fizesse um formal pedido público, de desculpas, pelas besteiras que levantava sobre o Movimento Militar de 64.

 

Num gesto de grandeza, diz que em “favor do Espírito Santo, pediu uma audiência ao presidente da República onde, publicamente, pediu desculpas pelos seus pronunciamentos. Figueiredo, prontamente perdoou-o e ajudou ao Estado, com os pedidos de Camata, que realizou uma administração de sucesso e conservou a amizade com Figueiredo, até seu desaparecimento.

 

Com um cacoete de conversar enrolando uma mecha de cabelo do lado esquerdo da cabeça, Camata era um formidável contador de causos ocorridos na sua administração, principalmente com relação aos mais estranhos pedidos que recebia dos velhos italianos interioranos, reme- dando-lhes até o sotaque.

 

A metade do seu último mandato de senador, deu uma espécie de “encolhida” nas suas atividades, talvez prevendo realmente se refugiar em sua casa, na Ilha do Frade, onde residiu por todo tempo, até que tiraram-lhe sua vida de forma abrupta, estúpida.

 

Creiam, Camata deixa um profundo vazio em minha vida. Gostava mais do “Italiano” do que ele podia imaginar. De vez em quando ligava para mim, para comentar meus escritos: “Alemão, você hoje está bravo! ”

 

Infelizmente, Gerson Camata não ficou livre da bestialidade humana. Não merecia tal fim.

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA

 


Imprimir | Enviar para um amigo

Sentido! O Capitão chegou...

31/12/2018

 

“Estufem os peitos. Braços retos, estendidos, com a palma das mãos, dedos unidos, em forma de concha, colados às pernas, calcanhares unidos, em posição de sentido. O “Comandante” está entrando...”

Está no comando do Brasil o capitão da reserva do Exército, Jair Messias Bolsonaro, eleito com 57 milhões de votos, para exercer o mandato de presidente da República por quatro anos.  

Depois que um imbecil tentou matá-lo com uma facada, no meio da multidão, tudo pode acontecer no Brasil mas, no decurso dos 200 anos de República, a nação brasileira nunca experimentou um momento de tanta expectativa com a posse de um novo presidente, ainda mais pelo ineditismo, de se colocar em prática um governo liberal (?).

Só uma coisa posso afirmar: reside em toda sociedade brasileira uma expectativa: como será o governo Bolsonaro?

Tem uma velha anedota, história que se passa no interior do Brasil, quando um candidato a prefeito, de um lugarejo do Nordeste, começou sua fala, trepado na carroceria de um caminhão: “Porque eu vou fazer isso, aquilo, aquilo outro”; quando alguém falou atrás dele: “Fala no plural!”

O homem desandou: “Vou trazer o plural para me ajudar, eu sei que ele não vai se negar. “O Plural é meu amigo, um grande manda - chuva...” E foi por aí...

Eu quero ver como vai funcionar esse tal de liberalismo. Se for para valer, tudo que é burocracia vai desaparecer e entrará o respeito às leis e à ordem. O Brasil tem 69 obrigações fiscais e para – fiscais e 73 normas (Cartórios os mais indecentes) que emperram o desenvolvimento econômico e social do país. Essa monstruosa simbiose entre obrigações fiscais com os chamados cartórios, onde estão pendurados em formidáveis cabides o mais indecente sistema burocrático do mundo, há quase 80 anos, precisa ser desmontado. Vai ser?

Eu ouvi o sr. Jair Messias Bolsonaro dizer, garantir, distante mais ou menos dois metros dele, que não descansaria dessa luta, que era a luta pela liberdade, do direito do empreendedor, sufocado por um processo vil, que não deixa o Brasil caminhar.

Quero ver como essa “gaita” vai ser tocada pelo sr. Bolsonaro. Até prova em contrário, estou acreditando piamente em suas palavras.

O Brasil precisa acordar para um a nova realidade. Não podemos ser o país da maior carga tributária do mundo, dos combustíveis mais caros, das utilidades absurdamente mais caras. Em troca de que? Da corrupção desenfreada?

Até prova em contrário, quero pagar para ver.

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   2084 2083 2082 2081 2080 2079 2078 2077 2076 2075   Anteriores »