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Corporações sindicais

30/12/2018

 

Muito se critica a existência, no Brasil, de quase 19 mil sindicatos de trabalhadores e patronais, enquanto a pátria do trabalhismo, a Inglaterra tem 19, vindo depois a Alemanha, França, Espanha, Itália e Estados Unidos com reduzido número de atividades sindicais. No caso da chamada classe patronal, não existem sindicatos das chamadas categorias econômicas, mas centros empresariais, onde o patronado se reveza em períodos de mandatos regulares em suas corporações.

Meu pai dizia: “meu filho, o Brasil é um país suigeneris. A mais importante e mais antiga organização mundial, a maçonaria, foi dividida no Brasil, por sórdidos interesses pessoais “(?)” e não permitia que mencionassem o nome do traidor divisionista em sua presença.

Quem acompanha o sindicalismo nacional sabe que toda essa imoralidade de perto de 19 mil entidades sindicais foi montada graças à conivência de corruptos servidores do ministério do Trabalho e Emprego, que tem ainda a responsabilidade de registrar e autorizar o funcionamento de entidade sindicais, fornecendo-lhes a carta de registro.

O sistema sindical brasileiro, criado em 1º de maio de 1943, através Decreto da Lei nº 5.492, com suas mil e uma alterações, durante décadas, uma cópia da chamada Carta del Lavoro (carta do Trabalho) do regime fascista de Mussolini, perdura de forma lastimável até hoje, mesmo com as recentes reformas, com suas aberrações, como a Justiça do Trabalho que, evoluindo no tempo, com suas Juntas de Conciliação e Julgamento, abriga hoje formidáveis ministros, com um consumo de recursos da ordem de 18 bilhões de reais por ano, um negócio difícil de acabar, por falta de coragem.

No caso dos sindicatos de trabalhadores, em todo mundo, as categorias profissionais são obrigadas a ter o registro para comprovar suas profissões. Nenhum trabalhador nos Estados Unidos ou na Europa é mestre de obra, pedreiro, armador, marceneiro, pintos, o chamado faz tudo, como no Brasil.

Nos Estados Unidos o chamado “faz tudo” brasileiro que, com um ajudante faz uma casa sozinho, do alicerce á cobertura, com instalações elétricas, sanitárias, etc. lá não existe esse “bicho” que trabalha clandestinamente, com tanta sabedoria e competência.

Nos chamados centros empresariais, funcionam lá dentro o chamado Registro Empresarial, uma espécie de Junta Comercial no Brasil. Lá, esses serviços são realizados pela iniciativa privada, para poder sustentar as corporações empresariais.

Aqui no Brasil a criação de milhares de sindicatos de trabalhadores foi com objetivo de engordar seus dirigentes com a contribuição salarial compulsória, que tornou-se facultativa com a edição das recentes atribuições da Reforma Trabalhista – Lei 13.467, de 13 de julho de 2017, quando os legisladores deveriam ter extinto, também, a Justiça do Trabalho.

Nenhum país de força de trabalho organizada funciona sem um sistema sindical, não como a esculhambação brasileira, que gerou a formidável delegação como a CUT, Força Sindical e outros mecanismos de apoio a governantes sem escrúpulos. Merece aplausos a decisão da mudança na legislação trabalhista, mas é preciso que se pensem em organizar a política sindical. Não pode o trabalhador viver sem seu sistema corporativo, mas precisa ser decente e organizado.

 

 

 


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Burocracia em números

29/12/2018

 

 

 

Toda essa impressionante trajetória da burocracia brasileira começou lá nos primórdios da divisão do país em Capitanias Hereditárias, com a distribuição de carimbos, aos montes, com os novos donatários, como meio de ganhar dinheiro, sem fazer força com seus malditos familiares.

 

A GAZETA, na sua edição do dia 19 de dezembro, na sua página de Política, trouxe a seguinte manchete: “No Espírito Santo” a Máquina Pública cresce mais que a média do país - Em 21 anos, o total de cargos públicos subiu 239% nos municípios (Executivo e Legislativo). Já no Legislativo, Executivo e Judiciário estaduais, de 1995 a 2016, o aumento foi da ordem de 69,5%, quando a média nacional estadual foi da ordem de 28%.

 

O país tem, ao todo, 12 milhões de servidores públicos, sendo que 6,5% estão nos serviços públicos municipais, onde a média salarial desse descomunal contingente alcança R$16.000,00, quando na iniciativa privada a média é de R$2.2000,00 (dois mil e duzentos reais).

 

Dentro da expectativa de vida da população nacional, 66% em 2030, esse formidável contingente humano deve ter sido substituído por outro, na média de 1,6% dos que morrerem. Dos 66% hoje vivos, não alcançarão, até 2030 a transformação do Brasil num país decente, sem 73 entidades diversas, ONGS, Sindicatos fantasmas, centrais sindicais inexistentes e autarquias as mais diversas, para extorquir os contribuintes e empreendedores.

 

O Brasil é “um mundo à parte”, onde imperam os mais estúpidos cartórios, as mais extravagantes justiças, como a do Trabalho e a Eleitoral, e uma multiplicidade de carimbos que, além de extorquirem recursos dos contribuintes, emperram o desenvolvimento econômico, onde um investidor explora entre 5 e 10 anos para tirar a licença de um empreendimento capaz de mudar o PIB nacional, como no caso das hidrelétricas, impedidas de serem construídas, fazendo com que as chamadas centrais elétricas produzam a energia mais cara do mundo.

 

No tempo “antigo”, o crescimento da arrecadação de impostos era feito através do aumento vegetativo da população, hoje é feito ao sabor da incompetência de um negócio chamado de Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), fábrica de criação de alíquotas as mais estúpidas, formas mirabolantes de impostos, como a substituição tributárias, pagamento de imposto antecipados, na fábrica, fora do Estado, quando o sistema de impostos é de Circulação da Mercadoria.

 

Dos 12 milhões de servidores públicos espalhados pelos estados e municípios brasileiros, com as mais estúpidas regalias e irremovibilidade e garantia de emprego do mundo, nos transformam em rebotalhos de indecências, fruto da incapacidade gerencial dos nossos dirigentes, notórios criadores de sinecuras.

 

 

 

 


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