Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Crepúsculo dos deuses

23/06/2018

 

Continuo (do jeito que andam as coisas) não acreditam que vão ocorrer eleições no Brasil, em outubro próximo. Se ocorrerem, vamos assistir um negócio interessante, o crepúsculo dos deuses da política brasileira. Vai ser um formidável enterro de uma coletividade que precisa ser banida da vida pública. Chega de exploração, de vilania, de roubalheira, de sarcasmo do aproveitamento uma sociedade formada na dependência da Bolsa Família, do emprego vitalício, da irremovibilidade, do escarneio ao contribuinte, dos investidores.

Se pouco ou quase nada entendo desse tipo de política, depois de ver se eleger nos Estados Unidos Donald Trump, enfrentando todo sistema de mídia, o mais importante do mundo, tudo pode acontecer.

Vamos nos munir de uma rede de informações, buscando transmitir apenas a verdade, através dos meios de comunicações sociais. Ninguém, nenhum sistema político suporta uma campanha pelo sistema montado através da internet. Cada dia que passa, as redes vão ganhando mais robustez, mais adesões. É incrível a velocidade das comunicações. Em segundos, os aparelhos celulares estão recebendo ou transmitindo informações de forma silenciosa, revolucionando o mundo.

Outro dia, através das redes sociais, perto de três milhões de pessoas estiveram reunidas numa parada gay na av. Paulista. Há cinco anos ninguém imaginava que era possível chamar tanta gente a um encontro através das comunicações sociais, sem qualquer interferência de governos ou de redes de transmissão da mídia chamada de oficial.

O receio é tão grande, da mídia social, que os meios de comunicação entraram com medidas judiciais impondo restrições às comunicações via WhatsApp, com medo das redes sociais, do seu poder de demolição.

O político é, por excelência um cara de pau, adora um elogio, ainda mais se vem através de um óleo de peroba...

Com o despontar do deputado Jair Bolsonaro, candidato à presidência da República, toda a mídia oficial está no pelo dele, os mais importantes órgãos aos mais modestos, criando mentiras, coisas que existiram, mas de outra forma, apenas com o objetivo de demolir sua candidatura.

Chegamos no Brasil a um estado de delinquência insuportável. Vejam que, com a ascensão da candidatura de Bolsonaro, querem porque querem retirar o Lula da cadeia, onde foi condenado por roubo, para ser candidato, numa pressuposição mentirosa que ele tem voto, 35%, como dizem.

Cometam esse desatino, coloquem o Lula nos palanques da imoralidade, que ele vai perder feio para o deputado Jair Bolsonaro. É preciso mudar o Brasil, vem aí o crepúsculo dos deuses da política, da classe mais moral da face da terra.

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo

Repelindo abusos

22/06/2018

 

Ao meio de tanta notícia ruim, uma notícia boa. Na chamada indústria dos “danos morais”, magistrados capixabas negam indenizações a dois mil clientes que mentiram, com os mais tolos pedidos.

Faz pouco tempo denunciei aqui fatos que estavam ocorrendo nos municípios de Linhares e Colatina, onde surgiu uma espécie de indústria de ações por “danos morais”. Pelo volume, tinha alguém certamente por trás dos autores.

O negócio funcionava mais ou menos assim: o freguês ia a uma loja, mais especificamente ao supermercado ou farmácia, adquirir um produto e, na hora do pagamento, a máquina recusava o cartão, invariavelmente sem fundos, crédito para ser aceito. Diante da recusa do caixa em permitir a saída do freguês com as compras, estava criado o tumulto, indo a queixa parar na justiça.

O juiz Paulo Abiquenem Abib, do 4º Juizado Cível de Vitória, acredita que hoje em dia as pessoas pedem danos morais por tudo. “Cinquenta por cento dos consumidores têm razão e os outros 50%, não”, diz. Para o Dr. Abiguenem o número de ações tenderá a crescer ainda mais em épocas de crescimento de vendas.

O juiz Marcelo Pimentel acredita que uma penalidade financeira coibiria o que chamou de “indústria de danos morais”. “Tem de haver uma conscientização, mas acho que isso só vai começar a surgir efeito quando doer no bolso. O brasileiro é assim: começou a multar, ele aprende”, comentou o magistrado em suas declarações ao jornal A Tribuna.

O negócio é que, no Brasil, no Estado Espírito Santo, raros magistrados têm a necessária competência, acuidade, para entender a sabedoria dessa marginalidade que não perde uma oportunidade para dar seus golpes.

Em Linhares e Colatina foram vários, seguidos, precisando a interferência da Corregedoria do Tribunal de Justiça que agiu de forma incontinente, para afastar o absurdo. Dizer que não ocorram fatos que merecem a ação da justiça seria negar o óbvio, mas não é assim, por culpa de uma máquina que rejeita um cartão que vai se abrir um processo por danos morais a quem estava enganando e, no final, à própria justiça.

A mente humana é de uma fertilidade incrível. Ela é capaz aos maiores absurdos para se beneficiar. No caso presente, em Vitória, a capital do Estado, a Justiça está devidamente instruída para repelir tais absurdos, em busca de um dinheiro fácil.

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   1987 1986 1985 1984 1983 1982 1981 1980 1979 1978   Anteriores »