Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Pés no chinelo

29/03/2018

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

Sou morador de Vitória e, confesso, não me vejo morando em outro lugar, muito embora há 60 anos passe os fins de semana em Guarapari, como uma espécie de fuga, mudança de ares, para refrescar a cabeça.

Tenho, há anos, acompanhado as discussões sobre a criação de um Parque Tecnológico, em área no distrito de Goiabeiras, sem muito resultado, porque não existe uma “vocação” para a capital do Estado ser possuidora de uma área industrial, principalmente para o campo tecnológico, por estar fora do chamado eixo do desenvolvimento nacional, hoje São Paulo e Paraná, mais receptivos ao desenvolvimento industrial de qualidade.

É verdade que a arrecadação dos municípios caiu muito, com a queda de alíquota destinada aos participantes do Fundap, graças à pressão do Estado de São Paulo, que não quer ver nenhum estado crescer, a não ser ele.

A falta de um estudo de viabilidade técnico –econômico para se implantar na ilha de Vitória um Parque Tecnológico, me parece um erro lastimável. Só assim iriamos conhecer vocações e potencialidades para a criação de um projeto de tal ordem. Não se transforma uma região eminentemente residencial em industrial (tecnologia de ponta) sob um simples desejo político.

Vitória não pode despontar como centro tecnológico numa área de 332 mil metros quadrados, em disputa entre os interesses da comunidade, que quer mais residências e de autoridades que sonham com uma espécie de indutor do desenvolvimento econômico, o que me parece irreal, haja vista que há 26 anos se discute se sai ou não o tal Parque Tecnológico do papel!

A impressão que tenho é que as autoridades federais, estaduais e municipais residentes na Grande Vitória não saem de carro, a pé ou de ônibus, à noite. De dia, já começa a ser uma temeridade. De noite, um suicídio. Comumente, assistimos, após as 19 horas, ônibus parados em avenidas sendo revistados pela Polícia Militar. Sejamos francos, vale a pena sair pelas ruas da nossa cidade?

Quem passa pelas avenidas Leitão da Silva, Vitória, Rio Branco e outras, à noite, após as 20 horas, dificilmente pode para em sinal, para não sofrer nas mãos de assaltantes. Não sei avaliar como sairemos dessa monumental onda de criminalidade. O país está se tornando inviável, não dá para pensar em Parque Tecnológico sem dinheiro, sem incentivo à indústria e com o assombro da criminalidade.

É bom sonhar com o desenvolvimento, mas com os pés calçados em chinelos, não dá...

 


Imprimir | Enviar para um amigo

O poder e os sábios

28/03/2018

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

Em matéria de políticos, o brasileiro, o eleitor, propriamente dito, é péssimo observador. Vejam que, de um simples vereador ao presidente da República, todos que se elegem, com raríssimas exceções, ficam ricos, prosperam com uma facilidade formidável; se transformam em sábios, após tomarem posse (todas sandices que cometem se transformam em coisas brilhantes) e, terceiro, perdem a memória, não sabem para que foram eleitos e não querem sair mais do poder...

Meu pai dizia: “A cada dia que passa, você tem obrigação de ser mais inteligente, pelo que vai aprender no dia a dia, lendo ou estudando”.

Certa feita, um administrador público, desses inteligentes que nos rodeiam, me fez uma pergunta, uma única: “Se você estivesse no meu lugar (que ideia!), qual a medida que tomaria para desenvolver a Grande Vitória? ” Convocaria empresas de planejamento para fazerem um projeto de uma linha férrea em toda orla do Estado, margeando a Rodovia do Sol, por exemplo. Só faria isso! Atrairia o desenvolvimento.

O administrador voltou a me perguntar: “Você já deu esta idéia para alguém?” Não senhor. Nunca me fizeram tal pergunta. “Agradeço ficar em sigilo. Vou examinar sua ideia...”

Agora mesmo, com a proximidade das eleições, apareceram as promessas. Não terminam uma rua que começaram a esburacá-la há 10 anos, como podem construir uma dezena de portos? De onde vem tal montanha de grana?

Um desses sábios da nossa política, num encontro com lideranças do comércio, declarou que, um de seus grandes projetos era construir meia dúzia de escadas rolantes para as favelas da capital. Ponderei que teria um custo elevado, por serem construídas ao ar livre, sujeitas às intempéries, manutenção, etc. O sábio não gostou da minha intromissão. “Hoje, esses equipamentos são construídos em aço inoxidável, não enferrujam. Já temos até os projetos encomendados...” Esperei uma oportunidade é acrescentei: Poderíamos ter uma sétima escada rolante. “Para onde”, indagou o sábio. Pra Lula, excelência. Vai ser ótimo para o turismo... Ele ficou puto dentro dos panos com a gozação. Foi uma inutilidade como prefeito...

Os maiores sábios que tivemos, como presidente da República foram Lula, Dilma e Temer de quebra... Que sumidades... Como somos burros, elegendo essa gente...

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   1944 1943 1942 1941 1940 1939 1938 1937 1936 1935   Anteriores »