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Quem são os culpados

27/05/2018

 

Começou o julgamento de militares e mulheres de militares da Polícia Militar que, em fevereiro de 2017 fizeram uma paralisação, impedindo a saída e entrada de veículos e militares dos quarteis e guarnições espalhados pelo Estado.

A greve, uma irresponsabilidade sem precedentes na história do Estado, ocasionou a morte de 219 pessoas por tiro e, decorrido mais de ano, ninguém foi punido ou descobriu-se os autores das mortes.Talvez tenham praticado o suicídio, jogando em seguida a arma fora...

Como testemunha das mulheres acusadas de terem patrocinado a greve, impedindo seus esposos de saírem ou entrarem nos quartéis, até o arcebispo de Vitória, Dom Luiz Mancilha foi convidado como testemunha de uma das mulheres acusadas de responsáveis pelo movimento.

O negócio é o seguinte: quem suporta viver num Estado onde sua força de Segurança Pública entra em greve, vê empreendimentos comerciais e industriais serem destruídos pela ação da marginalidade, 219 pessoas mortas, sem culpados, fazendo com que a coletividade, acusada, ficasse reclusa em suas casas, os estabelecimentos comerciais sem funcionar, as escolas paralisadas e, agora, na hora do julgamento, todos se transformam em santos, sem culpados. E um milagre, daí a convocação do arcebispo para depor como testemunha de um dos mais indecentes episódios da história da administração pública do Estado do Espírito Santo.

Pode até, que alguém, com muito boa vontade acredite na reabilitação da Polícia Militar, diante do ato que ela praticou e que durou 20 dias, ou mais com um prejuízo financeiro e moral para o Estado que não sabe como e quando será reconquistado. Empresários que tiveram seus estabelecimentos comerciais destruídos, como perda total, sem jamais poderem se reabilitar economicamente, sem qualquer ajuda do Estado, que se calou diante da formidável tragédia. Como acabará essa história toda? Com a absolvição dos culpados? Simples assim?

Vamos assistir até onde essas coisas caminharão. A Justiça se curvará à base da intimidação? Tudo pode acontecer. Todos sabemos que não é toda Polícia Militar que merece ser recriminada no episódio, mas é preciso que os responsáveis sejam punidos, caso contrário ficaremos à mercê de um bando de irresponsáveis e o Estado fica sem governo, sem dono, sob o comando da marginalidade.

 


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Antro de bandidos I

26/05/2018

Em tempo não muito distante um bairro longe da capital do Estado, com uma rua só, no município da Serra, Jacaraípe, um bucólico balneário à beira mar, na região Norte da capital do Estado, se transformou hoje no centro de maiores homicídios do Estado.

O problema de Jacaraípe é fruto da imaginação dos nossos dirigentes que, imaginando que a região iria se transformar num grande centro empresarial, com grandes indústrias, foram anunciando grandezas que jamais poderiam existir, com foco na propaganda do Estado, a região propriamente, se transformar num poderoso, centro industrial, onde brotariam empreendimentos de toda natureza.

O resultado foi que, em alguns projetos industriais que careceram da presença de muitos braços, a força de atração trouxe mais gente do que era necessário e, sem condições de emprego, essa gente passou a delinquir, a matar para roubar e as estatísticas não perdoam, quando apuram essa formidável tragédia que estamos assistindo.

Vejam, as estatísticas oficiais revelam que, no período de janeiro a abril de 2018 ocorreram 414 assassinatos no Estado. A maioria desses bandidos é originária de Minas Gerais e Bahia, meio a meio, o páreo é duro, entre os estados limítrofes que empurram seus bandidos para o Espírito Santo, pela fragilidade do seu sistema policial.

De acordo com o delegado chefe do Departamento Especializado em Homicídios Proteção à Pessoa (DHPP), José Lopes, ofereceu as seguintes informações, pela alta criminalidade: “O primeiro é a questão policial: Todos sabem que em dias de final de semana a polícia atua em regime de plantão. ”

“Logo, os bandidos acreditam que estão mais livres para poder agir. O segundo fato está relacionado ao alvo dos bandidos. As vezes uma pessoa já recebeu uma ameaça de morte de um desafeto, mas por achar que o domingo é um dia de lazer, esquece a situação, acaba morrendo num acerto de contas”.

A Grande Vitória é, na realidade, um grande depósito de bandidos. É gente ordinária dos mais remotos pontos, sendo que Minas Gerais e Bahia nos privilegiam com maior número. Até bem pouco as informações de estatísticas davam que eles, os bandidos daqueles dois estados, preenchiam perto de 90% das vagas nos presídios.

A criminalidade chegou a um ponto que só com a instituição da prisão perpétua ou pena de morte poderemos minorar a situação. Dizem os entendidos em criminalidade que pena de morte e prisão perpetua não resolve os problemas da criminalidade. Acho que estão certos: nada resolve os problemas brasileiros. Só um terremoto, destruindo tudo...

 


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