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Cai a máscara de João de Deus.

26/12/2018

 

Em tudo tem um porém! Caiu a máscara do safado João de Deus, um embusteiro de marca maior que vivia tripudiando, há muitos anos da sociedade brasileira, daquela parcela tola (infelizmente existe) que acredita em milagres.

 

João de Deus se tornou famoso, repugnantemente famoso e sórdido, num país sem lei (leis que são umas pérolas...), sem justiça, sem Polícia, sem Ministério Público (que tem obrigações de defender os interesses da sociedade) e, quando tem governos, tem rebotalhos.

 

Precisou da coragem, da determinação, das mulheres, que buscaram cura para seus males com João de Deus e encontraram a arrogância de um rufião nojento, desclassificado.

 

Ouvi falar desse patife há muitos anos, quando um amigo, com leucemia, no dia seguinte que chegamos de uma viagem à Argentina, partia para Goiás, para uma “consulta” com o “fazedor de milagres” João de Deus. No dia seguinte à noite, um amigo comum telefonou dando a notícia do falecimento do amigo, fruto de uma incisão que teria sido feita na sua coluna vertebral, levando-o à morte. Seu corpo foi translado em avião particular, altas horas da noite do dia seguinte, quando soubemos da família o relato. Insisti para ingressar na Justiça contra o patife, mas a família não quis, sob alegação de que iria causar um escândalo muito grande e o cara era “famoso”, poderia todo esforço ser em vão e ainda a família do morto arcar com uma indenização, por danos morais, o que, diante do que está acontecendo no Brasil de Lula e Dilma, não ser nada difícil... Olha o Temer...

 

É preciso que as autoridades tomem uma providência enérgica para acabar com a vida torpe desse rufião sem escrúpulos. Embora muito tarde é preciso que se faça justiça, que se coloque esse bandido na cadeia, numa demonstração de que estamos vivendo num país decente. Não importa que João de Deus tenha se transformado num homem bilionário, às custas de suas mentiras, de suas sandices. É preciso que se ponha um fim a certos aventureiros que existem por aí, fabricantes de milagres, engabelando os ignorantes que acreditam em suas patifarias.

 

É lastimável que essas coisas indecentes de João de Deus estejam sendo descobertas tão tarde. É o país em que vivemos, o reino da impunidade, onde as pessoas vestem uma capa de santidade mas que, por baixo dela, escondem refinados safados.

 

Meu pai dizia: “Quando você se deparar com alguém se dizendo e se passando por um santo, honestíssimo, cuidado, por trás dessa máscara se esconde um grande fdp.”

 

Cacete em João de Deus. É o que merece.

 

 

 


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O liberalismo.

25/12/2018

 

Estamos vivendo um estágio nebuloso da vida política nacional. A nossa história democrática, que é recente, nunca viveu uma expectativa igual e, é forçoso dizer, embora frágil a nossa democracia, as possibilidades de mudança para um chamado sistema liberal, como dizem, vai esbarrar nas dificuldades da classe política assimilar o que venha a ser liberalismo político, economia de mercado, liberdade

 

Nasci no Estado Novo, quando era “imperador” do Brasil Getúlio Dornelles Vargas, que dominou a sociedade brasileira com um sistema policial que, estranho, figuras tidas como importantes do país, parece ignorar quem foi o temido caudilho gaúcho, com seus Gregório Fortunato, Beijo Vargas, seu filho torto João Goulart e apadrinhados, como Almino Afonso e outros notórios espertos que eram conselheiros de Jango, que às vésperas de 1964 queriam-no como ditador, em substituição a Getúlio, que suicidara-se com um tiro no peito.

 

De lá para até esta parte tivemos um lampejo democrático, com Juscelino Kubitscheck de Oliveira, mas seu ímpeto desenvolvimentista esbarrou na eleição do seu sucessor, Jânio Quadros, que largou o poder meses depois, numa tentativa imbecil de ser aclamado como ditador, tamanha a expressão da votação que obteve, esmagando o candidato de Juscelino, o general Teixeira Lott.

 

Até hoje o Brasil, em termos democráticos, ainda não se recuperou do porre tomado por Jânio Quadros, quando abandonou o poder.

 

Desde 1985, com a morte de Tancredo Neves, o melhor presidente do Brasil, que morreu antes de governar, até hoje, fala-se muito em democracia, mas ninguém a exerce, por nunca terem realmente noção do que possa ser um estado democrático, com responsabilidades definidas.

 

Depois da cassação do mandato da presidente Dilma e da prisão do ex-presidente Lula, acontecimentos graves da nossa história, tomada por um cansaço moral, alguém acenou com um liberalismo, com a diminuição do Estado e o alavancamento da iniciativa privada, com aceno do desmonte do maior sistema burocrático do mundo, aliado a uma corrupção desenfreada, que pode nos conduzir a caminhos de insatisfações, porque  os que estão no comando da oposição têm aspirações ilimitadas e permanecerão trabalhando, aspirando pela volta ao poder, com seu pagode populista.

 

Nós não conhecemos ainda quem é Jair Bolsonaro, ao que ele se propõe realizar, com seu estafe, embora se sabe que alguns nomes são de notória confiança mas, em qualquer regime presidencialista, quem manda é o chefe da Nação. Nos resta esperar o que o liberalismo irá nos trazer. Tomara que seja de verdade e para ficar.

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA


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