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Gastos públicos revelados.

26/03/2019

 

Quem passou pela manhã de dias atrás, pela Av. Vitória, uma das mais movimentadas artéries da capital do Estado, podia notar que, num canteiro com menos de 20 metros quadrados, se acotovelavam, “trabalhando”, nada menos do que 16 trabalhadores, cortando grama e limpando o canteiro. Quanto custa tal serviços aos munícipes?

A GAZETA, na sua edição de domingo, dia 10 de março, informou que o Estado tem, no seu orçamento, reservado R$ 10,2 bilhões para pagamento da folha de pessoal em 2019, com 54,2 mil servidores e membros ativos. E os inativos?

 

Capengando, financeiramente, de pires na mão em busca de recursos federias ou na ânsia desesperada pelos royalties da exploração do petróleo, o estado de pobreza do Espírito Santo é o retrato do Brasil, exposto à sanha de cruéis administradores que exerceram a magia do empreguismo como forma de sobrevivência política.

 

Todos poderes estão atulhados de chamados servidores públicos, que percebem salários, em certos casos, 16 vezes maiores do que os empregados na iniciativa privada e sujeitos ao recolhimento anual de 70 obrigações fiscais e parafiscais, para terem serviços de péssima qualidade, como se tais prestadores estivessem fazendo caridade. Só o Poder Executivo tem 47.481 servidores ativos.

 

O contribuinte brasileiro tem a má fama de não gostar de pagar impostos. Ninguém gosta de pagar e não receber nenhuma retribuição de volta, numa sangria que vai em torno de 40% daquilo que qualquer pessoa ganha em troca do seu trabalho.

 

O Brasil é um país de contrastes. Certa parcela da sociedade, que se diz politizada, adora ditadores cubanos, venezuelanos, bolivianos, nicaraguenses, detesta os Estados Unidos, mas, adoram morar lá, mesmo sabendo que é onde mais se exige esforço no trabalho, maior assiduidade e produtividade, tem suas fronteiras, seus portos e aeroportos invadidos por ondas de desocupados, amam o imperialismo, como uma espécie de paixão... Estranho...

 

A liberdade é um negócio muito sério e poucas pessoas se apercebem como ela é importante. Só num país com plena liberdade pode ter uma imprensa livre, como faz A GAZETA, publicando dados tão irretorquíveis, absolutamente verdadeiros, mostrando como o Estado brasileiro é perdulário com o que arrecada. Como é ineficiente administrativamente no trato com recursos arrecadados, as vezes delapidados pela corrupção.

 

O valor de uma imprensa está exatamente no exercício de sua liberdade de informar, com a mais absoluta clareza, fiel aos fatos.

 

Os gastos com o pessoal inativo, em 2019 serão da ordem de R$ 3,1 bilhões, daí as obras públicas que só saem nas promessas...

 

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA 

 


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Sindicalismos de resultado

25/03/2019

 

O Sistema Sindical brasileiro é único no mundo em imperfeições. Essa montoeira de sindicatos de trabalhadores, existentes até à reforma trabalhista executada no governo Temer, extinguindo a obrigatoriedade da cobrança de um dia de trabalho anual dos trabalhadores de um modo, geral veio explodir com a vida de milhares de sindicatos.

Vejamos um caso interessante: para ser advogado, exercer a profissão, o indivíduo tem que se registrar na OAB, para ter sua carteira. Se não pagar a taxa anual, não pode advogar. O mesmo acontece com o médico, que tem que pagar sua taxa anual ao CRM, ao engenheiro, ao arquiteto, ao agrônomo, e assim pra  frente.

Está ocorrendo um protesto sobre a cobrança de tais taxas por parte de profissionais diversos, pelo valor absurdo e por nenhum serviço prestado.

Agora mesmo existe um grito muito grande sobre taxas abusivas que são cobradas por prefeituras, Corpo de Bombeiros, cartórios os mais diversos, simplesmente porque tudo se resume numa locupletação indébitas.

No caso da classe política, o sujeito se elege fazendo pregação até de santo homem, mas, depois que assenta o traseiro na cadeira fofa reclinável, no ar refrigerado, sai da frente, porque ele vai botar a bota para funcionar na bunda do eleitor.

Em qualquer parte do mundo tudo funciona como um relógio, preciso, cada coisa no seu lugar. Todos sabem como foram as reclamações dos novos dirigentes da OAB no Espírito Santo. Gastaram tudo, raspando as gavetas para o novo ocupante não encontrar nada.

Está certo. A prática imoral dos governantes distribuindo dinheiro do Fundo Sindical com Centrais Sindicais que nunca tiveram registro, com CUT, MST. MST e Ongs diversas, dá exatamente a monstruosa imoralidade que campeava. Destruir o sistema sindical com objetivo de punir, deixar à mingua centrais sindicais que nunca existiram, como os movimentos de trabalhadores, onde existia um processo de corrupção monstruoso. Nos parece uma irresponsabilidade, prejudicar o sistema sindical que vá lá! Trabalha corretamente.

 

Os sindicatos de trabalhadores ou da área patronal são vitais no campo das negociações e como consultores governamentais, como o são em todo mundo.

Estou meio distante para aconselhar o presidente Jair Bolsonaro para mandar estudar uma fórmula decente de sindicalismo, como o americano ou o francês, por exemplo. Seria prudente, e quem sairia ganhando era o governo, por estabelecer um sistema decente.

O resto é perseguição idiota.

 

 

 


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