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Prédios públicos

25/05/2018

 

A destruição de um edifício em São Paulo, por incêndio, tomado por “moradores sem teto” foi uma tragédia que poderia ser perfeitamente evitada, se nossas autoridades fossem responsáveis pela administração dos negócios públicos.

O edifício em questão era do governo federal e foi cedido à Prefeitura da capital paulista através de um comodato. Pelas características arquitetônicas do prédio, todo de vidro, poderia servir de uso para repartições diversas. Foi sede de várias coisas, inclusive da Polícia Federal na cidade de São Paulo. Jamais, poderia ser ocupada por sem teto, diante das características da obra que não serviam para moradia.

Pelo Brasil tem milhares de edifícios públicos, principalmente, abandonados a própria sorte, cedidos ou adquiridos pelo poder público que, realizaram bons negócios, ou receberam “boas doações”.

Aqui em Vitória, a capital do Estado, institutos de pensões do governo federal – IAPI, IAPC, IAPETEC, etc., estão aí desafiando administradores públicos em mostrar que sabem administrar.

Estamos diante de um bando de irresponsáveis, espertos diversos, que não só receberam edifícios para sua transformação em residências populares mas, premidos pela incompetência ou pela falta de recursos para reforma-los, permitem que sejam ocupados de qualquer maneira...

A cidade grande traz esses problemas de incapacidade de administrar o gigantismo. Foi o que aconteceu com o Brasil, que teve a capacidade de eleger Lula duas vezes e Dilma, mais duas. É muita incapacidade administrativa junta, para desgraçar com o país.

Sob os auspícios do populismo, da incapacidade gerencial ou até mesmo da falta de visão para o futuro, os administradores públicos, infelizmente são premidos pelo continuísmo, da falta de escrúpulos com a coisa que administra mas, presentemente, pela questão do continuísmo. Não sabendo fazer nada, se apegam ao poder de qualquer maneira, fazem miséria, no campo da promessa e, como tomam conta dos partidos políticos, não permitem a mudança de lideranças. Nada resiste à corrupção e à demagogia dessa gente sem escrúpulos.

De uns tempos até esta parte, os administradores públicos deram para construir grandes edifícios, chama-os até de Palácio Disso, Palácio Daquilo e, no meio disso e daquilo, a brutal corrupção, as petrobras da vida, os bancos oficiais afundando em atos de desmoralização. É o caso de se perguntar: até que ponto iremos assistir tudo isso sem um mínimo de reação? Vale o sacrifício, ter essa democracia vagabunda?

 


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A vinda de Bolsonaro II

24/05/2018

 

Ainda não me considero um adepto da candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro, embora nem acredite que vá ocorrer eleição em outubro próximo, mas me impressiona a receptividade que esse moço vem conquistando por onde passa. A impressão que tenho é que ele representa uma espécie de esperança de uma ponderável parcela da sociedade brasileira, principalmente daquela que está enjoada de corrupção e violência.

 

Bolsonaro prega um negócio que a sociedade está clamando: combate sistêmico à corrupção e a violência.

 

O que me preocupa na eleição do sr. Jair Bolsonaro é que ele necessita, para governar, de uma ampla maioria de parlamentares do seu lado. Sabemos que os políticos de todas as tendências são volúveis e se bandeiam para o lado que mais lhe “agrada”, mas é preciso que um governante duro tenha um ponderável número de fiéis adeptos, prontos à toda hora para apoiar suas reformas.

 

O governante mais duro, mais sério, que o Brasil teve durante toda sua história republicana foi o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco. Inquestionavelmente sério, teve o apoio de 100% da Arena, partido que era de apoio ao Movimento Militar de 1964. A força revolucionária da época foi se diluindo à proporção que o endurecimento dos militares ia diminuindo e, foi assim até esbarrarem no governo do general João Batista Figueiredo, onde tivemos a passagem para Tancredo Neves, um civil, avô de Aécio Neves que, não teve o jogo de cintura de enfrentar os desafios políticos que Tancredo soube driblar tão bem. Tancredo foi o melhor presidente da história do Brasil porque não chegou a assumir o poder, morreu antes, daí a história ter parado no tempo, na sua vez de ser presidente. Seria uma imitação de Juscelino Kubitschek de Oliveira mais grosseiro, menos sabido...

 

O ímpeto com que Bolsonaro enfrenta os detratores de sua candidatura, investindo corajosamente contra os jornais, revistas e estações de TV que lhe são contrários é um negócio original. Sabemos que, com sua vitória contará com adeptos que nunca imaginou, mas serão todos oportunistas. Bolsonaro precisa de seguidores de sua política, de sua determinação de colocar o país nos eixos, doa a quem doer.

 

Já tivemos um tipo desse na política nacional, Fernando Collor de Mello, o “Caçador de Marajás”. Os marajás decuplicaram, contaminou até a Justiça, a mais alta Corte, e não tem mais força que possa domar tal corja de aventureiros.

 

Tomara que Bolsonaro dê certo, venha para enfrentar a malta de ladrões que tomou conta da política brasileira.

 


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