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Limpando o nome.

12/11/2018

 

Recente, o candidato postulante à presidência da República, o cearense Ciro Gomes fez promessa de tirar do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) 66 milhões de pessoas inadimplentes com suas compras em empresas comerciais. O candidato saiu com uma porção de explicações bobas, como iria financiar caloteiros que não pagam suas contas em dia. Negócio de maluco...

 

Estamos realmente no país da piada pronta. Como pode, surgir do nada, um candidato à presidência da República prometendo saldar dívidas de caloteiros? Para felicidade do Brasil o sr. Ciro Gomes não se elegeu e, pelo que imagino, não se elegerá jamais a coisíssima alguma, nem a coveiro de cemitério de sua cidade...

 

Agora, aqui em Vitória, está anunciado um “Feirão das CDLs”, de 4 a 8 de dezembro, com a participação de bancos e lojas, que vão atender 15mil devedores, chamados de “clientes”.

 

Há 50 anos, em companhia de Humberto de Freitas Cossatti, gerente da antiga Mesbla, criamos o CDL  de Vitória e, depois, outros pelo interior, com o apoio do velho amigo, Curuminas Ruiz, argentino, que era o presidente da Mesbla, no Brasil.

 

Os CDLs prosperaram e se tornaram grandes organizações,  com seus SPCs (Serviço de Proteção ao Crédito). Confesso, não sei como pode promover-se um mutirão para abater dívidas de clientes que não honram seus créditos, suas assinaturas. O crédito deve ser uma questão de honra e não um instrumento de negociação com desonrados.

 

Certa feita, por circunstância de amizade, avalizei para um amigo uma quantia razoável. A empresa dele faliu e tive que vender coisas para ajudar a saldar uma parte. Com o tempo, ele me ressarciu, mas aprendi uma lição: nunca mais avalizei para ninguém.

 

O brasileiro não gosta de pagar contas inerentes às suas responsabilidades. Tem famílias de posse, que não pagam o colégio dos filhos, a água e a luz que consomem, fazem “gato”! Depois vai para o “mutirão”, para quitar a dívida, limpar o nome, para sujá-lo novamente?

 

Não sei se os tempos estão mudados ou quem ficou parado no tempo foi eu! Não gosto de bancos. Meu pai dizia que gerentes de bancos e delegados de polícia são muitos semelhantes, Um,  cobra até o que você não deve e, o outro, prende você, as vezes sem motivos.

 

Não sou um amante dos Estados Unidos. Não estou entre os brasileiros doidos por morar lá, viver fazendo compras, mas admiro como os americanos respeitam as leis. O voto nos Estados Unidos não é obrigatório. Você vota em casa e pode mandar seu voto antecipado ao dia das eleições pelos Correios. Mas presta atenção: não vote duas vezes. Quem age assim, vai preso.

 

 

 


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Sinecuras

11/11/2018

 

Há esperança. Dizem que o Brasil tem jeito. Encontramos um presidente sem rabo preso, sem estar condenado por qualquer tipo de falcatruas e, como não têm nada para dizer de Jair Bolsonaro, próximo presidente da República, a partir de 1º de janeiro de 2019, taxam-no como Hitler, por entender que todo bandido dever ser morto. Quem acha o contrário?

A determinação do futuro presidente é diminuir o que chamamos tamanho do Estado. Imagine, de cada 100 reais que nos tiram de impostos, 80 são destinados a pagar a folha do funcionalismo público (ativo e inativo). O Estado do Espírito Santo, por exemplo, tem 24 secretarias, autarquias diversas, empresas chamadas de direito público. Como todos estados, sinecuras diversas.

Na verdade, o Brasil precisaria ter apenas seis ministérios: Fazenda, Planejamento, Agricultura, Indústria e Comércio, Segurança Institucional e Defesa.

Pretende o novo presidente extinguir uma penca de ministérios diversos, entre eles, o do Trabalho, criando uma tremenda celeuma entre correntes cutistas diversas, onde assentam sinecuras diversas. A propósito da extinção do Ministério do Trabalho, me vem à lembrança a figura do presidente João Figueiredo. Murilo Macedo era ministro do Trabalho e levou ao presidente um fato gravíssimo: os servidores do Ministério do Trabalho entraram em greve, por tempo determinado. Figueiredo, com aquele jeitão seu, exclamou: “Qual o problema! O Brasil vai parar? ” Murilo disse que era a primeira vez na história o Ministério do Trabalho entrar em greve. O pessoal estava acampado na rua, em frente ao Ministério. Figueiredo pediu para Murilo tirar merecida férias. “Quando chover, os grevistas correrão de volta para o ar refrigerado, o conforto, o cafezinho”. Foi dito e feito. Na primeira chuva a greve terminou e o Brasil não se acabou...

Outro dia saiu que o país gasta R$18 bilhões com a Justiça do Trabalho e, nas suas decisões, os trabalhadores são beneficiados com apenas R$ 8 bilhões.

O Brasil é o segundo maior produtor de soja do mundo. A maioria produzida é exportada in natura. A Argentina produz menos e ganha mais nas exportações, porque industrializa sua produção.

Vejam, não produzimos a maior parte vem de fora, trigo, arroz, milho, feijão, cebola, alho e outros produtos essenciais à alimentação do povo.

Não temos zoneamento agrícola, financiamento da produção de essenciais, mercado regulador, armazenamento, política de incentivo à fixação do homem ao campo e criticamos (nossos comunistas) que Europa e Estados Unidos incentivam a produção, a fixação do homem ao campo, como se tivéssemos alguma coisa, como o vizinho administra a vida de sua família.

Chega de sinecuras.

 

 

 


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