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Esquecimento e crueldade

26/03/2020

Não precisa ser muito antigo, para reter na lembrança o Ginásio São Vicente de Paulo, na Cidade Alta, em Vitória, ao lado da mais importante Loja Maçônica do Estado, fundado em 1913 pelo professor Aristóbulo Barbosa Leão, o “Professor Tobinha”, como era carinhosamente chamado pelos alunos, passando por ali importantes vultos da história política, administrativa, da Justiça, medicina, etc.

Aristóbulo Barbosa Leão nasceu em 1887 no município da Serra e pertencia a uma das mais ilustres famílias de intelectuais do Estado, lecionando grego, latim, francês e português. Conheci, na intilidade o notável educador, que foi um dos grandes amigos do meu pai.

O velho Ginásio São Vicente de Paulo, pelo que se sabe, foi doado à prefeitura de Vitória que, na época, prontificou-se a preservar a obra, com objetivo de continuar servindo às novas gerações. Não deve ter imaginado, contudo, que tudo que cai nas mãos do poder público se transforma em merda. Embora se situe num dos lugares mais nobres da cidade, ao lado de uma das edificações mais antigas, a Loja Maçônica, sede do Grande Oriente no Estado do Espírito Santo, cerca de 300 metros do Palácio Anchieta, o Ginásio São Vicente se transformou num depósito de drogados, invadido, abandonado à própria sorte, como tantos edifícios públicos. É a marca registrada da irresponsabilidade, um verdadeiro aniquilamento ao sonho do Professor Tobinha e do seu irmão, Kosciuszko Barbosa Leão, também nasceu no município de Serra, em 12 de setembro de 1889, sendo emérito advogado e professor também do educandário.

A vida dos irmãos Barbosa Leão, com seu Ginásio São Vicente de Paulo é uma verdadeira epopéia de altruísmo, educação e da sublime arte de servir, o que faziam com dignidade e amor.

A “Transformação” do Ginásio em depósito de drogados, que construíram com tanto sacrifício, não se constitui apenas numa indignidade, é uma crueldade que se pratica contra a história, a cultura do Estado, uma lastimável falta de reconhecimento, de amor a quem tanto fez pela educação da nossa juventude.


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Abuso de poder.

25/03/2020

 

Todo cuidado é pouco, no campo da profilaxia pessoal para evitar a contaminação pelo coronavírus  (Covid-19), mandando as recomendações médicas que as pessoas se isolem, se protejam de contatos, de abraços, de relações bem próximas, dentro de um prazo estabelecido, para evitar contágios, principalmente pessoas com mais de 60 anos, notadamente as com baixa imunidade.

 

Como todos estados brasileiros as autoridades capixabas passaram também a tomar iniciativas, como suspensão de aulas, reuniões com número superior a 20 pessoas  (o governador Renato Casagrande, ao tempo que proibia reunião, reuniu-se com 350 pessoas), caindo as redes sociais de pau e pedra sobre seu lombo.

 

Afastando corpos, buscando o ar livre ou embora o isolamento caseiro, as pessoas que necessitarem trabalhar devem ter o máximo cuidado nos relacionamentos.

 

Com medo do noticiário alarmante, onde dá a impressão que o Covid-19 é a pior desgraça do mundo, as autoridades, por questão políticas, aparecer de qualquer  maneira, passaram a  suspender o funcionamento dos chamados Shoppings do Espírito Santo, permanecem fechados por 15 dias. As lojas estão vazias, pouca gente nas ruas, todo mundo com medo de morrer, pelo alardeamento exagerado da TV sobre um vírus que não tem mais do que oito dias de vida, que não suporta temperaturas ambientais elevadas, como de grande parte do território nacional, mas com um poder de disseminação terrivel. Fechar cinemas, casas de reuniões, igrejas, templos diversos, tudo bem. Fechar lojas comerciais é uma burrice e tanto . Com um agravante, o Governo do Estado não tem poderes para fechar estabelecimentos comerciais por medida sanitárias. O poder de Polícia é da Prefeitura de cada Município. Fechando, quem paga o lucro cessante, o salário dos empregados, o aluguel?

 

As redes sociais caíram de pau sobre o governador a respeito de sua idéia de transferir para prisão domiciliar presos os mais perigosos, para impedir contaminação pelo coronavírus, por terem mais de 60 anos.

 

No meio do que deveria ser uma proteção importante, para, a sociedade, fazem tudo o inverso. Sabemos que o Espírito Santo é um dos estados mais pobres do país. Sabemos igualmente que o Espírito Santo se rivaliza com grandes estados, no campo da criminalidade, com “depósitos” em nossas favelas dos maiores bandidos do Brasil.

 

É muito difícil entender-se, onde caminha tanta irresponsabilidade.

 

 

 


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