Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



O custo Brasil I.

19/10/2021

 

Existem três máximas em nossas vidas que devemos refletir, leva-las em consideração: “Nada dura para sempre” “Mudar é uma arte”, “Quanto mais você fala, mas perde tempo, e ninguém guarda o que você falou”.

 

Ser empresário no Brasil é ser malabarista, idiota, corajoso ou aventureiro. Para as autoridades, ladrões!

 

Com a pandemia provocada pelo coronavirus o Brasil perdeu DOIS MILHÕES de estabelecimentos – comerciais, prestadores de serviços e industriais-; perto de 200 mil estabelecimentos – bares, restaurantes e hotéis, pousadas – fecharam suas portas. Quantos foram reabertos? Quantos empregos perdidos. Quantas pessoas se suicidaram?

 

Quando o indivíduo – aventureiro – cisma em se estabelecer como comerciante, empresário de qualquer ramo, tem que “caçar” no dia seguinte um contador e um advogado. Essas duas figuras são altamente necessárias, porque caberá ao contador, o primeiro “empregado” a ser contratado, organizar a papelada para a empresa abrir suas portas; o advogado para defender o empresário da ação dos malditos fiscais de plantão dos mais variados setores burocráticos federais, estaduais e municipais. Esses dois profissionais “comem” na mesa e dormem na cama com o empresário de forma invisível, mas não os que melhor se alimentam. Não assumem risco, responsabilidades.

 

O Brasil tem, hoje, 71 obrigações fiscais e parafiscais. Todas essas siglas criadas pela maldita burocracia formam uma cadeia de impostos, afora taxas de organizações públicas prestadoras de “serviço” que somam em torno de 34% do chamado Custo Brasil. É quanto pagamos do que ganhamos, das mais diversas fontes de consumo, para sobrevivermos.

 

O leitor, empresário, pouco afeito a números, a imaginar que dormem com ele na mesma cama o contador e o advogado e mais 71 obrigações fiscais e parafiscais deve indagar: “E nos outros países? ” Nenhum país do mundo ostenta a monstruosa máquina burocrática que o Brasil tem. Raros, meia dúzia de obrigações (serviços essenciais).

 

Até a década de 60 o empresário tinha sob sua responsabilidade um sistema de pagamento de impostos – IVC – Imposto sobre vendas e consignações-, que foi substituído pelo ICM, mas, depois, ao término do chamado Regime Militar, acrescentaram o S, de serviço, na sigla ICM, que virou ICMS e criou-se um tal de Conselho Fazendário, pela força produtiva de São Paulo, que passou a manipular os aumentos do ICMS, criar as chamadas cobrança de impostos em cascata. O imposto – ICMS – deixou de ser Imposto sobre Movimentação de Mercadoria (e Serviço) para ser cobrado até, criminosamente, como substituição tributária (antes do produto sair da fábrica) o produtor tinha que cobrar o imposto do comprador e devolvê-lo imediatamente ao chamado Estado Produtor do bem.

 

Para sobreviver, no Brasil, o empresário, através dos seus dois “sócios” (o contador e o advogado), dentro do emaranhado de milhares de regulamentos e leis, muitas as mais estúpidas, têm que sobreviver à base de trampolinagens.

 

Herdeiro de uma excelente fortuna um novo empresário de Linhares, Espírito Santo, ao assumir, por sucessão, os negócios do pai, disse que para não se aborrecer iria cumprir à risca, todas obrigações fiscais e parafiscais. “Muito bem”, disse-lhe. “Assina aqui: “Assina aqui, onde eu escrevi num pedaço de papel: “Minha empresa vai durar apenas um ano”. Fechou as portas. Era impossível ser absolutamente correto, no Brasil, um país nada sério.

 

Agora, há coisa de pouco mais de dois anos, apareceu um ministro da Economia, Paulo Guedes, e me surpreende saber que continua ministro, com suas idéias revolucionárias de transformar o Brasil numa nação de economia moderna, suportável. Com todo respeito que tenho ao ilustre economista, o tempo vai passar e ele não realizará as reformas econômicas necessárias porque o antagonismo, a desonestidade, os descompromissos com a nação imperam nos nossos chamados homens públicos. Quem aguenta o Congresso e a nossa Justiça.

 

Não tenho qualquer contrariedade quando me chamam de totalitário, e outras besteiras, mas o Brasil só acertará seu passo com muita educação de sua sociedade, mudança radical no seu sistema tributário e fiscal e cadeia de verdade para os políticos ladrões.

 

Nada dura para sempre. Mudar é uma arte, mas as vezes é preciso o auxílio da força.

 

O Brasil ainda vai passar por um grande trauma... social!

 

 

 

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo

Questo de coragem II.

18/10/2021

 

Tive um amigo prefeito de Cachoeiro de Itapemirim (conhecida como Capital Secreta do Mundo), onde, às vezes, ocorrem coisas estranhas, fruto de sua política, muito semelhante em certos municípios.

 

Esse amigo me perguntou, se eu fosse prefeito da cidade, o que faria por ela? Respondi que imaginaria cinco coisas mais importantes para a vida da sociedade e partiria para concebê-las.

 

A primeira coisa era proceder a regularização da vasão do rio Itapemirim, dividindo o curso do seu leito, com a construção de barragens e, cada trecho regularizado, com comportas, promoveria o desassoreamento de cada lago, diminuindo acentuadamente o calor de 42º da região e promovendo uma série de atividades, inclusive o turismo e a pesca.

 

O amigo prefeito ficou assim meio estupefato com minhas idéias, até com os rabiscos que fiz num papel trazido pelo garçom. “Vai ser um negócio caro! ” Mas reclamei que era o futuro, palavra que político odeia.

 

Lá no meu São Mateus o rio Cricaré, quando ocorrem secas, uma lâmina de água salgada, por ser mais pesada do que a doce, com a maré alta sobre pelo leito do rio até o lugar da captação de água para o abastecimento da cidade, provocando tragédias até políticas, como a eleição do Daniel da Açaí, recentemente preso, pela prática de negócios ilícitos, na condição de prefeito. Alertei as autoridades sobre a construção de uma barragem de contenção da língua de água salgada e que fosse feita a captação de água potável para a cidade acima (a montante) da barragem. Alguns deram idéia de dessalinização da água e o homem do açaí foi eleito e reeleito, simplesmente por uma questão de burrice.

 

Qualquer administrador público bem-intencionado deveria imaginar três a cinco coisas importantes, exequíveis, nas suas realizações e fazê-las. Infelizmente, cada qual, a seu modo, quer atender este ou aquele apelo da chamada “comunidade” as coisas mais importantes ficam no esquecimento.

 

Foi por volta do ano 1470, por aí, que governantes europeus se uniram para construir comportas para regularização do rio Danúbio, transformando-o na maravilha que é hoje.

 

Falta colocar o raciocínio lógico para funcionar. Olhar para o futuro.

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   2595 2594 2593 2592 2591 2590 2589 2588 2587 2586   Anteriores »