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Que país é este?

24/03/2019

 

Francelino Pereira, ex-governador de Minas Gerais, diante das imoralidades da política nacional cunhou uma expressão que tem sido motivo de indagação até os dias presentes, mais do que nunca: “Que país é este? ”, bordão que todos nós repetimos, contra tudo e contra todos.

 

Qualquer nação que se preze tem uma Suprema Corte onde estão reunidos os homens mais notáveis em questões de direito, de justiça, convocados para decidirem assuntos que extrapolam à capacidade decisória de tribunais comuns e que chegam à última instância, para uma decisão final, como os casos de interpretações constitucionais.

Quando posso, digo sempre que não entendo de justiça, mas sou um mestre no direito. O direito é um negócio inalienável, não pode ser torcido ao sabor dos mais estúpidos interesses.

Dia 17 de março de 2018 multidões foram às ruas pedir o impeachment de ministros do Supremo Tribunal de Justiça do Brasil, por vários motivos que, analisá-los se tornaria um negócio humilhante para os que estão com suas ações (ou decisões) questionáveis pela sociedade brasileira, a partir de grupos de procuradores públicos que estão realizando um trabalho importantíssimo, nos chamados processos lava-jato, afora participações de procuradores os mais diversos espalhados pelo país, nas esferas federal e estaduais, com relevantes serviços prestados à moralidade pública.

As chamadas redes sociais de comunicação têm hoje uma fundamental importância no campo das pressões sociais. Não precisou de ninguém para convocar o povo para vir para as ruas em protestos monumentais em praça pública.

Qualquer observador da vida nacional fica estarrecido diante do desabafo histérico de algumas figuras do Supremo Tribunal Federal, a partir do ministro Gilmar Mendes, questionado pelas suas improbidades na posição de magistrado que ocupa.

 

Perante grande concerto de nações civilizadas que compõe o Brasil, principalmente agora, quando seu povo prudentemente se viu livre de governantes como Lula, Dilma e Temer, simplesmente imorais na nossa história política, que irão pensar de nós, povo, diante do estado de execração moral a que chegou nossa Suprema Corte?

Algumas vozes, bem autorizadas estão alertando de maneira severa o Supremo Tribunal Federal. É bom lembrar a esses magistrados sob a mira de protestos os mais violentos, que o Brasil não é uma Venezuela. Podemos ter acontecimentos desagradáveis, se esse pessoal não se comportar direito.

 

 

 


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No país do futebol

23/03/2019

 

Se você quiser ter uma casa (conhecida como o túmulo da vida), um carro, um sítio, uma fazenda, um avião, deve trabalhar duro para obtê-los honestamente.

Existe no nosso Brasil um negócio chamado de “patrocínio”. Se você quiser fazer uma festa e sua casa não dá e precisa alugar um espaço para tanto, quer que uma dessas casas de festa o faça por cortesia, ou não quer pagar o aluguel que quem o construiu tem alugado a terceiros.

Você escolhe para se operar o melhor médico, o melhor hospital, o melhor plano de saúde, mas não quer pagar a conta. Bota o filho para estudar no melhor colégio, mas não paga a mensalidade.

Em Minas Gerais, coisa recente, romperam-se duas imensas lagoas, utilizadas para depósito de rejeitos de mineração, da Samarco e da Vale do Rio Doce. Na mesma região tem mais umas 80 lagoas, em idênticas condições. Morreu muita gente inocente, destruiu fauna e flora, rios, lagos e, interessante, não existem culpados. Quem fiscaliza esses poderosos grupos? O bispo? O padre da paróquia de Mariana? Ibama, Iema? sei lá!

Ao meio dessas cínicas tragédias, ocorreu uma mais estranha, no Ninho do Urubu, Centro de Treinamento do Flamengo, o clube do futebol com maior torcida do mundo (o que dizem!)

A história do incêndio no Ninho do Urubu, que matou dez jovens atletas, sufocados pela fumaça e chamas do incêndio é resumida na seguinte pouca vergonha que assola o país do futebol, do carnaval e da corrupção endêmica que, dizem, no mundo não tem similares: foi uma fatalidade!

Vejam as notas da imprensa:

“Local de um incêndio que deixou dez atletas adolescentes mortos e três feridos na sexta – feira 08/02/19, o centro de treinamento Ninho do Urubu, do Flamengo, recebeu R$10,4 milhões, em valores corrigidos pela inflação, por meio de um programa de renúncia fiscal do estado do Rio de Janeiro.

Em 2013, o clube obteve do governo estadual autorização para captar R$12,6 milhões, conseguindo R$7 milhões até o ano seguinte.

Os contribuintes foram a cervejaria Ambev e a empresa de materiais de construção Lafarge. O dinheiro permitiu levar adiante o projeto do CT, ainda não concluído. Nos programas de renúncia fiscal, as empresas são autorizadas a descontar dos impostos que devem o dinheiro destinado a programas previamente aprovados. Já o clube deve prestar contas do uso da verba. A diretoria do Flamengo prevê que o Ninho do Urubu vá estar pronto até dezembro.

O Flamengo também recebeu aval da União, em 2006, para buscar R$3,1 milhões pela lei de incentivo ao esporte para o projeto Futebol Rubro-Negro, com objetivo de promover a formação de jogadores não profissionais. A única contribuição foi da Avon, empresa de cosméticos, que deu R$250 mil. O Flamengo não confirmou se esse investimento foi feito no CT do clube.

Outros clubes brasileiros utilizaram a lei do incentivo ao esporte. O São Paulo, por exemplo, captou cerca de R$14 milhões (R$17,2 milhões atualizados) para construir seu CT em Cotia, além de R$7,6 milhões (R$11,7 milhões atualizados) para a manutenção do local entre 2008 e 2011. Em 2015, o Corinthians fez a captação de R$3 milhões (R$3,8 milhões atualizados) para a construção do seu CT.

No caso do Flamengo, o dinheiro de isenção fiscal fez o clube conseguir avançar no projeto de colocar de pé o centro de treinamento.

Trinta e cinco anos após a compra do terreno e 15 após a construção do primeiro campo, o Ninho do Urubu não está terminando. A diretoria afirma que isso deve acontecer até o final do ano.

O alojamento das categorias de base que pegou fogo seria desativado nas próximas semanas. O local onde os contêineres que abrigavam os atletas estavam instalados não tinha autorização da Prefeitura do Rio, que tinha dado licença para um estacionamento funcionar no local.

Comprado em 1984, na gestão do então presidente George Helal, o terreno em Vargem Grande, zona oeste do Rio, onde está o centro de treinamento, ficou abandonado por duas décadas.”

País do futuro? Nem do futebol.

 

 

 


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