Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



O que nos restou

18/04/2018

O que leva um jovem, ficando maduro para a vida, se lançar candidato a deputado federal, senador ou até mesmo governador? Acho duas coisas: muita coragem de se meter no meio de uma classe de poucos escrúpulos ou, na pior das hipóteses, querendo se aventurar, sob a suposição de que todos políticos estão ricos e ele quer entrar na “onda” também...

Outro dia me apareceu um jovem que nunca imaginou ser candidato a porteiro de clube de futebol, que dirá político, candidato a deputado federal, onde precisa ter grande penetração, o que não seria necessário se estivéssemos no chamado Distrito Eleitoral, o que muito pouca gente política quer, pela ausência de fundo partidário, tendo em vista o diminuto território a ser percorrido pelos candidatos.

Tem quem entenda que, no próximo pleito devamos votar em quem nunca foi votado, jamais disputou uma eleição. Acho a medida interessante, mas é preciso combinar com o eleitorado.

Compomos um universo de 220 milhões de brasileiros e possuímos, contudo, 72% de analfabetos funcionais, que não possuem coragem e até mesmo conhecimentos básicos para repelir as candidaturas que não contribuem para o desenvolvimento econômico nacional.

“Todos nós vamos morrer um dia”, dizia meu pai, “mas é preciso saber morrer com dignidade...”

Que país vamos legar para nossos filhos? Essa coisa que aí está, atolada no processo Lava Jato? Com quem esperança vamos dormir, pensando no dia de amanhã?

Estamos assistindo, meio bestificados, um sujeito que governou o país, um desocupado, que nunca trabalhou, intimidando autoridade, pintando e bordando como um ditador de merda, sob a ótica que é apoiado pelo povo, quando não passa de um bufão, com seus sequazes, tão despreparados como ele.

A nação desconhece o prejuízo moral e financeiro que esse bufão deu aos cofres públicos. Destruíram a Petrobras, Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica Federal, todos com formidáveis rombos, se equilibrando porque, como o país é dono delas, não quebram nunca, engordam uma massa de corruptos que, pasmem, vão para a cadeia, mas no outro dia a justiça os manda para a rua ou cumprir pena em suas residências.

O país tornou-se antro de gente ordinária, que não sabemos como suportá-las. Quem irá nos ajudar a por um fim a essa corja? As Forças Aramadas? Parece que só nos restaram elas.

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo

Mania de exagero I

17/04/2018

Saiu publicado um estudo encomendado pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) sobre o desenvolvimento da região da Grande Vitória, que poderá ter a criação de 57 mil vagas de emprego, após a inauguração do novo terminal do Aeroporto “Eurico de Aguiar Salles”, em Vitória, no dia 29 de março último.

 

Os tais fatores criados pelo estudo para um cenário positivo na região são: ampliação de linhas aéreas em Vitória, maior capacidade para receber passageiros – passará de 3,3 milhões para 9,4 milhões por ano e, principalmente, a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre os combustíveis de avião.

O estudo não revela, apesar de absurdamente otimista, que os combustíveis para aviões cobrados no Aeroporto de Vitória são os mais caros do mundo. O Estado cobra 25% de ICMS sobre os combustíveis consumidos e os operadores do Aeroporto Eurico Salles pediram uma redução do ICMS para 12%, como benefícios como novos voos e mais empregos em toda cadeia produtiva da aviação e turismo, destacou o sr. Eduardo Sanovicz, presidente da Abear.

O secretário de Estado da Fazenda, sr. Bruno Funchal, diante do pleito de redução do ICMS sobre combustíveis de aviação soltou pérolas econômicas: “Nosso Aeroporto era um gargalo. Como trazer mais voos e mais abastecimento com um Aeroporto com a capacidade no seu limite? Com a expansão, o impacto de uma revisão tributária acaba sendo muito maior”.
 
Somos demasiadamente pobres. Como, a economia de um estado pode estar atrelada a litros de combustíveis para aviação, consumidos em seu Aeroporto, embora as estatísticas comprovem que são os preços mais elevados do mundo.

Como e onde incentivar o desenvolvimento econômico do Espírito Santo? Quem está pensando em desenvolvimento? Promover o emprego público não gera o desenvolvimento, ao contrário, provoca desequilíbrio, provoca o aumento de impostos, a sociedade fica sem maiores perspectivas, não atraímos investidores, que esbarram em 69 obrigações fiscais e parafiscais a serem cumpridas durante o ano, a mais estúpida carga tributária do universo.

 

A verdade é que o Aeroporto de Vitória, após 16 anos de espera, viu ampliada sua pista e as obras continuam por um bom tempo ainda. Apenas a pressa da inauguração foi devido ao prazo limite, que não pode ser depois do dia 06 de abril, devido ao ano eleitoral, se efetivamente ocorrer...

 

Quero ver onde chegarão 57 mil empregos... Talvez no lastro dos R$ 357 milhões cobrados a mais sobre a obra que não acabou.

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   1954 1953 1952 1951 1950 1949 1948 1947 1946 1945   Anteriores »