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A Ford e a justiça.

12/03/2019

 

Anuncia-se que uma das mais antigas fábricas de automóveis do mundo, a Ford, está prestes a deixar o Brasil, estando o governo paulistaencarregado de encontrar um comprador para suas instalações.

 

Dizem que, motivos são vários, que levaram a Ford a anunciar sua saída do país, sendo o primeiro, o corte de 10% de incentivos fiscais que o governo Bolsonaro promete cortar de todas montadoras (o Brasil não tem fábrica de automóveis); o segundo motivo seria o empate de lucros industriais com obrigações sociais e impostos e, onde não se obtém lucro, perde-se o entusiasmo pelo trabalho.


A terceira questão reside num problema mais sério: comprovadamente a Ford tem, de trabalhadores seus, nada menos do 2.402 (duas mil, quatrocentos e duas) ações trabalhistas em andamento. Diz um amigo que os meses têm em média 20 dias, são 204 dias úteis ao ano. Supondo que seja marcada uma audiência trabalhista por dia, seriam necessariamente exatos 10 anos para os advogados da empresa conseguirem defender a empresa nessas 2402 ações trabalhistas. E as que virão?


As autoridades brasileiras desconhecem como funcionam as empresas americanas. Não há forma, por mais estúpido que seja um empresário americano, europeu, canadense, ter uma ação de um trabalhador sem solução por mais de 30 dias. Não existe Justiça Trabalhista no mundo. Só no Brasil tem tamanha aberração. É impossível se imaginar como funciona no Brasil, uma conciliação trabalhista nos Estados Unidos ou na Europa. Não sei como existe tanto empresário estrangeiro burro, para investir no Brasil, com essa imbecilidade que ninguém acaba. O Brasil tem 70 (é setenta mesmo), obrigações fiscais e parafiscais, a mais estúpida máquina burocrática da face da terra e cerca de 380 empresas estatais que são um primor de organização para consumir recursos públicos e distribuir corrupção.

 
Custa crer que a Ford tenha problemas trabalhistas de qualquer natureza, mas, no Brasil, os advogados inventam os problemas onde não existem e a justiça ajeitam para conceder alguma coisa. Tudo faz parte de uma das mais indecentes engrenagens do mundo da patifaria que o Brasil é mestre em armazenar, para deleite dos burocratas.


Em espaço de pouco mais de um ano o país, o próprio mundo, teve notícia de dois monstruosos acidentes ambientais, com os rompimentos das barragens de Mariana e, mais recente de Brumadinho, em Minas Gerais.


Há 70 anos essas mineradoras, que são negócios indecentes nos campos das exportações de minério no país, acumulam rejeitos em imensas lagoas que, um dia, iriam se romper, como outras mais 80 que existem no altiplano mineiro.


Eu quero saber se o Brasil tem jeito. Com essa gente no poder?

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA

 


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O Circo continua (os palhaços, os mesmos)

11/03/2019

 

Outro dia fiquei conhecendo, bem de perto, o sr. Alexandre Alves Barbosa, proprietário de uma empresa metalúrgica, Distriferro. Procurei-o para saber se ele tinha uma dobradeira com 6 metros e se poderia realizar um serviço para mim. De início de conversa, disse que me lia há mais de 30 anos, que antes escrevia todos os dias em A GAZETA, depois passei para terças e sábados e, agora, estava escrevendo só às terças – feiras, e indagava: “Será que eles sabem o que estão fazendo com você? ” — acho que sim, aquesci...

Sentei-me com o sr. Alexandre, um homem afável e inteligente, do interior, que veio para a cidade grande e foi crescendo e se transformou num grande empresário da área de metal mecânica, trabalhando duro, de roupa igual a de seus empregados, suja de graxa, mas disposto.

Me impressionou a avidez do Sr. Alexandre para saber para onde vai o Brasil, com sua classe política. Ingressamos no debate do esforço do governo para colocar o país nos trilhos, a começar pela reforma da Previdência Social.

Nenhum político, nenhuma burocrata, nenhum fiscal do governo federal, do Estado, do município, nenhum dirigente sabe a luta desesperada para um empresário pagar 70 obrigações fiscais e parafiscais e assistir fiscais o dia inteiro cagando regras na porta e nas empresas para obrigar a cumprir as coisas mais estúpidas, que os órgãos públicos não cumprem, e até fiscais não sabem porque multam.

Outro dia, quase mataram um candidato à presidência da República e, depois elegemos 50 ou mais por cento de um novo Congresso. A mostra parece ser que fizemos o pior, que a turma nova tem tanta avidez ou mais, por dinheiro do que a velha, corrupta e safada. Estamos liquidados.

A imprensa, as redes sociais, informam que, para aprovar a alterações na Previdência Social, os parlamentares querem 10 milhões de “verbas” cada um. Os ”insaciáveis” estão aí, de volta, com o mesmo pandulho volumoso, ávido por dinheiro, poder e sacanagem.

Cansado, desiludido com o que vejo, sou obrigado a acompanhar a puta burocracia desta infeliz nação, disse para o sr. Alexandre: - meu caro, o Brasil não tem jeito. Se não tivermos um braço forte, uma confiança nas Forças Armadas, se continuarmos elegendo políticos inexpressivos, ambiciosos de dinheiro, corruptos, mafiosos, proxenetas e ladrões, estamos irremediavelmente perdidos. Vamos dar com os burros n’água, como a Venezuela, Bolívia, Guatemala e tantos outros, mergulhados no buraco da insensatez, por culpa de uma canalha política que só pensa no seu umbigo.

 

 

 


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