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Façam o jogo II

15/05/2019

 

Recente, aproveitando os feriados e dias enforcados fui dar, na companhia de amigos, com os costados em Petrópolis, Estado do Rio, onde já morou imperadores, presidentes, magnatas diversos e onde “reinou” por um largo período o mais famoso hotel do Brasil, o Quitandinha, obra do governo do ditador Getúlio Vargas, onde funcionou um poderoso cassino, responsável pelo deslumbramento daquela magnífica montanha, onde nasce a Serra do Mar, de exuberante beleza natural.

Fiz questão, com os amigos, de ir até os jardins do imenso hotel, desativado, com os jardins ainda impecáveis, que são mantidos mercê de um comodato com a Administração do SESC do Rio de Janeiro, caso contrário tinha se transformado num molambo, como tudo que é público no Brasil. 

Tive que explicar aos companheiros de viagem que o Quitandinha, aquela imponente obra de hotelaria foi criada com objetivo de ser um cassino, para atrair e desenvolver o turismo do Rio de Janeiro. Após a deposição de Getúlio Vargas, em 1945, assumiu o poder, eleito, o marechal Eurico Gaspar Dutra, um bom homem, manobrado pela mulher, d. Santinha, que, por influência da Igreja Católica, pediu ao marido que proibisse toda espécie de jogo no Brasil, quando foi fechado o grande hotel trepado nas montanhas de Petrópolis, num lugar deslumbrante, assim como no resto do Brasil, até o jogo do bicho.

O Brasil é um país misterioso. A proibição do jogo no Brasil, a pedido da Igreja Católica era nada mais nada menos do que impedir o desvio da bolsa popular os dízimos que seriam carreados para suas sacolas. Foi assim que até o famoso “jogo do bicho” entrou para a clandestinidade, graças ao decreto assinado pelo Marechal Eurico Gaspar Dutra, que nenhum governante teve coragem de abolir. As propostas de deputados diversos chegam ao Congresso, mas não vão adiante, não prosperam, devido a ação de grupos religiosos de diversos matizes que, simplesmente, são incapazes de enfrentar a realidade.

 

Nos últimos 20 anos o povo brasileiro assiste, meio aparvalhado, grupos de audazes políticos, dos mais safados matizes, assaltando os cofres públicos, com malas e malas, cuecas, aviões, cheios de dinheiro, num dos mais imorais processos de corrupção do mundo. Roubar, pode, mas jogar, ter uma receita para regiões ávidas por desenvolvimento turístico, não pode.

Um escárnio, a decisão do ministro Gilmar Mendes mandando soltar José Dirceu, um perigoso meliante, ladrão, que ainda por aí pregando revolta popular, como se vivêssemos numa república de merda, numa Venezuela, uma Bolívia, um buraco desses que andam por aí com seus ditadores.

Será que nunca iremos sair dessa mesmice?

 

Abram o jogo, seus burros. Olha a Caixa Econômica Federal, com seus espertos...

 

 

 

 


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Obreiros sem obras.

14/05/2019

 

Na década de 70, vir de Cariacica para Vitória, ou de Vila Velha, a partir de 7horas da manhã, até dez ou onze horas, era um suplício. Não existia a segunda ponte, muito menos a terceira, e toda tragédia do trafego da Grande Vitória tinha seu tormento em São Torquato, na bifurcação dos três municípios.

 

Com o advento da Segunda Ponte (Ponte do Príncipe) o trânsito melhorou na região, mas, de uns 25 anos até esta parte, as tragédias do tráfego vieram um pouco mais para diante, na Vila Rubim, embora, pelas manhãs, o tráfego denso é visto já em Campo Grande e, às vezes, para mais além, devido a acidente frequentes na área.

 

Antes de se terminar a segunda-ponte, começaram a terceira, que levou 13 anos para ficar pronta mas, ao invés da nova ligação resolver o problema, esbarrou o tráfego numa chamada praça do Cauê, baratinando tudo, diante do impasse criado pela incompetência dos governos municipais de Vitória, que até hoje estão em dúvida, se tiram a praça do Cauê do lugar ou removem a terceira ponte, que veio atrapalhar quem joga tênis nas quadras da praça. Satisfazem meia dúzia de desocupados em detrimento de milhares de passageiros, impossibilitados de ultrapassar o gargalo, ficam reféns da incúria administrativa.

 

Sonhos não faltam. Até que surja um prefeito corajoso, macho, para remover os jogadores de tênis da Praça do Cauê, vamos sonhar até que surja na nossa Ilha um prefeito tipo Chrisógono Teixeira da Cruz, silencioso e eficiente, que remodelou a cidade em apenas quatro anos com sua impressionante capacidade administrativa.

 

Agora, botaram na cabeça do governador Renato Casagrande que a solução, para amenizar o caos que se instalou na precária mobilidade urbana da região metropolitana da Grande Vitória é botar para funcionar o transporte aquaviário.

 

Já tivemos planos, projetos, ideias, todas as mais fantasiosas, como a construção de pontes, túneis, teleféricos, ciclovias (agora os patinetes) mas, bom mesmo, é a dificuldade de se encontrar um urbanista de verdade, capaz, para colocar a casa em ordem.

 

Prefeituras e Estado estão povoadas, com a nova política de desenvolvimento nacional provocado pela eleição do novo governo Federal, com a “importação” de sábios das mais longínquas procedências, para auxiliar governantes que não sabem o que fazer com nada de nada.

 

Temos urbanistas no Estado da melhor qualidade e, disponíveis para ajudar até de graça em soluções plausíveis do emaranhado sistema de tráfego da Grande Vitória.

 

Nossas autoridades desconhecem que quem paga impostos são os contribuintes, moradores da região em conflito. Vem aí a ciclovia para a Lua...

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA


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