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Um pas para poucos.

17/10/2021

 

Na minha “internet de gaveta” tenho recortes e jornais antigos, dentre os quais “Jornal da Vale”, de 1961, quando a empresa assina “acordo” com o governo do Estado e municipais da Grande Vitória para acabar com o lançamento do pó de minério na área metropolitana e parar de sufocar dezenas de pessoas que passaram a sofrer de doenças respiratórias.

 

Para mim a Vale é uma empresa maldita, como todas outras que exportam commodites minerais in natura, sem qualquer beneficiamento, empobrecendo a nação, dentro da ótica de que as reservas minerais são finitas, um dia acabarão ou tornarão o produto mais caro. Na ocasião a Vale festejava as exportações de um bilhão de toneladas métricas de minério de ferro, por nove dólares a tonelada. A Vale desmentiu minha afirmativa, e provei que ela alardeou a exportação no seu próprio jornal. A Vale voltou atrás e disse que seus arquivos tinham sido perdidos no incêndio de sua sede no Rio de Janeiro. Mentira...

 

De ano para ano a Vale, como a Arcelor e outras empresas mineradoras instaladas na Grande Vitória vivem assinando protocolos com autoridade governamentais e tudo continua na mesma.

 

Quem é mais importante? O ser humano ou a empresa poluidora do meio ambiente? Creio que ninguém discorda que o mais importante é o ser humano. Se temos autoridades constituídas legalmente, através do voto popular, por que elas não determinam, dentro de um prazo razoável, que a Vale e suas subsidiárias se transfiram para bem distante, como a foz do rio Doce, onde tem água abundante, imensa área deserta e, dentro de critérios técnicos, promover-se a construção de industrias e moradias de forma que fossem protegidas de poluição?

 

Falei pela primeira e última vez com o presidente Jair Messias Bolsonaro, quando que ele deveria falar menos e esperar a oportunidade para falar de uma vez só, “o senhor vai se eleger, mas quando for eleito dê um único pontapé para destruir o “formigueiro”, caso contrário essa classe política e a justiça vão impedir que o senhor faça o que está dizendo que vai fazer, mas sofrerá grandes resistências. ”

 

Foi dito, foi feito (ou está).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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Implicardia I

16/10/2021

 

Meu concunhado, lamentavelmente falecido, Haroldo Rebuzzi, descendente de italianos que vieram povoar o município de João Neiva, em nosso Estado, tinha uma impressionante vocação para matemática. Quando me via questionando algumas coisas, dizia que eu tinha “implicardia”, no entender dele a conjugação de implicância com picardia.

 

Numa roda onde se discutia política de um modo geral e, especialmente capixaba, alguém questionou sobre a minha implicância com relação a algumas figuras e, entre elas os senhores Paulo Hartung e Renato Casagrande. Em termos pessoais, não tenho nada. Não me devem nada e eu muito menos a eles, mas, minha questão se resume, exclusivamente, aos interesses do Estado. Esses moços, para se elegerem, prometem, mas não cumprem a palavra. São promesseiros.

 

O Estado do Espírito Santo teve um ciclo de governos eficientes, com as administrações de Jerônimo Monteiro, Florentino Ávidos, Jones dos Santos Neves, Carlos Lindenberg, Christiano Dias Lopes e Arthur Carlos Gerhardt Santos. Num período curto, antes de Christiano Dias Lopes, tivemos a figura de Rubens Rangel, de uma probidade, uma respeitabilidade intocável.

 

De Arthur Carlos Gerhardt Santos até esta data não tivemos um governante que possa ser classificado como bom, eficiente, determinado e consciente de suas responsabilidades em defesa do Estado. Miraram seus próprios umbigos, sem terem concluído o que começaram ou construído o que prometeram. São sem palavra, para mim. Perderam confiança.

 

Procuro, dentro do meu raciocínio lógico a razão do porque esses senhores que sucederam a Arthur Carlos, de lá até à presente data, não tiveram nenhuma imaginação das necessidades futuras do Estado, um único objetivo sério que tenha servido de base para o futuro, que tivesse como consequência determinante o progresso do Estado. Destruíram tudo até as novas lideranças que botavam a cabeça de fora e que delas se aproveitavam.

 

O senhor Paulo Hartung foi relativamente sofrível no seu primeiro período administrativo. Reeleito, depois ajudou a eleger seu hoje antagonista Renato Casagrande que, também, não sei do porquê cargas d’água, fez um governo medíocre e, pasmem, não suportou uma reeleição, sendo substituído por Hartung e, nessa troca estúpida de poder, Casagrande conseguiu, depois, “expulsar” Hartung do Palácio Anchieta, num atestado eloquente de que a falta de lideranças novas fazem da política nacional esta grande merda.

 

Estamos praticamente há um ano das próximas eleições e, para espanto, Hartung (que dizia ter abandonado a política) faz ameaças, através de amigos alcoviteiros, que quer voltar ao Governo do Estado, como desforra ao improdutivo Casagrande, que sabe, jamais será reeleito governador, quer fugir pela tangente, sendo candidato a senador, na presumível vaga da senadora Rose de Freitas.

 

As próximas eleições, nas atuais circunstâncias da política nacional, será uma tragédia no campo da renovação dos quadros políticos.

 

Não existem espaços para Paulo Hartung, Casagrande e outros aventureiros. Aguardem, para ver se esse linguajar retrógrado convencerá.

 

 

 

 

 

 

 

 


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