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A prisão como consolo

11/01/2018

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.

 

Dizer que os brasileiros conscientes de suas responsabilidades acreditam que o país saia desse impasse vergonhoso, no campo da imoralidade endêmica, seria pleonasmo. Não podemos acreditar que as coisas melhorem a um ponto saudável de não nos envergonharmos.

Desde priscas eras se estabeleceu que o país deveria ser um centro de abrigo de uma onda de funcionários públicos sem mãos a medir, no tocante ao orçamento, às questões de manutenção da poderosa máquina de barnabés da pior espécie. O Estado do Espírito Santo, em termos de funcionalismo público, na ativa, tem 62% nos campos federal, estadual e municipais, em todo os níveis, inteiramente desnecessário.  

Ao sabor dos interesses mais abjetos, montaram um corporativismo imoral, onde os servidores públicos se entulham nas repartições, com um agravante muito grave, o horário de funcionamento da máquina burocrática é de meio dia às 17 horas, para “inglês ver”, como se diz na gíria...

Com o pessoal inativo, montes de coronéis da PM, gente que nunca trabalhou, o Estado gasta o que não tem. Os municípios morrem à mingua esperando o repasse do Fundo de Participação dos Municípios ou de outro negócio imoral, os royalties do petróleo, afora o que pilham dos cofres da Petrobras, num dos maiores escândalos da história mundial.

Essa encrenca, o monstruoso buraco que se forma com a sangria de recursos públicos só tende a subir, aumentando o déficit público e criando novas obrigações tributárias para suprir de recursos os cofres delapidados.

Tem remédio para este cáos? Todos os dias os burocratas de plantão inventam fórmulas mágicas de aumentar a arrecadação, sem se importar com o exaurido bolso do contribuinte. Devedor relapso, o Estado é nitidamente inconsequente com o que arrecada. Não tem mãos a medir para promover o empreguismo e pensa que o empresariado, a sociedade de um modo geral, que paga seus impostos de forma compulsória, tem cara de besta.

Vamos engrossar a campanha de não repetir mandato. É uma triste realidade. Tem gente boa pagando o pato por culpa de gente ruim que se imiscui na política e, parece, gastar rios de dinheiro para não sair nunca.

Afirma o juiz federal Sérgio Moro que todos os políticos condenados ou com processo em curso, com o fim do mandato, vão presos. Pelo menos há uma esperança de que o povo, de sacanagem, vote certo, elegendo quem nunca teve partido, para que essa canalha toda possa pagar seus pecados.

Jeito no Brasil, ninguém dará, mas que vai ser divertido ver essa gente na cadeia, isso vai...


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Casos de Justiça

10/01/2018

NOTA– Você vai ler um comentário independente, sem enganos, sem mentiras. Se Você entender que não deva prosseguir com sua leitura, delete-o. Nunca suporte o que não gosta. Se não ler, vai perder a oportunidade de conhecer a verdade.


Tenho dito e vou continuar repetindo: o grave problema brasileiro não é político, é de Justiça. Não porque ela seja composta de homens ruins, despreparados, não. É porque ela é regida por leis vagabundas, um amontoado de penduricalhos constitucionais, feitos por homens sem um mínimo de escrúpulos que envergonham a nação.

Pelo amor que temos às nossas mães. A Justiça Trabalhista é uma indecência, atrasa o país, desmoraliza aquele que emprega, dá trabalho, apenas por uma palavra de um empregado safado que saiu do emprego mas ainda quer uma fatia sem direito mas que lhe é concedida, contrariando tudo.

Faz algum tempo saiu publicado em relatório de inspeção da Corregedoria Nacional de Justiça informando que parte de garagem do prédio onde fica a sede do Tribunal Regional Federal (TRF-1) da 1ª Região, em Brasília foi transformada em depósito para 62 mil ações que aguardam julgamento há décadas...

São casos de primeira turma do TRF-1, responsável pela análise de direito previdenciário. O estoque desse colegiado tem ainda mais de 19 mil petições aguardando julgamento desde 2008.

A publicação pela turma do chamado acordão, decisão final sobre um processo leva em média 825 dias, ultrapassando o prazo de dez dias estabelecidos pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Foram identificados 8.420 processos parados sem qualquer explicação.

Não tem nação que deseje construir um futuro sério, decente, com uma Justiça desse porte. O problema nacional é que, por qualquer porcaria, o vizinho entra na Justiça e a questão caminha 90 ou mais anos, até chegar no Supremo Tribunal Federal. Aí começa outra odisseia do infeliz, que vai morrer sem obter, ao menos, uma solução, seja a favor ou contra suas pretensões.

Estamos assistindo uns fatos curiosos no Brasil, nessa tremenda atualidade. A impressão que se tem é a de que só temos uma polícia, a Federal; só temos um juiz, o federal Sérgio Moro, que conduz com determinação o processo Lava-Jato, que a classe política se une par sepultá-lo; parece que só temos um conjunto de procuradores que trabalham, os que estão dando sustentação ao magistrado Sérgio Moro.

O Supremo Tribunal Federal é a cara da Justiça brasileira. Sabemos que existem muitos magistrados como Sérgio Moro e procuradores brilhantes, mas que não aparecem mas, no conjunto, somos vítimas de uma grande tragédia e esta tragédia que vai levar o Brasil a uma catástrofe sem precedentes na história dos povos.

 

 

 


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