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Intromissão indébita I

13/04/2018

 

De vez em quando nossa formidável imprensa publica uma piruada de um estrangeiro sobre acontecimentos no Brasil. Desta feita foi o prefeito de Nova York, Bill de Blasio ao afirmar: “O assassinato de Marielli mostra o declínio da democracia brasileira”.

A morte, por assassinato de presidentes, senadores, prefeitos e até magistrados americanos não abalaram, no decurso de várias décadas, a democracia dos Estados Unidos, mas o sr. De Blasio, entra na onda dos que não conhecendo os graves problemas de segurança, impunidade e corrupção que vivemos no Brasil, vem para dar suas notas, como se Nova York fosse um paraíso.

 

Dezenas de policiais têm sido assassinados, no esforço de pacificação nas favelas brasileiras, sem nenhuma repercussão na imprensa internacional e até nacional, como no caso da vereadora Marielli, simplesmente porque ela é do PSOL, um partido de esquerda que, por ser a vereadora morta filiada, lesbica aproveitam para promover a sigla sem maiores importâncias no meio eleitoral. Quantas crianças, mães, pais, jovens desabrochando para a vida têm sido mortos pela ação da marginalidade e do trafego, das balas perdidas? Por que a preocupação do prefeito da maior cidade americana para com uma vereadora do Rio de Janeiro?

O problema brasileiro é grave, não por culpa de uma vereadora assassinada por questões ainda desconhecidas para as autoridades policiais, mas com forte aparência de crime de mando, por defesa de grupos de traficantes, ou algo semelhante, como faz entender pelos seus pronunciamentos inflamados.

A morte da vereadora é um negócio deplorável, dentro do contexto da criminalidade carioca que, seguramente, há meio século, ou quase, desafia as forças de Segurança Nacional. Nada pacifica a marginalidade que parece gozar de privilégios inaceitáveis...

A visão que o prefeito de Nova York tem da democracia brasileira, corroída pela corrupção endêmica não está relacionada com a morte de uma vereadora, mas pela mais absoluta falência do que deveria ser o instrumento mais importante, mais sagrado, a Justiça.

O problema brasileiro – não só do Rio de Janeiro e São Paulo – mas de todo território nacional e a mais absoluta falta de justiça.

O sr. de Blasio deveria conhecer melhor o Brasil, antes de falar suas tolices.

 


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O custo Brasil.

12/04/2018

A partir de 1988, quando se promulgou a nova Constituição Brasileira, autoridades diversas, algumas de grandes conhecimentos constitucionais veem afirmando que, a Constituição, em vigor, tornou a nação” ingovernável. Não é possível se administrar um país, um estado, um município, partindo-se de um manicômio, um verdadeiro hospício.

Na verdade, quem governa o país?

Dia 29 de março último, foi inaugurado um apêndice do Aeroporto de Vitória, que merecidamente (?) recebe o nome de Eurico de Aguiar Salles, uma figura ilustre da política e da mais elevada tradição jurídica nacional, exercendo as funções de Ministro da Justiça com probidade e zelo, um negócio difícil e complicado nos tempos presentes do país. Irresponsavelmente as obras se arrastaram por 16 anos e, como diz a nossa imprensa, custou o dobro do inicialmente previsto (o total de gastos foi da ordem de R$ 694,7 milhões – 50% mais caro), duas paralizações – 2008 a 2015. Em cerimônia que contou com a presença do presidente Michel Temer e ministros diversos, tendo deixado de comparecer o governador Paulo Hartung, sem maiores explicações, embora parecesse relacionada à prisão de amigos do presidente Temer, na véspera da inauguração. Novas melhorias programadas para o recém inaugurado Aeroporto custarão R$ 887 milhões.

A questão brasileira, a nossa tragédia política, não está apenas relacionada à fragilidade moral dos nossos homens públicos, mas a fragilidade das leis e as interpretações dadas a elas pelos chamados homens da Justiça. Que você pode esperar de um país onde uma obra fica mais cara do que o orçamento, duas vezes, e ninguém sofre qualquer tipo de penalidade?

A delapidação do patrimônio da Petrobras, a corrosão da mais importante empresa pública nacional, pela quadrilha de dirigentes designados pelo governo petista nos indica onde estão os demolidores da democracia, os verdadeiros ladrões do patrimônio público.

O Estado não pode, não tem direito de ser dono de um modestíssimo caldo de cana, uma fábrica de picolés, nada que possa ter obrigações de lucro.

Conhecemos o que ocorreu com Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e várias empresas públicas que jamais deveriam ter existido. O Brasil não precisa e não deve ser dono desses tipos de empresas.

Se não surgir alguém demasiadamente corajoso, decidido, para tomar conta do país, mudar tudo isso que aí está, estamos fadados a um processo de africanização lastimável.

 


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