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A morte dos motoqueiros.

08/07/2019

 

A coisa é generalizada: nós, brasileiros (com raras exceções) não temos educação. Na China, onde existiu a maior concentração de bicicletas do mundo, começou a ser considerada como o “paraíso” da motocicleta mas, algumas cidades têm proibido o uso de motocicletas no meio urbano, não por serem barulhentas, mas por transportar refinados assaltantes, ladrões os mais espertos, que avançam sobre suas vítimas, tomando seus pertences. Num regime autoritário é possível banir certos tipos de transporte para exterminar com o banditismo.

 

Não sou grande frequentador dos Estados Unidos, mas sou um admirador com o estabelecimento do direito de cada um, as chamadas liberdades individuais: você tem o direito de ir e vir para onde você quiser, desde que respeite as leis. Nos estados Unidos a prática de andar de motocicleta no chamado “corredor”, entre dois carros, é proibido severamente, com objetivo de evitar mortes no trânsito. Aqui, no Brasil, é prática corrente e, se você fechar o “corredor”, vem o motoqueiro de lá, com o pé no seu retrovisor e o arranca, danificando seu veículo.

 

As autoridades do trânsito informa que nos primeiros seis meses do ano em curso, pelo menos 170 pessoas morreram em acidentes de moto, na Grande Vitória. Invariavelmente o trânsito fica congestionado e, lá na frente, estendido no meio da via pública está um motoqueiro, desses jovens que  ganham a vida fazendo entregas rápidas, ou de motociclistas, que usam o veículo para ir para o trabalho ou para se divertir.

 

Aumenta-se, erradamente, a punição para os veículos que “provocarem” acidentes contra motos, bicicletas e, agora, contra usuários de patinetes. A cidade não tem condições de absorver ciclovias em todas suas importantes avenidas e ruas. Faltam espaços geográficos para esse tipo de benefício numa cidade que teve suas ruas projetadas para o tráfico de carroças, puxadas por animais. Ainda resistem, em alguns bairros,  animais puxando carroças, principalmente no município de Vila Velha. O negócio fica até meio bucólico, mas é difícil de acabar de um dia para outro, por falta de trabalho para esse tipo de “condutor”.

 

A mania de transformar Vitória, suas ruas, em vias para ciclistas, tem rendido ao prefeito Luciano Rezende algumas críticas, podendo prejudicar sua carreira política, se é que ele esteja preocupado com ela...

 

Enquanto não tiver uma legislação ou uma fiscalização dura sobre os condutores de motocicletas, punindo-os severamente por trafegarem perigosamente nos “corredores”, em excessiva velocidade, as mortes vão ocorrer e, diga-se de passagem, nossas cidades não estão preparadas para se trafegar desrespeitando de forma abusiva, as leis, os costumes.

 

 

 


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Sucessão de tragédias

07/07/2019

 

Como força de expressão, por não acharem argumento melhor para traduzir o estado de insegurança em que vivemos no Espírito Santo, costumam dizer que o capixaba está levando uma vida de cão, que até o diabo enjeitaria...”

A sucessão de casos, de tragédias, das coisas mais absurdas ocorreram no nosso Estado, e não se sabe para quem apelar.

Na madrugada de domingo dois ladrões, encapuzados, invadiram a casa de uma idosa, 82 anos, na sede do município de Cariacica, espancando a pobre senhora, portadora de Alzheimer, que dormia num dos aposentos com sua cuidadora.

As tragédias humanas se sucedem sem que ninguém dê jeito. A polícia tem sido impotente para cuidar da população. As famílias dormem intranquilas. Como supor que um bandido, vários, às vezes, invadam casas, estabelecimentos diversos, arrombem lojas, comércios os mais diversos, imprimindo veículos com velocidade nas portas de aço, que são empurradas para dentro, destruindo o que foi feito em anos e anos de trabalho, de privações familiares, até.

Por mais que o governo utilize a propaganda para informar que a violência está diminuindo, nesta ou naquela região, aumenta em outra, exatamente por que a polícia se concentra onde surgiram mais casos, fazendo com que as mortes, os roubos, os assaltos sejam realizados em outras regiões.

O noticiário sobre a criminalidade superou tudo, até a área de esporte e política. A sucessão de fatos, os mais estúpidos, os mais bárbaros estão estampados nos jornais diários, nas estações de TV, Rádios, redes sociais. O negócio é tão estarrecedor que faz medo ir a um restaurante, a um cinema, a uma loja, à própria padaria pela manhã comprar pão, porque o meliante está à sua espera, numa simples caminhada para fazer um cooper, andar de bicicleta. Não se pode fazer mais nada, porque os meliantes não permitem, mas o governo está cuidando de outra parte mais importante, o empreguismo e se a imprensa denuncia, vem um processo por “danos imorais”, porque a classe política pratica todas imoralidades e quem denuncia paga o pato.

O caso da senhora espancada no município de Cariacica, precisando ser internada numa UTI, é o fim do mundo, é termos chegado a um ponto insuportável.

Não se vale a pena indagar: será que as nossas autoridades estão acompanhando toda essa tragédia, fruto da incompetência dos administradores públicos?

 

 

 


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