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Importando coco verde

05/12/2018

 

Quando vou ao meu São Mateus, marco com a necessária antecedência o almoço com meu velho e querido amigo Motta (Antônio de Pádua), engenheiro agrônomo da melhor qualidade, presta serviços profissionais a muitos proprietários rurais e, até a mim, que estou nesse negócio de gastar dinheiro que ganho na cidade, no campo, há perto de 50 anos.

A posse da terra é um negócio fascinante, está no sangue. Certa feita, quando me empolguei com a criação de gado leiteiro, surgiu na minha propriedade o prefeito de Guarapari, na época, Pedro Juvenal Machado Ramos, velho amigo da UDN que, vendo minha empolgação, me admoestou: “Rapaz, eu pensei que jornalista fosse um cara inteligente. Você está construindo um curral na propriedade e ainda não tem uma casa decente para morar. O curral é melhor do que a casa. Olha, ser produtor rural no Brasil, é a arte de empobrecer sorrindo”.

Aquela frase do Pedro Ramos ressoa até hoje nos meus ouvidos. Como sair da terra? Abandoná-la? Nunca!

Voltemos ao velho Motta, agrônomo tarimbado, que me ensina a ter pequenas culturas, do que grandes negócios, com todas dificuldades de mão de obra. Hoje, todo mundo quer ser funcionário público, pela ausência de incentivo para quem trabalha a terra.

Outro dia o Motta se mostrava indignado com a história de importação de café para o mercado brasileiro, quando temos estoques abundantes, mas grandes empresas querem importar o produto, como fazem com feijão, alho, cebola, arroz, milho, porque não existe uma política de incentivo ao produtor e, estranho, critica o Motta, querem importar produtos de diversos países onde o produtor é incentivado a produzir, não paga imposto nenhum, na primeira operação. Agora, querem importar coco verde!

O Brasil tem 45 milhões de pessoas na informalidade, 17 milhões de jovens, entre 17 e 24 anos que não trabalham e nem estudam, por falta de perspectivas. Temos 66 milhões de pessoas que não possuem conta bancária, por motivos diversos e, o pior, falta de confiança e serviço caro. Temos quase 12 milhões de desempregados.

O Motta se sente indignado com a cobrança de impostos por quem produz qualquer coisa na terra, como Coco, café, feijão, arroz, milho, cebola, ração para avicultura, suínocultura, etc. Não sei como os criadores resistem adquirindo ração para animais, comumente importada, vendida a peso de dólar. Nos Estados Unidos, há 40 anos a tonelada de ração para gado, suinocultura e aves, custa em torno de 4 dólares por tonelada. No Brasil, o saco de 60 quilos chega à casa dos 15 dólares.

No resumo do Motta: Não temos financiamento à produção, através do zoneamento agrícola, não temos incentivo para fixação do homem ao campo; não temos estradas decentes, não temos armazém regulador, não temos estímulo ao cooperativismo. Nossos governantes adoram dar dinheiro a vagabundos invasores, para dizer que está fazendo reforma agrária.

Como arremata o Motta: “A esperança é o capitão”, referindo-se ao presidente Bolsonaro.

 

 

 


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A vida alheia.

04/12/2018

 

Discute-se, um negócio que está ficando velho, se a ponte castelo Mendonça ( a Terceira Ponte, sobre a baía de Vitória), diante da incidência de suicidas (alguns peseudos, sem muito sucesso, pedindo que alguém piedoso os tirem de lá), mereça uma proteção de painéis de telas, placas de vidro, cerca elétrica (dessas de afastar intrusos), uma diversidade de idéias que pecam pelo custo elevado e a feiura, estragando o cartão postal em que se transformou a obra que levou 18 anos para ficar pronta.

 

Esse negócio de suicídio é meio complicado. Trata-se da vida alheia e cada qual faz dela o que melhor lhe aprouver. Tem os salvadores, que, com sua “bondade” atrapalha o trânsito, enfurece até os que querem chegar ao seu destino e são impedidos pelos supostos intrometidos, por alguns. O negócio é difícil...

 

Outro dia, um jovem arquiteto, pensando no futuro, elaborou uma idéia genial, que pode transformar uma formidável região do nosso estado em polo de desenvolvimento turístico.


A idéia, do arquiteto Bryan Noronha de Mendonça é adaptar aos lados de proteção da Terceira Ponte, um monotrilho, carregando passageiros nos dois sentidos,  podendo prosseguir viagem pela Rodovia do Sol.

Sua implantação seria através de concessão, sistema elétrico, colchão de ar ou através de outro sistema de propulsão, com uma beleza extraordinária, um gigantesco passo para o futuro.

Tem muitas ideias por aí, tem sonhadores aos montes, buscando uma tremenda inovação no campo dos transportes de massa, com um pendor para o turismo extraordinário.


Acho, com a ajuda de todos nós, o Brasil vai passar por uma profunda modernização nos seus princípios políticos, sociais, administrativos e até morais. Coloquem em suas cabeças. Não há futuro para o Brasil com as repartições públicas atulhadas de gente, sem um mínimo de conhecimentos, em termos de mobilidade urbana.


Chamam-no de maluco, Hitler, sei lá mais o que, o futuro presidente da República, Jair Bolsonaro, mas ele está se cercando de gente que deseja ver o Brasil ingressar na era do liberalismo. Tem 80 anos que montou-se no Brasil um dos piores sistemas burocráticos do mundo. Para desmontar essa formidável tragédia será preciso mais 80 anos, sem permitirem que surjam analfabetos e ladrões para infestarem de novo a política, os cargos públicos.


Ainda não vi um projeto mais genial do que o monotrilho criado pelo arquiteto Bryan Noronha de Mendonça para a Terceira Ponte. Além de ser inovador, bonito, vai prestar um serviço ao desenvolvimento do turismo do Estado como nunca foi sonhado. A idéia do jovem arquiteto foi entregue no DER. Precisa outro sonhador para tira-lo do armário!

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA

 

 


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