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Nossa crise industrial

13/09/2019

 

Faz pouco tempo, escrevemos aqui a respeito da ideia da Prefeitura Municipal de Vitória querer determinar a liberação de um espaço no Bairro das Goiabeiras, parte pertencente à União e parte a uma empresa, que deseja realizar no local um loteamento, contrariando a vontade do prefeito, que deseja criar o tal Parque Tecnológico.

Recente, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), através do seu Departamento de Economia, Competividade e Tecnologia divulgou trabalho, que o Brasil vive na contramão da tendência mundial; a indústria brasileira da transformação perdeu participação no PIB (Produto Interno Bruto) desde o final de 2009 e, seis anos depois, retornou aos patamares da década de 1950. “O movimento foi puxado pelo encolhimento dos segmentos de alta tecnologia”, dizem os estudos.

Diz ainda o documento que a participação da indústria de transformação mundial no PIB global passou de 15,1% para 16,4% de 2009 a 2017. No mesmo período, no Brasil, o setor viu sua fatia na economia encolher de 15,3% para 12,2%. Esse percentual caiu para 11,3% no fim do ano de 2018 e voltou a níveis da década de 1950.

O estudo da Fiesp mostra que apenas a indústria de baixa intensidade tecnológica e baixa produtividade cresceu acima do PIB nacional, no período. Os segmentos de média intensidade perderam 1,1 ponto percentual de participação, enquanto os de alta encolheram 2,2 pontos percentuais.

José Ricardo Roriz, 2º vice-presidente da Fiesp e diretor do Departamento de Economia da Industrialização informou que o processo de desindustrialização no Brasil se dá em um momento em que o mundo passa por uma nova revolução industrial a países desenvolvidos e emergentes lutam para atrair investimentos de alta tecnologia.

Quando teci comentários acerca da inutilidade do esforço da capital capixaba investir em um Parque Tecnológico não foi com objetivo de ser contra a ideia mas pela impossibilidade de se criar uma expectativa que redundará num tremendo fracasso, porque o Estado do Espirito Santo não tem vocação e muito menos recursos para investir na industrialização tecnológica, pela mais absoluta falta de interesse empresarial. Existe um projeto de globalização em marcha que o Brasil não acompanhou pela mais absoluta incapacidade gerencial dos nossos dirigentes, pelo absurdo processo econômico em que vivemos. Há um limite pra tudo, até para sonhar...

 

 

 


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Mudanças políticas

12/09/2019

 

O chamado homem público é um bicho danado! Vejam o caso brasileiro. O sujeito vai para o poder e, como uma espécie de ostra agarrada à pedra, não larga mais nunca... Esquece até que foi eleito, até à próxima...

Estamos assistindo um impressionante espernear de políticos dos mais diversos matizes, notadamente da chamada área das “ondas rosa”, o “sistema socialista” montado nos países latinamericanos que odeiam os Estados Unidos, mas doidos para irem para lá, depois da eleição do presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, o demolidor de direita que está atormentando a vida das ostras, apegadas ao poder.

A classe política brasileira ainda não entendeu que a eleição do presidente Bolsonaro foi uma artimanha que a sociedade (a sociedade brasileira mesmo), encontrou para destruir toda máquina montada por ladrões no poder.

Com apenas oito meses no poder, o presidente Bolsonaro, que quase foi morto por uma facada em plena campanha política, em Juiz de Fora, há pouco mais de um ano, continua sendo ameaçado de morte. Só assim imaginam que poderão mudar o rumo da história política nacional mas, se matarem o presidente, outro o substituirá. Na lista que se segue está o general Mourão. Talvez mais perigoso, porque fala menos e age mais...

Na verdade, o que vai acontecer brevemente, com as eleições, municipais, e a segunda profunda alteração nos quadros políticos nacionais. Vamos ter que escolher prefeitos e vereadores mais responsáveis e, depois, novos governantes, para dar continuidade às mudanças na política nacional.

O quadro é interessante. Nas últimas eleições, quando elegemos Bolsonaro como presidente, o Congresso Nacional foi renovado em 50%. Foi muito ou pouco? Poderia ter sido mais? Não poderia. Tinha uma montanha de dinheiro em jogo, para sustentar os donos de siglas, candidatos perpétuos, fruto de uma legislação partidária indecente, que não permite renovação. Vejam que, condenado por corrupção, até hoje seguidores de Lula dormem ao relento, berrando: “Lula livre”, como se fosse possível uma façanha dessa, para permitir que ele retorne ao poder, com eleições ou por imposições...

Como o quadro político de vereadores e prefeitos é muito numeroso, as mudanças que virão serão impossíveis de serem previstas, não só pelo largo tempo que falta para as eleições de 2020, mas pela campanha que será suscitada para destruir a classe política que ainda está no poder, até a renovação total.

É bom irmos pensando em novos prefeitos e governadores também.

 

 

 


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