Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Sobre águas

06/07/2019

 

Passou por aqui, participando do 3º Encontro dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Espírito Santo o Sr. Anivaldo Miranda, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.

 

Numa entrevista ao jornal A GAZETA, publicada à página 8- Cidades, Sr. Anivaldo, que deve ser um sábio, entendido em águas, foi responsável pelo seguinte comentário: “A lenda de que a água é um bem inesgotável já foi completamente desmontada”. A água é um recurso finito, sobretudo a de qualidade”.

 

Ao contrário do que imagina o Sr. Anivaldo Miranda, pelo menos cinco coisas são impossíveis de acabar no mundo, mesmo que a raça humana queira: o sol, a água, os ventos, o sal e a burrice humana...

 

Pelo que sei, pelos meus modestos conhecimentos, a responsabilidade pelo desaparecimento dos cursos de água é a raça humana, a incompetência dos nossos dirigentes, que permitiram o desmatamento criminoso das margens dos lagos e rios, como o Doce, Guandu, Cricaré, o Itapemirim, Santa Maria, Benevente e outros, provocando um criminoso assoreamento.

 

Existe acima da camada de ozônio uma espécie de película, envolvendo a Terra, que impede o escapamento da água (através da evaporação- e o vento, vindo a chamada inércia, o vácuo, o vazio). Nada, força nenhuma será capaz de fazer com que a evaporação permita que a água passe por ali.

 

O problema da água, pelo menos seu contato com a atmosfera terrestre é que ela precisa ser mantida através de um processo de acumulação, com comportas reguladoras de vasão, equilíbrio das cheias, permanente fiscalização e uso útil, como é feito em qualquer rio da Europa.

 

Vejam os mananciais do Espírito Santo onde as águas são extraídas pela empresa de saneamento para ser submetida a tratamento e uso pela população. Quem for aos locais de captação, não bebe a água servida nas torneiras, pela imundícia em seu entorno.

 

A água é um bem precioso, o mais importante para a raça humana, como o vento, o ar que respiramos. Infelizmente nossas autoridades, mundo afora, é a mesma coisa, não levam na devida consideração a importância da acumulação, da regularização dos rios, a proteção aos mananciais com o reflorestamento. Se todos mananciais fossem protegidos, ao menos, com 50 a 100 metros de vegetação até chegar às suas margens, estaríamos vivendo num paraíso. O Brasil tem um terço da água potável do mundo, sendo desconhecidos o volume dos mananciais subterrâneos, como o Aquífero Guarani e outros abundantes no imenso território brasileiro.

 

Nosso problema básico é a incapacidade gerencial. Não damos a devida importância na regularização dos rios, no desassoreamento, na utilização racional dos cursos d’ água para navegação, para a pesca e para o abastecimento. Água acumulada provoca evaporação, traz mais chuva, faz o lançamento do gás carbônio na atmosfera voltar à terra, em forma de adubo. Recomendo ao Sr. Anivaldo Miranda ler “Águas Limpas”, do notável pesquisador Celso Luiz Caus, um extraordinário trabalho de pesquisa.

 

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo

Imagem da violência

05/07/2019

 

O governo do Estado busca uma explicação para dar ao distinto público com relação à impressionante onda de violência que se instalou no território capixaba, após sua eleição.

Muito embora se saiba que Casagrande fez milhares de promessas a respeito da anistia a policiais grevistas, mesmo com todos favores prestados aos insubordinados, a coisa piorou.

Sejamos decentes numa observação sobre a Polícia Militar. Ela tem elementos capazes para tomar conta da Segurança Pública do Estado, inclusive a Polícia Civil, tida como uma das melhores do país, pela formação técnica dos seus delegados, um negócio de primeira linha. Tirando o lado, muito bom, da Polícia Militar, com o da melhor qualidade da Polícia Civil, independemos de gente de fora para dar aulas de segurança. Temos gente muito boa, correta, experiente, marginalizada, não se sabe porque.

Os recentes episódios nos morros da Grande Vitória, onde 130 facções criminosas disputam o comando do tráfico, é um negócio assustador e, em tais episódios, destaca-se a ação da Polícia Civil, da Militar, mas não tem armamentos adequados.

O problema do governo Casagrande é sua total dispersão com os assuntos de maior interesse da população, a segurança e a saúde. Estamos vivendo um negócio de doido, com uma população que não pode ir às ruas, pela ação da marginalidade e a outra parte que não tem meios e modos de um tratamento descente, num Estado em que uma simples operação, o paciente precisa esperar por uma vaga, no mínimo, seis meses.

O tráfico na Grande Vitória assusta, pela forma com que ele se alastra, notando-se em vários pontos grupos de pessoas viciadas estorvando os passos de que quem passa, inclusive assaltando, para tomar dinheiro para adquirir drogas. O incêndio em moradias do morro da Piedade é um acinte à dignidade humana. As famílias ali residentes vivem a intranquilidade, porque não podem apelar, não existem meios e modos da polícia subir os morros para prender facções inteiras de criminosos.

Surgem nos noticiários, nas informações pelas redes sociais, delinquentes, muitos menores de idade, portando pesados armamentos, numa repetição de cenas que realmente se tornam um negócio preocupante.

A esperança que resta (se é que se pode falar em esperança) é que o governo Casagrande reaja diante dos fatos que, realmente, são assustadores.

Seria melhor que ele se aconselhasse melhor com integrantes das polícias civil e militar, para ver o que efetivamente deva fazer para melhorar a imagem do governo. No momento, é a pior possível.

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   2177 2176 2175 2174 2173 2172 2171 2170 2169 2168   Anteriores »