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Condenando o absurdo.

10/07/2018

 

O deputado Federal Lelo Coimbra é um dos raros políticos do país que deve merecer muito respeito, pelas posições que toma. Recentemente, a imprensa publicou declarações do parlamentar capixaba condenado a decisão da Câmara Federal em permitir a criação de mais municípios, ressaltando que não era hora de se aumentar gastos públicos, inteiramente desnecessários, num momento em que o país passa por sérias dificuldades e que não há recursos disponíveis para sustentar novas administrações.

 

O negócio é o seguinte (o que muita gente não gosta de dizer com medo): o Brasil tem em torno de 62% de servidores públicos, em todos os níveis, mais do que o necessário. Para se ter uma ideia, os gastos dos estados com a previdência de servidores públicos cresceram 111% desde 2005, ou seja, os desembolsos saltaram de R$ 77,3 bilhões em 2005 para R$ 106 bilhões, para o ano de 2017, conforme levantamento realizado pelo economista Raul Vellozo.

 

Para manter a infernal máquina pública brasileira, a maldita burocracia, a coragem na cobrança de impostos, a avidez como se assaltam cofres públicos, como se aguarda aumento do consumo de combustível, o desregramento nos seus preços, levando caminhoneiros ao desespero, está deixando a nação, estados e municípios insolventes. Não existe um estado, um município que possa saldar em um ano suas dívidas. Elas extrapolam para 20, 50 ou mais anos, principalmente com a Previdência Social, enquanto um contribuinte de uma simples prefeitura não pode ter um buraco na calçada que leva uma multa da municipalidade, quando na verdade quem deveria concertar os buracos, fazer as calçadas “cidadãs”, é a municipalidade, porque as calçadas são espaços públicos mas foram transferidas para a responsabilidade dos moradores numa estúpida manobra do poder de polícia dos municípios, que vivem desperdiçando dinheiro com as mais ordinárias contratações de festas populares.

 

A contribuição “constitucional” de royalties para que estados e municípios gastem à rodo o que deveria ser empregado em serviços em prol do desenvolvimento econômico e social, é consumido com vergonhosos shows populares de péssima qualidade, enquanto empresários lutam com sacrifício para a realização de festivais do jazz, como recente em Santa Teresa, onde desfilaram importantes artistas internacionais.

 

Contra tudo isso ouvimos outro dia a voz solitária mas firme, determinada,  do deputado Lelo Coimbra, condenando tais aberrações. Parabéns.

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA


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É o salve-se quem puder

09/07/2018

Se os acontecimentos nacionais forem se avolumando para pior (é possível, com o apoio do STF?), com essa corja de ladrões dos cofres públicos à solta, gozando ainda da nossa cara de povo burro, dificilmente teremos eleições, mas, como dizia minha mãe, brasileiro tem sangue de barata (barata não tem sangue), é possível que nada aconteça e continuaremos elegendo os bandos de gatunos que prosperam em toda nação.

Nas redes sociais, que podem levar o país a um estado emergencial, publicou outro dia que “filho de deputados federais vão ter direito a Plano de Saúde (pagos pelos nossos bolsos) até completarem 33 anos! ” Mais, “Filhos de juízes vão receber auxílio educação de R$ 7 mil até 24 anos. ”

Uma maravilha!!!

Não é de agora, montou-se no país uma espécie de feudo político- partidário, onde os chamados donos (caciques) de partidos se plantam nos seus comandos para garantir uma espécie de perpetuidade no sistema eleitoral.

Conheci, há muitos anos, quando morreu Ulysses Guimarães, um dos reis do PMDB, uma senhora residente no Rio de Janeiro que contava numa roda as vantagens desfrutadas pela família da dona Mora, esposa do deputado federal Ulysses Guimarães, o quanto sua família desfrutava de benesses na Caixa Econômica Federal. Dizem que, até ontem. Hoje pode ser que a coisa tenha mudado.

Contou, também, o desfruto dos familiares de Mario Covas, em São Paulo, das vantagens dos grandes empreendimentos e, pelo que consta, desfrutam até hoje. O que aconteceu com as lideranças de todos partidos políticos, os chamados “manda chuva”, tem sido uma vergonha, a começar pelo PT, atolado até as orelhas, seguido até dos divertidos PDT E PC do B. Nem a esquerda ficou de fora do grande coxo, das formidáveis tetas da velha República, de vacas como a Petrobrás, Eletrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios, por aí...

Se houverem eleições, a coisa vai ficar tão feia que poderá criar uma revolta muito grande, com a participação dos candidatos atolados até às orelhas no taxo da corrupção do processo Lava Jato.

Em 2013 assisti uma formidável manifestação popular pelo Brasil e, especialmente, no Espírito Santo, quando quebraram todas vidraças da sede do Tribunal de Justiça, janelas do Palácio Anchieta e a destruição de estabelecimentos públicos e particulares.

A classe política brasileira está parecendo amontoados de prisioneiro tentando destruir os presídios para conquistar a liberdade. Nossos políticos querem arrombar os cofres públicos para buscar, de qualquer maneira, o enriquecimento ilícito. Nem o Supremo Tribunal Federal dá jeito.


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