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Idias de reformas.

10/06/2021

 

As vezes recordo aqui a figura mais simplória e mais inteligente, que o município da capital do Estado do Espírito Santo teve como administrador, no decurso de sua história: Chrisógono Teixeira da Cruz.

 

Sem avisar, sem puxa saco rodeando-o, saia a pé da prefeitura, que era bem próxima à Praça Costa Pereira, olhando o que precisava ser consertado, remodelado, limpado.

 

Sou de uma época antiga, quando o mercado da Vila Rubim era um negócio feio. Bota feios nisso. Um lugar em que a maré alcançava, levando toda sujeira, lançada na baia de Vitória.

 

Desde os tempos do primeiro prefeito, Ceciliano Abel de Almeida, o velho mercado da Vila Rubim ficou durante décadas, entregue à sua própria sorte, até que Chrisógono fez uma reforma ali para ninguém botar defeito. Foi por muitos anos o centro de abastecimento da Grande Vitória.

 

Com relação ao velho mercado da Capixaba, Chrisógono tinha uma expressão interessante: “Não tem uma arquitetura definida, um negócio mal feito, sem possibilidade de uma arrumação, mas, os “artistas” querem tombá-lo, para impedir que seja modernizado: “Confundem coisa velha com obra de arte, coisa antiga, e a cidade não caminha”.

 

Quando pegou fogo no Mercado da Capixaba cheguei a imaginar que os sonhos do Chrisógono iriam se tornar realidade: fazer uma coisa nova, moderna, decente, no local. Reformaram o monstrengo para pior. É uma pobreza de espírito administrativo lastimável.

 

O prefeito Lorenzo Pazolini deve convidar gente entendida, da terra mesmo. De fora, só aparece aqui sabidos. Contratar um projeto de restauração ou de substituição de prédios velhos por coisa nova, se possível abrindo concurso para jovens arquitetos que querem concorrer a um prêmio para remodelar, por exemplo, as av. Jerônimo Monteiro, Florentino Ávidos e do Comércio, até a Vila Rubim. Está faltando nos nossos administradores o que sobrava no Chrisógono: competência, coragem, determinação.

 

Para nós, capixabas, a Jerônimo Monteiro é de fazer vergonha.

 

 

 

 

 

 


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De volta Praa do Cau.

09/06/2021

 

Por volta de 1961, por aí, a Companhia Vale do Rio Doce, ao invés de estar preocupada com o desenvolvimento nacional (exportava na ocasião a tonelada métrica de minério por 9 dólares) construiu, nas imediações da antiga Praia de Santa Helena, um clube, o Cauê, para seus ilustres engenheiros e, ao lado, duas quadras de tênis, no meio de uma praça que tomou o nome de Cauê. O negócio foi tão imoral que, com o advento do movimento militar de 1964, o presidente Castelo Branco, um dos presidentes da República mais corretos que surgiu no país, determinou a doação do Clube Cauê para o Estado, para montar ali uma escola e, as quadras de tênis, destinadas à prefeitura de Vitória, para uso público.

 

Transformar o clube Cauê numa escola foi algo acertadíssimo, mas, como as coisas ruins não seguem o mesmo ritmo das boas, a praça do Cauê continua com suas quadras de tênis mantidas pela municipalidade para privilégio dos que gostam de jogar tênis, pouco se importando as autoridades municipais se aqueles campos de pouco uso (para uma elite), atrapalham o tráfico dos veículos que precisam de um acesso direto da 3ª ponte para a av. Nossa Senhora da Penha, e aquela indecência não sirva de esbulho a uma cidade que ainda não apareceu, depois do primeiro prefeito de Vitória, Ceciliano Abel de Almeida, quem pensasse em mobilidade urbana, no futuro, na arrumação da capital, humanizando sua favelas atulhadas de bandidos.

 

Estou assistindo o novo prefeito de Vitória, dizer em alto e bom som, que vai acabar com os ninhos de ratazanas que atrasam o desenvolvimento da capital. Talvez, quem sabe, político novo, determinado, tome um trator e passe sobre a praça do Cauê, para que o tráfego em direção à Terceira Ponte possa passar de forma decente. Aproveita, passa sobre as ratazanas também.

 

Nada contra os aficcionados pelo tênis, mas acho que o povo que passa por ali merece respeito. Arquitetos, urbanistas, curiosos diversos, já deram ideia como fazer modificações na Praça do Cauê, sem tirar o brinquedo dos amantes do tênis, mas o negócio é que está faltando um corajoso para botar ordem na imoralidade, antiga, matar as ratazanas.

 

Vamos dar força ao Pazolini.

 

 

 

 

 


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