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Chegamos ao fundo do poço?

01/11/2019

 

Acho que tenho um grave problema: saber mais do que muitos dos meus semelhantes. Um velho amigo que, aparentemente nos separamos depois de uma longa convivência, numa visita à sua propriedade, quando eu criticava de forma veemente o presidente Lula, pelas suas escancaradas patifarias e seus companheiros de poder, ele me respondeu com uma frase infeliz: “Você está enganado! O melhor presidente que o país já teve foi o Lula.” Parei um instante, abusando nossa “velha” amizade, retruquei: “Você está brincando! Ontem, até bem pouco, você me dizia que o Brasil jamais teria um presidente igual ao general João Batista Figueiredo, e até ajudou com amigos, com algum dinheiro, para que sua viúva pagasse algumas dívidas que seu soldo de militar e ex-presidente não permitiram saldar, como o apartamento da Praia do Pepino, no Rio de Janeiro. Mas ele aquiesceu: “O Lula foi o melhor.”

Acho que o velho amigo, pela idade, perdeu o chamado senso do ridículo, ficou com o “miolo frouxo”, como dizia meu pai, diante do comportamento das pessoas, principalmente quando se tornam subservientes ou, quem sabe, pensam que vão viver para a eternidade e podem cometer toda sorte de desatinos.

Fernando Henrique, Lula, Dilma, Michel Temer foram uma tragédia, destruíram o país, nossos sentimentos de “pátria amada” e tudo mais que ele encerra, ao servir de pasto a bandos de assaltantes, pseudos comunistas, protegidos por magistrados da nossa Suprema Corte, que envergonham nossos foros de justiça.

Confesso, não tenho condições de avaliar até onde iremos como nação, já que as que nos rodeiam são muito semelhantes à nossa. Os casos da Venezuela, do Equador, do Peru, da Bolívia, do Uruguai, Argentina, são dolorosos. Seus povos, como o nosso, sofrem do mais grave estado de amnésia, sem qualquer sentimento com a brutal corrupção em que vivemos.

O que me preocupe, me desanima, é a falta de equilíbrio, de maturidade, com que se comporta o presidente Jair Messias Bolsonaro, diante da mais estúpida pressão moral que a sociedade brasileira suporta, com bandos de imorais no poder e atrás das grades. O CONGRESSO Nacional, com raras exceções, é uma coisa de loucos.

As vezes me impressiona imaginar como tudo isso irá acabar. Não importa o que me poderá acontecer, mas se não tivermos o apoio decidido dos homens de verdade que compõem as nossas Forças Armadas, estaremos irremediavelmente perdidos.

 

 

 

 


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Vale a pena viver?

31/10/2019

 

Na melhor parte da nossa juventude sempre distinguimos entre os amigos, companheiros, um a quem mais nos apegamos, assim, numa espécie de ancora, pelas semelhanças que nos unem.

Quando saí de São Mateus, lá nos meus 12 anos de idade, deixei um grande amigo e, na véspera da minha viagem, corri à sua casa para me despedir. Nos abraçamos efusivamente e ele me desejou sorte no Rio de Janeiro, onde nunca tinha pensado em me mudar, de chofre, num salto entre a terra natal e a cidade mais importante do país, a Capital da República.

O tempo passou e, depois de dez anos de ausência, voltei para o Espírito Santo, onde meu pai, o velho Mesquita Neto era diretor de A Gazeta, em Vitória.

No retorno, voltei a me encontrar, vez por outra com o velho amigo, as vezes até porque lembrava do seu pai, de sua amizade com o meu, quando ele me telefonava ou me encontrava, agradecendo a lembrança.

Um dia, através do meu filho mais velho, Dan, o médico, fui saber que o amigo da minha infância estava passando um mal pedaço, com um filho drogado, que dava um trabalho terrível. Como o fato era muito penoso para mim, passei a evitar o amigo da minha infância.

Certa feita, na proximidade das festividades natalinas, perguntei à minha fiel secretária, Gláucia Kruger, de origem alemã, de mais de 30 anos ao meu lado, diariamente, o que desejava de presente de Natal, quando ela respondeu que um vinho português. Em companhia do velho motorista José Ramos, mais amigo do que motorista, fomos ao supermercado comprar o vinho da Gláucia, quando avistei de longe o meu amigo de infância. Dei uma volta, me escondendo atrás de uma gôndola e, instantes depois, era surpreendido com alguém tocando o meu ombro, era exatamente o velho amigo que, me abraçando fortemente me perguntou ao ouvido: “Está se escondendo de mim?”. Respondi: “Estou!”, e ele começou a chorar. Busquei consolá-lo, da forma mais tímida possível, quando ele me disse que gostava de ler quando escrevia acerca dos meus filhos, do meu pai, da minha mãe, D. “Piquena” e as lembranças do nosso São Mateus. Não gosto de recordar do velho e querido amigo, pela amargura dos seus últimos anos de vida. Fiquei triste e ao mesmo tempo feliz com sua morte. Terminaram seus dolorosos problemas...

Outro dia, lembrando com amargura da passagem pela vida do dileto amigo, fiquei comparando aquela tragédia humana com a que vivemos presentemente com o nosso país, entregue a uma chusma de ladrões da pior espécie, no comando da vida pública da nação, uns de tão bandidos, de dentro das grades cagando regras, querendo voltar ao poder e, outros, parece que amparados por uma terrível força, do mal, perseguem praticando as mesmas patifarias dos que estão nas prisões, como se o crime compensa ou que o povo é essencialmente burro, despreparado para viver.

Será que ninguém se apieda dessa situação tão degradante de uma nação, tão rica e tão grande?. Como dizia meu velho e querido amigo da minha infância: “Vale a pena viver?“

Às vezes, duvido que estou no Brasil.

Que país e este?

 

 

 


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