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Convênios suspeitos

10/01/2019

 

O governador Renato Casagrande mexeu num vespeiro do tamanho de um bonde, ao determinar a suspensão de convênios assinados pelo seu antecessor, Paulo Hartung, com 55 municípios do Estado. São 134 convênios que chegam a uma soma de R$223,4 milhões, favorecendo administrações municipais que davam apoio ao governador que terminou o mandato no dia 31 de dezembro último.

Sob alegação de “exme” de prioridades, Casagrande, na verdade sabe que os convênios de Hartung com os municípios tiveram objetivo de favorecer administrações municipais que lhe eram favoráveis e, na hora da despedida, nada melhor do que um adeus milionário...

Tem um negócio chamado ética, que na política não se usa, simplesmente porque muitas pessoas desconhecem o significado da palavra, o que representa a pessoas serem corretas, consigo mesmas.

A eleição do sr. Renato Casagrande foi, para o governador Paulo Hartung, um negócio que ele imaginava ser possível, mas não com tanta certeza, daí ter embrulhado o meio de campo, com uma espécie de enrolo, com chamados companheiros fiéis, alguns com claras condições de enfrentar o candidato Casagrande, como no caso do senador Ricardo Ferraço, o vice-governador César Colnago, o deputado federal Lelo Coimbra, por aí, se tivessem um esquema adredemente preparado para substituir o governador Paulo Hartung, que ficou em cima do muro até a vigésima quinta hora, deixando uma turma completamente desarvorada e abandonada á própria sorte, inclusive o excelente vice-governador Cesar Colnago.

Diante da tragédia política que o acometeu, o sr. Hartung, como sofrível cumpridor de promessas, saiu do governo batendo as sandálias, para tirar a poeira do Palácio Anchieta dos pés, prometendo que, jamais, em tempo algum, será candidato a qualquer cargo público mas, contudo, prontificou - se “dar conselhos”, se convidado fosse, ao presidente Jair Bolsonaro, a quem negou qualquer tipo de apoio, ao contrário, pichando a candidato sem conhecê-lo direito, sem imaginar que era o favorito do povo nas eleições presidenciais de outubro.

Tem o caso com aquela história do sujeito que, no interior da Paraíba, teve um “encontro” Lampião, num boteco nos cafundó da caatinga, quando teria dito, ao perguntar como era o nome da genitora de Lampião e, tendo como resposta quem era, deixou no ar uma suspeita “Comi muito aquela véia! ... ”

Não sei como terminou a história, mas é fácil imaginar, por se saber quem era Lampião e sua turma.

Essa história do cancelamento de convênios pelo governador Renato Casagrande, ainda vai gerar muito “muchocho”...

 

 

 


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Transporte sem massa

09/01/2019

 

“Nunca desista dos seus sonhos”, mas é preciso que sonhemos com os olhos bem abertos, pés plantados no chão e a cabeça fazendo projeções sobre exequibilidades.

O novo secretário de Estado dos Transportes, Fábio Damasceno, recém empossado para compor o secretariado do governador Renato Casagrande, anunciou que, uma de suas primeiras ações à frente da Secretaria é colocar em funcionamento o sistema de transporte aquaviário, ligando Vitória, Cariacica e Vila Velha.

Os tempos são outros. O sistema de transporte por lancha, entre Vila Velha e Vitória durou até a década de 60, através das lanchas de propriedade da velha Central Brasileira de Força Elétrica, companhia anglo-canadense, que detinha a concessão dos serviços de energia da Grande Vitória, os transportes de bondes e as velhas barcas que, como todo negócio inglês, tinha razoável pontualidade.

Os bondes desapareceram, as lanchas também, com o término da concessão de 100 anos concedido à CCBFE (do Grupo Schere and Pawer), sistema extinto no governo do Movimento Revolucionário de 1964, mercê de uma campanha persistente montada na época pelo líder empresarial Américo Buaiz, presidente da Findes (Federação das Indústrias), no Governo Christiano Dias Lopes Filho.

Várias tentativas foram feitas com objetivo de “revitalizar” o transporte de passageiros através de barcas, na baia de Vitória, mas sem grande sucesso. Os concessionários reclamavam da falta de passageiros, mormente nos períodos de chuva ou fora dos horários de “pico”.

Tem coisas e outras coisas! Insiste, por exemplo, o prefeito Luciano Rezende, de Vitória, que o capixaba deva abandonar o transporte por ônibus e andar de bicicleta. Não temos grande núcleos industriais ou núcleos habitacionais com concentração de trabalhadores que poderiam usar a bicicleta para se locomoverem entre sua moradia e a fábrica. Não somos um estado industrializado e muito menos temos um povo com tempo para viver trepado numa bicicleta. As ciclovias da cidade vivem, de segunda a sábado, abandonadas, com raros ciclistas trafegando. Domingo, aparece uns esforçados que, à falta de outro divertimento, andam de bicicleta.

Quero ver o tipo de empresário corajoso que, sem subsídio, vá enfrentar o sistema de transporte aquaviário, mesmo com o formidável crescimento da população.

Tivemos aqui, também, os autores de promessas de escadas rolantes, até para a Lua, tuneis, pontes as mais diversas, viadutos, teleféricos e até um “disco voador” plantaram na av. Nossa Senhora da Penha, numa demonstração de que, “de músico, poeta e louco, todos nós temos um pouco", como a velha modinha de carnaval.

 

 

 


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