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Malucos beleza II

11/01/2020

 

Tenho mania de guardar papeis velho, páginas e mais páginas de jornais, recortes aos montes e, as vezes, fico remexendo aquela velharia e imaginando, com meus botões: Eles são loucos... As mirabolantes propostas que vieram desses governantes ruins, depois de 1985, até que Lula foi preso, Dilma escafedeu-se com um impedimento fajuto e Temer, de sorte mais ou menos semelhante a seus companheiros de tomada do poder.

Com a eleição de Bolsonaro, a prisão de Lula, o enterro da imprensa, totalmente desmoralizada, com suas mentiras, resolvi eliminar aquele monte de jornal velho. Guardar por que e para quê, montoeiras de mentiras, assaltos os mais diversos, crimes os mais estúpidos, numa nação onde a cadeia para os figurões é aprendizagem para viver às custas do Estado, quando, na verdade, essa gente toda, sem um mínimo de escrúpulos, que pilhou os cofres públicos, deveria ser fuzilada ou, no mínimo, prisão perpétua à falta de corajosos para apertar o gatilho?

O jornal A Tribuna, único remanescente do que foi outrora imprensa escrita no Espírito Santo, tornou-se uma espécie de porta voz das mentiras de administradores públicos que, não sei do porquê, merecem reeleição, talvez fruto da incapacidade do eleitor de ver nomes melhores do que a chusma de sobreviventes da má política nacional.

Circunstâncias especiais me fizeram voltar a guardar jornais velhos, agora A Tribuna, para ver até onde Renato Casagrande e Luciano Rezende – governador do Estado e prefeito da capital-, chegarão às próximas eleições com suas mentiras.

Agora, na edição do último dia 04 de janeiro, a Tribuna saiu com ampla reportagem sobre o projeto do formidável governador Casagrande, de construção de um trem urbano, uma linha de 16 quilômetros de extensão, vindo pela BR-101, no município da Serra até a estação Rodoviária, na proximidade da Ilha do Príncipe. Não sei se aéreo, por um túnel de tal distância ou, à moda do Luciano Rezende, por cima das suas ciclovias.

No frigir dos ovos, estamos fritos também, com esses malucos beleza...

 

 

 


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Leia muito, sem preguiça

10/01/2020

 

O problema principal é a falta de leitura. Se você entender, caro leitor, que é medianamente inteligente, embora preguiçoso com a leitura, muda de hábito, perca uma hora por dia, como se fosse uma obrigação, um castigo, uma penitência, para ler muita coisa de importante que existe nos livros e que vão lhe dar uma cultura extraordinária.

Tinha um “poeta” que andava por aí, entitulando-se de “naturalista”, intimidando as pessoas, entidades, empresas, com sua arrogância e petulância. 

Um belo dia A GAZETA, onde exercia a função de repórter, redator, revisor e uma porção de coisas mais, até agenciador de anúncios, a pedido do extraordinário amigo Eugênio Queiroz, me mandou fazer a cobertura de uma entrevista do tal “poeta”, no auditório do Edifício Fábio Ruschi, na av. Princesa Isabel, onde o alvo era a Aracruz Celulose, que despontava com o maior reflorestamento em essências exóticas de eucaliptos, a maior do mundo, abrigando grande parte do Espírito Santo e do Estado da Bahia.

Lá pelas tantas o tal “poeta” disse da tragédia que ia acontecer no Estado do Espírito Santo, com sua desertificação, porque o poder do eucalipto, em extrair água do lençol freático era tão grande, que teria uma influência tremenda, nos níveis do oceano e rios da região atingida pelo plantio, que os raros espécimes de beija flor existente no Estado iriam desaparecer.

Enjoado com aquela conversa mole do famoso mentiroso, me levantei na plateia, de mão para o alto, pedindo um aparte. O “poeta” indagou: “Quem é o senhor? ” – Respondi: Gutman Uchôa de Mendonça, repórter de A GAZETA. Pode fazer sua pergunta – Queria que o senhor me informasse, primeiro, responsáveis pelos estudos, realizados em qual país, para certificar que até o nível do mar irá baixar, com o plantio da floresta de eucaliptos; segundo, o senhor que se diz tão entendido em beija flor, até fornece espécimes para ficarem enjaulados em viveiros, como no Hotel Senac, na ilha do Boi, em Vitória, qual a base alimentar do beija flor?

O homem ficou uma fera e respondeu asperamente: “Não discuto com leigos”. – Pois o senhor não discute porque quer fazer esta plateia de besta, sem entender nada de plantio de eucaliptos e muito menos da alimentação principal do beija flor.

- Nenhum estudo prova que o plantio de eucaliptos resseca o solo, suga toda água do lençol freático e provoca queda no nível do mar, rios e lagos. Por outro lado, o alimento principal do beija flor são micros insetos que se alojam no interior das flores e o pássaro, com seu bico pontiagudo, numa rapidez fantástica, o recolhe. Quem atrai os insetos é o néctar ou cheiro das flores, que são a alimentação principal dos insetos.

O fim da novela é que o homem ficou puto da vida com as perguntas do jornalista e abandonou a conferência, onde estava para enganar os trouxas...


 

 

 


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