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Pressa complicada

08/02/2019

 

Não é ainda uma tragédia, mas, aos “amigos”, tem preocupado as caneladas do governador Renato Casagrande, nesse início de governo, onde auxiliares escolhidos não tocam instrumento nenhum, provocando uma tremenda desafinação da chamada máquina administrativa.

O recente episódio da prisão do presidente do Banestes, Vasco Gonçalves, envolvido em possíveis falcatruas no Branco de Brasília, homem muito próximo ao governador, como em outro caso, do conhecido Frei Paulão, dão uma demonstração de que, ou os “escolhidos” não foram devidamente examinados ou o que está errado tarde ou nunca se endireita...

Não tenho nada de pessoal contra qualquer pessoa, capaz, egressa, de outro estado, até do exterior, capaz, correto, venha para qualquer função pública aplicar seus conhecimentos mas, preferencialmente, acho que deva se esgotar as escolhas nos chamados filhos da terra.

Christiano Dias Lopes Filho, teve excelentes secretários e o Estado do Espírito Santo teve um dos maiores sanitaristas como secretário da Saúde, na pessoa de Hamilton Machado de Carvalho. Competente, correto em tudo, e de uma honestidade irreprovável. Por outro lado, quando procurava um secretário de Segurança na pessoa do major Romão, do Exército, servindo no 38º BI, depois de levar ao presidente Castello Branco seu pedido, verbalmente, o sr. Dias Lopes teve como indagação do presidente: ”Governador, lá no Espírito Santo o senhor não tem um homem de sua confiança, ilibada seriedade para ser seu secretário de Segurança? ” O sr. Dias Lopes tentou sensibilizar o marechal pela amizade que tinha com o major, mas ele foi categórico: “Se o major Romão quiser ir para reserva remunerada, para ser seu secretário de Segurança, muito bem. Cedê - lo para a função, não”. E encerrou o papo.

Agora mesmo estamos assistindo o ex-secretário da Educação do governo Paulo Hartung, o economista Haroldo Rocha, ocupando as funções de secretário adjunto da Secretaria de Educação de São Paulo. Não faço favor em ao ex- secretario e muito menos ao governador Paulo Hartung em parabeniza-los e muito menos ao governador João Dória, de São Paulo, pela brilhante escolha. Como capixaba me sinto feliz em ver um técnico capixaba de alta capacidade administrativa no campo educacional galgar posição tão singular num grande Estado.

Quando buscamos um médico, um dentista, um colégio para nossos filhos, queremos o melhor, o mais competente. Nós estamos precisando de empregar nossos conterrâneos capixabas. No governo anterior do sr. Casagrande tivemos um excelente secretário de Segurança no sr. André Garcia, aproveitado pelo sr. Paulo Hartung, sem nenhum desdouro, quer pra um, quer pra outro. Um dos melhores que tivemos. A pressa é inimiga da perfeição.

 

 

 


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A verdade que cala.

07/02/2019

 

Quando eclodiu a greve dos caminhoneiros o então presidente Temer declarou “O povo não merece pagar pela greve dos caminhoneiros”.

 

Lá de Rondônia, o caminhoneiro Rangel, que ficou conhecido naquela oportunidade, pela sua inteiração nas redes sociais, saiu com as seguintes observações, sobre o pagamento da conta, pelo trabalhador brasileiro:

 

Texto do Rangel:

Você estudou História do Brasil?

 

Aqui é Rangel de Rondônia, trabalho com a comunidade madeireira em Rondônia

.

Eu estava observando aqui que o Presidente da República falou.

 

Nosso presidente, ele disse que o povo não merece pagar a conta da greve dos caminhoneiros.

 

Ele teve coragem de dizer isso.

 

Tenho uma coisa para falar com o Senhor Presidente do Brasil.

 

Eu pago a conta da corrupção.

 

Eu pago a conta da incompetência.

 

Eu pago a conta do jatinho que nunca vou usar.

 

Eu pago a conta da violência.

 

Eu pago a conta do desperdício.

 

Eu pago a conta da malandragem.

 

Eu pago IOF, IPI, CIDE, FAPES equivalente ao INSS e o ICMS, IPVA, IPTU, ITBI.

 

Eu pago plano de saúde porque o SUS não dá conta.

 

E pago o SUS também.

 

Eu pago para andar de carro que eu já paguei.

 

Eu pago para estacionar.

 

Eu pago para morar numa casa que já é minha.

 

Eu pago folha de ofício, lápis e borracha para os meus alunos.

 

Eu pago pedágio e olha que eu pago o documento do meu carro.

 

Eu pago para comprar.

 

Eu pago para vender.

 

E pago para comer, beber e vestir.

 

Eu pago por água, luz, gás.

 

Eu pago para me aposentar e não tenho FGTS.

 

Eu pago um absurdo por remédios.

 

Acho que vivo para pagar conta.

 

Pago meus débitos.

 

Pago meus erros, pago pelos meus acertos.

 

Pago pela ignorância.

 

Pago pelas consequências de viver num país alicerçado moralmente.

 

Por falta desse alicerce moral, de levar vantagem em tudo.

 

E se eu morrer alguém vai ter que pagar caro para que eu descanse em paz.

 

Então meu amigo caminhoneiro toca-lhe pau, que a gente vai pagar a sua conta.

 

 

Rangel, de Rondônia “

 


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