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Lula pagando pecados

07/10/2019

 

Não tem jeito. O Brasil, como diz o José Simão, é o país da piada pronta. O caro leitor sabe que o “professor” Lula é o sujeito mais pândego que já apareceu na política nacional. A nossa imprensa, nos seus estertores, como o caso da Folha de São Paulo, deu em sua edição do dia 1º de outubro em curso a seguinte manchete de primeira página: “Lula desafia Lava Jato e diz não “barganhar liberdade”- “Petista divulga carta após força-tarefa pedir mudança para o regime semiaberto. 

Lula precisa ser solto, para ficar preso dentro de casa. Se for para a rua, vai sofrer os mesmos vexames que até ministros do Supremo Tribunal teem passando, até no exterior, com berros de epítetos os mais absurdos, pela raiva com que a sociedade está acometida pela irresponsabilidade dessa gente.

Lula solto, é pior do que Lula preso. Primeiro porque, onde está preso, não pode ser alcançado pelos xingamentos. Solto, aí que vai ficar escondido, para não ser achincalhado.

Assisti, na década de 80 Lula conduzindo o coro de petista e cutistas nos xingamentos ao então presidente José Sarney, no Largo São Francisco, no Rio de Janeiro, quando padrinho de um casamento, onde a noiva era filha do suplente de senador de Sarney. A massa que tomou conta do Largo de São Francisco, entoava o bordão: “Sarney, ladrão, Pinochet do Maranhão! ” Até que petistas e cutistas, munidos de picaretas, tentaram destruir um ônibus do Exército, blindado, que carregava Sarney e sua comitiva. Lula vai ser à semelhança do Sarney. Vai passar um mal pedaço, daí ele preferir continuar preso. Soltem a fera...

Que Lula tenha medo de ser colocado ao meio da execração popular, com os mais “simples” epítetos? Vá lá mas, na realidade, o que ele está sentindo é a insegurança, a inaptidão para pisar em ovos...

Vamos torcer para Lula ser solto, para ver se ele suporta os palavrões que lançou contra seus antecessores na política. Lula precisa sofrer na carne suas próprias inconsequências.

É de fazer dó, a cobertura da imprensa. Para que ele não saia, a não ser sob o condão da honestidade. Se realmente Lula está esperando por tal absurdo, perde tempo e, talvez tenha razão. Deva morrer na prisão, para não ser destruído moralmente.

 

 

 


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Os malucos do pré-sal.

06/10/2019

 

Quando criança, lá no meu São Mateus, nos meses de verão, as mangas eram abundantes. Na chácara da minha avó Itelina tinha mangueiras frondosas, espada, aquelas vermelhas parecia sangue, deliciosas. Ao invés de brigar com a molecada para não chupar as mangas, ela aconselhava a chupar o que fosse possível: “Chupa bastante, porque vai acabar...”

 

As jazidas de petróleo, na área do pré-sal, a uma profundidade de até 5 mil metros, é um negócio caro até impossível de ser apanhado, através das sondas. Numa fundura de até mil e poucos metros, embora não muito fácil, fica menos caro, o processo exploratório. É bom explorar, antes de acabar.

 

O problema brasileiro, grave, é a burrice, aliado à corrupção. Qualquer jovem, nos seus 15 anos, sabe avaliar a chusma de ladrões que invadiram a Petrobras, pilhando seus recursos. Fosse num país sério, essa gente sem escrúpulos jamais sairia da cadeia. Em países menos sérios, estariam enforcados. No Brasil, são protegidos por figuras do judiciário e até recebem títulos de “doutor honoris causa”...

 

O petróleo é finito. Um dia vai acabar. Os países desenvolvidos como Japão, França, Alemanha, Suécia, Estados Unidos, sem petróleo ou com algum, começam a produção dos carros elétricos, totalmente elétricos e, não demora muito, chegarão os movidos por sistema remoto, e olhe lá senão chegarão os guiados por telepatia...

 

Com objetivo de se iludir, e iludir a sociedade também, inventaram a moda de que o petróleo do pré-sal vai dar dinheiro para prefeituras, estados e até governadores nadarem em dinheiro do petróleo, os chamados royaltis, invenção brasileira para distribuir dinheiro com administradores irresponsáveis.

 

O Brasil, pelo andar da carroça, será o último país do mundo a ingressar na utilização da montagem do carro elétrico, simplesmente porque quer tirar o petróleo do poço até a última gota.

 

Meu Deus, quanta burrice! Tem trechos retos em rodovias federais, estaduais e municipais onde os radares obrigam velocidade de 40 quilômetros, num atestado eloquente de mediocridade automobilística, na era espacial.

 

É possível que todos os seres humanos vivos, morrerão sem ver acabar o petróleo, que será utilizado para produção de remédios e outros tipos de materiais, principalmente isolamento térmico, enquanto as demais nações estarão usufruindo da moderna tecnologia do automóvel elétrico, ou quem sabe, movido a eletroímã, enquanto nossos dirigentes sonham com ciclovias e, a mais nova invenção da mobilidade urbana: os patinetes.

 

Os negócios do pré-sal, para algumas empresas, principalmente estrangeiras, o que interessa é a “mecânica” do financiamento para exploração de jazidas. Negócio complicado...

 

 

 

 


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