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Para conhecer as cidades.

06/09/2020

 

Qualquer pessoa que viaja sabe: se conhece quando uma cidade é bem administrada quando visita o mercado. Andando pela capital e interior de São Paulo, em Curitiba, Florianópolis ou mesmo no Rio Grande do Sul, dá gosto de se visitar um mercado. O Brasil ostenta os mais bem arrumados supermercados do mundo. Está certo que não são todos, mas a maioria é um exemplo de limpeza, de organização.

 

Outro dia estive lá no meu São Mateus e fui comprar bejús, farinha, aipim (macaxeira), rapadura, carne de sol, por aí. Não é um mercado do outro mundo, de aspecto limpo, tão agradável como os de São Paulo, Belo Horizonte, mas para o interior, é excelente.

 

A Vila Rubim, com seu mercado, que sofreu uma impecável reforma pelo então prefeito Chrisógono Teixeira da Cruz, como o velho mercado da capixaba, em plena avenida Jerônimo Monteiro, abandonados à própria sorte, pela chamada incúria administrativa. Seguidos prefeitos, prometem uma verdadeira “revolução” na cidade e só sabem aumentar o IPTU, dando a impressão que querem expulsar os moradores para municípios vizinhos.

 

Quando consome de recursos, a cidade de Vitória, a menor capital do Brasil, para manter um “séquito” de 11.800 servidores, fora as empresas prestadoras de serviço? Cortando grama num canteiro de uns 20 metros de comprimento, por dois de largura, na av. Beira Mar, tinha 18 homens e um tomador de conta, feitor. A prefeitura de Vitória, com meio expediente de funcionamento, se trabalhasse 24 horas/dia não caberiam os 11.800 servidores. Esse troço não vai acabar nunca, exatamente porque há uma falência administrativa no Brasil onde cada administrador, mais incapaz do que o outro, acha que administrar é dar emprego público, que o bolso do contribuinte é inesgotável.

 

Vamos fazer um exercício de profilaxia política. As eleições estão próximas. Vamos substituir essa gente inútil toda. Vamos ter, ao menos, coragem de votar secretamente, enganar esses aproveitadores. Não creio que a mudança dessa gente toda, com o sistema político-partidário no Brasil vá adiantar muita coisa, onde cada vereador tem 6,12,18 até, auxiliares, assessores, em seu gabinete. É parente que não acaba mais e o povo burro, bobo, continua votando nas mesmas pessoas. Agora mesmo o vereador Mazinho vê aprovada lei de sua autoria extinguindo 4.122 leis inúteis que jamais serviram para coisa alguma. Quanto custou essa formidável demagogia?

 

O que existe de bem arrumado ainda, no Estado, mercados que você pode ir, são os de Guarapari. Afinal não está tudo perdido, mas é o único prefeito está pensando na cidade, na sua representatividade.

 

O prefeito de Vitória desconhece que a Vila Rubim é o centro popular de abastecimento da população de Vitória. Acorda, gente!!!

 

 

 


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4.122 leis inúteis.

05/09/2020

 

É a velha história. Diz um aforismo: “Santos de casa não fazem milagres”, as vezes fazem. Vez por outra, para contar a inutilidade da maioria das leis brasileiras, cito uma quadrinha que li ainda menino num desses almanaques de “Capivarol”, na privada da minha casa, lá no meu São Mateus, que dizia: “São desgraças do Brasil, / Este paraíso louco. / Leis que são umas pérolas.../ Formiga, ferrugem, mofo. ”

 

Pode, à primeira vista ser um negócio sem importância, para muitos, mas mesmo para poucos, é um negócio inusitado, como dizem os mineiros. O vereador Mazinho, da Câmara de Vitória, um dos pretendentes a ocupar o cargo que breve vai deixar o sr. Luciano Rezende, Prefeito de Vitória, viu aprovado projeto de lei da sua autoria, que extingue 4.122 leis municipais ( a metade das leis do município), pela sua mais completa inutilidade.

 

Raios, o sr. Luciano Rezende passou oito anos à frente do município de Vitória e não viu a estupidez que o vereador conseguiu apagar, sem que se dignasse sancionar o projeto do rapaz, com medo de fazer-lhe “sombra”, empanar seu “brilho” de construtor de ciclovias, para bicicletas fantasmas?

 

Questiono sempre umas idiotices que não sei do porquê surgem nesta Ilha, que Carmélia Maria de Souza, nossa querida Carmélia, que viu o teatro que leva seu nome, na chamada Volta de Caratoira, se acabar, porque o município não soube cuidar do imóvel que lhe fora entregue como comodato pelo antigo IBC e que foi entregue à sua própria sorte, inteiramente liquidado. Na hora que o “circo pega fogo”, pela incúria administrativa, saltam os salvadores da pátria para dizer que vão “revitalizar” o “Carmélia” e ameaçam “tombar” (ou trombar?) O que não souberam cuidar, que não lhes pertence. É do Governo Federal.

 

A av. principal de Vitória é a Jerônimo Monteiro. Jerônimo Monteiro foi um dos raros mais importantes governadores do Estado (1908 e 1912), como Florentino Ávidos, Jones dos Santos Neves, Carlos Lindenberg e Christiano Dias Lopes Filho, os verdadeiros construtores do Estado. Quem passa pela importante avenida assiste dezenas de imóveis fechados, antigas lojas de um comércio florescente que acabou porque seus proprietários não puderam cumprir com absurdas exigências municipais, como acessibilidades  para deficientes, banheiros femininos, masculinos e para deficientes, provadores de roupa até para deficientes, medidas de segurança contra incêndio impossíveis de serem cumpridas, calçada cidadã, obrigações do município que determina o recuo no terreno e não sabe tomar conta do que obriga que outros façam, quando a obrigação é sua, etc. A cidade é um lixo, com paredes pichadas pelos inimigos do alheio. Somos o que? Moradores da terceira cidade em melhor qualidade de vida do Brasil?

 

Agora, o vereador Mazinho vê aprovada a lei de sua autoria, por unanimidade, extinguindo 4.122 leis INÚTEIS. Um paraíso louco, o município de Vitória. A que preço, tanta inutilidade? Quanto custa a Câmara Municipal de Vitória e de outros municípios brasileiros? Que se pode esperar dessa gente de fora que vem em busca de sobrevivência devido a perda de eleições em outras paragens? Qual o custo do IPTU para suportar essa carga de desocupados?

 

O retrato de corpo inteiro da nossa ilha não é medido apenas pelas 4.122 leis extintas pelo vereador Mazinho, projeto que o prefeito não quis sancionar para não “empanar seu brilho” e muito menos pelo abandono de imóveis e das absurdas exigências municipais, pela falta da criatividade dos administradores que não sabem nem para que direção o vento predominante sopra na cidade,  pela mais absoluta incapacidade de zelar pelo bem público. E a Carmélia, excelente cronista, dizia que “Esta Ilha é uma delícia”. Deu no que deu...

 

 

 


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