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A fome e o trabalho

07/06/2019

 

Estatisticamente falando, via IBGE, o Brasil ostenta uma taxa de 13 milhões de desempregados, pessoas que perderam seus empregados movidas por uma crise econômica que vem se arrastando desde 2013, fruto de um conjunto de analfabetos funcionais que assumiram o poder, com a utilização brutal da utilização de recursos públicos, quer através de um sindicalismo de resultados ( o pior e único sistema sindical do mundo) e da pilhagem endêmica de recursos públicos, via sistema de corrupção com a participação de grandes empresas, um negócio que vem desde a chamada Era Vargas, de alimentação de poderosos grupos bancários e empresariais diversos.

Imaginou-se, em plena Era Vargas que o Brasil deveria se transformar de uma nação essencialmente agrícola em industrial, numa concorrência inconsequente com grupos como ingleses, holandeses, suecos, alemães, japoneses, americanos, dentre outros e, assim, passamos a importar ferramentas para produzir equipamentos mais caros e de pior qualidade do que qualquer país do mundo e, estupidamente, durante o governo de Juscelino Kubitschek de Oliveira, tido como o mais desenvolvimentista que surgiu por aqui, que fez florescer a propina de 10% sobre os negócios públicos e estabeleceu uma idiota “reserva de mercado” que nos proibia importar alguns produtos, como computadores, automóveis, máquinas diversas, nos colocando num atraso universal que pagamos um alto preço até hoje, que produziram Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma e suplentes como Temer, todos na cadeia ou impedidos de trafegarem em via pública, sem serem quase apedrejados.

Tem uma massa de gente desocupada, sem emprego, no Brasil, que não é de 13 milhões, mas de 50 milhões ou mais. Os recursos públicos arrecadados em forma de impostos são 80% consumidos para pagamento do funcionalismo público e pessoal inativo, bem como sua Previdência Social. A dívida pública vai se acumulando, crescendo, e o governo encolhendo, mentindo com sua teoria invisível de crescimento, sem condições de tapar um buraco aberto com as últimas chuvas na rua, pela precariedade dos serviços.

Pela sua incapacidade de enxergar o futuro, o administrador público não sabe o risco que corre. Tem dois anos que ocorreu uma greve da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros no Estado do Espírito Santo, e o resultado foi dantesco: 219 mortos, perto de 400 estabelecimentos comerciais destruídos, com seus proprietários falidos e, uma marcha de desaceleração da economia, tudo por falta de planejamento. O Brasil jamais será uma nação industrializada. A vocação do Brasil é essencialmente agrícola, temos que criar mecanismos de apoio a agropecuária porque o problema mundial é a fome e nossos governantes não sabem nem para o vento sopra na direção mais frequente e, pior ainda, como criar um mecanismo de incentivo ao desenvolvimento do agronegócio. Perguntem aos nossos governantes quantos impostos o Brasil, possui? Eles querem aumentar mais...

 

 

 


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Imitando para pior

06/06/2019

 

 

Até a década de 80, por ai, a maior concentração de bicicletas do mundo estava na China, onde os poucos carros circulantes tinham que se desviarem do pequeno veículo em duas rodas que transportava, numa impressionante façanha de equilíbrio, na cabeça dos seus condutores, pesados fardos.

Na época, o Brasil se situava entre os oito países mais desenvolvidos do mundo, com a China capengando lá perto 15º, por aí, transportando sua riqueza num biciclo.

Saindo da idiota doutrina socialista maoísta para um chamado socialismo de resultados, os chineses passaram a ser um dos povos mais empreendedores do mundo, mesmo copiando tudo que lhe vinha às mãos, tornando-se, primeiro, os maiores fabricantes e exportadores de semiacabados de aço do mundo.

Hoje, a ainda nação mais populosa da face do planeta tem metade de sua população, em torno de 600 milhões, três vezes a população do Brasil, vivendo uma excelente qualidade de vida, sem a presença das bicicletas e, interessante, tem cidades chinesas que proibiram a circulação de motocicletas, não por serem barulhentas, mas por se constituírem em veículos locomotores de ganges de ladrões.

Nesses quarenta anos, que a China deu um impressionante salto no campo do desenvolvimento econômico e social, o Brasil se estagnou se situando apenas na produção de suas commodities agrícolas, tendo como maiores compradores de sua produção, os chineses, sendo que na área da cafeicultura, o destino de toda rubiácea produzida se destina à Alemanha que, embora não detenha nenhum pé de café, é o mais importante mercado, detendo os maiores estoques que regulam o preço do produto no mercado mundial.

Sem nenhuma criatividade no campo do desenvolvimento econômico e muito menos no social, nossos administradores públicos são de um primarismo revoltante. Em matéria de mobilidade urbana, somos um fracasso. Nossas ruas que, mal e porcamente dão para passar um veículo, querem estreitá-las mais ainda, para construir uma ciclovia, ou pista para usuários fortuitos de patinetes. Outros, dizem, os sueco vão para o trabalho ou a escola de bicicletas, sem levar em consideração que o país tem uma população de 10 milhões de habitantes e Estocolmo, a capital, tem uma população mais ou menos equivalente à do município da Serra, naturalmente com um grau de instrução incomparável.

Não sei se é o sistema de governo que utilizamos que está errado, o grau de instrução da sociedade, com seu primitivismo e barbárie ou se ruim mesmo é a fórmula de escolher os piores políticos, para nos governar. Despreparo da maioria.

Num tremendo retrocesso, estamos imitando a velha China.

 

 

 

 


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