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Na ilha dos tiroteios

07/02/2020

 

Estatísticas, pesquisas de opinião pública, tudo isso, no Brasil resume-se numa grande merda. Cada qual, a seu modo, encomenda resultado a seu gosto. Não vamos culpar muito o Brasil pela ocorrência de tais mazelas. Nos Estados Unidos, até o último instante eleitoral para a presidência da República os institutos de pesquisa comprados pelo Partido Democrata, davam como Hilari Clinton (lá também tem cocho e carniça) como vencedora do pleito que elegeu Donald Trump, o primeiro político a se eleger para a maior potência econômica e bélica mundial renegando o apoio da imprensa, o que era considerado uma decisão suicida.

Dentro dessas pesquisas de opinião encomendadas tem uma que considerou Vitória, a capital do Estado do Espirito Santo, como a “terceira cidade com melhor qualidade de vida” (não sei se do Brasil ou do mundo). Todos nós sabemos, que habitamos este menor espaço geográfico de uma capital brasileira (de Estado), com 42 quilômetros quadrados (60% morros com suas temíveis favelas); aqui se mata mais do que em muitos países em guerra permanente. Agora mesmo a imprensa escrita (o que resta) noticia que na “Grande Vitória tem um tiroteio por dia”. Como as estatísticas mentem muito, acho que “um tiroteio por dia” é muito pouco, foi feito um arranjo para a coisa não ficar tão deprimente para todo nós, moradores da Ilha.

Talvez seja esta uma das razões que está levando o prefeito Luciano Rezende a contratar, com duas empresas, 15 milhões de reais em publicidade. Deve ser brincadeira. Não existem fórmulas mágicas para se gastar tamanha montanha de dinheiro, arrecadado na forma de impostos mais caros do Brasil, para apagar essa brutal insegurança em que vivemos. Quem sai de suas casas, a pé, após as 19 horas? Só doido ou viciado em crack, traficante ou bandido.

O sistema de segurança pública, nosso, infelizmente está sem comando, destroçado pela má política. Gente de fora não faz milagre mesmo, mas nossos governantes acham que, quanto mais estranho ao Estado, melhor, daí a formidável brutalidade que assistimos.

No último fim de semana, em Vitória, na Praia do Canto, um dos bairros mais importantes, exatamente num local onde se encontram bares badalados, no “Triangulo das Bermudas”, ocorreu uma festa “clandestina”, sem o conhecimento da municipalidade, onde ocorreu uma sucessão de tragédias, com tiros, brigas, bêbados, viciados, assaltantes, tudo junto, com direito a arrastões e agressões. Constatou-se que compareceram à festa “clandestina” 10 mil pessoas...

A chamada imprensa noticiou e a prefeitura não tomou conhecimento que armava-se uma festa nas vias públicas, com multidões de pessoas, notadamente embriagadas.

Não estranhem. É a nossa “qualidade de vida”...

 

 

 


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A hora da carniça

06/02/2020

 

Aproximam-se, no Brasil, as eleições municipais, a chamada hora da carniça (os cargos públicos), quando os urubus (os políticos) se agitam para não perderem seu aquinhão (pedaço) do território, que é o formidável cocho (os cofres públicos) onde todos avançam, para manterem suas sobrevivências, e dar seus apaniguados.

O Brasil experimentou, nas últimas eleições de outubro de 2018, quando foi eleito para a presidência da República Jair Messias Bolsonaro e ocorreu a substituição de 52% do Congresso Nacional, o fato mais surpreendente na história nacional. Velhas raposas, velhos ladrões, antigos donos do poder (do cocho) foram alijados. É verdade que, na mudança ocorrida, algumas raposas velhas foram ressuscitadas, como no caso do Espírito Santo foi banido pelo seu cansaço pessoal o sr. Paulo Hartung mas, infelizmente, substituído pelo sr. Renato Casagrande, um petista camuflado, que saiu arrebanhando “companheiros” que perderam as eleições em outros estados e que para aqui vieram, sem jamais conhecerem nossos “cochos”, para servirem de nossas carniças. Está dando no que estamos assistindo, com a briga exposta, dentro de seu partido, entre as disputas internas entre o prefeito da capital, sr. Luciano Rezende e seu vice, Sérgio Sá, demitido de forma surpreendente da Secretaria Municipal de Obras e Habitação, pelo simples fato de ter preenchido a lista de possíveis candidatos ao cargo de prefeito de Vitória. Negócios da oligarquia política brasileira, coisas de donos de siglas partidárias.

A briga pelo famoso cocho, o poder, está ocorrendo, presentemente em todo país, onde Lula, aos berros, quer candidatos do PT em todas prefeituras possíveis e imaginárias, como uma espécie de conquista de novo território através dos municípios, embora ele seja inelegível.

No Brasil é assim, a briga pelo poder se renova de dois em dois anos, para a classe política que, na iminência de perder as próximas eleições, não se reeleger, tenta a vereança ou uma prefeitura, caso não consiga a migração de um Estado para outro, como aconteceu no governo Casagrande, onde “companheiros” seus vieram até do Grogotó de Judas, para assumir funções públicas no Espírito Santo, a razão principal que irá prover o banimento do governador, pela segunda vez (o que poderá ser definitivo) dos quadros políticos do Estado.

O homem das ciclovias, o prefeito Luciano, desesperadamente se agarra ao poder, numa vaga esperança de assumir uma secretaria do governo do Estado, para aguardar a morte lenta.

Na verdade a classe política jamais esperava que o sr. Jair Messias Bolsonaro se elegesse presidente da República. O homem, sozinho, é uma revolução. Quem roubar no seu governo vai para o “pau de araras”, promete...

 

 

 


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