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Pressa de pensar

10/04/2019

 

Quem passa pela av. Beira Mar, pouco depois do Saldanha da Gama, velha construção sendo corroída pelo tempo, vai avistar, do outro lado da baia de Vitória, depois do Penedo, outra grande construção abandonada, onde funcionou por longos anos a denominada Penitenciária de Pedra D’Agua. O motivo da extinção do imóvel, como prisão, se deu às reclamações dos moradores da região, devido as constantes fugas de presos, as vezes em massa, tidos como perigosos.

Faz um longo tempo que o imóvel está abandonado, mas, agora, com acentuado déficit de vagas nas penitenciárias do Estado, foi sugerida a revitalização do presídio, até que apareceu alguém com a ideia mais brilhante, de transformar o presídio em hotel.

Para implantar um instrumento de hotelaria, de qualquer importância, precisa ter localização como referência. Casos semelhantes como da ilha de Alcatraz, nos Estados Unidos, não se multiplicam com facilidade.

Nossas autoridades são férteis em soluções rápidas, com recursos alheios.

 

Nem motel, a Penitenciária de Pedra D’água se presta.

Outro dia a Assembleia Legislativa aprovou projeto de lei determinando a alguém (alguém, quem?) a instalar redes de proteção na Terceira Ponte, para impedir suicídios. A ponte tem regime de concessão.

Não se trata de escarnecer da vida humana, daquele que, movido por dissabores vários tem coragem para cometer o suicídio, deixando tudo para trás.

A questão é que, infelizmente, existem os que estimulam o suicida a pular e, por outro lado, cumprindo sua função social, o Corpo de Bombeiros ou a Polícia, fecham o trânsito na ponte, horas seguidas, com o objetivo de poupar uma vida, enquanto milhares de passageiros estão sendo retidos, alguns com problemas de viagem, médico que demorou meses para marcar a consulta, e outros que, até morrem, porque a ambulância que os conduz fica retira. Ai, vem um poeta apresentando um projeto, obrigando o governo, sei lá quem, a construir uma rede de proteção, uma espécie de puçá gigante, para pegar o suicida na hora da queda...


Essas coisas não se resolvem da noite para o dia. Transformar uma velha penitenciária num hotel me parece uma ideia maluca, como os puçás imensos na Terceira Ponte, para pegar suicidas descuidados...

A mente humana é muito fértil, principalmente com o bolso do contribuinte. Vem ai o prefeito Luciano com a patinete!

 

 

 

 


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A máquina burocrática.

09/04/2019

 

Além dos 13 milhões de desempregados o Brasil possui, historicamente 65 milhões de pessoas na informalidade, ou seja, trabalham por conta própria, fazem pequenos serviços, são artesãos, confeiteiros, doceiras, não possuem conta bancária e integram aquele contingente impressionante de 72%  chamados analfabetos funcionais.

 

Responsável pelo fantástico n úmero de pessoas sem trabalho definido, “escondidos” do chamado sistema convencional das relações de emprego-trabalho, é a mais estúpida burocrática do mundo, são as chamadas 70 obrigações fiscais e parafiscais, quase oitenta autarquias e outros tipos de sinecuras que emperram o desenvolvimento econômico e social.


Agora mesmo está entrando em vigor a 70ª obrigação Fiscal brasileira, o Esocial, o controle burocrático de todas as atividades empresariais ligadas aos fatores sociais e econômicos e que raros escritórios de contabilidade, os mais importantes, ainda não sabem operar 100%.


O que o sistema burocrático brasileiro quer é transformar o sistema econômico nacional numa poderosa Alemanha, único país do mundo a implantar o chamado Esocial, sendo que a Alemanha tem 5 obrigações fiscais e o Brasil tem 70. Como arrumar essa barafunda toda numa máquina infernal - o computador – que, mais ou menos, quatro milhões dominam, num universo de 206 milhões?


O mais modesto produtor rural, lá do agreste pernambucano, analfabeto de pai e mãe, rezando noite e dia para que chova, tem que saber manusear o computador ou terá que pagar, não sei como, que alguém opere a máquina para ele.


Em qualquer parte do mundo civilizado o governo incentiva o produtor rural para que ele permaneça no campo, para que não fique desprovido. Aqui, funciona ao contrário, o governo incentiva a invasão, dá recursos aos invasores, distribui terras com eles para que as revenda ou as abandone, depois de exaurida com o corte de vegetação existente.


IDAF, IEMA, SEAMA, Ibama são instrumentos de pressão, de arrecadação de multas diversas e taxas sobre a produção. O produtor tem um coqueiro, esperou quatro anos para ele dá fruto; se vender no mercado, tem que pagar taxa sobre o número de frutos que vender. Palmito, aipim, batata, laranja, abacate, goiaba, banana, tem que pagar taxa ao IDAF, por que? O IDAF deu mudas, adubo, plantou?

 
Com essa máquina infernal de arrecadar, de esmagar quem está produzindo, enfrentando a força bruta da natureza, ninguém quer sair da informalidade e, desanima até viver num país  de notórios usurpadores. Tem sentido?         


Agora os burocratas estão maquinando: como cobrar Imposto de Renda de quem faz bico?

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA


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