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Tragédias sucessivas

06/05/2018

 

A incapacidade administrativa de prefeitos de diversos cidades tem provocado desastres como o desabamento recente de um prédio com 24 pavimentos em São Paulo, invadido, onde moravam 150 famílias. O prédio em questão, projetado pelo premiado arquiteto Roger Zmekhol, pertencia à União, já foi sede da Polícia Federal e estava cedido à prefeitura. Sua ocupação era feita pelo LMD (Luta por Moradia Digna).

O desabamento em questão, onde supostamente residiam 400 pessoas, causou pânico e mostrou até que ponto as chamadas autoridades municipais, brincam em serviços...

Pelo Brasil a coisa se repete, até aqui na Ilha de Vitória tem vários prédios públicos, doados ou adquiridos por prefeituras que não sabem o que fazer com os imóveis.

Alguns administradores, mais afoitos, pedem à União seus imóveis para transformá-los em residências populares; outros até adquirem tais imóveis na chamada bacia das almas com os mesmos objetivos sociais, mas reforma mesmo não sai nunca.

Que faziam 400 moradores no prédio que desabou no centro de São Paulo, com 24 andares de vidro de cristal, destruído da noite para o dia, apenas por irresponsabilidades dos administradores públicos que não repararam que o imóvel em questão tinha um “síndico” aventureiro que, por conta própria comandou a invasão e cobrava aluguel das famílias que ali fizeram suas moradias. Ainda não se sabe o número de mortos, nem como o fogo começou, apenas que houve uma explosão e o fogo se espalhou consumindo todos os andares, desabando.

Ou é muita coragem, muita necessidade ou esses ocupantes de prédios sem muita vigilância são realmente audaciosos, exploram os sentimentos de pessoas necessitadas, sem qualquer amparo social e disposta a sobreviver de qualquer maneira.

A sucessão de invasões ocorrem todos os dias, há uma indústria de pessoas sem um mínimo de escrúpulos que vive disso. Por que o “administrador”, síndico, seja lá o que for, do prédio que desabou fugiu, desapareceu, não ficou para prestar contas as autoridades pelos danos que seus inquilinos causaram a cidade?

Esses tadinhos que vão para a cidade grande em busca de aventura, morar debaixo da ponte ou em favelas, até mesmo em prédios abandonados, mostra a incapacidade gerencial dos nossos administradores de recursos públicos. Já pensaram se essa gente tivesse juízo, como seria o Brasil?

 

 


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Problemas sindicais.

05/05/2018

 

No decurso de mais de 60 anos da existência do Sistema Sindical Brasileiro, em momento algum as autoridades e sindicalistas de um modo geral realizaram qualquer iniciativa, qualquer estudo, qualquer mecanismo de se alterar a fórmula de arrecadação da Contribuição Sindical (nunca foi imposto) mas, da forma compulsória que era exigida do Trabalhador, de sua participação de um dia de trabalho em prol do seu sindicato de classe, a medida parecia meia esdrúxula, antipática, mas perdurou até recente, com a entrada em vigor das modificações introduzidas na Legislação Trabalhista, quando o mais importante seria extinguir a Justiça do Trabalho.

 

Com a suspensão da Cobrança compulsória do dia de trabalho do trabalhador em benefício do seu sindicato, tornando-a facultativa, paga quem quer, chegou-se ao ponto de ninguém querer pagar. O Brasileiro é assim, ou 8 ou 80. Se não é obrigado, não paga, nem promessa...

 

Em toda parte do mundo existem mecanismo de proteção à existência de sindicatos, tanto de empregadores como de empregados. Sem dinheiro, não existe vida de organização nenhuma, principalmente no Brasil.

 

Várias entidades ingressaram com ação de inconstitucionalidade da lei que alterou a Legislação Trabalhista, na parte onde extingue a contribuição, tornando-a facultativa. Nos casos de convenções, acham as autoridades do trabalho que a cobrança de percentuais em favor dos sindicatos deveriam ser apenas para os associados. Se fosse o correto, os não associados não deveriam merecer o aumento de salário conseguido e outros benefícios. Estaria certo?

 

Quando os Sindicatos de Trabalhadores ou Empregados buscam melhorias, ele está vendo o todo e não apenas o interesse dos seus filiados (associados), não seria de uma boa política, não seria sindicalistamente correto, trabalhar para um conjunto menor.

 

Na verdade, o governo Temer buscou extinguir a contribuição sindical visando CUT e outras centrais sindicais que apoiavam o governo Lula, que nadavam em rios de dinheiro, extraído do Fundo Sindical. Com a extinção da contribuição compulsória, as chamadas Centrais Sindicais vão morrer, porque ninguém vai participar de alimentar uma pelegada que não constrói nada em favor do país e muito menos da classe trabalhadora.

 

O governo precisa estudar com o necessário critério como proceder para que o sistema sindical continue a existir. No mundo chamado de civilizado é obrigatória a participação do trabalhador e do próprio patrão na vida de suas entidades de classe. O resto é coisa de política brasileira.

 

 


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