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Um momento delicado

05/10/2019

 

 

A velha história da vida: ninguém pensa igual. As pessoas podem ter pensamento convergente para um ponto, um objetivo mas, no fundo, almejam ou miram soluções diferentes. Toda sociedade não possui unanimidade sobre este ou aquele objetivo, muito embora, no fundo, mesmo divergindo, pode chegar a um ponto convergente, a maioria quer uma coisa só, embora divergindo um pouco.

No meu caso, presente, sei que vou escrever até meu último instante. Não tenho nenhuma preocupação com o que pensam sobre o que escrevo. Primeiro, porque escravo para mim, por mania, mais com objetivo de criticar, construindo, numa esperança, as vezes sã, de que o mundo, a sociedade tenha jeito.

Me espanta, principalmente a deterioração moral a que chegaram os homens públicos do meu país, nossos dirigentes. Cansado de assistir a repugnante hipocrisia da classe política, a sucessão de escândalos, com o patrocínio da bolsa dos grandes empresários, contando apenas com a participação de aplicativos via redes sociais, em outubro de 2017 o eleitor brasileiro elegeu um deputado até então inexpressivo, Jair Messias Bolsonaro, como presidente da República, quase morto por uma facada no meio de uma multidão que o carregava às costas, como um novo ídolo que surgia. Quem poderia estar por traz daquela faca maldita? Quem estimulou aquele tido como lunático a praticar tamanha indignidade? Incrível! Até hoje não descobriram de quem guiou aquela mão quase assassina. Há de se convir, Bolsonaro escapou por um golpe de sorte, pelo pronto atendimento.

A vitória de Jair Bolsonaro, a despeito da insidiosa campanha que sofre por parte de certa mídia ávida por dinheiro, proveniente de fontes duvidosas, criam até o artificio das pesquisas de opinião imaginárias, estapafúrdias, inconsequentes, com resultados absurdos, semelhantes àquelas da campanha, onde os candidatos com menos chances de ter 05% dos votos do eleitorado, ganhavam de Jair Messias Bolsonaro se ficasse na disputa do segundo turno. Como? Que estultice era aquela? Qualquer desentendido de pesquisas sabia que aquilo era uma manobra sórdida com objetivo de desviar voto. Ocorreu um alerta sério na ocasião, dirigido a quem de direito, por quem tem a força: se ocorrer fraude nas eleições, o candidato que objetivar voto fraudado não toma posse. Bolsonaro ganhou!

Há um objetivo claro, mas claro mesmo, de se criar um embaraço muito grande para o presidente da República, inviabilizando sua administração. Nenhuma autoridade corrupta, ameaçada por um processo do Lava-Jato tem condições de sair à rua sem quem seja insultada por grupos de populares, que quase a apedrejam. Até no exterior, ministros do Supremo Tribunal, passam dissabores nas ruas, atingidos pelos piores e imaginários epítetos e, o mais brando, é de ladrão, traidor da pátria.

Não existe pensamento unânime, mas estão criando uma atmosfera de ódio que pode acabar numa grande tragédia nacional. Tenho receio que vá correr muito sangue, nas ruas.

É bom ter cautela. A grande maioria da população está de um lado, quer mudar o Brasil. Igual a Bolsonaro.

 

 

 

 


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Paraíso de assaltantes

04/10/2019

 

 

 

Numa média de 7 por dia, por ano são arrombadas 25.550 lojas na grande Vitória, conforme dados fornecidos pela Federação do Comércio de Bens, Serviço e Turismo do Estado do Espírito Santo – Fecomércio – ES.

 

O que impressiona, não são apenas os números, a grandeza dos assaltos, mas a impraticabilidade de toda uma sociedade viver tranquila, na sua capacidade produtiva, para ganhar a vida.

 

Qualquer cidade do mundo, na mais distante Biáfra africana, a mola que move o mundo é o dinheiro e quem faz ele girar, fazendo circular a riqueza, é o comércio. Não existe empreendedorismo sem a atividade comercial e, é através dela que os governos promovem a arrecadação de impostos.

 

O problema brasileiro é grave, em virtude da incapacidade gerencial dos nossos governantes, muitos contando como principal aliado a arte de furtar, de distribuir empregos públicos, como se resguardando para se reeleger ou voltar proximamente como “bonzinho”.

 

Foi a partir de 1880, com o fim da escravidão, a liberdade dos escravos, através da Lei Aurea, que, desprotegidos pela sociedade, sem um amparo social, os negros se refugiaram nas favelas, que começaram a surgir na época, onde continuaram prestando seus serviços, como uma espécie de esforço pela sobrevivência.

 

De lá para cá, até esta data em que estamos, as transformações sociais, a violência urbana promovem a explosão do favelamento e o Brasil, depois do México, países africanos por excelência, ostentam os maiores centros de violência do mundo. A Grande Vitória é, reconhecidamente, um dos maiores centros de violência do mundo, pelo volume de mortes por cada 100 mil habitantes.

 

Essa tragédia urbana em que vivem cidades brasileiras não é coisas recente, vem de 1880, existem documentos comprobatórios (eu os tenho), mas os governantes não desejam se concentrar numa solução, exatamente por que imaginam que a alteração do chamado estado atual, perturbar a marginalidade com qualquer ação, com o saneamento básico de suas moradias, pode render-lhes repercussão negativa, perda de votos, e a vida continua nesta merda que aí está...

 

O Brasil precisa mudar mas, para tanto, precisa que todo seu conjunto populacional fosse educado, para seguir as regras civilizatórias.

 

Enquanto não se faz nada em favor de quem paga impostos e assiste seus estabelecimentos comerciais serem assaltados, a violência se expande, não haverá solução à vista.

 

 

 

 


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