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Piazzola e o Ecad

05/06/2019

 

Astor Piazzola, famoso cantor e compositor de tangos, nascido na França na radicado na Argentina, para onde foi menino, perguntado, certa feita, pela reportagem da revista Veja, o que ele achava do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), responsável pela cobrança de direitos autorais sobre qualquer meio de difusão de som e imagem, a resposta de Piazzola foi curta e rápida: “Um bando de ladrões”.

A maldade, a burocracia, a roubalheira se estabeleceram no país, há duzentos e mais anos, uma praga chamada de carimbo, cartórios, manipulados por bafejados pela sorte que até recebiam tais instrumentos como dote, presentes de núpcias, para poder sobreviverem coçando o saco.

Meu pai dizia que, quando surgiu o dinheiro no mundo e foi criada a Casa da Moeda, na frente de tal estabelecimento público, surgir a igreja, ao lado, o banco, do outro, o puteiro e, atrás, as atividades econômicas.

Enquanto puder, vou protestar, berrar, contra a presença de 70 obrigações fiscais e parafiscais no Brasil, para sustentar milhões de burocratas que mamam, se afundam nas tetas gordas da nação, em detrimento da extraordinária maioria da sociedade; por outro lado, tipos de arrecadação de recursos como Ecad, os mais indecentes organismos públicos de várias espécies, estaduais, federais e municipais, para esfolar o contribuinte. O Ecad cobra taxa de um simples aparelho de televisão instalado num quarto de hotel, como se um fiscal seu estivesse lá para ver se o hospede está vendo novela ou ouvindo música, para cobrar contribuição. Ninguém acaba com essa indecente monstruosidade, que alimenta chusma de aventureiros, como falava o saudoso Piazzola.

Todo filho de espanhol tem a figura do emblemático Dom Quixote de La Mancha num canto da casa e, se possível, a coleção de suas histórias escritas pelo fantástico Cervantes. Me considero um Dom Quixote, branindo sua espada contra os “monstros” que surgiam à sua frente, os moinhos de vento, como eu, contra essa puta burocracia instalada no país, desde o descobrimento, que cresce em proporções gigantescas, destruindo os sentimentos dos empreendedores da nação, asfixiados pelos maiores tributos do mundo.

Está no Congresso Nacional, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania projeto de lei nº 1.829, de 2019 (Projeto de Lei 2.724, de 2015, na origem), do Deputado Carlos Eduardo Cadoca, propondo a alteração de várias leis, para promover a modernização do turismo no Brasil e revogar dispositivos da Lei que estabelece as cobranças indecentes sobre direitos autorais. O relator da matérias é o senador Randolfe Rodrigues, que é contra a modernização, da abolição da estúpida cobrança. Quem aguenta?

Quando o sujeito, o investidor se estabelece com um hotel, em qualquer parte do mundo, é saudado como um benfeitor, no Brasil, é como se fosse um ladrão e, tome-lhe imposto na cara.

 

 

 


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Vessel (as passarelas)

04/06/2019

 

Foi aberta à visitação pública, no dia 15 de março último, sem pagamento de entrada, Vessel, as passarelas de Hudson Yards, ,uma formidável estrutura em aço, com cerca de 2.500 degraus, com a altura de aproximadamente um edifício de 20 andares, com vãos livres, dando a impressão de imensos casulos, onde as pessoas podem galgar seu topo através de um elevador panorâmico ou subindo seus degraus e rampas, apenas com a proteção de corrimãos com altura de um metro e vinte centímetros, sem qualquer proteção a possíveis suicidas.

 

Vessel é hoje uma das maiores atrações da cidade de Nova York, incansáveis na arte de atrair visitantes. A peça, uma imensa decoração, fica fazendo vistas para o rio Hudson, no chamado coração do Hudson Yards, importante zona comercial entre Chelsea e Hell’s kitchen,, contando na sua base com restaurantes, shoppings e hotéis.

 

A magnífica obra, que atrai milhares de pessoas para percorrerem seus 2.500 degraus, não contou até hoje com a ação de um vereador ou deputado de Nova York para proteger os curiosos que se debruçam nas suas muretas ou possíveis suicidas, como querem fazer com a Terceira Ponte, em Vitória, com a instalação de redes, imensos puçás, para colher possíveis desgostosos com a vida, que desejarem se atirar às águas da baia de Vitória, um local pouco recomendável, diante das informações publicadas por A GAZETA, de milhares de toneladas de esgotos sanitários que são atirados nas águas diariamente, por milhares de casas que ainda não possuem esgoto sanitário.

 

Quando vejo ideias absurdas, mirabolantes, como a da colocação de puçás na Terceira Ponte, para colher candidatos ao suicídio, fico imaginando se tais poetas andassem pelo mundo, para conhecer pontes, arranha céus, fantásticas travessias em precipícios nos Estados Unidos e China, com objetivo de atrair milhares de pessoas para o turismo de aventura, pontos que poucas pessoas se atrevem a subir.

 

Não precisa ir a Nova York conhecer Vessel, as passarelas de Hudson Yards. Basta procurar na internet os pontos pitorescos de maiores metrópoles do mundo, para ver como se pode divertir em segurança, bastando apenas estar com o juízo perfeito.

 

A intenção é refrescar a vista do ilustre leitor e até mesmo dos parlamentares que querem construir puçás na Terceira Ponte, para colher possíveis suicidas.

 

Afinal, tem gente pra tudo.

 

 

 

 

 

 

    


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