Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Maldito enrolo.

04/10/2018

 

Não gosto de fazer jornalismo olhando pelo retrovisor. O indivíduo tem obrigações e andar para frente, buscar o futuro, sem remoer o passado.

 

Desde a década de 40, quando descobriu-se que o caminho para as exportações de minério era a costa do Espírito Santo, mais importante ainda, a baía de Vitória, construiu-se aqui, defronte o Palácio Anchieta o cais de embarque de minério, Eumenis Guimarães, nome dado ao engenheiro antes do projeto.

 

Com o funcionamento do cais de minério da Vale no distrito de Paul, município de Vila Velha, a primeira coisa a se reclamar era o barulho que fazia a movimentação dos trens e do desembarque do minério através de comportas que se abriam debaixo dos vagões de transporte e, em seguida o pó, levado pelos ventos.

 

Para expandir as exportações de minério pelo Brasil e aumentar nossa pobreza com a exportações de commodites minerais (não renováveis), através do Porto de Tubarão, acabamos ficando com dois desembarques e embarques de minério, aumentando a incidência de pó, fuligem, lançamento de enxofre, caulim e outros produtos cancerígenos no ar, matando muita gente na região, por problemas respiratórios..

 

Passamos a assistir uma espécie de luta entre a demagogia dos pseudos ambientalistas, o governo, a Vale, Siderúrgica de Tubarão, empresas produtoras de pellets e outros produtos ferroso, mesmo com alto prejuízo da saúde das populações.

 

Dia 20 de setembro último A GAZETA, trazia notícia importante na sua página 12: “Vale e Arcelor MIttal têm até 2023 para reduzir a emissão de pó preto e, explicitamente, diz a nota:

 

“As pessoas para cumprimento de quase duas centenas de metas de redução da poluição para as empresas instaladas na Ponta de Tubarão, entre Vitória e Serra, foram divulgados ontem pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA). Os dados constam no Termo de Compromisso Ambiental (TCA) assinado ontem no Palácio Anchieta por Vale e Arcelor Mittal.

 

No documento elas se comprometem com metas de curto, médio e longo prazos para diminuir a emissão de pó preto e outros poluentes. Juntas, as duas empresas têm 195 pontos a cumprir até 2023. A cerimônia contou com a presença de representantes das duas empresas, do governo do Estado, do Ministério  Público Federal e do Estadual.

 

 

A Siderúrgica Arcelor Mittal precisa alcançar 139 metas nos próximos cinco anos. Demandas que passam pelos pátios de armazenamento, monitoramento de emissões atmosféricas e também em outros setores de produção da indústria. Na aciaria, por exemplo, onde o ferro-gusa é convertido em aço, a empresa deverá melhorar o armazenamento dos resíduos sólidos para evitar que sejam arrastados pelo vento.

 

“Nós estamos estimando, com essa conjunto de iniciativas, algo em torno de mais de meio bilhão(de reais), perfazendo um total, junto com esses R$ 574 milhões que a gente já anunciou, de mais de R$ 1 bilhão na iniciativa”, explicou o representante da Arcelor.

 

“As fiscalizações é do IEMA. Nós estabelecemos, dentro do termo de compromisso, uma continuidade da Cetesb para aqueles projetos de engenharia mais complexos. A gente ainda vai buscar o conhecimento da Cetesb para saber decidir se as medidas vão ser corretas ou não”, explicou secretário estadual de Meio ambiente e Recursos Hídricos, Aladim Cerqueira.

 

O termo de Termo de Compromisso Ambiental (TCA) foi elaborado após análises ambientais realizadas pela Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb) contratada pelo Governo do Espírito Santo no final de 2017.”

 

As coisas não acontecem sob um estalar de dedos, mas a quantos anos os dedos estão estalando, mostrando o crime que se comete contra a população com o lançamento diário de toneladas de pó de minério, afoga gases utilizados no sistema siderúrgico.

 

O que me preocupa, de verdade, não é o pó preto, mas a incapacidade dos nossos dirigentes. Quantos vão morrer devido a problemas respiratórios na região?

 

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo

Exercício de liberdade

03/10/2018

 

A liberdade é um negócio inebriante. Se o caro leitor nunca esteve preso, pelo menos por um dia, por algum motivo que considere justo ou injusto, não queira passar uma noite só, isolado com seus pensamentos, sem qualquer possibilidade de liberdade à vista.

Toda arte deve ser feita com responsabilidade. Quando comecei a escrever, como repórter policial em A GAZETA, meu pai, o velho Mesquita Neto me aconselhou: “Seja absolutamente correto na apuração dos fatos e no que vai escrever. Não fantasie. Vá direto ao assunto, sem rodeios. Nada mais chato, mais desagradável do que rodeios no jornalismo”.

Sou leitor de Veja, por assinatura, há uns 40 anos, como sou assíduo leitor de outros periódicos, diariamente, pela disposição que tenho de ler, conhecer mas, como disse outro dia um velho amigo de São Mateus, dá vontade de não ler mais nada, pela inversão de um verdadeiro estado democrático de direito num estúpido sistema socialista, tendo à frente um ideólogo metido a besta como Fernando Henrique Cardoso e um boçal encarcerado como ladrão e que, ao sabor da burrice da sociedade, foi eleito por dois mandatos – Luiz Inácio Lula da Silva, a quem sempre chamei de “professor”, das mais cínicas patifarias.

A Revista Veja dia 19 de setembro último, nas suas páginas amarelas, trouxe entrevista do senhor José Álvaro Moisés, sob o título: “Retrocesso à vista”, onde o homem, apelidado de cientista político afirma que o candidato Jair Bolsonaro ajuda a acirrar o clima de intolerância no Brasil e que o “o regime democrático”, tal como o conhecemos, está sob ameaça. Como eu, o senhor José Álvaro Moisés tem o direito de escrever todas idiotices que lhe vem à cuca e que a revista Veja, que não se distingue mais de que lado ela está, tem o direito de publicar. Como nas comunicações online, onde temos o poder de deletar o que não queremos ver, na revista ou nos jornais temos o poder de virar a página, procurar informações mais sérias.

O senhor Moisés foi fundador do PT, quando se afastou em 1980, talvez, até, por não concordar que a esdrúxula agremiação partidária de esquerda roubasse tanto, desgraçando com o Brasil e suas instituições, transformando nessa coisa que ai está, com sua participação. Não aceito a imaginação fantasiosa do senhor Moisés que o candidato Jair Bolsonaro seja uma ameaça a esta democracia fajuto que ostentamos no país, onde bandos de ladrões do partido que ele ajudou a fundar carregaram bilhões de reais dos cofres públicos e, apesar da credibilidade do juiz Federal Sérgio Moro, 12 procuradores da maior responsabilidade e uma Polícia Federal exemplares, sejam uma ameaça à nossa mambembe democracia. Se o senhor Moisés pensa que a sociedade brasileira é composta de idiotas, está redondamente enganado. Ela vai dar uma resposta a esse bando de loucos, tendo Lula e Fernando Henrique Cardoso à frente, que querem implantar a socialismo no Brasil.

Quem faz a liberdade, a democracia é uma imprensa livre e não a tutelada, subvenciona por notórios ladrões.

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   2039 2038 2037 2036 2035 2034 2033 2032 2031 2030   Anteriores »