Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



O Cais das Artes.

31/07/2018

 

Nossos governantes quando assumem o poder se transformam em sábios, inteligentes, não aceitam idéias alheias ou que confrontem com as suas e, como usam recursos públicos, não se incomodam se as coisas que imaginam vão dar ou não certo.

 

Vou ousar dar uma opinião ao governador Paulo Hartung, a quem aprecio pela nobreza de caráter. Foi ideia sua, exclusivamente sua, a construção do Cais das Artes, formidável projeto encomendado ao arquiteto capixaba Paulo Mendes da Rocha, natural de Cachoeiro de Itapemirim e radicado em São Paulo que projetou o famoso “caixotão”, como é apelidado pelos que entendem de arquitetura e, agora, dizem, vai ficar pronto em 2020. Vai?

 

A obra é monstruosa, maior do que a capacidade do Estado em disponibilizar recursos para mantê-la funcionando, daí o abandono e com possibilidade de atravessar mais anos exposta ao tempo, o que é perigoso. Seria importante entregar à iniciativa privada para que ali fosse implantado um formidável Centro de Convenções, uma galeria de artes para que o artista capixaba tivesse um espaço para expor seus trabalhos, mas que o empreendimento tivesse as mãos e a capacidade da iniciativa privada, para administrá-lo.

 

Não desmereçamos a ideia visionária da construção, do idealizador, mas essas coisas precisam ter começo, meio e fim.

 

Quando vejo tanta coisa abandonada ou por acabar, a cidade assistir o triste espetáculo de violência que vêm das favelas, que serpenteiam morro acima, inacessíveis para as autoridades de segurança para descobrir os labirintos onde a marginalidade se esconde, provoca pânico nos que moram na planície e pagam caro, impostos absurdos, para sustentar um populismo que, um dia, irá promover a africanização do país, pobre povo explorado por centenas de anos, ao sabor de exploradores malditos, que sugaram suas riquezas.

 

A sorte do Cais das Artes depende da vontade do governador, para continuar funcionando depois de pronto. Vendo o término do seu mandato, com desejo de encerrar a vida pública pelo desgosto à classe política que ele um dia imaginou ajudar a construir, mas que caiu na real, sentindo-se desiludido.

 

A cidade precisa de um centro de convergência, de aglomeração de pessoas que desejam o desenvolvimento. Com a proibição da Praça do Papa em receber pavilhões para a realização de grandes feiras, por entender o prefeito Luciano Rezende que a área não foi feita para esse tipo de finalidade, resta arranjar um espaço para que o centro nevrálgico do Estado possa ter um local nobre, para se apresentar aos visitantes.

 

As histórias não se repetem. Bom que sejam contadas de uma só vez, para que seus autores sejam lembrados com saudades, evitando-se cair no desprezo.

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA


Imprimir | Enviar para um amigo

A política (como ela é).

30/07/2018

 

O Sr. Christiano Dias Lopes Filho, a quem tive a honra de servir como secretário particular durante seu governo, me disse, certa feita, que eu não dava para ser político, por seu muito radical no trato com as pessoas e, em política, precisava ter duas caras, as vezes até mais.

 

Contava os dias para trás, para ver quanto tempo faltava para terminar o governo e eu cair fora...

 

Não faz muito tempo que assistimos, com a participação do governador Paulo Hartung, o hoje senador Ricardo Ferraço ser substituído como candidato ao governo pelo Sr. Renato Casagrande. Houve um desconforto que dura até hoje, mas, assim mesmo, o Sr. Ricardo Ferraço conseguiu se eleger senador, onde tem representado bem o Estado.

 

Agora, recente, esperava-se que o senador Ricardo Ferraço entrasse na disputa pelo governo do Estado, se confrontando com o candidato Renato Casagrande que, no passado recente, quando era governador, viu voltar para disputar com ele a governança do Estado, o então ex- governador Paulo Hartung, que ajudara a colocá-lo no Anchieta. Esse tipo de política de toma lá dá cá, sempre dá em merda, porque o sucessor não agrada ou não faz o que o antecessor quer, pensa que manda, vindo a desunião, o que aconteceu entre Hartung e Renato.

 

Em abril, a imprensa capixaba publicava uma entrevista do governador, onde ele já vislumbrava, de forma sub-reptícia, que não ia concorrer, apontando como possíveis sucessores os políticos Cesar Colnago, vice- governador do Estado; André Garcia, ex secretário de Segurança Pública; deputados Érick Musso, Amaro Neto e Sérgio Vidigal e, agora mais recente, meados de julho, o governador Paulo Hartung, solenemente, declinou em concorrer à reeleição, deixando o campo aberto para um dos apontados anteriormente. O mais propenso a aceitar foi o vice- governador César Colnago, acho que, dentro de um panorama, se tiver eleição em outubro próximo, seria, do grupo, o único com cacif suficiente para peitar o candidato Renato Casagrande. Aliás, diferente de todos concorrentes ao governo do Estado, quem irradia mais simpatia, credibilidade, é o italiano César Colnago,

 

Diz a história que cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça. O governador Paulo Hartung imaginou que o senador Ricardo Ferraço iria se enfeitar para concorrer ao governo do Estado, e até ajudou a desincentivar a candidatura de César Colnago mas, buscando os acontecimentos anteriores, a mordida da cobra, o senador Ricardo Ferraço levou o PSDB a apoiar o Sr. Renato Casagrande, ajudando a fechar a aliança PSDB, DEM e PDT, com o PSB de Renato Casagrande. E não arreda pé da posição.

 

É o maior furdunço da política capixaba das últimas décadas. Não se registra na história recente imbróglio mais divertido. Um verdadeiro saco de gatos... E que gatos...

 

Tudo isso faz aparte do medo que setores da política nutrem sobre a possibilidade da eleição de Jair Bolsonaro, que prefere marchar sozinho, com seu partido, do que mal acompanhado...

 

E o resto que se dane, que não surja uma cara nova.

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   2006 2005 2004 2003 2002 2001 2000 1999 1998 1997   Anteriores »