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Bia Kicis e a bengala

13/02/2021

 

Trabalhei numa repartição, na década de 50, e tínhamos um contínuo de nome Jovelino, com seus dois metros de altura e um corpo muito semelhante a um guarda louça, com perto de um metro de largura. Sou muito fácil de conservar amigos, pela lealdade, ou inimigos, pelas traições. A “ordem” da família de procedência ibérica é “matar” dentro de nós, esquecendo os traidores.

Não sei do porque me afeiçoei ao Jovelino e ele a mim. Talvez dentro da repartição era o único que o ouvia, como era comum aos demais que me procuravam.

De certa feita cheguei à repartição e, indo à geladeira pegar água, saltou à minha vista um lindo sanduiche. Perguntei em voz alta, de quem era “o mata fome”, e o Gessy José de Sá, mais conhecido como “Esquerdinha”, devido sua posição no Vitória Futebol Clube, gritou de lá: “É meu. Pode comer”.

Passei a deglutir o sanduiche até que, mais tarde, uma voz soou na copa: “Quem comeu meu sanduiche? ” Era o Jovelino, que me pareceu puto dentro dos panos, pela audácia. Pronto, disse-lhe, eu comi seu sanduiche, porque quando perguntei de quem era, o Gessy dissera que era dele, que eu poderia come-lo. Jovelino partiu para cima do Gessy como um Frankstein desesperado, para alcançar sua presa, quando rápido intervi: “Jovelino, pode ser que ele tenha dito por brincadeira, para sentir sua reação. Não o fez por maldade. Vamos comprar outro sanduiche, meu amigo”. Jovelino obedeceu, mas nunca mais falou com Gessy.

O tempo é o senhor da razão. Estou com a ideia fixa de que só uma revolução, com a morte de muita gente ordinária poderá colocar o Brasil nos eixos.

Até hoje não conseguir entender que tipo de política partidária tem o Brasil. Não entendo como tem tanta gente ordinária comandando as mais variadas funções públicas.

Diferentemente do resto do mundo, o Brasil tem uma legislação de normas do Direito do Trabalho que obriga todo mundo a se aposentar aos 70 anos, principalmente para os servidores públicos e, diferentemente das demais nações, também os membros da Suprema Corte eram obrigados a se aposentarem aos 70 anos, até que um remendo foi colocado nos fundilhos dos membros da Suprema Corte, dando-lhes mais 5 anos de mandato, o que passou a ser apelidado do “auxilio bengala”, e tal excrescência foi aprovada para resguardar interesses de ministros nomeador por Lula e Dilma, ou melhor, aliados ao PT. Coisa horrível, em termos de justiça...

Agora, com a derrubada do grupo do Rodrigo Maia, que comandava a Câmara dos Deputados, os novos donos do poder cismaram em colocar a deputada Bia Kicis na presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Bastou o anúncio ser feito para saltar a TV Globo, que no seu jornal fez um comentário considerando a indicação da deputada como uma “ofensa ao Supremo Tribunal Federal”, de onde ela já foi uma de suas procuradoras e promete, dentre outras providências, acabar com a chamada “instituição de bengala”, que favorece com mais cinco anos a presença dos membros do Supremo Tribunal Federal.

Veio à minha lembrança o sanduiche do Jovelino. A deputada Bia Kicis quer retirar o bolo da boca dos ministros, a poder de bengaladas.

Vamos ver onde essa nova cachorrada irá parar...

 

 

 


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A tragdia do comrcio.

12/02/2021

 

A arte de comercializar, ser comerciante, nasce com as pessoas. Ninguém vem ao mundo com uma determinação de ser negociante, formado pela intuição dos negócios, pela sensibilidade, da forma de receber as pessoas, de amealhar recursos para montar uma loja, um supermercado, uma farmácia, um simples bar ou restaurante.

 

No Brasil, quando o sujeito vem ao mundo o que mais almejam seus pais é que ele tenha um diploma para ser funcionário público, ter estabilidade no emprego e ser removível só por desejos pessoais.

 

Diz a velha história do dinheiro que, quando as sociedades começaram a se organizar e surgiram os fenícios com suas galeras promovendo a troca de seus produtos por outros de suas necessidades, surgiu o dinheiro e, para confeccioná-lo, padronizando-o de país para país, criaram a Casa da Moeda, que os mandatários detinham a chave, até que surgiu o PT e a porta ficou aberta...

 

É muito difícil ser comerciante. Criaram, nos tempos modernos, até o SEBRAE, para saber como se forma ou se orienta novo empresários, através de micros e pequenas empresas. Ocorreu um fato curioso, de 10 empresas que abriram , após orientação do novo órgão, sete fechavam as portas antes de completar um ano, pela mais absoluta falta de criatividade, aptidão para comercializar, ter que enfrentar mês a mês 71 obrigações ficais e parafiscais, dentre as quais o SEBRAE faz parte desse conjunto formidável do empreendedorismo às avessas...

 

Se ninguém nasce om a estrela na testa dizendo que ele vai ser um comerciante, pelo menos um fato inusitado acontece quando ele se estabelece: recebe o epíteto de ladrão, até antes mesmo de abrir as portas do mais modesto estabelecimento, quando na verdade o maior ladrão é o próprio governo ao instituir 71 obrigações fiscais e parafiscais , a maior carga tributária do mundo e as mais estúpidas obrigações acessórias que nem um contador fantasiado de mágico será capaz de decifrar o violento esbulho autoritário montado pela pior burocracia do mundo.

 

O comerciante vive para comprar e vender, fazendo do chamado giro comercial, a circulação da riqueza das nações, o dinheiro.

 

Quem entra num supermercado e encontra gôndolas  arrumadas com 50, 70 mil produtos diferentes, numa farmácia, numa loja de calçados, num modesto empório, um armarinho, deve exclamar com seus botões: “Coisa de loucos” e é verdade, num país de esquizofrênicos burocratas criando 42 mil leis e normas diferentes para atormentar a vida do empresário do comércio, daí a existência de 45 milhões de pessoas na informalidade e perto de 14 milhões de pessoas desesperadas com a perda dos empregos, sem se falar em 17 milhões de jovens sem emprego, sem estudo e se drogando.

 

Com a chegada do coronavirus (será que foi coisa de Deus? A Bíblia diz que não cai uma folha sem que Ele queira. E o coronavirus? Pois o comerciante, principalmente, está pagando pecados pela presença do coronavirus, porque os governantes malditos não querem que as atividades empresariais funcionem, no Brasil, desde que o Bolsonaro conceda auxílios para um bando de incapazes funcionais em cargos da administração pública façam tudo para destruir o governo Bolsonaro, porque não quer deixar ninguém roubar os cofres, mas percebem salários integrais,

 

Manipulados pelo Supremo Tribunal de Justiça até os incapazes de administrar um botequim têm raiva do comércio funcionando, daí a confusão estabelecida no país, onde empresários e trabalhadores estão nas ruas clamando pela abertura dos seus estabelecimentos comerciais. A manifestação dos empresários de Guarapari foi um negócio eloquente. Quem tem pena do comerciante? Casagrande? Os vermelhinhos no poder?

 

 

 

 

 

 


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