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Rifam-se políticos

03/10/2018

A Rede Gazeta de Televisão apresentou ontem, terça-feira, debate entre os candidatos a governador do Estado, um tanto ou quanto frio, mas de excelente qualidade, bem conduzido, mas sem nenhum concorrente para contrapor-se à figura do tarimbado candidato Renato Casagrande, ex-governador e com excelente passagem no Congresso Nacional, onde portou-se com natural desenvoltura.

Os demais candidatos, como que unidos e decididos, partiram sobre o candidato Renato Casagrande que passou quatro anos cozinhando a ideia de voltar ao governo do Estado, onde perdeu a reeleição para o então governador Paulo Hartung que, vendo seu inimigo político crescer nas pesquisas, preferiu não se candidatar à reeleição e muito menos apresentar um nome, dentro do elenco de cinco, apresentado antes como possíveis futuros candidatos ao governo do Estado.

Na chamada vigésima quinta hora da apresentação de candidatos para registro, o governador Paulo Hartung desistiu de concorrer, dando uma espécie de adeus à vida pública, o que deve ser verdade, pelo menos e o que vai acontecer no Brasil daqui para frente.

A vitória do candidato Renato Casagrande se deve exclusivamente a ele, a seu carisma e a força do eleitorado de descendência italiana, que certamente não votará em nenhum dos seus concorrentes, por uma questão de espírito tradicionalista.

Agora vem um recado: todos candidatos à reeleição que não se reelegerem jamais serão candidatos a qualquer coisa na vida pública brasileira. Primeiro, porque o sistema eleitoral deve mudar para Distrito Eleitoral misto, liquidando com todos candidatos que perambulam por aí arrecadando dinheiro e voto. O povo brasileiro não suporta mais esse tipo de gente sem lealdade, sem espírito público. Segundo, porque o eleitor enjoou da cara dessa gente que vive repetindo voto porque não permite que outros concorram no seu “reduto” e pilhando os cofres públicos, com vários na cadeia...

A renovação da classe política no Congresso Nacional, ultimamente (últimos 20 anos) tem sido na média de 50%. Devemos, nas eleições de domingo ter uma renovação de 70%, por aí, pelo que deduzo de todos, dizendo que não votam em candidato com mandato, embora alguns mereçam se reeleger, mas não tem como mudar a preferência de quem vota.

Finalmente, do debate da Rede Gazeta de Televisão, o candidato Renato Casagrande saiu fortalecido e vai se eleger com mais voto do que está sendo imaginado, ou previsto pelas pesquisas.

Parabéns pela sua desenvoltura.


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De Amocim ao Açaí.

02/10/2018

 

Não é do meu tempo, mas, lá no meu São Mateus, teve um prefeito, como diziam por lá, analfabetão, da “rede rasgada”, que não se importava com o que falava e muito menos o lugar e a hora.

 

 

Contam as más línguas mateenses que o senhor Amocim Leite (foi reeleito para quatro mandatos), era um homem realmente extrovertido e, em certo ponto, divertido. Eleito, no seu primeiro mandato, a banda de música, chamada Lira Mateense, no salão nobre da Prefeitura, que funcionava sobre a cadeia pública da cidade, ensaiou tocar o Hino Nacional e, o Amocin, diante da plateia que se posicionava em atitude solene, perfilada, passou o braço na cintura de sua mulher, dizendo: “Vamos milha filha, dançar este sambinha...”

 

Ficou famoso com suas saídas, compondo o anedotário que enriqueceu a verve mateense, que o reelegeu seguidamente por quatro mandatos, até que cassaram-no, definitivamente.

 

 

Temos presentemente o caso do Sr. Daniel da Açai. O homem pegou o apelido de uma banca que vende suco de açaí e foi alcançado pela Justiça Eleitoral por ter distribuído água de graça à   população, abastecida na sua fonte particular. Sem gastar um centavo dos cofres públicos o pobre homem saia distribuindo água pela cidade, uma vez que, com a influência do mar sobre as águas do rio Cricaré, o manancial onde era feita captação para o abastecimento da cidade, foi contaminado e, a caridade do prefeito vem lhe custando caro, devido a ação dos seus inimigos políticos, que querem comer seu fígado de qualquer maneira.

 

 

Ninguém se apiedou dos moradores de São Mateus que estavam curtindo uma diarréia daquelas mas, o senhor Açai, vendo que sua bondade poderia lhe render alguns votos, passou a distribuir água de sua bica.

 

 

Conheço o prefeito mateense pelo noticiário, apenas sei, através de mateenses, que sua eleição se deveu ao reconhecimento da população, que passou a beber água melhor do que a servida pela companhia que explora os serviços de distribuição.

 

 

Vejam que uns políticos nacionais quase quebram a Petrobras, roubam bancos oficiais, carregam malas e mais malas  com milhões e mais milhões e até concorrem a novas eleições. Tem alguns que levaram milhões para o exterior, compraram até banco, para depositar caminhões de dinheiro fruto de roubo e propina. No caso da minha terra, querem o fígado do prefeito Açai porque ele distribuía água.

 

 

Muita sacanagem...

 

 

 

FONTE: JORNAL A GAZETA 


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