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O uso e o abuso da força.

07/01/2020

 

Quem se deu ao trabalho, ou ao prazer rotineiro de ir todos os sábados para Guarapari, tomando como caminho a Rodovia do Sol, pela Terceira Ponte, a partir de 8horas da manhã do dia 28 último, encontrou algo pouco comum: o trânsito muito lento a partir da descida da ponte. Como é sábado e o destino é certo, sem pressa, quebrou a cara...

 

Debaixo do viaduto, no entroncamento da Rodovia Darly Santos com a rodovia do Sol, próximo ao posto da Polícia Rodoviária, no Jucu dois carros da Polícia Militar fecharam o trânsito, só permitindo a passagem de um veículo, numa ação burra, ostensiva, apenas com um objetivo: atormentar a vida dos que pegam a estrada para fugir da Grande Vitória.

 

Todos sabem quer não se guarda boa memória da nossa Polícia Militar, depois da greve que ela promoveu há dois anos atrás, onde morreram perto de 300 pessoas assassinadas e perto de quatrocentos estabelecimentos comerciais destruídos pelo vandalismo, à falta de policiamento. A história é triste, profundamente relevante para se ter receio, não respeito, de qualquer ação da Polícia Militar.

 

Está certo que a força policial reclama do governador Renato Casagrande, que prometeu mundos e fundos aos policiais grevistas, como aumentos, anistias pelo processo abertos contra os grevistas mas, parece, vivemos num mundo diferente, onde poucos, raros mesmos, se compenetram de que, no fundo, quem paga a conta é o magro bolso do contribuinte, que dispende anualmente com a importância de R$ 1.220.243.433,28 (Um bilhão, duzentos e vinte milhões, duzentos e quarenta e três mil, quatrocentos e trinta e três reais e vinte e oito centavos) para manter a Força Pública Estadual e mais R$ 459.618.279,19 (Quatrocentos e cinquenta e nove milhões, seiscentos e dezoito mil, duzentos e setenta e nove reais e dezenove centavos) com a manutenção da Polícia Civil e, R$ 136.636.774,12 (Cento e trinta e seis milhões, seiscentos e trinta e seis mil, setecentos e setenta e quatro reais e doze centavos) com o Corpo de Bombeiros, conforme dados da Secretaria de Controle e Transferência do Governo do Estado do Espírito Santo, perfazendo um total de dispêndio da ordem de R$ 1.816.498.486,59 com os chamados “mantenedores da lei e da ordem”. Concordamos, a remuneração para alguns, é baixa mas, afinal de contas, a culpa não  é da coletividade que paga impostos para ficar retida num engarrafamento monstruoso só para mostrar ao governador que existe uma “greve branca” para, torrar-lhe o saco.

 

A falência da autoridade, o desvio da autoridade, a incompetência da autoridade, fazem com que gritem que o Brasil está precisando de um novo AI 5. Casagrande que bote suas barbas de molho, com seus socialistas de resultados...

 

 

 


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Promesseiros e suas promessas

06/01/2020

 

Circula, através das chamadas redes sociais, uma velha propaganda, do governo anterior do sr. Renato Casagrande, contendo pormenorizadas informações acerca da Quarta Ponte que seu governo iria construir, pelos lados do bairro de Santo Antonio, na Ilha de Vitória, até Cariacica, município de outro lado da baia, para “desafogar” o trânsito da Capital.

A propaganda, bem montada, com maquete eletrônica, de como ficaria a obra, com prazo de entrega em 2018.

É o negócio do planejamento enfiado num notebook e um promesseiro a dizer tolices para um povo que não se cansa de esperanças, de que alguém chegue e cumpra com a palavra empenhada.

Tuneis, pontes, viadutos, escadas rolantes, teleféricos, reforma dos prédios públicos caindo aos pedaços, compra de outros prédios velhos para “preservação da memória”, tudo isso a classe política promete sem nenhum pejo, sem um mínimo de escrúpulos, com uma cara de pau com que nasceu, pregando mentiras como se fosse um boneco ventríloquo.

Á falta de coisa “melhor”, elegeram o sr. Renato Casagrande. Será que realmente não tinha nada melhor ou elegeram apenas por eleger quem se dizia novo inimigo do então governador Paulo Hartung? Não era amigos?

Todos os dias, pela manhã, hora do almoço e final do dia, o trânsito na capital embola, ou na cabeceira da Terceira Ponte, em Vitória, ou em Vila Velha, atormentando a vida dos que querem vir para o trabalho ou dos que desejam voltar para suas casas. A culpa, no campo da mobilidade urbana para essa multidão, usuária da Terceira Ponte é uma praça que tem o nome de Cauê: (Significa “gavião” ou “falcão”. Cauê é um nome de origem do Tupi, sendo provavelmente uma variante de Kauã, o nome que os índios tupi davam a aves de rapina da mesma família dos falcões. Existe também a possibilidade do nome estar associado à bebida fermentada (ka’wi) que os índios costumavam tomar.

Existem também outras variações comuns no Brasil do nome Cauê, como Cauan e Kauan, no entanto, existe a teoria que estes últimos sejam na verdade derivados de um termo finlandês, que significa “longo” ou “comprido”).

 

Construída pela Vale do Rio Doce na década de 60, onde tem duas quadras de tênis, para deleite dos seus empregados no Clube Social feito para seus ilustres empregados que, com a eclosão do Movimento Militar de 1964, o governo doou o prédio ao Governo do Estado, para instalar ali uma escola, mas a praça continuou, para atormentar a vida dos que têm pressa para chegar ao trabalho ou voltarem para suas casas, com duas quadras de tênis para uma elite fantasma.

Existe um livro, com 760 páginas – “Riqueza e a Pobreza das Nações – Por que algumas são tão ricas e outras são tão pobres-, de autoria de David S. Landes, professor  emérito de história e economia política na Universidade de Harvard. Quem se dispuser a ler um dos mais importantes livros que já se produziu no mundo, vai ficar rico de sabedoria e conhecer do porque a incapacidade administrativa, que obstáculos inteiramente inúteis, estúpidos, impedem o desenvolvimento.

Qual político se aventura a ler?

 

 

 


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