Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Beco sem saída

04/02/2019

 

Não vamos tão longe. Na década de 60 o processo de arrecadação de impostos, para os Estados e municípios, tinha como base o IVC- Imposto de Vendas e Consignações, em torno de 5%, sendo substituído, na década de 70, pelo ICM- Imposto sobre Circulação de Mercadoria ( cópia do sistema francês), acrescido mais tarde, ao sabor da fertilidade dos burocratas trepados no Confaz- Conselho de Política Fazendária, o acréscimo do S, ficando ICMS- Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço, uma arrecadação, como a substituição Tributária e outras invenções paulistas, por se considerar o “centro do Brasil”...

Desses 7% que tínhamos desde 1970 chegamos a 37% de impostos e sujeitos a 70 obrigações fiscais e parafiscais e perto de 400 empresas estatais e 73 instituições estaduais, municipais, federais batendo carimbos em papéis para cobrar taxas e emolumentos. Compomos o maior conjunto burocrático oligárquico do mundo. A Alemanha, o país mais organizado e preparado para cobrar impostos, do mundo, tem 5 instituições para cobrar carimbada.

Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral, Corpo de Bombeiros militar, são coisas que só existem no Brasil. Não existe no mundo um mecanismo médico-hospitalar (e até falsificadores) para darem atestado médico para cobrir falta no trabalho. Licença médica. Em todo mundo, nenhum trabalhador, nenhum servidor público ganha salário por mês. Todos assalariados ganham por hora trabalhada, dentro de contratos específicos. Não existem funcionários públicos, magistrados (só a suprema corte) no mundo, com estabilidade no emprego. Aí reside a grande tragédia brasileira. Não tem Jair Messias Bolsonaro que vai dar jeito nessa monstruosidade.

Escondidos atrás de um mandato e de um processo demagógico voltado para a perpetuidade política, nossos legisladores não toleram mudanças, têm pavor de protestos de minorias, criam as mais estúpidas proteções, como as cotas pra tudo que se imagina, esquecendo-se de que a base do desenvolvimento humano é a inteligência e não a incapacidade de aprender, uma questão de querer...

Com toda essa máquina infernal de multiplicação de mecanismos de arrecadação de impostos, para pagamentos de salários a maior e a mais estupida cadeia burocrática do mundo, montada desde 1500, pode ser que melhores alguma coisa, que não podemos admitir agora, nesse quase mês de governo Bolsonaro, mas será muito difícil, impossível mesmo, por -se um fim a tanta coisa ruim, inclusive com a corrupção, se dependermos para julgar essa gente de nenhum escrúpulos, da nossa formidável Justiça.

Mesmo diante da ótica absolutamente correta de que todos morrem, não existem meios e modos, governo suficiente para acertar a vida nacional.

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo

Difícil conserto

03/02/2019

 

A beleza da existência humana está resumida em uma única frase: Todos morrem. Cedo ou tarde, todos morrem. Ninguém fica para contar a história completa, daí as formidáveis distorções.

As desigualdades brasileiras nasceram com a colonização, desde o descobrimento, da nossa composição social. A velha história: “Pau que nasce torto, tarde ou nunca, se endireita”.

Sob a ótica das mídias sociais, coisa nova no país, no mundo, elegemos o sr. Jair Bolsonaro (o Messias, o Mito!) na presunção de que ele vai mudar os rumos nacionais, com a instituição da política do liberalismo, do efetivo estado de direito pregado pela Constituição em seu Art. 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade, do direito à vida, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: “aí vêm descrito, na forma constitucional, os direitos dos cidadãos. Tudo muito bonito... “

Sabe-se que, com o descobrimento, com a divisão territorial no que chamavam de Capitanias Hereditárias, o imenso território foi dividido em feudos e, estranho, enquanto os países em todo mundo se modernizaram, inclusive Portugal, nosso país, continuavam marchando celeremente para o atraso, até o dia 1ª de janeiro de 2019, à espera do milagre do liberalismo, sob a égide de Jair Messias Bolsonaro, sem dar-lhe chance de assentar-se direito na poltrona presidencial. Poucos dias antes de sua eleição, no meio de uma multidão que o carregava às costas, já em triunfo, quase lhe tiram a vida. Não se pode avaliar o que aconteceria no Brasil, se Jair Messias Bolsonaro fosse morto. Até ontem, após ser empossado presidente, Bolsonaro passava sete horas numa operação para o restabelecimento das suas funções digestivas.

Se não acredito numa existência divina, como posso acreditar em milagres? Se estamos, desde os primórdios do descobrimento montados numa imoral oligarquia, onde somos, no chamado mundo civilizado a única nação a ter funcionalismo público estável, ganhando na média, oito vezes mais do que um trabalhador da iniciativa privada, onde temos o mais caro e ineficiente sistema judiciário do mundo, estabilidade no emprego (vitaliciedade) para mais de 20 milhões de chamados “servidores públicos”, como vamos desejar que Jair Messias Bolsonaro, com um mês no poder, resolva todas tragédias nacionais acumuladas durante 519 anos?

Estamos assistindo, agora, os problemas do governo para afastar a máquina sindical montada pelo PT do comando de Vale, diante do monstruoso desastre na barragem de Brumadinho: a anistia concedida pelo governador Renato Casagrande aos militares grevistas da nossa Polícia. Temos jeito?

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   2101 2100 2099 2098 2097 2096 2095 2094 2093 2092   Anteriores »